Darpa trabalha na próxima geração de scanners para aeroportos

Os novos scanners substituirão os defeituosos, inúteis e perigosos scanners corporais nos que os governos gastaram milhões de dólares.

POR LUIS MIRANDA | THE REAL AGENDA | 8 SETEMBRO 2012

Quanto tempo levou? Hmmm … … Vamos ver … cinco anos para que o Departamento de Segurança Interna (DHS), o principal impulsionador dos scanners de corpo inteiro, admitisse que o seu brinquedo favorito é uma peça defeituosa, inútil e perigosa. Muitos de nós já sabíamos há algum tempo, é claro, e eles também. A imprecisão, a falta de eficácia e as consequências adversas para a saúde do uso de scanners de corpo inteiro foi demonstrado muitas vezes antes, mas o DHS esperou até que não podia mais esconder a fraude, para mostrar um leve interesse em “melhorar” a tecnologia.

Como relatado anteriormente, aqueles que têm mais a perder devido à adoção de scanners de corpo inteiro são os seus operadores, que têm ficado gravemente doentes depois de trabalhar em torno dos scanners por 5 ou 10 anos. Em nosso artigo de 28 de junho de 2011, foi revelado como muitos operadores de scanner de corpo inteiro, de repente começaram a descobrir vários tumores cancerígenos em seus corpos. Naquele momento, o Centro de Informação de Privacidade Eletrônica obteve documentos que mostram como os trabalhadores da Administração de Segurança de Transporte ficaram doentes com câncer, doença cardíaca e vascular cerebral após ser exposto à radiação de scanners.

Este fato foi negado pelo DHS e TSA, da mesma forma que negam a ineficácia dos scanners para detectar objetos escondidos. O perigo de se tornar doente devido à radiação, em conjunto com a explícita violação da privacidade e da incapacidade demonstrada dos scanners para detectar objetos colados a um corpo humano, reforçou as chamadas das  organizações de direitos humanos para acabar com o uso de scanners assim como a presença de trabalhadores da TSA em postos de controle inconstitucionais nos aeroportos.

Como na maioria dos casos de fraude do governo, o DHS solicitou nova tecnologia para realizar buscas e apreensões ilegais de bens pessoais em 180 aeroportos em todo os Estados Unidos. Parece que mais de 700 scanners de corpo inteiro simplesmente não estão fazendo o trabalho como deveriam. O DHS já solicitou a DARPA pesquisar e criar uma nova geração de sistemas de imagens que são menores, mais precisos e menos propensos a ser adulterados.

Como muitos leitores devem se lembrar, o DHS jurou que as imagens dos passageiros não eram armazenadas após a conclusão de uma análise, mas o público mais tarde soube que os scanners realmente gravam imagens em computadores que estão conectados a eles. Trabalhadores da TSA foram descobertos usando imagens para fazer piadas sobre os passageiros. Mas as imagens não são apenas armazenadas. Os scanners sao equipados com a tecnologia para enviar imagens para um banco de dados. Na verdade, a TSA forçou os fabricantes a produzir scanners que tivessem a capacidade de armazenar e transmitir imagens.

Algumas semanas atrás, o DHS e DARPA anunciaram que os novos scanners terão dois objetivos principais. Primeiro, o que eles chamaram de “melhoria no uso do tempo na medição de pressão.” De acordo com as duas organizações, este aspecto será melhorado para poder recolher as imagens. Os scanners também serao mais leves e terão uma capacidade de detecção mais exata e confiável, eles disseram. Isso é como dizer, “Vamos violar os direitos de privacidade de maneira um pouco mais confortável.”

“A pesquisa busca usar novas formas de identificar os passageiros que agora usam os aparelhos convencionais de raios-X e sistemas de dupla projeção de energia Multi View”, explicaram.

O segundo objectivo consiste em tornar os chips de memória menos susceptíveis de ser adulterado. Os chips devem ter níveis elevados de funcionalidade a um custo inferior, enquanto consomem menos energia e são mais fiáveis. Isto significa que os viajantes serão despojados de seus direitos constitucionais com tecnologia que funciona em harmonia com a natureza. Os scanners devem ter “alta resistência ao desgaste.”

A chegada dos scanners de corpo inteiro veio depois que um suposto terrorista tentou detonar uma bomba — o famoso bombardeiro da cueca — em um avião para Detroit, Michigan. Este suposto plano terrorista era falso e por muitos considerado um evento de bandeira falsa para justificar a adoção dos scanners. Na verdade, o suposto terrorista foi mais tarde identificado como agente duplo da CIA, que foi assistido ao abordar o avião, mesmo sem ter seu passaporte. Kurt Haskell e sua esposa, que foram testemunhas a bordo do voo 253 da Northwest Airlines viram como Umar Farouk Abdulmutallab embarcou em Amsterdã.

Sobre o uso indiscriminado de scanners, a ACLU disse que as máquinas produzem “imagens notavelmente gráficas dos corpos dos passageiros, essencialmente tirando uma foto nua da pessoa.” Tanto o DHS quanto o TSA ignoraram perguntas sobre privacidade e segurança. Como muitos leitores sabem, os scanners de raios-X de retroespalhamento literalmente realizam uma “gravação virtual nua”, que só se justifica pela Constituição se os oficiais tem causa provável.

Tanto o DHS quanto DARPA se reunirão em 18 de setembro para discutir detalhes da próxima geração de scanners. A nova estratégia vai incluir tanto o registro ilegal de passageiros, bem como uma nova maneira de rastrear bagagens. Para este fim, a DARPA apresentará o seu programa de Medição de Informação Compresionada, um sistema criado “para obter mais informações dos passageiros.”

Identificação Biométrica torna-se Mais Invasiva

Se você acredita que as impressões digitais ou a identificação com foto são exemplos do uso invasivo da tecnologia, espere até ler isto.

Por Luis R. Miranda
The Real Agenda
20 de julho de 2011

Se você nunca viu o documentário Shadow Government ou Governo Sombra, sinceramente recomendo. Ele detalha as últimas informações sobre como tecnologia é utilizada para criar um programa de identificação global de proporções bíblicas. Neste sistema que está sendo construído em quanto as pessoas questionam “por que eu tenho para dar minhas impressões digitais para obter uma licença para dirigir,” empresas querem implementar o registro de todos os seres humanos no planeta. Sem exceções.

A variedade de tecnologias disponíveis para efetivamente identificar alguém no trabalho, na academia, em eventos públicos, no tribunal e até mesmo em casa é simplesmente incrível. No entanto, os produtores e compradores dessas ferramentas de segurança não param de pensar em novas maneiras de obter contratos mais lucrativos de empresas privadas ou do governo.

A tecnologia de identificação mais invasiva foi anunciada recentemente pela empresa que a produz. E chamada Bio-Sig-ID e é criada pela Biometric Signature Inc. Segundo a descrição do fabricante, BioSig-ID é uma tecnologia de “Identidade multi-factor”; a melhor em sua classe. Isto fez com que a empresa ganhasse a confiança de uma grande variedade de organizações que vão desde setores como saúde, sistemas financeiros e bancários, educação online, cloud computing, a Casa Branca e o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos.

O BioSig-ID é conhecido por sua capacidade de coletar informações, tais como padrões de movimento do Mouse, velocidade de digitação, gestos do usuário e outras características pessoais para identificar a pessoa que tem a intenção de acessar informações ou usar uma peça de equipamento.

Biometric Signature anunciou recentemente que recebeu aprovação da U. S. Patent Trademark dos Estados Unidos para a sua mais recente patente que irá acrescentar a grande coleção de ferramentas baseadas em tecnologia de identificação. BioSig-ID tecnologia inclui os movimentos realizados com diversos dispositivos como um mouse, as marcas da tela de toque, dedos e movimentos do corpo para criar um sistema multi-fator biométricas utilizadas para fins de identificação.

Conveniência é o nome do jogo

Como muitas vezes acontece, o uso de BioSig-ID e outras tecnologias invasivas, é apresentado não como uma ameaça à privacidade, mas como uma “forma conveniente para manter a segurança”, ou para manter os dados e informações seguras. Em outros exemplos de violações de privacidade encontramos a indústria do entretenimento, que conseguiu a criação de produtos, tais como consolas de jogos de vídeo que gravam os movimentos dos usuários como uma impressão digital biométrica humana. Kinect, o dispositivo usado no interior do Xbox da Microsoft, permite aos usuários jogar apenas movendo seus corpos. “O console detecta o movimento e reconhece pessoas através de uma câmera e vários sensores instalados no dispositivo.” Não é conveniente?

Junto com os jogos de vídeo estao os infames scanners de corpo inteiro que são supostamente para nos manter a salvo do terrorismo, mas são uma das tecnologias mais invasiva jamais criadas. Os scanners não só podem dar imagens nuas dos passageiros que optam por renunciar a sua privacidade -há oportunidade de optar por não usá-los- mas também “banham” eles com uma dose de radiação venenosa. Leia informações sobre as quantidades de radiação emitida pelos scanners aqui. Leia sobre a radiação dos scanners de corpo inteiro ou “backscatter” scanners aqui. Saiba mais sobre o fluxo de radiação aqui.

Criando a necessidade de tecnologia invasiva de identificação

O sucesso de tecnologias que promovem a identificação biométrica existe graças à criação artificial de uma necessidade, o que fez com que o uso desta ferramenta tenha aumentado exponencialmente na última década. Isso não significa, no entanto, que o uso dessas tecnologias é tão jovem. Empresas privadas e agencias militares têm trabalhado para criar formas de identificar as pessoas por um longo tempo. Na maioria dos casos, a tecnologia desenvolvida para criar uma identidade biométrica tem sido utilizada em locais altamente sensíveis como as proprias empresas e instalações militares.

O sucesso desta tecnologia é baseada no fato de que um mercado foi criado, como acontece com muitos produtos, para garantir sua aprovação. A parte ruim é que junto com a inovação, as empresas e os governos tem usado o medo do povo e políticas para impulsionar a produção e venda. Quando os consumidores percebem a sua existência, a tecnologia já tem sido testada por muitos anos. Para BioSig-ID, o produto foi testado inicialmente pelo Grupo Tolly.

Como descrito acima, muitas organizações e empresas adotam esta tecnologia sob o pretexto de segurança. Segurança de dados, segurança da informação, acesso seguro às instalações, segurança de acesso à Web e assim por diante. No negócio de saúde, por exemplo, a DEA requer prescrição eletrônica de substâncias controladas, um exemplo infame da fraude que é a guerra contra as drogas. A DEA utiliza esta tecnologia para autenticar o acesso a registros de pacientes.

Em bancos e mercados financeiros, as instituições privadas e escritórios do governo utilizam identificação biométrica para “proporcionar segurança e proteger as informações dos clientes, que de acordo com essas organizações reduz fraude. Mas não tem funcionado muito bem, porque milhões de dados de cartões de crédito foram roubados nos últimos anos. Nenhuma organizaçao financeiras, nem hackers, nem os bancos têm sido responsabilizados por pôr em perigo a privacidade de seus clientes.

A educação não escapou à violação da privacidade. Organizações educacionais, ambas usam tecnologia biométrica com seus serviços online para “garantir” o crédito apropriado para os estudantes e para o registro e controle de pagamentos. Universidades e outras instituições que oferecem aulas on-line requerem a identificação de mais de uma impressão digital.

Novos serviços baseados na Internet, tais como celulares e computação em nuvem são adicionados ao grupo de serviços nos que os consumidores e usuários usam ferramentas de validação BioSig-ID e similares. Enquanto todo o conteúdo migra para a “nuvem”, as corporações e governos obtém um controle cada vez mais centralizado de informações e como as pessoas acessam essas informações no trabalho ou em casa. Os sistemas de identificação biométrica serao a chave para o gerenciamento de certificados ou protocolos para acessar os “Clouds”. A idéia de ter uma identificação de Internet única, que já foi proposto por funcionários dos governos em vários países, de repente, parece mais realista.

E se você é um funcionário do governo, como muitos são hoje, e mais, no futuro próximo, prepare-se para dar informação sobre qualquer movimento que seu corpo faz. No México, todos os funcionários do governo federal tiveram que passar por uma identificação biométrica a fim de manter seus empregos. Em todo o mundo, os governos estão implementando protocolos de segurança que incluem o uso de cartões de identificação ou credenciais para acessar e gerenciar informações do governo.

A identificação eletrônica já está disponível em lugares como Hong Kong, Malásia, Estônia, Finlândia, Bélgica, Portugal, Marrocos e Espanha.