“Estamos en manos de psicópatas integrados”

Escritoria cuenta su visión sobre como el mundo es controlado por “monstruos” de la vida real.

POR CATALINA GUERRERO | EFE | MARZO 4, 2013

Los psicópatas integrados abundan en posiciones de responsabilidad, en las esferas de poder, de hecho estamos en sus “manos”, afirma la escritora Espido Freire, que identifica en su ensayo Los malos del cuento a las personas tóxicas, los “monstruos”, dice a Efe, de la vida real.

“Estamos en manos de psicópatas integrados (…) estamos en una sociedad en la que el ladrón de guante blanco y el político corrupto han prosperado rápidamente”, señala Espiro Freire (Bilbao, 1974).

Y lo peor, según la escritora más joven en hacerse con el prestigioso Premio Planeta (por Melocotones helados, 1999), es que “los casos de corrupción y de quienes se han enriquecido de forma ilegal no están siendo investigados”.

Estos delincuentes, apunta su ensayo publicado por Ariel, crecen en los entornos urbanos, en sociedades complejas y en vías de desarrollo, en las que hay posibilidades de especular con el suelo, de introducir drogas y prostitución, de interferir con la provechosa burocracia o de llevarse porcentajes en la producción industrial.

Un caso frecuente, dice Espiro Freire, en el que se suele capturar a un psicópata integrado es en el de malversación de fondos, el cohecho o la corrupción, especialmente si es de dinero público, que se percibe como “no perteneciente a nadie”, pero esa “no es su única motivación”.

Pelotazos, sobornos, regalos y escuchas… en los últimos años no ha habido en España comunidad autonómica ni partido político que se haya librado en mayor o menor grado de los escándalos, indica la autora de Los malos del cuento y de los ensayos Mileuristas y La generación de las mil emociones, defensora del compromiso social y político del escritor.

En su nuevo ensayo, subtitulado Cómo sobrevivir entre personas tóxicas, advierte de que este momento de destrucción de puestos de trabajo, de empobrecimiento, de falta de respuestas de los dirigentes políticos y económicos, de casos de corrupción y miedo al mañana es “perfecto” para que surjan “psicópatas líderes” o para que un porcentaje mayor comiencen una carrera delictiva.

Insiste en que “estamos en manos de los malos del cuento” y para “desviar nuestra atención” de los verdaderos culpables de la crisis y del empobrecimiento al que vamos “de forma acelerada” tratan de satisfacer al ciudadano de a pié “con las migajas, con los chivos expiatorios y con la falsa sensación de que algo se puede hacer”.

Se refiere a la creencia de que los ciudadanos tienen el poder de generar un cambio, algo que tacha de “espejismo”.
Considera positivo, no obstante, que estos delincuentes “de guante blanco” estén ahora en el punto de mira de los medios de comunicación y de la opinión pública, como hace unos años lo estuvieron los maltratadores.

Contra estos y otros “malvados” que tenemos más cerca, sí hay posibilidades de actuar, según Espiro Freire, que establece perfiles para identificarlos y consejos para librarse de ellos.

Los “malos del cuento” pueden padres o madres que maltratan a sus hijos, novios o maridos posesivos o maltratadores, suegras dañinas, jefes que se apropian del trabajo de sus subordinados, acosadores morales o sexuales o vampiros emocionales que chupan la energía y la alegría de sus víctimas.

En definitiva todo un catálogo de personas “tóxicas” que ya aparecían en los cuentos clásicos para alertar a los niños -y a los no tan niños- de qué hacer frente a esas personalidades peligrosas.

Esos cuentos, con el tiempo, se han ido edulcorando, pero el mal sigue ahí, advierte Espiro Freire, convencida de que no se puede cambiar al malvado, de que los psicópatas no son recuperables.

Pero sí se puede crear, subraya, “una sociedad en la que los niños, los ancianos, los más desprotegidos, crezcan más seguros; primero, sabiendo detectar los rasgos de alguien malvado y después, creando un entorno en el que reciban un castigo lo antes posible y de la manera más eficaz”.

“La maldad existe. No me cansaré de repetirlo”, dice Espiro Freire, cuya obsesión a lo largo de su obra, apunta, ha sido abordar el lado oscuro de la personalidad humana, algo que le empezó a interesar cuando tenía “11 o 12 años”.

Ella, que antes se identificaba con La Sirenita y de un tiempo a esta parte más con el personaje de Piel de Asno, “alguien que no escapa, que lucha por sí misma”, insta a sus lectores que no toleren la maldad, ni la menosprecien, que escapen de los “malos del cuento” y denuncien. “No se dejen convertir en víctimas, ámense”, aconseja.

A Mafia Narco no Rio: “O Estado criou esses caras”

Por Luis R. Miranda
The Real Agenda
Dezembro 5, 2010

Com grande entusiasmo temos ouvido, lido e visto relatos na mídia tradicional como a polícia militar brasileira tomou posse do “morro do alemão” no Rio de Janeiro. As imagens eram claras e não houve dúvida de que o ataque chocou pessoas no Brasil e no estrangeiro. Isso é o que cada cidade do mundo deve fazer para manter seus cidadãos seguros, certo? Especialmente quando o Brasil sediará a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Que melhor maneira de parecer estar no controle do que colocar o exército nas ruas e prender 20 traficantes que vivem em uma área isolada do Rio e de onde controlam grande parte do tráfico de drogas que flui pela cidade?

Helio Luz, ex-chefe da Policia Civil, Rio de Janeiro.

Infelizmente, o que tem sido feito nos últimos dias pela polícia, pelo Exército e pela Marinha do Brasil é apenas um show, uma demonstração de força para os telespectadores e para aparecer ante o mundo que o governo é duro com o crime. No entanto, a realidade é diferente e a mídia não pode mostrá-la porque a polícia, o exército e a marinha não a incluiu no show. Vimos algumas partes dessa realidade escondidas nos filmes Tropa de Elite e Tropa de Elite II apresentados nos cinemas há algumas semanas. A realidade é que, como em outros lugares, o crime organizado, especificamente o que está ligado ao tráfico de drogas, é controlado pela mesma polícia. Como temos documentado, isso acontece, também, na Colômbia, México, América Central e Estados Unidos.

No Brasil, não é diferente. Não há necessidade de ser um privilegiado da informação para perceber que as gangues que roubam carros, bancos, executam seqüestros e os cartéis de drogas são, em muitos casos, controlados pela polícia e / ou os militares. É um daqueles segredos que todo mundo sabe, mas preferem ignorar. Então, nada melhor do que perguntar a uma pessoa que esteve no meio desta “luta contra as drogas” e, até hoje, mantém contato próximo com a mesma. Hélio Luz é o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, e como poucos, conhece a realidade do crime organizado naquela cidade. “O Estado criou esses caras”, diz Luz. Em entrevista concedida à imprensa brasileira, o antigo chefe da polícia disse o que muitos em sua posição conhecem, mas poucos se atrevem a dizer. Mas, desta vez, até os comentaristas de futebol da ESPN Brasil tiveram que expressar a sua preocupação com o circo que foi montado no Rio de Janeiro.

Desde sua casa em Porto Alegre, sul do Brasil, Hélio Luz acompanhou a ação das forças policiais e militares no Complexo do Alemão, onde foram encontrados os bandidos que haviam sido expulsos da Vila Cruzeiro poucos antes. “O Estado nunca teve uma política de segurança para médio e longo prazo”, disse Luz. “Sempre se agiu com uma política de segurança imediata.” O ex-chefe da Polícia Civil falou com a imprensa do sul sobre a crise no Rio de Janeiro enquanto o país se prepara para receber a Copa mundo em 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Luz referiu-se especificamente às características do Complexo do Alemão e a corrupção polícial.

O problema, diz Luz, é que, quando os traficantes são pegos por tráfico de drogas, são quase imediatamente liberados. De acordo com o antigo chefe da polícia, na maioria das vezes os traficantes não são sequer registrados, muito menos acusados ou julgados. “Por quê?” Luz perguntou retoricamente. “Porque existem acordos para que isso aconteça.” Ele acrescenta que os traficantes de drogas existem porque a polícia permite. “Existem acordos”, disse Luz. Segundo este ex-policial, esse tipo de crime organizado não aparece de um dia para o outro, mas leva tempo. No caso do Rio de Janeiro e na maioria dos países, os cartéis de drogas organizados cresceram nos últimos 30 anos. Luz acredita que, quando os telespectadores são testemunhas de ações policiais como vimos no Rio há poucos dias, todos acham que os traficantes são os inimigos do Estado, mas, na realidade, diz ele, “eles são membros do Estado”.

Quando Luz foi questionado sobre se a polícia do Rio é corrupta como foi mostrado no filme Tropa de Elite I e II, ele disse: “É muito pior.” Quando os criminosos são capturados em operações como aquelas vistas no Rio, eles são levados para os departamentos de polícia e liberados quase instantaneamente. O problema com essa política é que, se os traficantes estão muito ofuscados, mudar de cidade ou estado faz com que o problema se espalhe para outros sitios. Para reforçar o fato de que a polícia é responsável direta e indiretamente pela existência de organizações criminosas, como no Rio, Luz dá outro exemplo contundente.

“Em 1994, havia 140 pessoas seqüestradas na cidade. O problema era muito grave. Os empresários contratavam empresas de segurança na América do Norte. De repente acabou. Por quê? Porque a policia anti- seqüestro deixou de sequestrar. ”

Por que o Rio elogiou a ação da polícia?

Ainda antes do início das incursões nas favelas do Rio de Janeiro, o povo todo aplaudiu os policiais e militares que passavam pelas ruas, pois eles imaginavam que isso iria acontecer. Essa demonstração de força raramente vista, porque as diferentes forças policiais rivalizam, tem sido visto com bons olhos pela maioria da populaçá-. A incerteza é tão grande no Rio que qualquer sinal da presença da polícia é imediatamente saudada e reverenciada. Apesar da violência entre a polícia e os traficantes de drogas, os grupos armados do governo se autodenominam UPP ou Unidades Policiais Pacificadoras. E por que as pessoas batem palmas? Porque, como parte das invasões, essas forças militares especiais recuperaram territórios nas favelas que, até recentemente, pertenciam a traficantes de drogas.

Para Tião Santos, coordenador de Segurança Pública do Movimento de Juventude Viva Rio, as unidades policiais não resolvem o problema de segurança, porque uma vez que estes são removidos, os territórios serão progressivamente ocupados por traficantes, como tem acontecido sempre. “A única vantagem é que eles trazem um pouco de paz por algum tempo.” Entretanto, essa paz é efêmera, algo como o que vimos nos territórios ocupados em zonas de guerra. Tal é o caso hoje em dia do Afeganistão. O governo local controla apenas as áreas em torno da capital Cabul, o resto do país é terra de ninguém e, segundo muitos observadores, não levará muito tempo para que as tropas estrangeiras desocupem, se eles alguma vez forem embora, para que os antigos ocupantes retomem o poder.

Então, qual é a saída real dessa realidade tão brutal?

Como disse um comentarista da ESPN Brasil, essa história não vai mudar até que juízes, advogados, policiais, prefeitos e outros políticos corruptos sejam julgados e enviados para a prisão. É claro que a corrupção é o maior mal que corrói a cidade do Rio em todos os níveis, mas, especialmente, o setor policial. Claro que isso vai além da corrupção do governo. A imprensa, como em muitos outros países, é cúmplice, pois não denuncia categoricamente a corrupção e, sim, perpetua as falsas realidades que mantêm o seqüestro, o tráfico de drogas, o homicídio e outros crimes como parte do pão de cada dia na majestosa cidade do Rio de Janeiro.

Basta ler os jornais para perceber que o foco da mídia é absolutamente oficial, apoiando ataques militares quando acontecem, enquanto escondem a verdadeira origem do problema. Enquanto muitos culpam a pobreza pelo terrorismo urbano, a verdade é que a pobreza no Rio e no resto do Brasil é uma conseqüência dos altos níveis de corrupção oficial que avança impune e fora de controle. Parte do que a corrupção faz, é manter a maioria pobre e ignorante.

Publicamente, acredita-se que o fato de que o governo concede cestas básicas para os pobres, ou que aumenta o salário mínimo de 500-540 reais por mês, -uns 300 dólares-, é um sinal de que o governo está fazendo o seu trabalho com perfeição. Entretanto, os custos para alugar um pequeno apartamento é entre 300 e 700 reais. Todo o mundo tem telefone celular no Brasil, assim como moto ou carro, embora não tenham como pagar e isso é visto como um sinal de progresso. Esta falta de educação do povo, com a participação da classe média, deixa que as coisas continuem como estão -um Estado medíocre, o abuso de poder e o tráfico de influência são ocorrências diárias.

No Brasil, um cidadão tem de pagar cerca de US $ 500 para obter sua carteira de motorista. Lembre-se que o salário mínimo é de $ 300, mas apenas para aqueles que trabalham formalmente. Qualquer serviço prestado pelo Estado ou empresas privadas carregam impostos, entre 30 e 50 por cento, para encher os cofres de um governo que não tem tempo suficiente para dividir o dinheiro e que carece de honestidade e respeito pelos seus próprios cidadãos.

Então a solução para a triste realidade que vive o Rio e o Brasil não é militarizar as ruas, bairros ou cidades, mas -e com ausência de um sistema de ensino real-, que a imprensa como o único meio de transferência de informações discuta a realidade do país e não o que o governo quer apresentar. Isso ajudará o brasileiro a abrir seus olhos realmente, se tornar educado e, em seguida, exigir responsabilidade e respeito aos seus governantes. Enquanto os brasileiros continuarem conformados com a miséria em que vivem, nenhuma força policial ou militar poderá destruir o câncer da corrupção, tráfico de drogas ou o crime organizado.

La Mafia Narco en Río: “El Estado creó a estos criminales”

Por Luis R. Miranda
The Real Agenda
Diciembre 3, 2010

Helio Luz, ex-jefe de la Policía Civil, Rio de Janeiro.

Con gran revuelo hemos escuchado, leído y visto reportes en los medios de comunicación tradicionales sobre como la policía y los militares brasileños han tomado posesión del “monte del alemán” -morro do alemão- en Río de Janeiro, Brasil. Las imágenes han sido claras y no hay duda que la embestida policial ha chocado a propios y extraños. Pero eso es lo que cualquier ciudad en el mundo supuestamente debería hacer para mantener a sus ciudadanos seguros, verdad? Especialmente cuando Brasil será la sede de la copa mundial de fútbol en 2014 y los juegos olímpicos de 2016. Que mejor forma de aparentar estar en control que poner al ejército en las calles y arrestar a 20 narcotraficantes que viven en una área isolada de Río, de donde controlan gran parte del tráfico de drogas que circula dentro y a través de la ciudad.

Infelizmente, lo hecho en los últimos días por la policía, el ejercito y la marina brasileña es solo un show; un show de fuerza, para dar espectáculo a los televidentes, y aparentar ante el mundo que el gobierno aplica mano dura contra el crímen. Sin embargo, la realidad es otra; una que los medios no pueden mostrar, porque la policía, el ejército y la marina no lo incluyen en el show. Hemos visto parte de esta realidad escondida en la película, Tropa de Elite y la secuela Tropa de Elite II, que fue presentada en cinemas hace unas semanas. La realidad es que, como en otras latitudes, el crimen organizado; específicamente el que está ligado al narcotráfico, es controlado por las mismas fuerzas policiales que dicen estar combatiéndolo. Como ya lo hemos documentado, esto sucede en Colombia, México, América Central y Estados Unidos, para dar varios ejemplos.

En Brasil, no es diferente. No es necesario ser un privilegiado de la información para darse cuenta que las bandas roba bancos, las de secuestradores y los carteles del narco están compuestas y en muchos casos controladas por la policía, y/o el ejército. Es uno de esos secretos que todo mundo sabe, pero ante el que todos se hacen de la vista gorda. Entonces, que mejor que preguntarle a una persona que estuvo en medio de esa “lucha contra el narco” y que todavía se mantiene muy en contacto con el asunto. Helio Luz es el ex-jefe de la Policía Civil de Rio de Janeiro, y como pocos, conoce la realidad del crimen organizado en esa ciudad. “O Estado criou estes caras” -el Estado creó a estos criminales- asegura Luz. En una entrevista dada a la prensa brasileña, el ex-jefe de la policía dijo lo que muchos en su posición sabe, pero pocos se atreven a decir. Pero esta vez, hasta los comentaristas de fútbol en ESPN Brasil tuvieron que expresar su preocupación ante el circo que fue montado en Río.

Desde su residencia en Porto Alegre, al sur de Brasil, Helio Luz acompaño la acción de las fuerzas policiales y militares en el Complejo del Alemán –Complexo do Alemão-, donde fueron encontrados bandidos que habían sido expulsados de la Vila Cruzeiro, solo unos días atrás. “El Estado nunca tuvo una política de seguridad de medio o largo plazo,” dijo Luz. “Siempre actuó con una política de seguridad inmediata.” El ex-jefe de la Policía Civil conversó con medios de comunicación del Sur del país sobre la crisis en Río de Janeiro, de cara a los acontecimientos criminales y los preparativos para recibir la copa del mundo en 2014 y los juegos olímpicos en 2016. Luz se refirió especificamente a las características del Complejo del Alemán y a la corrupción policial.

El problema, dice Luz es que cuando los narcos son capturados por tráfico de drogas, son casi inmediatamente liberados. Según el ex-jefe policial, la mayoría de las veces los narcotraficantes no son ni siquiera fichados, y mucho menos procesados o juzgados. ¿Porqué? Pregunta Luz retóricamente. “Porque existen acuerdos para que esto no suceda”. Y agrega que los grupos de narcotraficantes existen porque la policía lo permite. “Hay acuerdos”, indica Luz. Según este ex policía, este tipo de crímen organizado no aparece de un día para otro, sino que lleva tiempo. En el caso de Río de Janeiro y la mayoría del país organizaciones como los carteles de la droga han estado creciendo por al menos 30 años. Luz revela que cuando los televidentes son testigos de acciones policiales como la que vimos en Río hace unos días, piensan que los narcotraficantes son enemigos del Estado, pero en realidad, dice él, “ellos son miembros del Estado”.

Cuando Luz fue consultado sobre si la policía de Río era tan corrupta como se mostró en las películas Tropa de Elite I y II, el dijo: “Es mucho peor”. Cuando los criminales son capturados en operaciones como las vistas en Río, ellos son llevados a los departamentos de policía y puestos en libertad casi instantáneamente. El problema con esta política es que si los narcos se ven muy ofuscados, se mudan de ciudad o de estado, lo cual hace que el problema se expanda a otros sitios. Para reforzar el hecho que la policía es directa e indirectamente responsable por la existencia de organizaciones criminales como las Río, Luz da otro ejemplo tajante.

En 1994, hubieron 140 personas secuestradas en la ciudad. El problema era muy serio. Los empresarios contrataban empresas de seguridad de norteamérica para cuidarlos.De repente, todo acabó. ¿Y porqué? Porque la Policía Antisecuestro dejó de secuestrar.

¿Porqué Rio aplaude la acción policial?

Antes del inicio de las redadas en las favelas de Río de Janeiro, muchos cariocas ya aplaudían a los policías y militares al pasar por las calles, pues se imaginaban que iba a suceder. Ese show de fuerza, pocas veces visto, pues en general las diferentes fuerzas policiales rivalizan, ha sido visto con buenos ojos por la mayor parte de la población. La inseguridad es tan grande en la grande Río que cualquier señal de presencia policial es inmediatamente aplaudida y venerada. A pesar de la violencia entre policías y narcotraficantes, los grupos armados del gobierno se hacen llamar UPP’s, o Unidades Policiales Pacificadoras. Y ¿porqué aplaude la gente? Porque como parte de las redadas, estos militares de fuerzas especiales han recuperado territorios en las favelas que hasta hace poco pertenecían a los narcos.

Para Tião Santos, coordinador del Proyecto de Seguridad Pública y Juventud del Movimiento Viva Río, las unidades policiales no resuelven el problema de seguridad, porque tan pronto estas se retiren, los territorios serán paulatinamente retomados por los narcotraficantes, como ha sucedido siempre. “La única ventaja, es que traen alguna tranquilidad por algún tiempo.” Sin embargo, esta tranquilidad es efímera, algo así como lo que se vive en territorios ocupados, en zonas de guerra. Tal es el caso de Afganistán hoy. El gobierno local solo controla las áreas cercanas a la capital Kabul, el resto del país es tierra de nadie, y según muchos observadores, no tardará mucho tiempo después de que las fuerzas militares extranjeras salgan -si es que algún día salen- para que los antiguos ocupantes retomen el poder.

Entonces, ¿cuál es la salida real a esta brutal realidad?

Como lo dijo un comentarista de ESPN Brasil, esta historia no cambiará hasta que jueces, abogados, policías, alcaldes y otros políticos corruptos sean encarcelados. Es claro que la corrupción es el más grande mal que carcome a la ciudad de Río en todos sus niveles, pero más especialmente el ámbito policial. Desde luego esta corrupción va más allá del gobierno. La prensa, como en muchos otros países es cómplice pues no denuncia tajantemente dicha corrupción, y más bien perpetúa falsas realidades que mantienen el secuestro, el tráfico de drogas, los asesinatos y otros crímenes como parte del pan de cada día en la majestuosa ciudad de Río de Janeiro.

Basta leer los periódicos del país para darse cuenta como el enfoque de los medios es absolutamente oficialista, apoyando las embestidas militares cada vez que suceden, mientras esconde el orígen del problema. Aunque muchos achacan a la pobreza parte de este terror urbano, la verdad es que pobreza en Río y el resto de Brasil es consecuencia de los altísimos niveles de corrupción estatal que por cierto avanza impune año con año. Parte de esa corrupción se esfuerza por mantener a la población pobre e ignorante.

Públicamente se cree que el hecho que el gobierno da cestas básicas a los más pobres, o que aumenta el salário mínimo de 500 a 540 reales por mes -unos 300 dólares- es señal de que el gobierno está haciendo su trabajo a la perfección. Mientras tanto, la renta de un apartamento pequeño cuesta entre 300 y 700 reales. Cualquiera en Brasil tiene teléfono celular, moto o carro, -aunque no lo pueda pagar- y eso es visto como señal de progreso. Esa falta de educación del pueblo, junto con la participación de la clase media que en el caso de Brasil deja que las cosas continúen igual, se añade a la mediocridad estatal y los abusos de poder y tráfico de influencias que es un acontecimiento cotidiano.

En Brasil, el ciudadano debe pagar alrededor de 500 dólares para obtener su licencia de conducir. Recordemos que el salário mínimo es de 300 pero solo para quienes trabajan formalmente. Cualquier servicio prestado por el Estado o empresas privadas acarrean impuestos de entre 30 y 50 por ciento que llenan los cofres de un gobierno que no tiene tiempo suficiente para repartirse el botín, pero que le falta honestidad y respeto por sus propios ciudadanos.

Entonces, la salida a la triste realidad que vive Río y que vive Brasil, no es militarizar las calles, los barrios, las ciudades; sino -y a falta de un sistema educativo real- que la prensa como único medio de transferencia de información, discuta la realidad del país, no la que el gobierno quiere presentar. Esto servirá para el brasileño abra los ojos, verdaderamente se eduque y entonces demande responsabilidad y respeto de sus gobernantes. Mientras los brasileños estén conformes con la miseria en la que viven o continúen funcionando basados en la impotencia aprendida a través de generaciones, ninguna fuerza policial o militar acabará con el cáncer de la corrupción, el narcotráfico o el crimen organizado.

La Censura no Silencia la Verdad

Muchas veces, jactarse de ser un comunicador de la verdad es un riesgo porque ante el menor error, la credibilidad es cuestionada. Sin embargo, cuando el comunicador de la verdad es un movimiento popular compuesto por ciudadanos conscientes e individuos -no un individuo o grupo-, no solo es más fácil ser parte de este movimiento, sino también comprobar si lo que se dice es verdad o no.

La Máscara ha caído. El Engaño fue revelado.

La censura reciente del documental The Obama Deception (El Engaño Obama) despertó el gigante dormido que es el movimiento patriota. Google ha adquirido un compromiso muy grande por el restablecimiento de El Engaño Obama, después que el documental fue sacada misteriosamente censurado junto con otras películas y documentales. No sólo es la primera vez que la mega-corporación ha restaurado un vídeo político de tal naturaleza en Youtube, sino que la restauración se produjo después de que ciudadanos de todo el mundo mostraron su fuerza al convertir la censura del documental en el asunto mas investigado en Google.

Con búsquedas como “Obama Deception Censurado” alcanzando el número 1, quedó claro que el pueblo no estaba contento con la censura. Inicialmente, Obama Deception era el término más buscado en Google Trends, pero fue colocado en posiciones inferiores a pesar de un alto volumen de búsquedas.

Fue tan inmensa la respuesta de los usuarios que dio lugar al debido restablecimiento del documental. El hecho que El Engaño Obama volvió a ser el centro de atención una vez más, permitió a cientos de miles de personas alrededor del mundo inyectar una dosis alta de verdad a la Internet. La censura sólo permitió que el vídeo se convirtiera en un tema aún más viral. La censura, simplemente no funciona, y sólo crea una reacción completamente contraria a lo que las corporaciones o instituciones gubernamentales que emite la censura quieren. El rugido del movimiento por la verdad no puede ser silenciada, y sólo se hace más fuerte con cada batalla intelectual contra la tiranía.

Este no es el primer incidente de la censura en Internet

La censura en Internet ha sido muy frecuente en los últimos años. Sitios como Infowars.com y Prison Planet.com fueron bloqueados por filtros de todo el mundo. Más allá de la censura de sitios Web individuales que promueven las manifestaciones pacíficas y la resistencia a la tiranía, el Proyecto de Ley de Seguridad Cibernética da a Obama -en Estados Unidos-, David Cameron -en Inglaterra- y otros gobernantes en diversos países el control total del Internet hasta el punto de tener la habilidad de desactivar el servicio a nivel local, regional, nacional e internacional. Esta ley de seguridad cibertnética fue aprobada con el pretexto de mantener el Internet seguro para todos los usuarios, pero en realidad es un movimiento ilegal para concentrar el poder que el Complejo Militar Industrial tiene sobre los medios de comunicación alternativos.

El Internet ha sido un vasallo de la verdad y la información por años, y los políticos corruptos están comenzando a expresar su oposición a su uso libre. Jay Rockefeller, de la familia Rockefeller, declaró que el Internet nunca debería haber existido. La familia Rockefeller tiene profundos vínculos con la ideología eugenésica, y ayudó a fundar IBM con su propia fortuna.

Jay Rockefeller se ha enfrentado a We Are Change, -un grupo que trata de descubrir la verdad sobre los ataques terroristas del 11 de Septiembre y otros temas-, acerca de su posición sobre la censura en Internet y sus vínculos con la eugenesia. En lugar de proporcionar una respuesta, Jay Rockefeller comienza a correr cada vez que se le cuestiona. Un miembro le preguntó sobre el famoso grupo Bilderberg, y Rockefeller dijo que no es parte de la discusión. Este es el hombre que se atreve a decir si podemos o no tener un Internet sin censura.

Técnicas de Censura despierta a más gente

El Internet es el medio de elección para la mayoría de las personas para mostrar su trabajo, leer las noticias, o mantenerse en contacto con los amigos. Cuando se enteran de que el Internet está siendo asaltado por políticas de censura, esto los hace despertar. Si el vídeo de una persona es objeto de censura, el siguiente video censurado puede ser el suyo. La posibilidad misma de la libertad de expresión es lo que necesita ser protegido. La libertad de expresión sólo puede ser protegida como una nación, mediante la protección de la libertad de expresión de cada hombre y mujer. En el otro lado de las cosas, fue comprobado que en Gran Bretaña las empresas de telecomunicaciones archivan cada llamada telefónica, correo electrónico y búsqueda en la web y esta información es después dada a empresas ligadas al Complejo Militar Industrial.

Muchas personas están plenamente conscientes de lo que está pasando

La censura del documental The Obama Deception es un testimonio de la capacidad de la gente. Millones de personas están al tanto de lo que está pasando, y ellos tienen el poder intelectual para crear un cambio por medios pacíficos. Completamente dominando las tendencias mundiales en Google Trends es más que una manera en que el pueblo ha mostrado su músculo. El Engaño Obama ha sido visto millones de veces, con el video censurado después de recibir más de 6,6 millones de visitas, y seguirá siendo visto por millones de personas (siempre que el Internet continúe existiendo como ahora). Seguir promoviendo El Engaño Obama (The Obama Deception) y otros documentales como este, ayudará a continuar flexionando el músculo del movimiento por la verdad.