União Europea Suspende Ratificação de Acordo ACTA

Por Luis R. Miranda
The Real Agenda
22 de fevereiro de 2012

A UE suspendeu a ratificação do Acordo de Comércio Anti-Contrafacção (ACTA) e encaminhou o texto para o Tribunal Europeu de Justiça para investigar possíveis violações de direitos de privacidade.

A Comissão Europeia decidiu na quarta-feira fazer que o mais alto tribunal da União Europeia “esclareça que o acordo ACTA e sua implementação devem ser totalmente compatíveis com a liberdade de expressão e a liberdade da Internet.”

O debate sobre ACTA “deve ser baseado em fatos e não na falta de informação ou rumores que dominaram sites de mídia social e blogs”, disse o comissário de Comércio da UE, Karel De Guch. A UE não vai ratificar o tratado internacional até que o tribunal emita a sua decisão, acrescentou.

De Guch insiste em que o tratado não vai mudar nada no bloco, mas vai ajudar a proteger a economia criativa.

Países europeus rapidamente assinaram o acordo com os EUA e o Japão pressionando para que o mesmo fosse aprovado em Tóquio há apenas um mês. A ratificação do acordo, no entanto, não está indo tão bem.

ACTA tem enfrentado forte oposição por parte dos europeus, que o vêem como anti-democrático. O povo tomou a sua raiva para as ruas em um protesto sincronizado, dizendo que ACTA viola os seus direitos. Cerca de 200 cidades participaram de uma marcha contra ACTA no dia 11 de Fevereiro.

As autoridades tinham a intenção de proteger a propriedade intelectual e direitos autorais, mas ativistas de direitos humanos alegaram que o conteúdo do acordo demonstra a sua parcialidade em favor de quem está no poder. Eles argumentam que isso viola a liberdade de expressão na Internet e permite o controle sem precedentes de informações pessoais dos cidadãos e a privacidade.

Alguns críticos têm dito que ACTA é como Lei contra a Pirataria na Internet (SOPA), que queriam passar discretamente sem muita discussão.

ACTA até agora foi assinado pela UE como um bloco, 22 membros da UE, e também os EUA, Canadá, Japão, Austrália, Coreia do Sul e alguns outros países. O número total de signatários do tratado é 31.

O Parlamento Europeu se prepara para votar ACTA em junho. Em paralelo, o acordo deve ser ratificado por todos os 27 estados membros da UE. Alemanha, Holanda, Chipre, Estónia e Eslováquia nao assinaram o tratado como tal e, como resultado dos protestos massivos contra ACTA na Europa não estão dispostos a ir em frente com ele. Bulgária, República Checa e Letónia suspenderam o processo de ratificação, enquanto a Polónia recusou-se a ratificar o acordo.

Decisão de quarta-feira significa que a ratificação de ACTA na UE poderia ser adiada por meses.

Traduzido do artigo original: European Union Suspends ACTA Ratification

Brasil Enfrenta Previsões de Desaceleração

Tradução Luis Miranda
UPI
Novembro 1, 2011

Planejadores do governo brasileiro foram avisados que a economia do seu pais pode estar desacelerando-se.

Dados divulgados pelo Banco de Desenvolvimento do Estado BNDES indicou o lento crescimento não foi apenas uma realidade, mas que ganhou impulso nos últimos meses.

Relatórios do maior pais da região, mostraram uma maior desaceleração da economia, com projeções que continuam a indicar atividade saudável, na maioria dos setores da economia brasileira. O prognóstico de desaceleração é feito com base em números mais baixos de empréstimos, o que indica que o dinamismo da actividade económica diminuiu, os dados mostraram.

O banco disse que os desembolsos de empréstimos em 2011 vao perder a sua meta inicial para o ano, refletindo um déficit de US $ 2,95 bilhões a $4.14 bilhões. A estimativa de desembolsos de empréstimos total para o ano é provável que seja mais de US $ 83 bilhões contra estimativas de até US $ 87 bilhões.

A queda é em parte resultado de tomadores de empréstimos corporativos mudando de idéia sobre como fazer as solicitações de crédito novo, mas representa o primeiro declínio anual na figura desde 2008, quando o Brasil estava lutando contra a crise econômica global.

A queda ocorre em meio a previsões de financiamento que o crescimento econômico do Brasil este ano pode ser inferior a metade do que em 2010. O crescimento econômico do ano passado, registrou-se em 7,5 por cento, foi o mais rápido em 24 anos de atividade econômica no Brasil e atraiu investidores de todo o mundo.

Pelo menos parte da queda do endividamento do BNDES provém do conservadorismo entre pessoas jurídicas brasileiras que têm sido atacadas pela especulação dos investidores e as preocupações sobre as possíveis ramificações da crise da zona do euro.

Expectativas sobre a construção de novas formas de negócios e investimento com a União Europeia tem diminuído por mais de um ano e discussões para alcançar um acordo de livre comércio com a Europa no âmbito do comércio da América Latina e o Mercosul foram inconclusivos.

Autoridades dizem que a crise da zona do euro pode encorajar os negociadores europeus a abandonar suas objeções ao Mercosul, que é visto pelo sector da agricultura da UE como uma ameaça potencial. Os analistas da UE disseram que um acordo com o Mercosul ajudará a UE para forjar novas relações comerciais e encontrar novas fontes de receita em um momento de adversidade.

Vários países membros do Mercosul estão indo bem e o Brasil em particular, tem um vasto excedente que promete os exportadores da UE uma mina de ouro potencial se um acordo de comércio é realizado.

Países membros do Mercosul são Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai como membros plenos, Venezuela como membro pleno aguardando a confirmação e Bolívia, Chile, Colômbia, Equador e Peru como associados.
Analistas disseram que a notícia de uma potencial desaceleração econômica no Brasil provavelmente vai causar um efeito cascata no resto da região do Mercosul, que tem um produto interno bruto de $ $2.895 trilhoes.

Governos se Preparam para Confiscar Fundos de Pensões

Por Luis R. Miranda
The Real Agenda
Outubro 17, 2010

Enquanto as organizações financeiras supranacionais acumulam mais poder, e os países membros sucumbem às suas regras, as classes média e média alta em todos os países membros suportam o peso da maior redistribuição de recursos na história moderna. Usando o pretexto da “crise econômica”, embora de acordo com as mesmas instituições esta crise terminou em 2009 – o FMI, o Banco Mundial e a União Europeia continuam saqueando os poucos recursos que restam para a classe trabalhadora.

Cristina Fernández de Kirchner anuncia a nacionalização dos Fundos de Pensões Privados. (Foto: EFE)

O último ataque vem na forma do roubo dos fundos de pensão da classe trabalhadora. Este roubo é feito através dos governos, que obedecem o pedido do FMI e o Banco Mundial e têm feito de tudo para confiscar as pensões das classes média e média alta para investir no sistema financeiro. O problema é que esse investimento será feito sem o consentimento dos pensionistas, e os produtos nos quais os fundos serão investidos são ativos não financeiros como os derivativos e hedge funds ligados aos falidos mercados imobiliários e títulos do governo.

A conseqüência direta destas medidas de ajuste económico e financeiro, como são chamados pelos banqueiros, é o desconforto dos pensionistas e da classe trabalhadora em muitos países onde os governos têm retirado as suas pensões, como a Grécia, Islândia, Espanha, França, Equador e outros. Os planos de austeridade oferecidos pelas organizações financeiras internacionais, buscam cortar gastos do governo, segundo eles, para estabilizar a economia.

Nos países em que as pensões não foram roubadas pelos governos, os burocratas estão fabricando explicações para preparar seus escravos, pois eles têm que dar mais de seu dinheiro aos banqueiros, embora eles já receberam cerca de 25 trilhoes de dólares no ano passado. Os governos estão se preparando para tomar as aposentadorias do setor privado, enquanto consideram a implementação de mais impostos sobre o rendimento pessoal e empresarial. A desculpa que vai ser usada é que os outros programas patrocinados pelo governo, incluindo a Segurança Social, estão quebrados, e precisaram da re-distribuicao do dinheiro para manté-los funcionando. Na realidade, os governos são querem roubar as pensões dos trabalhadores e contribuintes para manter suas políticas de gasto desenfreado, que são insustentáveis.

Nos Estados Unidos, os fundos de pensão públicos foram saqueados pelo governo e as cidades e municípios estão enfrentando déficits financeiros de até 574.000 milhões de dólares, de acordo com uma reportagem da CNBC. O buraco negro deixado pelos gastos do governo deve agora ser preenchido com o dinheiro dos contribuintes em todo o mundo, através do confisco da riqueza privada de milhões de americanos, europeus e latino-americanos, entre outros. Os defensores deste regime não só não expressam qualquer culpa pelos crimes cometidos contra seus cidadãos, mas também agem com a arrogância de pensar que podem roubar dinheiro de pessoas que trabalharam durante décadas para acumular fundos para sustentar o resto de suas vidas.

“Isso, é claro, é um sistema público de roubo do sistema de Segurança Social, e do governo para dar aos grandes políticos fundos adicionais para pagar as despesas fora de controle”, escreve Connie Hair. Em uma audiência no Congresso dos Estados Unidos., a professora Teresa Ghilarducci da New School for Social Research, em Nova York, propôs a criação de um regime de pensões que confisque os fundos públicos e regimes de pensões privados para colocá-los em um único fundo de conta de pensões (GRA), gerido pela Administração da Segurança Social.

O GRA é aplicado através de uma poupança fiscal obrigatória, equivalente a 5 por cento do salário anual de uma pessoa para ser depositado nesse fundo. Durante entrevista a uma rádio de Seattle, em outubro de 2008, Ghilarducci disse que o motivo por trás do plano e que : “estou reorganizando os cortes de impostos que já estão disponíveis para os fundos de pensão e como esses recursos serão redistribuídos”

No entanto, como aprendemos com dor imediatamente após o resgate financeiro dos bancos que foi originalmente de 700 milhões de dólares e que seria usado para curar as contas dos bancos que tinham investido em produtos financeiros tóxicos, esses recursos acabaram nos bolsos dos grandes bancos europeus e dos EUA. A idéia da re-distribuicao da riqueza soa bem para aqueles que ignoram as verdadeiras intenções dos globalistas, e aqueles que acreditam no coração a existência d “justiça social” e que o socialismo é a resposta para a igualdade. Com as reformas socialistas no mundo financeiro, os globalistas quase sempre cobrem a riqueza sob o pretexto de serem os salvadores, enquanto avidamente roubam todos os recursos e bens com o dinheiro que imprimem ilegalmente.

O programa GRA e outros similares, estão sendo empurrados pelo Economic Policy Institute, uma organização localizada no terceiro andar do prédio George Soros Center for American Progress. O Center for American Progress é um grupo de peritos liderado pelo ex-chefe do quadro de funcionários de Bill Clinton, John D. Podesta, que também era chefe da equipe de transição presidencial de Barack Obama após as eleições de 2008.

Em preparação para roubar os fundos de previdência privada, os Estados Unidos agirão da mesma forma como o governo argentino, em 2008, nacionalizou os planos de previdência privada no país, conhecidos como AFJP, e confiscou a riqueza de milhões de pessoas. “Não temos dúvida de que isso violaria o direito à propriedade privada. Não apenas para nós, mas para a sociedade e o mundo, esta é uma apreensão clara “, disse Ernesto Sanz, membro do Partido Radical da Argentina.

Como os americanos agiram ao saber que a sua riqueza, o fruto do seu trabalho está sendo roubado pelo governo? Se isto não desperta uma revolta generalizada da classe média assim como desobediência civil nos Estados Unidos e todos os outros países, então nada o fará.

Se você não tem previdência privada ou pública e acredita que isso não vai afetá-lo, pense novamente. Uma vez que seja estabelecido que o Estado pode confiscar a riqueza pública e privada, então eles podem vir e tomar sua casa, seus filhos e, finalmente, sua liberdade. Uma vez que o vampiro do grande governo fica um gosto de sangue, os seus dentes simplesmente afundam mais, e com isto qualquer sistema democrático mudará rapidamente para tornar-se uma tiranía.

Biocombustíveis emitem 400 por cento mais CO2 do que combustíveis fósseis

Por Luis R. Miranda
The Real Agenda
Agosto 16, 2010

Embora o CO2 não é o poluente que retratam os ambientalistas loucos, onde está a solução ambiental no uso atual dos biocombustíveis que emitem mais CO2 do que a gasolina ou o diesel? Não há nenhuma. Trata-se de manter um modelo corporativista para manter um monopólio e o controle dos combustíveis e a comida.

Um relatório recente publicado pela União Européia demonstrou que os biocombustíveis e outros combustíveis feitos de produtos agrícolas ou fontes renováveis não são realmente tão benéficos para o ambiente. Em vez de reduzir emissões de carbono como esperado, os biocombustíveis produzem quatro vezes mais poluição do que os combustíveis fósseis. O CO2 não é um contaminante como se informa, mas mesmo que fosse, os biocombustíveis atuais estão longe de ser a solução. E é claro que isso é conhecido pelos donos do monopólio do combustível.

Biocombustíveis como o etanol de milho comum, que se tornou um aditivo popular na gasolina e o biodiesel de soja, que está sendo usado em caminhões e outros veículos comerciais a diesel, são muitas vezes considerados benéficos para o ambiente porque são renováveis. No entanto, o uso de alimentos para produzir combustíveis e produtos de consumo causa o uso de grandes extensões de terra em todo o mundo para o cultivo de milho, soja e cana-de-açúcar utilizada na produção de biocombustíveis.

Em outras palavras, milhões de hectares de florestas tropicais estão se transformando em campos de milho e soja o suficiente para fornecer estes recursos para seus novos usos. As emissões de carbono provenientes da produção de combustível é muito maior do que o que é emitido pelo uso de combustíveis fósseis.

Segundo o relatório, a soja emite 340 kg por gigajoule (GJ) de carbono, enquanto o diesel e a gasolina emitem apenas 85kg/GJ. Da mesma forma, a canola, uma planta semelhante a canola na América do Norte, indiretamente emite mais do que os combustíveis fósseis devido ao fato de que o uso da terra produz 150kg/GJ adicionais. Em outras nações, a terra foi convertida para o cultivo de canola como alimento para substituir os produtos nativos que agora são cultivados para produzir combustível.

Ironicamente, a quantidade de recursos utilizados direta e indiretamente para produzir material para a produção de combustível é bastante elevada em comparação com a dos combustíveis fósseis convencionais. Os biocombustíveis também não funcionam eficientemente e podem ser destrutivos para os motores dos veículos. A gasolina enriquecida com etanol também pode reduzir a eficiência de milhagem em mais de 25 por cento, dependendo do veículo.

O cultivo de alimentos para combustível aumentam os preços dos alimentos para os consumidores. Também coloca pressão extra sobre as famílias, muitas das quais já estão lutando para suportar as condições econômicas atuais.

Quando tudo estiver dito e feito, os biocombustíveis parecem ser um monte de propaganda, sem muito benefício. Ambientalmente, fiscalmente e na prática, os biocombustíveis são um desastre. Os combustíveis fósseis não podem ser uma maneira ideal de energia limpa, mas neste momento fazem mais sentido do que os biocombustíveis.

Fontes para este artigo incluem:

http://trade.ec.europa.eu/doclib/docs/2010/march/tradoc_145954.pdf

http://www.telegraph.co.uk/

http://www.truckinginfo.com/

http://www.nytimes.com/

Banco Central Europeu: U$ 1 trilhão só serve para ganhar tempo

Por Luis R. Miranda
The Real Agenda
Maio 17, 2010

A corrupção e as mentiras do Banco Central Europeu e das suas filiais ao redor do mundo são ilimitadas. Há um ano atrás, o seu escritório nos Estados Unidos, -a Reserva Federal- solicitou 700 milhões de dólares para ‘salvar’ a economia. Isso, nós aprendemos mais tarde, revelou-se uma mentira. Foi uma mentira não só porque o dinheiro não era para fazer “mágica” econômica tal como foi prometido, mas também porque não erão somente U$700 milhões e, sim, mais de U$ 25 bilhões. Há poucos dias atrás, a União Européia lançou um pacote de ajuda de 1 trilhão de dólares que, segundo eles, serviria para manter a região economicamente estável. Agora, o BCE disse que o trilhão só serve para ganhar tempo. Tempo para quê? Resposta: Tempo para os bancos fazerem os preparativos finais para o colapso total da economia global. Existe alguém que ainda não vê isso?

Este tem sido o padrão mostrado ao longo da história com a elite liderada pelos bancos.  Eles criam problemas e apresentam soluções “milagrosas” que, também, ajudam a consolidar o poder e controle. Desta vez, porém, é definitiva. A linha inferior é esta, os banqueiros jogaram todas as suas cartas e, de uma vez, se converterão nos proprietários de tudo e de todos. A economia e o estado do mundo correram para baixo de modo incontrolável e nem mesmo eles podem salvá-los neste momento. Não que eles tiveram a intenção de fazê-lo.

Um por um, os países que foram vítimas de abutres financeiros ao longo de 100 anos fazem fila para pular além da borda do cânion. Como nos lembramos, tudo começou na Islândia, onde os funcionários agora parecem tentar lutar contra a corrupção enviando banqueiros para a cadeia. A crise mudou-se para a Grécia, onde as nuvens de dívida fiscal envolveram um país que, pelo contrário, é considerado um paraíso. Com Goldman Sachs como portador da lança, os banqueiros adicionaram mais um país à sua valiosa coleção. Nenhum banqueiro foi preso ou processado ainda. Em contrapartida, a Grécia sucumbiu à União Européia, enquanto os banqueiros tomam conta dos fundos de pensão e da poupança através do endividamento.  Os gregos agora estão imersos em uma dívida ainda maior através de um pacote de ajuda que assegura que a jóia do Mediterrâneo seja propriedade dos bancos.

Dois gigantes estão em linha para seguir os passos da Grécia e a Islândia. Portugal e Espanha começaram o processo de colapso através da redução dos salários, congelamento das pensões e o aumento dos impostos. Com uma população à beira do colapso social, as duas nações podem ver protestos no estilo tailandês mais cedo do esperado. A razão pela qual isso não aconteceu ainda? A Engenharia Social, é claro. A atenção do povo é desviada para o futebol e os torneios de tênis assím como cinzas vulcânicas imaginárias. Com o desemprego em torno de 20%, tanto Espanha como Portugal tiveram uma queda quieta livre de dor, mas as últimas medidas de austeridade provavelmente estouraram a bolha que isolou os dois países nos últimos dois anos. As subidas de impostos e os cortes nos serviços sociais foram bastante aplaudidos pelo Banco Central Europeu, bem como o líder do mundo em falências, Barack Obama. Esses aplausos decorrem do fato que as medidas os ajudam a ganhar tempo para consolidar o poder e os recursos. Cada vez que um país anuncia um pacote de medidas de austeridade, significa que mais dinheiro do povo, que já pagam impostos para tudo, é usado para pagar os empréstimos que os bancos já fizeram para estes países. É o banco que tem a prerrogativa de pedir aos países para reembolsar o empréstimo na totalidade, se desejar. Foi o que aconteceu na Islândia, Grécia e é por isso que eles precisam ser resgatados. O problema é que o plano de resgate financeiro vem dos banqueiros com quem os países inicialmente estavam em dívida. Você começa a entender a idéia? Por isso é chamado Consolidação.

A forma na qual os bancos operam é como um pescador que pesca um peixe grande. O pescador coloca a isca, -o banco oferece empréstimos-, o peixe morde a isca -os países aceitam os empréstimos-, e o pescador pode, então, escolher puxar o peixe para fora devagar, esperando que este continue travado no gancho, ou decide dar um grande puxão. A primeira opção fará com que a captura seja quase certa, mas vai demorar mais tempo. A segunda, dará uma recompensa mais rápida, mas o resultado pode ser também que o cordão seja cortado e, como resultado, o peixe escape. Há quase um século atrás, os banqueiros decidiram tentar a primeira opção para puxar a corda devagar deixando que o peixe se sentisse confortável. Agora, o peixe -a gente-, sabe que está preso e está fortemente puxando a corda. O pescador está desesperado porque o peixe pode escapar e está pensando seriamente em puxar a corda rápido e forte.

Parece impossível escapar do desastre econômico mundial que começou há aproximadamente uma década e que somente foi mascarado pelos números falsos de crescimento e recuperação econômica. Não houve geração de empregos significativa nas maiores economias do mundo e, até Jean Claude Trichet,  manifestou o seu pessimismo sobre as esperanças de um final feliz. Ele, claro, conhecia o resultado há muito tempo, provavelmente desde que chegou ao BCE. Ele disse, na semana passada, que os Estados Unidos estavam em uma situação semelhante à da Grécia. Outros cúmplices de Trichet também contribuiram à lista de frases memoráveis. George Soros, por exemplo, disse que o euro estava em uma situação precária e muito perto do colapso.

Pode-se facilmente ver o desespero da elite quando Nicolas Sarkozy bate o punho na mesa e Angela Merkel relutantemente apóia um pacote de ajuda que, em teoria, salvaria a Europa da ruína, mas na verdade não salvará ninguém. Como o BCE disse, o pacote só serve para ganhar tempo. O colapso financeiro foi precipitado ainda mais rapidamente devido ao fato de que mais pessoas estão entendendo este tipo de fraude e como elas foram enganadas durante as últimas décadas submetendo as suas poupanças e pensões  às organizações supranacionais. Como alguém disse, você pode enganar algumas pessoas durante algum tempo, mas você não pode enganar todas as pessoas o tempo todo. O mundo tem sido oprimido durante séculos, até mesmo milhares de anos, pelos impérios, os banqueiros e a elite. Agora, a moeda se inverteu e a pressão está sobre os opressores.  Eles têm que escolher entre fazer o colapso ocorrer de forma lenta ou abrupta. A Comissão Trilateral reuniu-se este mês. A reunião do Grupo Bilderberg é em Junho. O pescador está desesperadamente pensando em puxar a corda fortemente.

Fique atento.