Recuperação econômica occurrerá só se os bancos vão à falência

POR LUIS MIRANDA | THE REAL AGENDA | OUTUBRO 28, 2012

Embora se diga que a crise financeira iniciou em 2008, o seu começo foi muitos anos antes. Como foi explicado ontem, a chamada recuperação que quase todos os políticos dizem que os governos estão procurando é uma farsa. Nao existem planos elaborados para ter uma recuperação. Na verdade, e todo o contrário.

É verdade, a crise que estamos enfrentando é a pior desde a Grande Depressão da década de 1930, mas as condições que criaram a crise são as mesmas que existiram no século passado. O sistema de criação de dinheiro da nada permite que os fabricantes do dinheiro falso injetem capital na economia, no que é chamado de investimento. Depois que as economias se tornam viciadas em dinheiro rápido e / ou “de graça” para construir seus negócios, os emitentes do dinheiro falso subtraem rapidamente esse dinheiro ou exigem a devolução imediata do “investimento”, o que causa a descapitalização das economias e portanto, o seu colapso.

As causas que desvendaram a crise em 2008 se originaram no início do século 20, com a adoção do modelo de desenvolvimento baseado na emissão de dívida. De acordo com suas instruções, os governos dão poder de emitir dinheiro para um grupo de banqueiros internacionais que criam dinheiro em nome de governos ao redor do mundo, com um ganho de até 30 por cento de juros. Estes juros são cobrados dos cidadãos de cada pais. Os juros cobrados pela emissão do dinheiro — que e dado aos governos como um crédito — é colocado no “cartão de crédito” dos governos como dívida. Imediatamente, o pagamento desta dívida torna-se responsabilidade dos cidadãos, quem terão que trabalhar toda a sua vida para pagar os intermináveis pagamentos dos juros.

O modelo econômico baseado na emissão de dívida originada na irresponsabilidade por parte dos burocratas que dirigem o governo. Em vez de gastar o dinheiro do povo de forma responsável, burocratas pensaram que era uma melhor idéia pedir dinheiro emprestado a taxas de juros enormes, em vez de diminuir gastos. Eles decidiram aceitar subornos e conselhos de banqueiros internacionais para financiar seus programas de “bem-estar” e, assim, cumprir algumas promessas de campanha, enquanto aumentaram a carga de juros da dívida sobre as classes trabalhadoras.

Este sistema, que foi iniciado em 1913, é usado ainda hoje e, qualquer lugar que existe um banco central. Se o banco é uma entidade privada ou uma agência governamental é irrelevante. Burocratas eleitos para representar o povo pedem dinheiro emprestado ao Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial, por exemplo, em troca pela adoção de políticas específicas para garantir o aluguel da força de trabalho por muitas gerações. Na pratica, as classes pobre e media trabalham para os banqueiros internacionais, e não para se mesmos ou seu pais.

O dinheiro pago pelos trabalhadores ao governo central não é usado para melhorar as comunidades em que vivem. O dinheiro dos impostos é usado para pagar os juros da dívida contraída pelo governo central em nome do povo. Os tipos de melhorias prometidas pelos políticos durante suas campanhas não são pagos com dinheiro do contribuinte, mas com dinheiro emprestado de bancos internacionais. Banqueiros oferecem empréstimos aos governos que não têm liquidez suficiente para cumprir as promessas feitas durante a campanha. O governo aceita todas as condições do contrato de empréstimo e efetivamente cede soberania e a trabalho da sua população aos fabricantes do dinheiro.

O tipo de colapso que estamos vivenciando é a última etapa do plano que os banqueiros têm desenvolvido e aplicado para se tornarem os únicos proprietários de tudo. A principal diferença entre o anterior e a atual crise é que esta pode ser a última vez que os banqueiros precisam usar o seu plano. Isso porque os banqueiros podem simplesmente ir embora com tudo.

A questão é, então, como podemos evitar que os banqueiros façam o mesmo que fizeram na Grécia, onde saquearam tudo? É realmente simples. Em toda a Europa e no resto do mundo os governos tem que fazer o que fez a Islândia. Em vez de dizer que as instituições financeiras internacionais são demasiado importantes para ir a falência, a Islândia decidiu jogá-los fora. Como resultado, cerca de 90 por cento da dívida em poder do governo islandês, que era realmente dívida criada pelos bancos foi eliminada. O outro 10 por cento era dívida real do governo. Depois que esta decisão foi feita, a Islândia decidiu tomar um outro caminho para ter uma recuperação real.

Acredite ou não, a Islândia decidiu permitir o colaps dos bancos, que é exatamente o oposto do que foi feito na Itália, França, Grécia, Espanha, Inglaterra e Estados Unidos, para citar alguns países. Em todos esses lugares, a crise atingiu os bancos internacionais, mas os governos decidiram que era uma má idéia deixar os bancos assumir a sua própria dívida. Em vez disso, eles imprimiram mais dinheiro falso para “resgatar” os bancos e a dívida foi para a cidadania, quem vai pagar juros sobre essa dívida por muitas  gerações. Essa decisão não somente não resolveu o problema, já que a única coisa que fez foi incorrer em dívida adicional, mas também piorou as condições econômicas porque não foram implementadas soluções reais para a crise.

No início de 2008, os bancos que operavam na Islândia tinham uma divida equivalente a seis vezes o PIB do país. O governo decidiu nacionalizar os três maiores bancos, causando a desvalorização da moeda local — a coroa — em 85 por cento. Este parecia ser um problema para a Islândia, mas ao contrário do senso comum, na verdade, ajudou o país a ter uma recuperação real, mantendo grande parte da sua independência e soberania. O governo foi à falência no final desse ano, mas o país evitou ter que tornar os cidadãos responsáveis ​​pela dívida gerada por bancos internacionais.

Junto com a desvalorização da coroa islandesa, o pais experimentou aumento da inflação imediatamente após a declaração de falência. Enquanto isso, o governo decidiu tomar todo o dinheiro e depósitos nos bancos recentemente nacionalizados para começar tudo de novo. A ação tomada pelo governo islandês significou um curto período de verdadeira dor, mas também deu às pessoas a oportunidade de começar de novo, sem dívidas e com gastos sob controle.

Até 2010, apenas dois anos após a declaração de falência e nacionalização de bancos, Islândia experimentou seus primeiros sinais de crescimento econômico, que marcou o início da recuperação. Ao permitir o colapso dos bancos internacionais, a Islândia não só puniu os banqueiros irresponsáveis pela sua irresponsabilidade, mas também impediu que o povo se torna se escravo dos bancos. O país também admitiu ter alguma dívida real — uma pequena parte do total — e agora está trabalhando em um caminho de sucesso para uma recuperação completa.

A lição aprendida de tudo isso é: Você não pode lutar contra o fogo derramando gasolina sobre ele. Se a origem da crise atual é o sistema econômico baseado na emissão de dívida, não haverá solução real, porque tudo o que a maioria dos governos faz é criar mais dívida para pagar dividas existentes. A razão pela qual a maioria dos países decidiu escolher a emissão de mais dívida — como nas nações da Europa — é que os políticos são comprados e pagos pelos banqueiros para tomar essa decisão. Se ocorrer o inverso, ou seja, se o débito gerado pelos bancos é rejeitado e se esses bancos vão a falência, teremos muitas recuperações mais bem sucedidos. É tão simples que até mesmo Paul Krugman entende.

Então, se você quiser que o seu país esteja livre de dívida e dinheiro falso, peca ao seu governo renunciar ao modelo de desenvolvimento baseado na emissão de dívida, que não é nem mesmo um modelo de desenvolvimento. Se você quer uma recuperação real, você tem que deixar os bancos ir a falência.

The Real Agenda permite a reprodução do conteúdo original publicado no site APENAS através das ferramentas fornecidas no final de cada artigo. Por favor, NÃO COPIE o conteúdo do nosso site para redistribuir ou para enviar por e-mail.

Por que a Venezuela está vendendo suas reservas de ouro?

Outra questão igualmente importante é saber onde está o dinheiro da venda.

POR LUIS MIRANDA | THE REAL AGENDA | OUTUBRO 7, 2012

Depois de anunciar com grande alarde a chegada das suas reservas de ouro da Europa na mídia nacional, o governo venezuelano está vendendo seu ouro e, supostamente, “injetando” dinheiro das vendas na economia. Anunciado como um evento histórico para o país, a chegada da última remessa de ouro venezuelano da Europa em janeiro passado, desapareceu tão rápido quanto veio do território bolivariano.

O governo liderado por Hugo Chávez teve que recorrer a venda de reservas de ouro do país para adicionar dólares para a economia. Em janeiro passado, tanques blindados e caminhões escoltaram ouro venezuelano  de um de seus portos para os cofres do Banco Central, enquanto a mídia patrocinado pelo governo repetia incansavelmente  como o retorno do ouro era uma medida para fortalecer a soberania nacional e o futuro econômico da Venezuela. O ouro da Venezuela tinha ficado em bancos europeus por quase duas décadas antes de retornar ao país, depois que Hugo Chávez ordenou o seu regresso em 2011.

A chegada de ouro que começou no ano passado levou o governo a começar a vende-lo, a fim de colocar mais dólares na economia venezuelana. As primeiras vendas representaram 3,2 toneladas de ouro, que foi usado para tentar aliviar a escassez de dólares nos mercados. A venda de ouro para comprar dólares não foi revelado ao publico até recentemente na Venezuela, depois que o Fundo Monetário Internacional revelou detalhes sobre a operação na semana passada.

Também na semana passada, a agência de notícias Reuters publicou detalhes do relatório do FMI, que aponta como as reservas de ouro da Venezuela diminuíram 10,98 toneladas em 2012. O país viu as suas reservas baixar de 372,93 a 362,93 toneladas que foram vendidas em agosto passado. Apenas no mês passado, o Banco Central da Venezuela vendeu 3,2 toneladas por um total de $ 300 milhões.

Quarta-feira passada, o presidente da Comissão de Finanças da Assembleia Nacional, o deputado Ricardo Sanguino, disse ao jornal Mundo que “O fato era que o governo havia realmente vendido mais de três toneladas de ouro. De acordo com informações publicadas pela imprensa local, a venda foi feita para aliviar a escassez de dólares de dinheiro que o país enfrenta e para cobrir o pagamento de importações, que no último ano aumentou em 20%.

A principal fonte de dinheiro estrangeiro é a exportação de petróleo da Venezuela, que também financia 60% do orçamento nacional. As reservas de petróleo são menores neste momento, enquanto o presidente Hugo Chávez busca a reeleição para mais um mandato de seis anos.

Venezuela possui hoje as maiores reservas de petróleo comprovadas, enquanto o preço do recurso é superior a $ 102. Mas a estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) produz abaixo da sua capacidade. Há um mês, houve uma explosão de tanques de combustível na maioria de suas refinarias. O evento matou 48 pessoas paralisou operações na instalação do governo.

As importações são o oxigênio da economia venezuelana. Cerca de 80% dos alimentos consumidos no país são importados: leite em pó, carne, açúcar, frango, café, oferecidos a preços subsidiados no mercado popular da rede operada pelo Estado e, junto com tudo isso, o governo também subsidia todos os programas sociais que beneficiam os mais pobres. Este é o grupo de pessoas que geralmente apoia a Hugo Chávez.

As importações são controlados pelo governo, que desde 2003 tem uma política estrita de troca de produtos. A compra de mercadorias estrangeiras é estritamente controlado pela Comissão de Administração de Importações, que decide quem pode comprar moeda estrangeira.

Somente empresários próximos ao poder tem acesso à taxa oficial de 4,3 bolívares por dólar. O resto das pessoas são obrigadas a comprar dos dois mercados de câmbio paralelos que operam no país.

A venda de ouro para inundar o mercado com dólares americanps é visto como uma questão política de Hugo Chávez, que precisava manter seus fãs felizes até domingo 07 de outubro, dia da eleição presidencial.

The Real Agenda permite a reprodução do conteúdo original publicado no site APENAS através das ferramentas fornecidas no final de cada artigo. Por favor, NAO COPIE o conteúdo do nosso site para redistribuir ou para enviar por e-mail, a menos que você solicite e receba autorização escrita. Se a permissão for dada, o artigo deve ser reproduzido EXATAMENTE como ele aparece em nosso site.

Líderes Europeus negociam como Colapsar a Europa

Herman van Rompuy pede menos soberania, para o resto dos Estados-nação.

POR LUIS MIRANDA | THE REAL AGENDA | 16 SETEMBRO 2012

Flashback: Herman van Rompuy, presidente da União Europeia: “Os Estados-nação homogéneos estão mortos.”

O colapso do euro e da União Europeia não é um resultado da crise financeira criada pelos banqueiros. Na verdade, a crise foi criada como uma forma de justificar a aquisição de Estados-nação independentes na Europa, América, África e Ásia.

Depois de ler o que Herman van Rompuy tem dito — sobre como acabar com os Estados — é claro que nenhum país sairá reforçado como resultado de qualquer ação tomada pela União Europeia, o Banco Central Europeu ou o FMI. Agora há uma luta dentro da hierarquia bancária, cujos membros estão discutindo qual é a melhor maneira de completar o colapso do sistema financeiro global, começando com a zona do euro e depois levando-o para as Américas.

O presidente da UE não tenha renunciado ao seu objetivo de destruir as nações e coloca-las sob o poder de órgãos de governo não eleitos. “O tempo dos Estados-nação homogêneos acabou”, disse Van Rompuy, acrescentando que “em todos os estados membros da União Europeia, há pessoas que acreditam que seu país pode sobreviver sozinho no mundo globalizado. É uma ilusão — é uma mentira.” A força desta declaração só pode vir de um homem quem por trás das cenas conhece todos os detalhes da implosão planejada do sistema financeiro global.

Desde a semana passada e durante o fim de semana, líderes europeus se reuniram para determinar a melhor maneira de destruir a zona euro, consolidando o poder sobre os estados independentes como fizeram com a Grécia. Depois que o Banco Central Europeu admitiu que compraria títulos soberanos de países endividados, o Fundo Monetário Internacional (FMI) lançou-se como um abutre financeiro descrevendo como a entidade acredita que deve ser o seu papel no mecanismo para destruir a economia europeia. Enquanto isso, o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, que não aceitou formalmente as condições dadas pelo BCE, entrou em uma corrida para pedir condições mais suaves antes de entregar o seu país ao BCE e ao FMI.

“A decisão do BCE de fornecer fundos para a Espanha, praticamente força o país a buscar um segundo resgate”, disse o chefe do BCE Mario Draghi. O BCE já manifestou sua intenção de comprar quantidades ilimitadas de dívida da Espanha e outros países em necessidade, por isso espera-se que Rajoy não vai deixar passar a oportunidade de pedir um resgate completo. Diplomatas espanhóis têm ido para Bruxelas, Frankfurt, Washington e Madri para tentar negociar melhores condições antes que a Espanha solicite o resgate neste outono.

Mas de acordo com membros da elite em Bruxelas, nem mesmo um resgate será uma forte rede de segurança para a Espanha, porque é claro que o país não pode cumprir sua metas de redução do défice, devido à depressão econômica que ocorre em Europa e a falha do governo espanhol de aumentar sua renda. Assim, o resgate é nada mais do que uma cortina de fumaça para facilitar a entrega da Espanha a seus credores, os banqueiros europeus.

Enquanto isso, a chefe do FMI, Christine Lagarde, disse que a organização está interessada em jogar um papel na concepção e acompanhamento do plano do Banco Central Europeu para comprar títulos emitidos por governos da zona do euro. Lagarde destacou que as medidas recentemente anunciadas pelo Presidente do BCE, Mario Draghi, “pavimentam o caminho para a frente”, mas observou que a prioridade deve ser aplicada de uma forma coordenada. “Estamos prontos para ajudar na concepção e implementação de todos os programas que devem ser parte da solução”, disse Lagarde, que enfatizou que a sua instituição está disposta a participar “ativamente” na concepção e desenvolvimento do programa de compra de dívida dos países da zona do euro.

Tanto Herman van Rompuy, como o primeiro-ministro italiano Mario Monti tem chamado para uma reunião com outros líderes europeus para encontrar um terreno comum para “derrotar idéias populistas que tentam destruir o euro”, disse ele. “A integração da UE é um problema permanente”, disse Herman Van Rompuy, “mais uma vez enfrentando problemas econômicos e sociais (…) por isso, saúdo a idéia do presidente Monti de realizar uma reunião especial sobre futuro da unidade europeia “, disse Van Rompuy.

O Presidente explicou que a Comissão Europeia está consciente das críticas e oposições que existem no momento, mas destacou “os enormes esforços de todos os países e instituições da UE com solidariedade sem precedentes”. O Sr. van Rompuy provavelmente quer dizer  que há solidariedade com os banqueiros, não a favor da população europeia, que, apesar de sofrer as maiores taxas de desemprego da história recente, não tem apoio direto de líderes da UE . Na verdade, as primeiras iniciativas tomadas pelos governos da UE cortaram gastos de programas sociais, salários, pensões e outros programas que costumam aliviar a carga sobre a maioria do cidadão europeu médio.

Espanha deverá expandir sua campanha por melhores condições antes da aplicação de um plano de resgate durante a reunião de ministros das Finanças da UE. “Essa é uma conversa que não deverá ocorrer entre Espanha e do BCE, mas entre a Espanha e todos os membros da zona do euro,” disse Benoit Coeuré, diretor francês do BCE, em entrevista à France Inter.

Herman van Rompuy, não evitou as perguntas feitas na semana passada sobre o resultado dessas negociações. Van Rompuy disse que em dezembro será apresentado o projeto de uma nova arquitectura europeia. Este projeto será realizado pelo BCE e pela Comissão Europeia, e irá incluir quatro pilares interligados: um sindicato bancário, uma união fiscal, união económica e uma união política mais intensa.

Vaticano Pede Criação de uma Autoridade Política Mundial

Documento emitido também pede um “banco central global”, enquanto hipocritamente repudia a “idolatria dos mercados financeiros.”

Por Luis R. Miranda
The Real Agenda
25 de outubro de 2011

O Vaticano pediu nesta segunda-feira a criação de uma “autoridade pública mundial” e um “banco central global” para governar sobre as instituições financeiras existentes que, de acordo com o documento, se tornaram obsoletas e muitas vezes ineficazes para lidar com as crises. O documento (ver item 3 intitulado An Authority over Globalization ) do Departamento de Justiça e Paz do Vaticano ecoa as chamadas de alguns dos participantes de “Occupy Wall Street”, bem como manifestantes e movimentos similares ao redor do mundo que protestam contra a crise econômica.

Em Direção a Reforma do Sistema Monetário e Financeiro Internacional, no Contexto de uma Entidade Pública Mundial“, inclui detalhes muito específicos. Por exemplo, quando pede que se estabeleça um imposto sobre transações financeiras. “A crise económica e financeira que o mundo está experimentando chama aos indivíduos e os povos a analisar em profundidade os princípios e os valores culturais e a base moral da vida social”, diz o documento.

A declaração condenou o que chamou de “idolatria do mercado” e um “pensamento neoliberal”, que disse que aparentemente só tem soluções técnicas para problemas econômicos. “A crise revelou comportamentos como a ganância, egoísmo e a acumulação dos bens coletivos em grande escala”, diz o escrito, acrescentando que a economia mundial precisa de uma “ética da solidariedade” entre ricos e pobres .

A posição do Vaticano é obviamente irônica, porque o Vaticano é uma das mais ricas organizações no mundo, e como muitas empresas e instituições financeiras, faz uso dos mercados financeiros para investir sua riqueza. Assim como George Soros, Al Gore, Bill Gates e Michael Moore, o Vaticano quer nos fazer acreditar que uma Autoridade Mundial controlada pelos suspeitos de costume, cuja função é redistribuir a riqueza, é a solução viável para acabar com a pobreza e a miséria. Na verdade, é o oposto. A criação de uma entidade global com poderes sobre a estrutura econômica e política é o que os banqueiros e oligarcas mundiais têm procurado sempre para finalmente ter total controle sobre os recursos do planeta. Não haverao melhorias na economia ou a estrutura politica nenhuma se nos curvamos diante de uma instituição mundo que pode fazer de tudo e controlar tudo. E a suposta redistribuição da riqueza e igualdade não significa que todos seremos igualmente ricos, mas igualmente pobres.

“Se não houver soluções para as várias formas de injustiça, os efeitos negativos que continuam no campo social, político e econômico vao criar um clima de crescente hostilidade e até mesmo violência, e, finalmente, minar os alicerces das instituições democráticas, inclusive as consideradas mais fortes “, disse o comunicado.

É claro, esse cenário é o que os oligarcas que controlam grande parte da riqueza do mundo querem. Violência e hostilidade nas ruas e entre grupos sociais lhes dará o pretexto para usar a força contra seus próprios cidadãos. Não há necessidade de invadir países para usar armas, porque elas serão necessárias em operações domésticas contra os cidadãos que se protestam nas ruas porque não têm onde morar nem alimentos para suas familhas. Os governos dos principais países do mundo se prepararam para este cenário por muitos anos. Eles têm montada uma estrutura militar interna para lidar com os “baderneiros” que protestem para exigir justiça social e outros objetivos coletivistas em seu desespero para sobreviver.

Se é difícil acreditar que estamos caminhando para um final do tipo descrito aqui, você deve continuar lendo o documento do Vaticano, que pede a criação de “uma autoridade supranacional”, com “jurisdição universal” para orientar as políticas e decisões econômicas. O que é isso? Ou mais importante, o que significa isso? Se a globalização e a integração de regiões na Europa, Ásia e América falharam miseravelmente, devido à significativa perda de soberania das nações que participam nesses movimentos, o que pode deixar o fato de viver sob o controle de uma autoridade supranacional com jurisdição universal? E como será composta essa organização? Será que o Vaticano quer ser esse poder supranacional?

Questionado em uma coletiva de imprensa se o documento pode se tornar um manifesto para o movimento dos “indignados”, que têm criticado as políticas econômicas globais, o Cardeal Peter Turkson, chefe do Departamento de Justiça e Paz do Vaticano disse: “As pessoas de Wall Street precisam passar por um processo de discernimento e ver se o seu papel de gestão no mundo das finanças serve os interesses da humanidade e do bem comum. Apelamos a todos os órgãos e organizações para se sentar e pensar. ”

Um Governo Mundial

Quando esta publicação, juntamente com outros meios alternativos alertam sobre a existência de um governo mundial, muitas vezes somos chamados de teóricos da conspiração, no entanto, a evidência de que essa entidade existe é vasta. Em um artigo recente publicado em Pravda.ru é claramente retratado como um pequeno grupo de famílias realmente controlam o mundo. No artigo intitulado “A Grande Família que Governam o Mundo“, a publicação destaca como uns poucos oligarcas são donos das empresas mais influentes, muitas das quais têm faturamentos superiores a maioria dos países do mundo. Além disso, o artigo estabelece uma ligação clara entre essas empresas e bancos que controlam o sistema financeiro global. Junto com este artigo, The Real Agenda publicou no início de 2011 uma série de artigos que mostram relações diretas entre Wall Street, as corporações que controlam a indústria e os recursos do planeta e as famílias que as Oito Famílias. Essas reportagens podem ser lidos neste site, em espanhol ou inglês na seguinte ordem:

Os Quatro Cavaleiros da Banca Mundial En Español / In English

O Cartel da Reserva Federal: As Oito Famílias En Español / In English

O Cartel da Reserva Federal: Um Parasito Financeiro En Español / In English

O Cartel da Reserva Federal: A Mesa Redonda e os Illuminati En Español / In English

O Cartel da Reserva Federal: O Banco Mason dos Estados Unidos e a Casa de Rothschild En Español / In English

Em uma seção do documento que explica por que o Vaticano pensa que é necessária uma reforma do sistema politico e econômico mundial, o comunicado diz:

“Na área financeira, as dificuldades mais importantes derivam da falta de um conjunto eficaz de medidas que possam garantir não só um sistema de governo, mas também um sistema de governo para a economia e as finanças internacionais”. O documento prossegue dizendo que o Fundo Monetário Internacional (FMI) não tem poder ou capacidade de estabilizar as finanças globais, regulando a oferta de moeda, em geral, e não é capaz de gerenciar “a quantidade de risco de crédito assumido pelo sistema.”

No final, a carta do Vaticano insiste que deve existir um conjunto de normas mínimas para a gestão do mercado financeiro global, bem como uma forma de gestão monetária global. ” Isto significa uma moeda única, cujo valor será emitida sob o poder dessa Autoridade Mundial. Uma moeda mundial única, como sugerido nos círculos financeiros, seria digital, ou seja, a sociedade global funcionaria sem dinheiro de papel e somente com transações digitais que seriam cuidadosamente monitoradas pela Autoridade Mundial através de um sistema de controle centralizado. Este sistema estaria sob o poder do “banco central global”, cuja estrutura já existe. Mas quem fiscalizará as ações deste banco central global? Ninguém.

O documento reconheceu que esta mudança vai levar anos para ser adotada. “É claro que essa transformação será feita à custa de uma transferência equilibrada e gradual de alguns dos poderes de cada país a uma autoridade global e a autoridades regionais, mas isso é necessário num momento em que a dinâmica da sociedade humana, a economia e os avanços na tecnologia transcendem as fronteiras, que estão realmente já desgastadas em um mundo globalizado “. Em outras palavras, o Vaticano apoia a criação de um poder global que dite a cada pais como deve agir em suas politicas econômicas, monetárias e politicas. Na realidade, o mundo não estaria mais composto de países e nacoes independentes, mas de feudos que seriam controlados como foi feito nos tempos do neo-feudalismo.

Como explicado acima, a instalação de uma estrutura de controle global, como o Vaticano promove em seu documento, sempre foi o objetivo pretendido pelos oligarcas globais. A transição de uma sociedade onde o indivíduo é livre para outro onde as nações perdem sua soberania e os seus cidadãos passam a estar sujeitos ao serviço de uma entidade com poder global significa o fim da liberdade individual e os países como nações independentes.

Se há algo a ser aprendido com as iniciativas que buscam níveis de unificação política e económica regional e global, é que estas iniciativas estão condenadas ao fracasso. Isso mostra a atual crise econômica global e política. Então a solução não é a centralização. Países devem voltar a funcionar como entidades separadas que negociam de forma bilateral e multilateral respeitando as suas propias leis, sem corroer os direitos e deveres constitucionais de seus cidadãos.

Nova Ordem Econômica e Política Mundial à Vista

George Soros tem a intenção de cooptar os países do terceiro mundo, apelando para a participação dos países em desenvolvimento como parte da solução. O controle do novo sistema, no entanto, permanecera nas mãos dos globalistas como ele e seus fantoches eleitos em cada país.

Business & Media Institute
Adaptação de Luis R. Miranda
23 Março, 2011

Em 08 de abril, um grupo financiado com 50 milhões de dólares de contas bancárias de George Soros organizou uma importante conferência econômica e a meta para este evento é “estabelecer novas normas internacionais” e “reforma do sistema monetário.” É tudo de acordo com um plano publicado em uma coluna de 04 de novembro de 2009, onde Soros disse que havia uma necessidade de “reordenar muita coisa no sistema financeiro”.

Globalista e bilionário George Soros

O evento de abril reunirá “mais de 200 acadêmicos, empresários, políticos e burocratas para repetir a famosa reunião de 1944 chamada de Bretton Woods, que ajudou a criar o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional. Soros quer um “sistema multilateral” ou um novo sistema econômico em que os EUA não seja tão dominante. Esse lugar será ocupado pela China comunista.

Mais de dois terços dos oradores programados têm ligações directas a Soros. O bilionário que acredita que “o principal inimigo da sociedade aberta, creio eu, já não é o comunismo, mas a ameaça capitalista”. Isto não é surpreendente, já que Soros apoia uma regulamentação comum e disse que a China é o modelo em termos de controle monetário, econômico e populacional, entre outros.

Até agora, esta reunião global tem gerado menos publicidade do que um concurso de ortografia. Isso ocorre apesar de ter pelo menos quatro jornalistas na lista de oradores, incluindo um editor do Financial Times e os editores da Reuters e The Times. Considerando-se as advertências de Soros do que poderia acontecer sem um novo acordo, esta pouca divulgação deve ser um grande problema. Mas não é.

O que é um grande problema é que Soros está fazendo exatamente o que ele queria. O seu comentário de 2009, pressionou por uma “nova conferência de Bretton Woods, incluindo a criação da nova estrutura financeira pós-Segunda Guerra Mundial.” E ele tinha fixado as rodas em movimento. A ordem financeira mundial criada após a guerra, e através da qual os globalistas adquiriram tudo, foi a mesma que estabeleceu os EUA como o único super poder, e agora esta mesma diretriz quer ser usada para instalar a China como a cabeça do novo sistema globalista.

De fato, a América tem sido utilizada pelos globalistas para avançar suas agendas de conquista usando sua influência militar e econômica para promover a desregulamentação financeira que lhes permitiu controlar a sociedade global. A utilização de um sistema que no começo tinha tintes capitalistas, mas que nunca atingiu o seu potencial, tornou-se corporativista, baseado no controle corporativo dos governos que hoje perpetua a centralização do poder econômico, político e militar.

Apenas uma semana antes que este editorial ser publicado, Soros havia fundado o Instituto de Novo Pensamento Econômico (INET), em Nova York, o grupo anfitrião da conferência no Mount Washington Resort, o hotel que abrigou primeira reunião. A mais recente foi realizada na Universidade Central Européia em Budapeste. CEU recebeu 206 milhões de dólares de Soros em 2005 e tem 880 milhões a mais do seu fundo, de acordo com o The Chronicle of Higher Education.
Isto, também, é uma reunião de fantoches do Soros. INET terá personalidades como o ex-primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, o ex-presidente do Fed, Paul Volcker e Soros, para produzir “um monte de idéias de alta qualidade.”

Apesar que INET diz que mais de 200 estarão presentes na conferência, apenas 79 oradores estão inscritos no seu site – e já se parece com uma convenção Soros. Vinte e dois são membros do INET e outros três tem bolsas de Soros. Dezenove outros empregados são listados como membros da operação Project Syndicate; segundo eles uma -”fonte preeminente do mundo dos comentários originais de opinião” que inclui 456 jornais de grande circulação em 150 países e é financiado pelo Open Society Institute propiedade do Soros. Isso é apenas o começo.

Entre os palestrantes estão:

* Volcker é presidente do conselheiro econômico do presidente Obama. Ele escreveu o prefácio para o um dos mais conhecidos livros de Soros, “A Alquimia das Finanças” e elogiou o Soros como “um especulador de sucesso” que escreveu “com visão e paixão” sobre as questões da globalização.

* O economista Jeffrey Sachs, diretor do Instituto da Terra e destinatário da caridade Soros. Sachs, recebeu 50 milhões de dólares do Soros para o Projeto do Milênio das Nações Unidas, que também dirige. Sachs é reconhecido internacionalmente por sua economia liberal. Em 2009, por exemplo, queixou-se dos impostos nos EUA, que segundo ele eram muito baixos, dizendo que os EUA “tinha que aumentar os impostos, sem dúvida. Este é um evento Soros, de cima para baixo. Mesmo Soros admite que suas ligações com o INET sao um problema, e diz, “há um conflito de interesse que eu reconheço plenamente.” Ele diz que fica de fora das operações. Isso é impossível. Todo o evento é financiado e explorado por ele.

Ex-economista do Banco Mundial, Joseph Stiglitz, um amigo de Soros que uma vez falou do desastre causado pelo Banco Mundial, é parte do evento.

INET não é sutil sobre suas metas para a conferência. Quando entrevistado, Robert Skidelsky, membro do conselho de INET, sobre a necessidade de uma nova Bretton Woods, em um vídeo recente, Skidelsky nao poupou comentários a favor disto. O slide de introdução para o vídeo fala sobre como a questão da moeda e da tensão entre os EUA e a China estão renovando as chamadas para uma reforma financeira global. ” Skidelsky pediu um novo acordo e disse no vídeo que o conflito entre os EUA e a China estava “no centro de qualquer acordo financeiro que possa ser negociado, que precisa ser negociado.”

Soros describiu no editorial em 2009 que o conflito entre os EUA e a China é “outra escolha difícil entre duas maneiras fundamentalmente diferentes de organização: capitalismo internacional e capitalismo de Estado (comunismo). Ele concluiu que “um novo sistema multilateral baseado em princípios mais sólidos deve ser inventado.” Conforme ele explicou, em 2010, “precisamos de um xerife global”.

Na versão 2000 do seu livro Open Society: Reforma do Capitalismo Global”, Soros escreveu sobre como as instituições de Bretton Woods” falharam dramaticamente ” durante a crise econômica no final de 1990. Quando pediu um novo Bretton Woods em 2009, queria “restaurar o Fundo Monetário Internacional, e à reestruturação das Nações Unidas para instar a China e outros países.

“A reorganização da ordem mundial se estende além do sistema financeiro e o envolvimento das Nações Unidas, especialmente os membros do Conselho de Segurança”, escreveu ele. “Esse processo deve ser iniciado por EUA, mas a China e outros países em desenvolvimento devem participar de forma igualitária.”
Soros destacou que este ponto tem que ser uma solução global, fazendo com que os Estados Unidos seja parte da lista. “Potências emergentes devem estar presentes na criação deste novo sistema para garantir que eles são contribuintes ativos.”

E isso é exatamente o tipo de detalhes que INET está publicando no seu site, com ênfase na “reconstrução da União Europeia e os emergentes da Europa Oriental, América Latina e Ásia. “Nestes planos, a China é preeminente, com personagens como um economista sênior do Banco Mundial em Pequim, o diretor da Academia Chinesa de Ciências Sociais, o principal conselheiro da Comissão Reguladora Bancária da China e do Director do Centro de Negócios Estrangeiros EUA-China. Todos eles defendem as velhas e conhecidas políticas globalistas que procuram que os países industrializados paguem novas iniciativas de gastos, especialmente nas áreas de energia sustentável, alterações climáticas, educação e alívio para os pobres.

* Um amigo de Soros, Joseph E. Stiglitz, antigo vice-presidente e economista-chefe do Banco Mundial e ganhador do Prêmio Nobel em Economia tem a mesma opinião que Soros. Ele criticou economistas de livre mercado, que ele chama de “fundamentalistas do mercado livre.” Naturalmente, Stiglitz faz parte do INET e é um contribuinte do Project Syndicate.

* O director executivo do INET Rob Johnson, um ex-presidente da Soros Fund Management, que faz parte do Conselho de Administração do Economic Policy Institute se queixou de que a intervenção do governo na crise fiscal não era suficiente e quis “reestruturação”, incluindo a aplicação “de cartas de demissão de altos executivos de todos os grandes bancos”.

Tudo isso é fácil de fazer quando você tem disponível o George Soros, que financia mais de 1.200 organizações. Só que nenhum destes grupos poderia organizar um evento como esse. Grupos como o MoveOn.org e o Center for American Progress não se tornaram proeminentes pela sua discreção. O mesmo acontece a nível mundial, onde Soros doou mais de 7.000 milhões de dólares para a Open Society Foundations – incluindo meios de comunicação que estão apenas a um telefonema de distância.

George Soros quer que China seja a nova superpotência. Depois de Bretton Woods e até hoje, globalistas como Soros usaram Estados Unidos como instrumento para controlar a sociedade global.

Por que é que estes meios controlados por Soros não publicaram informações sobre o evento? Afinal, Soros advertiu que tudo isso tem que acontecer, porque “a alternativa é assustadora.” O bilionário, que odeia George W. Bush disse que “a América é assustadora, porque uma superpotência em declínio político e econômico, mas que ainda mantém a supremacia militar é uma coisa perigosa.”

O império de Soros não diz nada sobre esta nova conferência de Bretton Woods, uma vez que não só é projetada para mudar as regras econômicas globais. Ela também é projetada para colocar a América em seu lugar, como parte de um mundo multilateral da maneira que Soros quiser. Ele escreveu que os EUA “Pode dirigir um esforço cooperativo para incluir os países desenvolvidos e em desenvolvimento e, assim, restaurar a liderança norte-americana de uma maneira aceitável.”

Isto é o que esta conferência quer: mudar a economia mundial e os EUA para serem “aceitáveis” para George Soros.