Irã, China, Rússia, Paquistão contra EUA e Israel

Por Luis R. Miranda
The Real Agenda
11 de fevereiro de 2012

O Alto Comissariado do Paquistão na Grã-Bretanha reiterou o apoio do seu país à República Islâmica do Irã em caso de ataque do regime israelense.

Wajid Shamsul Hasan, disse ao jornal britânico The Sun que “o Paquistão não tem outra escolha senão a de apoiar o Irã”.

“Nós não iríamos ser vistos como parte da campanha de Israel contra qualquer país. Se Israel atacar o Irã, isso terá um impacto no Paquistão “, disse o Comissário do Paquistão.

“Devemos proteger os nossos interesses. Temos também uma população xiita no Paquistão, que não vai ficar de braços cruzados “, disse ele.

O funcionário paquistanês alertou que a Grã-Bretanha deve ajudar a parar a guerra que Estados Unidos está realizando contra o Paquistão com “drones” que estão assassinando centenas de civis inocentes.

Wajid Shamsul Hasan, disse que as relações de seu país com os Estados Unidos estão no seu mais baixo nível. “A paciência tem certamente atingido níveis de exaustão”, disse ele.

Hasan disse que o Paquistão apóia a guerra contra o terrorismo realizada pela Grã-Bretanha e os EUA, mas pediu ao primeiro-ministro britânico, David Cameron, condenar os ataques de avioes nao tripulados dos EUA em seu país como “crimes de guerra” e “execuções do Estado.”

“O dano é grave – escolas destruídas, comunidades, hospitais. As vítimas são civis, crianças, mulheres, famílias. Nossas perdas são enormes “, o jornal citou a Hasan.

“Eu acho que o tempo está se esgotando para o governo do Paquistão tomar uma posição. Em algum momento tem que tomar medidas punitivas para detê-los. Deve-se fazer alguma coisa para defender suas próprias fronteiras e territórios “, disse Hasan.

Hassan pediu ao primeiro-ministro britânico para convencer os EUA que os ataques com drones são contraproducentes, por isso os americanos são “as pessoas mais odiadas pelos habintantes do Paquistão.”

Junto com o Paquistão, Rússia e China manifestaram publicamente que apoiariam o Irã se os EUA ou Israel se atrevem a atacar aquele país. Tanto a Rússia quanto a China vetaram uma iniciativa das Nações Unidas que imponhe mais sanções contra a Síria, e no passado contra sanções semelhantes contra o Irã. Rússia e China também protestaram o envio de tropas especiais da Inglaterra e dos Estados Unidos para o solo iraniano e sírio para desestabilizar os governos desses países.

Artigo traduzido do original Iran, China, Russia, Pakistan vs US and Israel

O Poder Horizontal do Estado

Por Luis R. Miranda
The Real Agenda
13 de julho de 2011

Quantos liberais, libertários, conservadores e anarquistas, para citar alguns, não gostam dos resultados derivados de ter um Estado fora de controle? Seria interessante a realização de uma pesquisa para descobrir exatamente. No entanto, uma pesquisa não é necessária a menos que você seja um fã de estatísticas ou matemática, para saber que a maioria das pessoas estão insatisfeitas com o atual estado das coisas. Prova de que o envolvimento do governo pode fazer mais mal do que bem está em todos os aspectos da vida. Mas não é o governo ou o Estado responsável por esses resultados, é o povo que apóia os Estados ou governos que têm a culpa.

Embora a estrutura e o poder do governo são vistos como construídos em forma de pirâmide, a verdade é que o governo ou o Estado é construído na horizontal. O governo é composto por pessoas que dão apoio jurídico e moral de existir, assim essas mesmas pessoas são responsáveis pelo que o Estado ou o governo faz ou não faz. Portanto, todas as coisas que se originam no Estado, boas ou más, são o resultado directo do apoio dado pelas pessoas ao que conhecemos como o governo ou o Estado.

O problema é que muitas pessoas não sabem ou não entendem isso. As pessoas se queixam sobre o estado atual das coisas, sem perceber que eles são os culpados pela miséria que estão experimentando. Outras pessoas percebem, mas são muito hipócritas ou têm medo de fazer algo sobre isso. Eles não falam contra o Estado, porque têm medo da rejeição social. Aqueles que temem vao ficar feliz em saber que o problema do abuso e as acoes fora do controle do Estado é resolvido com ações, não palavras. Por quê? Porque a linguagem é tão frágil que pode ser manipulada em muitas formas para dizer o que qualquer pessoa quiser. É quase impossível injetar uma dose de senso comum em qualquer pessoa que tenha sido previamente doutrinada, e todos nós somos doutrinados a algum grau. No entanto, se trabalhamos em algo que é visto como ruim ou abusivo, os outros vão ver por si mesmos o que queremos dizer, porque nossas ações fazem mais sentido do que o que eles acharam real durante as suas vidas.

Despertar as pessoas para agir e mudar o atual estado das coisas é uma tarefa impossível se você só usa as palavras. A razão para isto é que a cultura está tão profundamente enraizada em suas mentes, que a realidade do povo não é nada mais do que aquilo que a cultura lhes diz que é. Nada mais. É claro que a cultura não “ensina” a realidade ou a verdade às pessoas, mas dá uma mistura de meias-verdades e mentiras.

 Como fazer, por exemplo, as pessoas entenderem que enquanto os nazistas mataram 6 milhões de judeus diretamente e indiretamente um total de 40 milhões de pessoas, há outra entidade que já matou quase sete vezes mais pessoas do que os nazistas. Pode vir como uma surpresa para muitos que durante a era contemporanea, os Estados são responsáveis pela morte de pelo menos 262 milhões de pessoas. Isso é um fato que a cultura não vai contar a ninguém.

Por exemplo, em nossa “realidade” criada pela cultura, o problema é o terrorismo, mas ao invés de atacar as causas profundas do terrorismo, o Estado trata os seus cidadãos como criminosos. De repente, todo mundo é culpado até que se prove inocente e todo mundo está sujeito a esta forma de pensar. Nós revisamos os sapatos em aeroportos para resolver o problema do terrorismo, a cultura nos diz. Damos ao Estado uma foto do nosso corpo nu (em scanners de corpo inteiro), como forma de resolver o terrorismo, dizem-nos os meios de comunicação.

Enquanto isso, os terroristas, os verdadeiros terroristas, que operam os scanners nos aeroportos, que mataram pelo menos um milhão de pessoas no Iraque, que apoiaram a limpeza étnica na Bósnia, agora fazem a mesma coisa na Líbia, Paquistão, Iêmen e Síria, gracas a complacência do povo.

Pessoas apoiam o Estado porque é a forma como foram educados. Dependendo de onde você mora, o sistema de ensino doutrina a obedecer e adorar o Estado. Junto com a doutrinação está o papel que a cultura desempenha na vida das pessoas. A cultura reforça a paradigmas que foram criados para que tudo fique como sempre. Os seres humanos foram doutrinados a aceitar e exigir uma explicação da realidade que nunca deve mudar: que o Estado, qualquer Estado, tem nossos melhores interesses em mente. É por isso, por exemplo, que todos pagam impostos de propriedade pelo resto de suas vidas, apesar de que já pagaram esse imposto quando compraram a propriedade. É por isso que “escolhem” os seus representantes de ambos dois partidos politicos principais, e acreditam que o sistema lhes dá uma opção. É por isso que todo mundo obedece as leis criadas pelo Estado, embora este não obedece. Isto é porque as leis são para os escravos, e não os proprietários. E adivinhem? Os proprietários também são seres humanos como eu e você, não importa o quanto eles adoram ver-se como seres superiores.

O problema com a “realidade” criada pela cultura e que porque ela é objetivamente falsa, você precisa de um apoio contínuo para torná-la credível. É exatamente como “diga uma mentira mil vezes e ela vai se tornar verdade”. Isso é o que a cultura faz. Pessoas que acreditam no sistema de paradigmas impostos por engenheiros sociais, paradoxalmente, exigem reforço constante para eles poder acreditar que uma coisa é verdade. Por exemplo, as pessoas foram ensinadas que a Primeira Guerra Mundial foi travada em prol da democracia, ou que o governo veio depois da Grande Depressão para salvar a todos, ou que a Segunda Guerra Mundial veio para salvar o capitalismo, ou que os bancos centrais existem para controlar as forças terríveis que os mercados livres geram e que são falhas e perigosas. O problema com todas essas realidades falsas e que muitos de acham que são reais, é nosso futuro e o futuro de nossos filhos e filhas serão determinados por decisões tomadas por pessoas que acreditam que essas falsas verdades.

Isto é porque todos pensam que o Estado ou o governo existe para corrigir tudo o que está errado e, portanto, não há nada a temer. Deste tipo de pensamento originou-se o Estado Baba. Uma vez que os indivíduos não são capazes de gerir suas próprias vidas, isso é o que temos sido ensinados, há um Estado que coloca a porca no parafuso solto, uma entidade que nos dá tudo o que precisamos. O que as pessoas não percebem é que esta entidade, se permitido, também vai tirar tudo o que é distribuído pelo poder investido nele. Porque a realidade é criada e reforçada pela cultura gira em torno de pontos de vista de dependência coletivista, e que o Estado tornou-se o problema que é hoje. Embora a evidência mostra que esta entidade, a qual todos supostamente devemos tudo o que temos, destruiu tudo que tocou, o nível de doutrinação do povo é tão grande que não só não lhes permite ver essa destruição, mas também automaticamente direciona-los a buscar reforços de sua falsa realidade.

Da educação para até a economia, da política externa até os serviços sociais, o Estado tem destruído tudo. Intencionalmente, é claro. É precisamente porque a evidência derrota os paradigmas falsos que a cultura quer impor, as pessoas continuamente pedem seus reforcos diários, semanais e mensais da falsa “realidade”. É por isso que os engenheiros sociais criaram e mantem coisas como o New York Times, CNN, Dancing with the Stars e American Idol, de modo que os escravos obtenham a sua pílula azul quando precisem e não ameaçem deixar a fazenda onde eles são explorados a cada dia de suas vidas. A pílula azul mantém o Estado horizontal, o que as pessoas vêem como uma pirâmide hierárquica, mas realmente é tão plano quanto uma prancha de surf. Esta distinção pequena é o que separa os seres humanos de liberdade verdadeira, e de acabar com o controle do Estado.

A chave para libertar-se dos abusos do Estado encontra-se na capacidade de reconhecer é esta estrutura hotizontal a que faz com que o Estado seja tão perversamente bem-sucedido. De fato, a força do Estado não vem de si mesmo, mas de seus familiares, vizinhos, amigos, colegas de trabalho, etc; em outras palavras, a população escrava a qual você e eu pertencemos. Os escravos apoiam este sistema devido a uma série de razões. Primeiro, porque eles foram ensinados a fazer isso. Segundo, porque eles se beneficiam diretamente de alguma bugiganga criada pelo Estado e não querem perdê-la. Terceiro, eles não querem que os outros os superem sejam mais bem sucedidos. Quarto, porque o colapso do sistema significa um estado de realidade com o qual não podem lidar. É ignorância, falta de humildade e, acima de tudo, a doutrinação da maioria, que os impede de tomar a pílula vermelha e abrir os olhos para o mundo real. Em vez disso, os escravos do Estado garantem a sobrevivência da pirâmide atacando a minoria que se destina a alertá-los para a mentira em que vivem. É a aceitação voluntária da falsa realidade a razão que a maioria das pessoas vivem no ambiente que permite que o Estado cresca fora de controle. Enquanto a maioria das pessoas perdem tempo com tribalismos esportivos, racismo, inveja e adequação cultural, seus co-escravos nos níveis meios asseguram-se de que os engenheiros sociais terao um Estado que vai continuar a crescer mais forte.

A natureza horizontal do Estado e como ela é usada pelos engenheiros sociais para manter a maioria das pessoas cegas e complacentes é o que explica a possibilidade de que algumas centenas de pessoas possam governar bilhões. Seria impossível de outra forma. Mas é precisamente a natureza horizontal que apresenta as pessoas com a oportunidade de quebrar as cadeias do Estado antes de ele tournar-se maior e mais cruel. É mesmo possível, eu diria não só reduzir o tamanho do governo, mas também fazer com que este trabalhe para as pessoas, como a maioria de nós acreditamos que deveria ter sido sempre. Mudança neste sentido não é fácil, no entanto. Ela exige honestidade de quem quer “consertar as coisas”. Se o sucesso da corrupção do Estado é baseada no apoio moral e material recebido pelos próprios escravos, é a retirada desse apoio o que vai acabar com nossa escravidão.

Se você pagar seus impostos de propriedade a cada ano, porque teme que o Estado virá a invadir sua casa e levá-lo para a cadeia, você é um escravo do estado, e cada vez que você paga seus impostos você é um torcedor do Estado e como tal o seu cúmplice em todos os seus atos. Se você arquiva faz a sua declaracao de impostos e, assim, legitima os poderes do Estado para cobrar impostos sobre suas rendas, a qual e a razao que você existe aos olhos do Estado, então você é cúmplice do Estado. Se você odeia a guerra, mas vota por políticos que permitem o financiamento de invasões e assassinatos no exterior, você é cúmplice na invasão e os assassinatos. Se você não gosta de corrupção e ineficiência burocrática, mas você optar por continuar votando por co-escravos que fazem negócios escuros debaixo da mesa ou atrás de portas fechadas, você é cúmplice do Estado.

No entanto, se voce é honesto consigo mesmo e tem um pouco de coragem para despertar os seus co-escravos, as coisas começaram a mudar. Mas lembre-se, a mudança não é através de palavras ou o uso da linguagem, mas virá através da ação. Se o sucesso das ações imorais do Estado ocorrem pelo apoio que recebe, a retirada desse apoio o libertará das correntes que o prendem ao Estado. Você não pode lutar contra a cultura dominante com a palavra falada, porque a cultura é especialista no uso da linguagem para controlar a sociedade. Porque os controladores e seus cúmplices não podem lidar com a verdade, manipulam a linguagem para enganar, e ninguém é melhor do que eles. Eles são imbatíveis. É por isso que para destruir a cultura da mentira e da falsa realidade as pessoas devem usar as ações, não palavras. Fazendo o que pregamos é o que vai nos tirar da fazenda humana em que vivemos, onde nós ordenham até a última gota todos os dias da nossa vida.

Lembre-se que os partidários do Estado e estatismo aprovam o uso da violência contra aqueles que se atrevem a questionar a sua existência. Ou seja, você pode ser preso, encarcerado, torturado e estuprado se mostra oposocao ao Estado. Mas, pode você ser amigo ou conhecido de alguém que apóia a guerra, os impostos estaduais, corrupção e violência contra você mesmo? Será que você não é cúmplice em suas ações e, portanto, cúmplice do Estado? Eu não sei você, mas eu não vou ter nada a ver com alguém que tem a audácia imoral e covardia de me atacar por dizer a verdade no lugar de atacar aqueles que matam milhões de pessoas, roubar nossas pensões, que nos alimentam com tóxicos e nos enferman com seus produtos farmacêuticos.

Se um ser humano, supostamente livre, não pode falar e pagar o preço de ser condenado ao ostracismo por seus colegas em troca da liberdade real, então não há esperança de liberdade. Se estamos com medo de ser alvos porque vivemos por nossas próprias leis e rejeitamos aquelas que a cultura e o Estado impoem, então não merecemos ser livres.

 

A Revolução que os Globalistas Desejavam

Como a mídia tradicional publica mentiras, as pessoas são cooptadas e os globalistas afirmam seu poder

Por Luis R. Miranda
The Real Agenda
Março 4, 2011

Deixe-me ir direto ao ponto. Glenn Beck não é um patriota ou nada parecido. Beck é uma máquina de relações públicas usada para vender publicidade na Fox News. Como ele, existem muitos outros na mídia, assim como há muitos ‘especialistas’ que manipulam a verdade. Então, porque Glenn Beck fala algumas verdades com precisão sobre o que está acontecendo no Egito?

Muitas pessoas no mundo acordaram para a realidade e, durante esse despertar, rejeitaram as mentiras e desinformação que a mídia oferece. Então a mídia emprega hoje uma “nova tática”. Essa “nova tática” envolve parecer que estão dizendo a verdade aos espectadores, leitores e ouvintes para, depois, encher suas mentes com informações falsas ou parcialmente falsas. Isso é feito em uma tentativa de salvarem-se do buraco no qual caíram já que as pessoas não confiam neles.

No relato ou discussão de qualquer assunto, a mídia tradicional informa as pessoas de 10 por cento da verdade e 90 por cento de mentiras. É aí onde está a armadilha. É uma operação psicológica (psy-op) para voltar a ganhar a confiança do público, mas muitas pessoas ainda não entendem isto. A mídia tradicional sabe quem é o público, como pensam e como chegar até eles. Eles empregam as mais doces combinações de palavras para atrair e manter os seus seguidores e tentar obter novos todos os dias.

É por isso que Glenn Beck e outros, as vezes, dizem às pessoas toda a verdade para, depois, contar mentiras. Exemplos disso são desnecessários, uma vez que qualquer um pode ver não só na Fox, mas também na CNN, MSNBC, CBS, ABC, Al-Jazeera, Globo, jornais e revistas populares que mascaram sua agenda com caras bonitas, apresentadores que parecem ser inteligentes e estúdios modernos. Mas o objetivo geral é o de vender mentiras. Não duvidem disso.

Exatamente como Glenn Beck apresentou em seu show muitas vezes, a situação no Egito, hoje, é uma cópia do que aconteceu no Irã em 1979. Mas ninguém parece entendê-lo completamente bem, porque ninguém se preocupa o suficiente. Ninguém se lembra do Irã em 1979. A agitação no oriente médio é interminável e muito antiga. Mas é importante saber o que origina a agitação, a perseguição, a violência e a destruição. Vamos citar apenas algumas razões pelas quais esta agitação acontece: sanções econômicas, tarifas comerciais, medidas de austeridade, fome, guerra, opressão, corrupção, trabalho escravizante e assim por diante.

O mundo não está prestes a ser dominado por poucas mãos, como Beck assinalou em um dos seus shows. O mundo tem estado nas mãos de um punhado de pessoas por pelo menos um século. A mídia tradicional não consegue entender isso, disse Beck. Outra mentira. A mídia conhece e muito bem, eles simplesmente não dizem o que sabem. Beck, assim como outros apresentadores, sabem que, se a mídia tradicional dissesse às massas como as coisas realmente funcionam, veríamos a situação do Egito repetindo-se não só no Oriente Médio, mas em qualquer outro lugar. De fato, a revolução do Egito pode ter começado como um movimento justo para destronar um ditador mas, certamente, não evoluiu como tal.

Beck tem razão quando diz que o conflito no Oriente Médio está prestes a destruir o Ocidente, mas isso não é uma surpresa, pois foi sempre sobre isso. As potências militares e econômicas ocidentais, através do seu complexo militar-industrial, sempre criaram e usaram os conflitos no Oriente para ter uma desculpa para encher seus bolsos com dinheiro e acumular o controle dos recursos e das pessoas. Nada de novo aqui.

Por que o Oriente supostamente odeia o Ocidente?

O Oriente não odeia o Ocidente. Essa é outra mentira da mídia tradicional. São os globalistas quem odeiam tanto o Oriente como o Ocidente e querem causar conflito para conseguir o controle completo de ambos os hemisférios, como originalmente planejado. O conflito entre as civilizações sempre foi estimulado por pequenos grupos de pessoas que procuram promover o controle de impérios e acumular poder enquanto oprimem os povos. Assim, os cidadãos do Leste não odeiam os cidadãos do Ocidente. Os ditadores fantoches do Oriente odeiam seus povos orientais, pois eles vendem as suas vidas aos controladores no Ocidente. As marionetes do Ocidente também odeiam seus países porque eles também vendem seu povo para os globalistas. Todos os conflitos religiosos e culturais são causados pela introdução de falácias que as pessoas acreditam como reais, como a ‘justiça social’, o multiculturalismo e o radicalismo religioso apoiados por frases como “você está do nosso lado ou do lado do inimigo”.

A mídia tradicional tem a ousadia de culpar as pessoas de pensamento progressivo por este desastre que já se arrasta por mais tempo do que qualquer progressista poderia imaginar. Tirania e corrupção não são características dos progressivos; é uma meta histórica dos globalistas. Para alcançar isto, eles utilizam nomes diferentes, políticas diferentes e, mais importante do que isso, empregam diferentes grupos sociais, religiões, ditadores e presidentes marionetes que seguem ideologias diferentes. Dessa forma, eles sempre podem amarrar todos nós. As mesmas políticas que a mídia tradicional descreve como originárias do movimento progressivo também foram produzidas e executadas pelos conservadores. Ambos os grupos produziram e executaram essas políticas porque eles são ambos controlados e cooptados por organizações e fundações globalistas.

Glenn Beck corretamente afirma que muito do ódio do Oriente é causado pela hipocrisia ocidental, especialmente a hipocrisia americana. Em parte, isso é verdade. O MAS é que esta hipocrisia não é apenas americana ou ocidental. Os Estados Unidos, assim como outros líderes do G-8 e do G-20 são dirigidos por governos fantoches que realizam os planos dos globalistas. Portanto, as pessoas responsáveis por tal hipocrisia são os globalistas no controle e não os americanos, franceses, britânicos, alemães ou gregos. Esta é a diferença entre a maneira em que a mídia atribui a culpa e a realidade que a mesma mídia nao conta.

Crédito deve ser dado à mídia tradicional porque eles têm sido capazes de manter os verdadeiros controladores escondidos ‘atrás da cortina’. Assim como Glenn Beck tentou fazer em seu show em 31 de janeiro, a mídia corporativa é especializada em mentir com uma cara séria. E ninguém pode ter uma cara mais de mentiroso e sério do que Beck. Além de detalhar o que chamou a ‘insurreição que vem’, Beck criticou Hosni Mubarak por tortura, seqüestro, espionagem e por oprimir e abusar do povo egípcio. Mas nem ele nem nenhum outro apresentador disse nada quando George W. Bush -outro fantoche presidente- fez exatamente a mesma coisa durante o seu governo.

No entanto, a farsa acabou. Muitas pessoas aprenderam a ver através das mentiras e da desinformação para reconhecer que os seus opressores não vivem em seus países. Eles também aprenderam que as agendas econômicas e políticas que causaram sua miséria e dor juntamente com a morte de milhares ou milhões de seus cidadãos chegam do estrangeiro. Eles não querem outro boneco, eles querem construir o país que querem para si e suas famílias. Mas a única maneira de alcançar este objetivo é libertar-se das cadeias que os impede de ser livres.

Como o congressista Ron Paul apontou, é a ocupação americana do Oriente Médio que tem servido como uma grande desculpa para a formação de grupos radicais, muitos deles apoiados pelos mesmos poderes ocidentais que afirmam estar lutando contra o terrorismo. Entre eles, a Irmandade Muçulmana, uma criação de agências de inteligência britânicas.

As guerras entre civilizaçoes não acontecem devido ao fato de que alguns são livres e prósperos e outros não. As guerras mais sangrentas da história não aconteceram por causa de diversidade religiosa, mas como as diferenças religiosas e movimentos religiosos têm sido usados para criar ódio entre os povos.

O complexo militar industrial criou ditadores de todas as cores e formas e os colocou no poder por séculos e os seus membros e especialistas têm confessado isto em público. Zbigniew Brzezinski não só mostrou sua preocupação com o aumento da oposição mundial contra a agenda globalista como também admitiu que era pessoalmente responsável pela criação do ditador oriental Mao Tse Tung, que foi levado ao poder pelos globalistas, assim como foi Adolf Hitler. O número de mortes devido às políticas e perseguições que esses dois tiranos realizaram são contados de forma conservadora hoje por dezenas de milhões.

Atualmente, os Estados Unidos, controlado pelos globalistas, apóia ditadores no Egito, Arábia Saudita, Tunísia, Iêmen e presidentes fantoches em toda a América Latina, Europa e outras regiões do mundo. O apoio a estes ditadores e presidentes títeres é dado em uma diversidade de maneiras. Egito recebe bilhões de dólares por ano, em grande parte em ajuda militar. Iêmen recebe uma grande parcela do orçamento da USAID. Muito disso, diz a organização, é para programas relacionados com a “paz e a segurança”. E quando a ajuda não vai na forma de dinheiro, como no caso da Arábia Saudita, está previsto e entregue por meio de tratados de armas.

Egito 2011 é o Irã em 1979

Vamos explicar isto o mais claramente possível. A revolução que está acontecendo hoje no Egito é uma cópia do que aconteceu no Irã no final dos anos 1970. Hosni Mubarack é um fantoche do sindicato internacional do crime conhecido como os globalistas. Os globalistas são um grupo de empresas e personalidades corruptas que controlam quase todos os aspectos de nossas vidas hoje. Eles conseguiram isso através da criação e imposição de um esquema para ter uma economia planificada, com desenvolvimento planejado e controlado, crescimento, educação, ou devo dizer treinamento planejado, entre outras coisas. Este regime lhes permitiu manter e aumentar o controle sobre a política, economia, política monetária e fiscal, investigação e utilização de recursos naturais, controle de natalidade, entretenimento e da mídia.

Justo como o conflito no Irã em 1979 não aconteceu porque os iranianos queriam obter democracia, o conflito em desenvolvimento em todo o Oriente Médio não é sobre democracia. É o mesmo cenário que existia no Irã, onde estudantes foram enganados em apoio a uma revolução, mas não a revolução do povo. A revolução iraniana não era sobre a liberdade e seu estado atual é um exemplo fiel disso. Antes de tornar-se no que é hoje, o Irã era um dos aliados mais fortes dos Estados Unidos, assim como o Egito é hoje. Jimmy Carter chegou fazer um brinde com o xá do Irã para apresentar a prosperidade do pais. O Xá era um ditador e um boneco, como Mubarak é hoje. Ele torturou milhares de pessoas e cometeu outros crimes que poucos lembram. Assim como acontece no Egito hoje, os grupos de estudantes apoiaram a revolução e estabeleceram um regime chamado ‘moderado’.

Então vamos ver … Em ambos os casos, a revolução foi liderada por estudantes co-optados. Em ambos os casos, eles queriam acabar com o reinado de um ditador brutal e em ambos os casos eles não conseguiram nenhum desses objetivos. Na verdade, eles acabaram sendo mais oprimidos do que nunca. No caso do Irã, um mês depois da revolução da “liberdade”, os EUA decidiram que o Xá não estava funcionando e enviaram extremistas islâmicos para assumir o poder com o aiatolá Komeni na cabeça. Dessa revolução surgiu a crise dos reféns na Embaixada dos EUA, onde pelo menos 60 pessoas foram sequestradas por mais de um ano.

Voltando para 2011

A solução que EUA tem estado cozinhando por um alguns anos é a instalação de Mohammed ElBaradei como o salvador do Egito. O boneco novo que irá fazer a devida diligência dos globalistas, como Mubarak fez. Da mesma forma, os bonecos na Jordânia, Marrocos, Sudão, Paquistão e Afeganistão fazem hoje sua parte para manter os globalistas no poder. Assim como Barack Obama faz o mesmo nos Estados Unidos e Inácio Da Silva fez a sua parte até janeiro de 2011 no Brasil.

Hoje, junto com o Egito, países como Argélia, Marrocos, Líbia, Sudão, Jordânia, Síria e Paquistão exibem revoluções populares. Todos eles são governados por ditadores que o governo fantoche dos EUA têm apoiado ao longo dos anos. Por que então os EUA, mesmo agora, tenta acabar com esses regimes? Porque os globalistas são as pessoas menos confiáveis que existem lá fora. Eles fazem de tudo para avançar sua agenda. Eles vão tirar quem eles precisam para aumentar seu controle e sua riqueza.

As mesmas pessoas no poder são os que provocam e co-optam a insurreição Egito, Iêmen, Turquia, Jordânia, Arábia Saudita e outros países ao redor do mundo. Eles sempre usaram os movimentos populares para enganar as pessoas e trazer “mudanças”. Isto é mais claro nas áreas do mundo onde as pessoas estão cansadas de ser escravos, mas não sabem como prosseguir para uma mudança real. Essa mudança não é compreendida pelas massas que, simplesmente, vão junto com a farsa. Idéias como a justiça social e a igualdade são apenas mentiras que são plantadas para atrair a atenção das pessoas. Na realidade, o objetivo é estabelecer um sistema comunista baseado na distribuição de riqueza. Mas essa riqueza não vai acabar nas mãos daqueles que mais necessitam. Muito pelo contrário. Ela vai acabar nas mãos dos globalistas. Estes globalistas controlam tudo desde lugares onde não existe extradição ou acordos para casos criminais até onde nunca podem ser vistos ou responsabilizados. Até agora.

No final de 2010, as pessoas na França, Grécia, Irlanda e Itália tinham manifestado a sua raiva nas ruas sobre os planos de austeridade planejados pelos seus governos, assim como reduções salariais, o confisco dos fundos de pensão públicos e privados, etc.

O que o ódio dos globalistas implica?

É o ódio globalista para com o povo, o verdadeiro capitalismo e o livre mercado que tem destruído um sistema que, embora imperfeito, poderia ter ajudado a melhorar as condições de vida para mais de milhares de pessoas. Mas as políticas de desregulamentação permitiram que os globalistas fizessem o que queriam e suas ganâncias cresceram fora de controle. Então, por que os globalistas querem efetivamente o colapso do mundo ao criar conflito na África, o Oriente Médio, Europa e Ásia? Essa não é a pergunta certa a fazer. A pergunta certa é: por que não? Isso lhes daria a desculpa perfeita para lançar seu tão aguardado assalto militar sobre as populações e impor a lei marcial e a militarização de, basicamente, todos os cantos do planeta sob o pretexto da segurança nacional ou internacional. Eles poderiam proibir as viagens, o comércio e, de fato, suspender toda a atividade econômica como é conhecida hoje. Tudo em nome da paz e a segurança, é claro. Nos termos do Tratado START, o exército do mundo poderia finalmente ser enviado para continuar com sua missão de manter a “paz e segurança” sempre que for necessário e, através da cláusula de emergência, fazer com que cada pais desse suas armas às Nações Unidas.

Além disso, eles poderiam avançar os seus novos regulamentos em matéria de produção alimentar, o uso de energia com a tecnologia ‘smart grid’, leis usando como desculpa o falso aquecimento global antropogênico, a proibição formal de livre expressão, o estabelecimento de zonas de livre expressão, maior regulamentação e controle da mídia, censura dos meios de comunicação alternativos e assim por diante. Como as coisas estão agora, os preços dos alimentos aumentaram somente no último ano em até 3,4 por cento em muitos países do mundo ocidental. A disponibilidade de alimentos é uma das ferramentas favoritas dos globalistas para escravizar as pessoas. A fome é uma das razões pelas quais muitos cidadãos pobres e de classe média protestam nas ruas hoje. Quem controla a produção e distribuição de alimentos mantém os dependentes como reféns. O impulso para um sistema centralizado de normas no âmbito do Codex Alimentarius proporciona um controle quase completo dos governos quando se trata de produção de alimentos, enquanto que proíbem as pequenas produções agrícolas de usar suplementos e medicina alternativa.

Segundo as leis de uso de energia recentemente aprovadas, os países cujos governos apóiam a imposição de taxas de emissões de carbono usam um mandato que limita quanta energia as pessoas podem usar e impõe restrições em diversos tipos de produção de energia, impostos, encargos e taxas para as empresas de pequeno e médio porte de acordo com o tipo de energia que utilizam. Em outros casos, os obrigam a comprar créditos de carbono. Com o novo sistema a ser implantado, os governos usam a tecnologia inteligente para regulamentar a forma como os cidadãos e as pequenas empresas utilizam energia, enquanto isenta as grandes corporações. Os subsídios do governo vão facilitar a aquisição e instalação de medidores inteligentes que permite aos governos controlar remotamente quem pode usar a energia, quanto e quando. Os profissionais de segurança têm questionado o uso destes medidores, mas a burocracia tem encontrado uma maneira de contornar as críticas e impor o seu uso.

Se você é um daqueles que odeia a intervenção do governo ou, simplesmente, prefere manter sua privacidade intacta, você está sem sorte. Protestar contra o controle do governo vai ficar mais difícil a cada dia. A liberdade de expressão é outro dos nossos direitos que pode se transformar em um luxo. Como pudemos testemunhar na América do Norte, América Latina, África e Oriente Médio, os ditadores e os globalistas não gostam da oposição da opinião pública. Eles, portanto, estabeleceram as chamadas “zonas de livre expressão” em faculdades e lugares públicos. Estas áreas estao localizadas longe da vista e da mente das pessoas, tornando o protesto público inócuo. Aqueles que não se atrevem a respeitar as regras ilegais são imediatamente acalmados por spray de pimenta, cães da polícia ou canhões de som.

A liberdade de expressão não seria completamente eliminada a menos que o governo controle a mídia. Como eles fazem isso? Não é através do envio de um bando de capangas para tomar conta das transmissões, das ondas de rádio ou prensas. Simplesmente compram a mídia com dinheiro do contribuinte. E quando se trata de mídia alternativa como blogs, sites de notícias e produtoras independentes eles estão trabalhando em um “kill switch” para a internet, o qual permite bloquear segmentos completos da net. Enquanto isto, engenheiros e advogados de segurança e privacidade alertaram em setembro de 2010 sobre um projeto de lei circulando no Congresso dos EUA que efetivamente impõe censura na internet. O projeto conhecido como Combate à Violação das Leis de Direitos do Autor foi patrocinado por membros de ambos os partidos Republicano e Democrata. “Se essa lei tivesse sido efetivada 5 ou 10 anos atrás, o YouTube não existiria hoje”, disse Peter Eckersley, técnico sênior da Electronic Frontier Foundation. O projeto não tem nada a ver com a violação de direitos autorais, é claro, mas com controle do governo sobre a internet e censura de daqueles que os burocratas consideram “perigoso”. Este projeto de lei, aprovado pela Comissão Judiciária do Senado com votação de 19-0 nunca recebeu um voto completo, mas com certeza acabará voltando como aconteceu com a Lei de Segurança Cibernética.

Então o que podemos tirar de tudo isso?

Em primeiro lugar, estar preparado. Ser auto-suficiente. Não espere que seu governo venha em seu auxílio quando você precisar de alimentos para comer, água para beber e energia para sobreviver a uma situação caótica. Os burocratas simplesmente não virão. Os governos, especialmente os governos grandes, são incapazes de ajudar a todos quando as catástrofes, violência, caos e instabilidade surgem. Em muitos casos, os próprios governos, a mando dos globalistas, causam o conflito e o caos sem ter a intenção de ajudar as pessoas necessitadas. Estar preparado é fundamental para sobreviver a qualquer situação difícil. Ser pró-ativo e não reativo é a solução. Ser auto-suficiente. Não espere até que os supermercados fiquem sem comida para começar a armazenar alimentos não perecíveis. Algumas lojas já estão sem alimentos devido à disparada dos preços do petróleo, a escassez artificial e a instabilidade da moedas. Ser independente. Ter sua própria fonte de água. Organizar pequenos grupos de bairro para se apoiarem mutuamente e melhorar as chances da sua família de superar uma crise e conseguir lidar com a escassez de comida e água. Leva apenas algumas semanas para que as pessoas com fome se tornem violentas quando o alimento e a água são escassos ou inexistentes. Leva apenas meses para que pessoas desesperadas matem para sobreviver. Finalmente, de maneira nenhuma, você pode pensar que o que está acontecendo hoje no Oriente Médio não pode acontecer aonde você vive amanhã. Esse seria o maior erro que você pode cometer.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Por Luis R. Miranda
The Real Agenda
27 Fevereiro, 2011

Se a crise no Oriente Médio e Norte da África bloqueia a produção de petróleo na Líbia e na Argélia, os preços do petróleo podem explodir e atingir 220 dólares por barril. Segundo um novo relatório da Nomura-Tóquio, a parada simultânea de OPEP vai reduzir a capacidade de produzir 2,1 milhões de barris por dia. Durante a Guerra do Golfo em 1990-1991, os preços do petróleo saltaram 70% em sete meses, quando a capacidade foi reduzida para apenas 1,8 milhões de barris por dia.

Ex-Secretário de Estado Henry Kissinger

Ex-Secretário de Estado Henry Kissinger

Porter Stansberry, fundador da Stansberry Investment Research & Associates, chegou à mesma conclusão. Ele concorda que no final de 2012, o preço do petróleo, que vai atravessar a 200 dólares o barril, fará com que o dólar deixe de ser a moeda reserva mundial. Além disso, não havera fornecimento de petróleo do Oriente Médio. O que isto significa é que tudo o que hoje é avaliado em dólares sera profundamente afetado, inclusive a dívida pessoal, de empresas e dos governos. Os analistas concluem que nem a Arábia Saudita, que visa suprir o mercado com mais petróleo pode acalmar a crise provocada pelos globalistas que controlam o Oriente Médio, Europa, Ásia e América.

Vários reportes da mídia indicam que Muammar Kadafi, atual ditador da Líbia, está decidido a sabotar a sua produção de petróleo, o que permitirá acelerar a crise. De acordo com Lindsey Williams, um confidente de duas empresas produtoras de petróleo, cujos diretores como Ken Fromm da Atlantic Richfield, os globalistas que controlam o fornecimento de petróleo irao violar um acordo com a OPEP assinado em 1977 pelo ex-secretário de Estado dos Estados Unidos Henry Kissinger, onde os EUA e outras nações ocidentais se comprometeram a não usar suas grandes reservas e, em vez, comprar apenas petróleo do Oriente Médio. Em contrapartida, os árabes usariam parte do dinheiro recebido para comprar títulos da dívida emitidos pelos Estados Unidos. Esse dinheiro foi usado para financiar o sistema baseado em dívida econômica que a os Estados Unidos tem usado por décadas. No final de 2012, o acordo será quebrado pelos globalistas e com isto a oferta da OPEP. Isso vai forçar as empresas a explorar as reservas nos Estados Unidos, um plano que elas já tinham preparado.

Williams forneceu um relato detalhado quatro meses atrás sobre como o Oriente Médio explodiria em caos, o que é realidade hoje no Egito, Líbia, Jordânia, Paquistão, entre outros. Os seus comentários foram acertados, porque eles foram obtidos de fontes primárias, com quem viveu por muitos anos e quem deram a informação para ele. São precisamente estas fontes globalistas que também planejaram a execução de múltiplas marchas e protestos no Oriente Médio para desestabilizar o mundo árabe e ter uma desculpa para realizar o seu plano, que inclui a violação do acordo assinado na década de setenta. Uma vez que os globalistas violem o acordo feito com os árabes, eles não terão os dólares para comprar dívida dos EUA, o que irá enfraquecer ainda mais a moeda reserva atual. Além disso, qualquer dívida comprada por árabes e outros como a China, será desvalorizada e seus investimentos perdidos.

Em 1971, Ken Fromm, disse a Lindsey Williams que os produtores não abirirían estoques americanos de petróleo até o preço chegar a US $ 200 por barril. Esse preço será atingido, de acordo com várias fontes, em 2012. Nos EUA, a falta de petróleo vai trazer conseqüências graves, assim como para quase todo o planeta. Entretanto, o maior produtor de petróleo atual, a Rússia, assinou um acordo com a China, que da aos asiáticos todo o petróleo e gás natural necessário para desenvolver sua economia e tornar se a maior economia do mundo.

Segundo Williams, os globalistas começaram a explorar as enormes reservas em território dos EUA, que permaneceram fechadas como uma condição do acordo assinado entre Kissinger e da OPEC em 1977. Atualmente, de acordo com o U.S. Geological Service (USGS), existe abaixo dos estados de Dakota do Norte, Dakota do Sul e Montana, um poço de petróleo com reservas de 503 bilhões de barris. Este poço percorre a fronteira norte cruzando ate o Canadá. A existência deste e de outros poços de petróleo com o óleo chamado “light sweet”, tem sido de conhecimento dos globalistas por décadas e é muito relevante porque este tipo de óleo requer pouco ou nenhum processamento industrial, o que significa que estaria disponível para uso quase que imediatamente.

Este óleo pode ser produzido a um custo de apenas US $ 16 dólares por barril, um preço que certamente os globalistas não irão pedir quando seja vendido a centros de distribuição. Em vez disso, segundo Williams, as corporações manterão o preço em 200 dólares ou mais, de modo que os consumidores tenham que pagar cerca de 7 ou 8 dólares para comprar gasolina em postos. De acordo com Williams, há petróleo suficiente no poço no norte para atender a demanda dos EUA até 2041. Alem deste poço, se devem acrescentar outras reservas de petróleo na América do Norte debaixo das Montanhas Rochosas, que é considerado o maior de todos os poços disponíveis no mundo e que não tem sido explorado. Segundo estudos, as reservas disponíveis nas Montanhas Rochosas atingem 2 trilhões de barris. James Bartis, um dos pesquisadores que participaram do estudo, disse que os Estados Unidos tem mais petróleo do que qualquer outro país no mundo, inclusive mais do que a soma de vários países produtores juntos. Outros poços encontrados em território americano incluem Gull Island, no Alasca e outros em Texas.

Quais serão os resultados desta mudança? Primeiro, nenhum, porque os globalistas que causam as crises econômicas, guerras e problemas sociais ainda estarão no poder e talvez serão mais poderosos do que nunca. Analistas acreditam que um mundo novo surgirá do desastre que os globalistas estão causando no Oriente. De fato, uma das maiores mudanças será a imposição de uma nova moeda reserva, dada a queda do dólar. Lindsey Williams diz que os corporatistas que são responsáveis pela atual destruição dos Estados Unidos e Europa Ocidental finalmente reconstruirão estas duas regiões do planeta, mas eles dominarão ambas mais do que nunca.

O analista de inteligência Wayne Madsen, que trabalhou para a National Security Agency (NSA) e agora é uma repórter investigativo, em Washington, DC, também concorda com Williams e o historiador Webster G. Tarpley. Segundo Madsen, os globalistas que agora causam o conflito no Norte de África são também responsáveis por protestos no Bahrein, Grécia, Turquia, Irã e Paquistão. Ele também concorda com o fato de que todos os presidentes e ditadores foram cuidadosamente selecionados e colocados ao redor do mundo para realizar os planos dos globalistas, que como troco, agora estão sendo derrubados. Madsen acredita que Kadafi provavelmente acabará fugindo de Líbia para qualquer uma das outras ditaduras que ele tem protegido, como o Zimbabué, Gâmbia, ou até mesmo a África do Sul. No Iêmen, Madsen disse que os movimentos independentes recuperarão o poder dos ditadores que os têm oprimido durante tanto tempo.

Historiadores como Webster Tarpley concordou com essa descrição em várias aparições na mídia dos EUA e a Europa. Como exemplo, Tarpley citou o discurso de Barack Obama na quarta-feira, dizendo que sua equipe de segurança nacional estava em processo de negociação com os aliados no mundo para intervir na Líbia com a intenção de “apaziguar” qualquer ação considerada extrema pelos os EUA e seus aliados. Obama fez comentários demagógicos dizendo que os Estados Unidos apoiariam os povos dos países orientais que estão sendo abusados por ditadores. Obama, contudo, não faz o que ele prega em seu próprio quintal. “Os direitos à liberdade de expressão e de reunião são invioláveis”, disse Obama, que permite a opressão de seus próprios cidadãos, quando expressam seu descontentamento com a economia ou a maneira em que o próprio Obama dirige os destinos dos EUA.

Enquanto Obama entende claramente que a origem do conflito no Oriente Médio é conseqüência direta das ações de seu país e do império anglo-saxão que o controla, ele não poupou esforços para insistir que nenhuma potência ocidental foi responsável por esse conflito. Para conseguir entender porque os globalistas causam esses distúrbios é necessario conhecer o contexto, a história, a origem da miséria de milhares de árabes que foram oprimidos por muitos anos. O que a grande maioria dessas pessoas não percebem é que estão sendo objecto de uma nova decepção, porque aqueles que alegam estar ajudando eles, realmente estão dando mais do mesmo. Resta saber se o povo permitira que isso aconteça ou saíra às ruas para exigir uma mudança real, ao invés de ser enganado, mais uma vez, por aqueles que os tem mantido no actual sistema neo-feudal durante muitas décadas.