Indústria de Biocombustíveis Extermina Povo Guaraní Kaiowá no Brasil

POR LUIS MIRANDA | THE REAL AGENDA | OUTUBRO 21, 2012

De quantas maneiras você pode descrever o assassinato, a corrupção, o crime, a conivência, a cumplicidade para cometer assassinato, o banditismo, a injustiça? Foi muito difícil colocar m tíulo neste artigo porque uma ou duas linhas não podem descrever a vergonha que senti — embora não sou brasileiro — ao ver o que o governo brasileiro está fazendo com o seu povo. Enquanto você lê este artigo, a tribo Guarani Kaiowá está sendo deslocada de sua terra ilegalmente pela Brigada Militar e grupos de bandidos contratados por influentes proprietários de terra no estado de Mato Grosso do Sul.

Embora o príncipe da “justiça social”, Luiz Inácio Lula da Silva, garantiu ao povo brasileiro que ele chegou ao poder para ajudar os mais necessitados, foi o próprio Lula quem entregou a soberania do país, permitindo que as corporações multinacionais — como as da Cana de Açúcar — tomaram grandes extensões de terra em todo o país, em um esforço para tornar o Brasil em um país escravo da monocultura da cana.

Em 2007, Lula da Silva assinou um acordo com George W. Bush para impulsionar a produção de biocombustíveis no Brasil. Naquele dia, Lula deixou muito claro para quem ele realmente trabalha. “Este acordo pode ser um novo ponto de partida para a indústria automobilística no Brasil e no mundo. É um novo começo para a indústria de combustíveis em todo o mundo. Eu diria mesmo que este acordo representa uma nova era para a humanidade.”

Antes e depois da assinatura do acordo, todos os meios de comunicação começaram uma campanha consciente para vender a idéia ao público que os biocombustíveis seriam o caminho a percorrer para acelerar o desenvolvimento do pais. Atuando como prostitutas intelectuais ignorantes, figuras públicas apareceram na televisão brasileira e anúncios do governo pregando ao povo a grandeza do etanol.

Programas esportivos e de entretenimento foram usados para amarrar uma fita verde em torno dos olhos dos brasileiros. Analfabetos intelectuais como Gugu Liberato e Luciano Huck, entre outros, usaram suas imagens e programas de TV para mentir dizendo que a indústria de biocombustíveis poderia trazer montanhas de dinheiro para todos. Mas as coisas não ocorreram como eles disseram.

O único destaque do nascimento da indústria de biocombustíveis no Brasil foi o deslocamento imediato de cerca de 40.000 indígenas Guarani Kaiowá, etnia que agora vive em um território de apenas 1% do que era a sua terra. O deslocamento dos Guaraní Kaiowá ameaça seu modo de vida. Os Guarani não podem mais plantar seu próprio alimento, pescar ou caçar para viver.

No melhor dos casos, os Guarani são expulsos de suas terras no Mato Grosso do Sul pela Brigada Militar, sempre que um tribunal considera que eles têm que deixar a terra onde eles e seus ancestrais viveram ao longo do tempo. No pior dos casos, bandidos fortemente armados atiram contra suas casas, em uma tentativa de matar os líderes da tribo, para que o resto dos Guaraní Kaiowá parem de se opor a sua expulsão. Hoje, os índios vivem em uma pequena área ao sul do estado de Mato Grosso do Sul, onde as plantações de cana de açúcar são erguidas em torno de suas pequenas aldeias.

O lado escuro da chamada Revolução Verde, que tem o Brasil como o maior produtor de etanol de cana-de-açúcar, tem muito pouco de verde. Além de causar o deslocamento ilegal dos Guarani Kaiowá, a plantação de açúcar coloca em risco a vida de muitas espécies de plantas e animais cujo habitat está sendo poluído a cada dia por esgoto, poluição e resíduos gerados pela plantação, colheita e queima de cana de açúcar. Além disso, os Guarani Kaiowá passaram de proprietários de terras a se tornarem escravos. Dada a sua incapacidade de ter terra suficiente para desenvolver seu modo de subsistência, os Kaiowá são agora escravos das mesmas corporações que exploram suas terras para produzir etanol.

O Guarani tem que viajar por horas para chegar à plantação onde agora trabalha no sol quente, só para receber salários miseráveis ​​que não são suficientes para sobreviver. Em uma tentativa de aliviar a escassez de alimentos, o governo brasileiro está agora oferecendo sacos de grãos básicos para que os Guarani Kaiowá possam se alimentar.

Mas a quantidade de comida entregue não é suficiente. De fato, várias crianças morreram de desnutrição nos últimos anos devido à falta de alimentos. Além de roubar sua terra, as empresas usam mão de obra infantil Guarani, o que é ilegal no Brasil. Empresas fornecem as crianças, que são tão jovens quanto 14 anos, identidades falsas para poder emprega-los.

A ocupação de terras brasileiras por empresas multinacionais não é uma realidade nova. Elas começaram a chegar ao Brasil depois que o governo ofereceu incentivos fiscais e todas as facilidades disponíveis para “investir” no país sul-americano. No Nordeste, indivíduos poderosos e corporações multinacionais adquiriram grandes extensões de terra para o cultivo de milho, soja e trigo transgênicos.

Hoje, 76 por cento da soja produzida e consumida no Brasil é geneticamente modificada. Parte dessa soja é exportada para a União Europeia, mas muito do que é plantado também é usado para o consumo local. Conforme relatado em várias ocasiões, a poluição a partir de organismos geneticamente modificados, devido ao consumo ou a poluição do ar e do solo aumentou exponencialmente a incidência de doenças nas populações.

No caso dos Guarani Kaiowá, eles também sofrem com a poluição causada pela plantação maciça e colheita de cana-de-açúcar. Sua terra, os rios e o ar são contaminados por esta atividade que utiliza grandes quantidades de água de rios e poços que pertenceram aos Guarani Kaiowá. Em Mato Grosso do Sul, a antiga tribo é o inimigo público número um. Mesmo os tribunais superiores decidiram contra o seu direito de viver onde sempre viveram. O Ministério Público do Estado demanda muitas vezes aos proprietários de fábricas de grande porte por causa de seu uso de trabalho infantil e escravo. Mas, ao mesmo tempo, a polícia, sob ordens das autoridades desloca aos índios de suas terras.

Com policiais armados deslocando-os de suas terras e bandidos fortemente armados matando os líderes da tribo e disparando contra mulheres e crianças, alguns Guarani Kaiowá pediram para ser sacrificados para que seus corpos fossem enterrados ao lado de seus pais e familiares.

Em uma carta ao Governo, os Guarani Kaiowá imploraram por misericórdia e condenaram a violência com que são tratados por autoridades e bandidos armados. “… É claro para nós que a própria ação da Justiça Federal gera e aumenta a violência contra nossas vidas, ignorando os nossos direitos para sobreviver no rio e em torno de nosso território tradicional Pyelito Kue / Mbarakay. Entendemos claramente que esta decisão do Tribunal Federal de Navaraí-MS é parte da história da ação de genocídio e extermínio dos povos indígenas, nativos de Mato Grosso do Sul, ou seja, a ação em si da Justiça Federal extermina nossas vidas “.

De acordo com os Guarani Kaiowá, o Tribunal Federal de Mato Grosso do Sul está alimentando a violência contra a tribo. “Nós avaliamos a situação e concluímos que todos vamos morrer logo”, diz a carta. “Nós aqui no acampamento a 50 metros da margem do rio, onde houveram já quatro mortes, duas por suicídio e duas devido ao espancamento e tortura de bandidos”. Antes de terminar a carta, os Kaiowá deixaram claro que a única maneira de sobreviver é ser deixados em paz em sua terra natal, onde eles possam continuar suas vidas com dignidade e paz. Caso contrário, segundo eles, o estado de Mato Grosso do Sul, simplesmente deve declarar formalmente o seu desaparecimento e extinção.

“A indústria do etanol e a indústria de cana-de-açúcar são os dois setores mais influentes. Estamos passando por uma revolução “, diz Geraldine Kutis, consultora internacional da UNICA, a maior associação de produtores de açúcar, que opera em conjunto com a indústria do etanol no Brasil. Como em muitos outros casos, a indústria do etanol é gerenciada de São Paulo, a capital comercial do país.

Conforme explicado pela Sra. Kutis, o objetivo é estender o o alcance dos combustíveis verdes no mundo todo. Esse é o motivo pelo que já tem um escritório em São Paulo e em Bruxelas, e pretendem abrir um novo em Pequim, na China. A associação também tem um quarto escritório em Washington, DC, de onde defendem e impulsam a indústria do etanol.

O governo brasileiro tem promovido e adotado políticas que estimulam a produção de cana-de-açúcar e etanol, dando incentivos para grandes corporações e grupos de poder que investem no plantio e produção. Brasil tornou-se um destino atraente para os investidores estrangeiros que querem fugir do mercado de ações e especulação financeira, de modo que a produção de etanol e de outras commodities está subindo como nunca antes.

“O céu é o limite”, diz Kutis. Mas a que preço? Ambientalistas brasileiros já culpam a produção e processamento da cana-de-açúcarpela contaminação de recursos de ar e água em todo o país. De acordo com Jerónimo Porto, líder da União no Estado de Mato Grosso do Sul, as pessoas que vivem da terra estão simplesmente imersas em um coquetel de pesticidas e herbicidas.

“O nosso ar, nosso ambiente aqui é muito poluído”, afirmou Porto, quem diz que a chegada de novas empresas que abrem novas usinas e a expansão das plantações de cana-de-açúcar estão comprometendo a saúde e o bem-estar das pessoas. “É terrível quando o fluxo de esgoto chega no rio. O esgoto polui o rio, matando peixes e causando um verdadeiro desastre ecológico “, insiste Porto.

“O rio é o sangue da Terra, assim  como nos temos sangue em nossas veias. Sem sangue, não podemos sobreviver. Simplesmente não há maneira de sobreviver sem o rio e a floresta “, diz um líder Guarani Kaiowá. Mas a água não é o único sangue que flui nas terras do Mato Grosso do Sul, porque mercenários armados contratados por interesses privados impiedosamente atiram contra os Guaraní Kaiowá para tentar matar seus lideres.

Alguns dos líderes foram mortos, enquanto as mulheres e crianças são freqüentemente lesados pelos tiros. Em um caso, uma bala entrou nas costas de uma mulher e saiu de seu peito, como resultado de um milagre, disse Roberto Martins, um líder tribal. “Dois homens armados se aproximaram de nós com armas poderosas”, disse ele. “Eles poderiam ter matado todos nós.”

A maior parte das terras Guarani estão localizadas na parte sul do estado de Mato Grosso do Sul, e é aí que as novas plantações de cana estão aparecendo. “Isso significa que vamos todos ser cercados por imensos campos de cana-de-açúcar, e isso vai tornar mais difícil para o povo Guarani poder plantar o que comer”, diz Antonio Brandt, professor da Univerdidade de Mato Grosso do Sul.

A incapacidade para plantar suas terras com os alimentos que precisam para sobreviver, fez com que os Guarani Kaiowá sejam quase totalmente dependentes do governo para sobreviver. Cerca de 90 por cento deles já recebem alimentos enviados pelo governo, mas este apoio não é suficiente.

“Sem terra, o índio não pode viver”, diz Carlito de Oliveira, outro líder tribal. “Estas cestas de alimentos não vão continuar vindo sempre. Se não podemos plantar  aquilo que comemos, será muito difícil sobreviver. ”

Para mais informações sobre a situação dos Guarani Kaiowá, veja o documentário The Dark Side of Green.

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Brasil Enfrenta Previsões de Desaceleração

Tradução Luis Miranda
UPI
Novembro 1, 2011

Planejadores do governo brasileiro foram avisados que a economia do seu pais pode estar desacelerando-se.

Dados divulgados pelo Banco de Desenvolvimento do Estado BNDES indicou o lento crescimento não foi apenas uma realidade, mas que ganhou impulso nos últimos meses.

Relatórios do maior pais da região, mostraram uma maior desaceleração da economia, com projeções que continuam a indicar atividade saudável, na maioria dos setores da economia brasileira. O prognóstico de desaceleração é feito com base em números mais baixos de empréstimos, o que indica que o dinamismo da actividade económica diminuiu, os dados mostraram.

O banco disse que os desembolsos de empréstimos em 2011 vao perder a sua meta inicial para o ano, refletindo um déficit de US $ 2,95 bilhões a $4.14 bilhões. A estimativa de desembolsos de empréstimos total para o ano é provável que seja mais de US $ 83 bilhões contra estimativas de até US $ 87 bilhões.

A queda é em parte resultado de tomadores de empréstimos corporativos mudando de idéia sobre como fazer as solicitações de crédito novo, mas representa o primeiro declínio anual na figura desde 2008, quando o Brasil estava lutando contra a crise econômica global.

A queda ocorre em meio a previsões de financiamento que o crescimento econômico do Brasil este ano pode ser inferior a metade do que em 2010. O crescimento econômico do ano passado, registrou-se em 7,5 por cento, foi o mais rápido em 24 anos de atividade econômica no Brasil e atraiu investidores de todo o mundo.

Pelo menos parte da queda do endividamento do BNDES provém do conservadorismo entre pessoas jurídicas brasileiras que têm sido atacadas pela especulação dos investidores e as preocupações sobre as possíveis ramificações da crise da zona do euro.

Expectativas sobre a construção de novas formas de negócios e investimento com a União Europeia tem diminuído por mais de um ano e discussões para alcançar um acordo de livre comércio com a Europa no âmbito do comércio da América Latina e o Mercosul foram inconclusivos.

Autoridades dizem que a crise da zona do euro pode encorajar os negociadores europeus a abandonar suas objeções ao Mercosul, que é visto pelo sector da agricultura da UE como uma ameaça potencial. Os analistas da UE disseram que um acordo com o Mercosul ajudará a UE para forjar novas relações comerciais e encontrar novas fontes de receita em um momento de adversidade.

Vários países membros do Mercosul estão indo bem e o Brasil em particular, tem um vasto excedente que promete os exportadores da UE uma mina de ouro potencial se um acordo de comércio é realizado.

Países membros do Mercosul são Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai como membros plenos, Venezuela como membro pleno aguardando a confirmação e Bolívia, Chile, Colômbia, Equador e Peru como associados.
Analistas disseram que a notícia de uma potencial desaceleração econômica no Brasil provavelmente vai causar um efeito cascata no resto da região do Mercosul, que tem um produto interno bruto de $ $2.895 trilhoes.

A Revolução que os Globalistas Desejavam

Como a mídia tradicional publica mentiras, as pessoas são cooptadas e os globalistas afirmam seu poder

Por Luis R. Miranda
The Real Agenda
Março 4, 2011

Deixe-me ir direto ao ponto. Glenn Beck não é um patriota ou nada parecido. Beck é uma máquina de relações públicas usada para vender publicidade na Fox News. Como ele, existem muitos outros na mídia, assim como há muitos ‘especialistas’ que manipulam a verdade. Então, porque Glenn Beck fala algumas verdades com precisão sobre o que está acontecendo no Egito?

Muitas pessoas no mundo acordaram para a realidade e, durante esse despertar, rejeitaram as mentiras e desinformação que a mídia oferece. Então a mídia emprega hoje uma “nova tática”. Essa “nova tática” envolve parecer que estão dizendo a verdade aos espectadores, leitores e ouvintes para, depois, encher suas mentes com informações falsas ou parcialmente falsas. Isso é feito em uma tentativa de salvarem-se do buraco no qual caíram já que as pessoas não confiam neles.

No relato ou discussão de qualquer assunto, a mídia tradicional informa as pessoas de 10 por cento da verdade e 90 por cento de mentiras. É aí onde está a armadilha. É uma operação psicológica (psy-op) para voltar a ganhar a confiança do público, mas muitas pessoas ainda não entendem isto. A mídia tradicional sabe quem é o público, como pensam e como chegar até eles. Eles empregam as mais doces combinações de palavras para atrair e manter os seus seguidores e tentar obter novos todos os dias.

É por isso que Glenn Beck e outros, as vezes, dizem às pessoas toda a verdade para, depois, contar mentiras. Exemplos disso são desnecessários, uma vez que qualquer um pode ver não só na Fox, mas também na CNN, MSNBC, CBS, ABC, Al-Jazeera, Globo, jornais e revistas populares que mascaram sua agenda com caras bonitas, apresentadores que parecem ser inteligentes e estúdios modernos. Mas o objetivo geral é o de vender mentiras. Não duvidem disso.

Exatamente como Glenn Beck apresentou em seu show muitas vezes, a situação no Egito, hoje, é uma cópia do que aconteceu no Irã em 1979. Mas ninguém parece entendê-lo completamente bem, porque ninguém se preocupa o suficiente. Ninguém se lembra do Irã em 1979. A agitação no oriente médio é interminável e muito antiga. Mas é importante saber o que origina a agitação, a perseguição, a violência e a destruição. Vamos citar apenas algumas razões pelas quais esta agitação acontece: sanções econômicas, tarifas comerciais, medidas de austeridade, fome, guerra, opressão, corrupção, trabalho escravizante e assim por diante.

O mundo não está prestes a ser dominado por poucas mãos, como Beck assinalou em um dos seus shows. O mundo tem estado nas mãos de um punhado de pessoas por pelo menos um século. A mídia tradicional não consegue entender isso, disse Beck. Outra mentira. A mídia conhece e muito bem, eles simplesmente não dizem o que sabem. Beck, assim como outros apresentadores, sabem que, se a mídia tradicional dissesse às massas como as coisas realmente funcionam, veríamos a situação do Egito repetindo-se não só no Oriente Médio, mas em qualquer outro lugar. De fato, a revolução do Egito pode ter começado como um movimento justo para destronar um ditador mas, certamente, não evoluiu como tal.

Beck tem razão quando diz que o conflito no Oriente Médio está prestes a destruir o Ocidente, mas isso não é uma surpresa, pois foi sempre sobre isso. As potências militares e econômicas ocidentais, através do seu complexo militar-industrial, sempre criaram e usaram os conflitos no Oriente para ter uma desculpa para encher seus bolsos com dinheiro e acumular o controle dos recursos e das pessoas. Nada de novo aqui.

Por que o Oriente supostamente odeia o Ocidente?

O Oriente não odeia o Ocidente. Essa é outra mentira da mídia tradicional. São os globalistas quem odeiam tanto o Oriente como o Ocidente e querem causar conflito para conseguir o controle completo de ambos os hemisférios, como originalmente planejado. O conflito entre as civilizações sempre foi estimulado por pequenos grupos de pessoas que procuram promover o controle de impérios e acumular poder enquanto oprimem os povos. Assim, os cidadãos do Leste não odeiam os cidadãos do Ocidente. Os ditadores fantoches do Oriente odeiam seus povos orientais, pois eles vendem as suas vidas aos controladores no Ocidente. As marionetes do Ocidente também odeiam seus países porque eles também vendem seu povo para os globalistas. Todos os conflitos religiosos e culturais são causados pela introdução de falácias que as pessoas acreditam como reais, como a ‘justiça social’, o multiculturalismo e o radicalismo religioso apoiados por frases como “você está do nosso lado ou do lado do inimigo”.

A mídia tradicional tem a ousadia de culpar as pessoas de pensamento progressivo por este desastre que já se arrasta por mais tempo do que qualquer progressista poderia imaginar. Tirania e corrupção não são características dos progressivos; é uma meta histórica dos globalistas. Para alcançar isto, eles utilizam nomes diferentes, políticas diferentes e, mais importante do que isso, empregam diferentes grupos sociais, religiões, ditadores e presidentes marionetes que seguem ideologias diferentes. Dessa forma, eles sempre podem amarrar todos nós. As mesmas políticas que a mídia tradicional descreve como originárias do movimento progressivo também foram produzidas e executadas pelos conservadores. Ambos os grupos produziram e executaram essas políticas porque eles são ambos controlados e cooptados por organizações e fundações globalistas.

Glenn Beck corretamente afirma que muito do ódio do Oriente é causado pela hipocrisia ocidental, especialmente a hipocrisia americana. Em parte, isso é verdade. O MAS é que esta hipocrisia não é apenas americana ou ocidental. Os Estados Unidos, assim como outros líderes do G-8 e do G-20 são dirigidos por governos fantoches que realizam os planos dos globalistas. Portanto, as pessoas responsáveis por tal hipocrisia são os globalistas no controle e não os americanos, franceses, britânicos, alemães ou gregos. Esta é a diferença entre a maneira em que a mídia atribui a culpa e a realidade que a mesma mídia nao conta.

Crédito deve ser dado à mídia tradicional porque eles têm sido capazes de manter os verdadeiros controladores escondidos ‘atrás da cortina’. Assim como Glenn Beck tentou fazer em seu show em 31 de janeiro, a mídia corporativa é especializada em mentir com uma cara séria. E ninguém pode ter uma cara mais de mentiroso e sério do que Beck. Além de detalhar o que chamou a ‘insurreição que vem’, Beck criticou Hosni Mubarak por tortura, seqüestro, espionagem e por oprimir e abusar do povo egípcio. Mas nem ele nem nenhum outro apresentador disse nada quando George W. Bush -outro fantoche presidente- fez exatamente a mesma coisa durante o seu governo.

No entanto, a farsa acabou. Muitas pessoas aprenderam a ver através das mentiras e da desinformação para reconhecer que os seus opressores não vivem em seus países. Eles também aprenderam que as agendas econômicas e políticas que causaram sua miséria e dor juntamente com a morte de milhares ou milhões de seus cidadãos chegam do estrangeiro. Eles não querem outro boneco, eles querem construir o país que querem para si e suas famílias. Mas a única maneira de alcançar este objetivo é libertar-se das cadeias que os impede de ser livres.

Como o congressista Ron Paul apontou, é a ocupação americana do Oriente Médio que tem servido como uma grande desculpa para a formação de grupos radicais, muitos deles apoiados pelos mesmos poderes ocidentais que afirmam estar lutando contra o terrorismo. Entre eles, a Irmandade Muçulmana, uma criação de agências de inteligência britânicas.

As guerras entre civilizaçoes não acontecem devido ao fato de que alguns são livres e prósperos e outros não. As guerras mais sangrentas da história não aconteceram por causa de diversidade religiosa, mas como as diferenças religiosas e movimentos religiosos têm sido usados para criar ódio entre os povos.

O complexo militar industrial criou ditadores de todas as cores e formas e os colocou no poder por séculos e os seus membros e especialistas têm confessado isto em público. Zbigniew Brzezinski não só mostrou sua preocupação com o aumento da oposição mundial contra a agenda globalista como também admitiu que era pessoalmente responsável pela criação do ditador oriental Mao Tse Tung, que foi levado ao poder pelos globalistas, assim como foi Adolf Hitler. O número de mortes devido às políticas e perseguições que esses dois tiranos realizaram são contados de forma conservadora hoje por dezenas de milhões.

Atualmente, os Estados Unidos, controlado pelos globalistas, apóia ditadores no Egito, Arábia Saudita, Tunísia, Iêmen e presidentes fantoches em toda a América Latina, Europa e outras regiões do mundo. O apoio a estes ditadores e presidentes títeres é dado em uma diversidade de maneiras. Egito recebe bilhões de dólares por ano, em grande parte em ajuda militar. Iêmen recebe uma grande parcela do orçamento da USAID. Muito disso, diz a organização, é para programas relacionados com a “paz e a segurança”. E quando a ajuda não vai na forma de dinheiro, como no caso da Arábia Saudita, está previsto e entregue por meio de tratados de armas.

Egito 2011 é o Irã em 1979

Vamos explicar isto o mais claramente possível. A revolução que está acontecendo hoje no Egito é uma cópia do que aconteceu no Irã no final dos anos 1970. Hosni Mubarack é um fantoche do sindicato internacional do crime conhecido como os globalistas. Os globalistas são um grupo de empresas e personalidades corruptas que controlam quase todos os aspectos de nossas vidas hoje. Eles conseguiram isso através da criação e imposição de um esquema para ter uma economia planificada, com desenvolvimento planejado e controlado, crescimento, educação, ou devo dizer treinamento planejado, entre outras coisas. Este regime lhes permitiu manter e aumentar o controle sobre a política, economia, política monetária e fiscal, investigação e utilização de recursos naturais, controle de natalidade, entretenimento e da mídia.

Justo como o conflito no Irã em 1979 não aconteceu porque os iranianos queriam obter democracia, o conflito em desenvolvimento em todo o Oriente Médio não é sobre democracia. É o mesmo cenário que existia no Irã, onde estudantes foram enganados em apoio a uma revolução, mas não a revolução do povo. A revolução iraniana não era sobre a liberdade e seu estado atual é um exemplo fiel disso. Antes de tornar-se no que é hoje, o Irã era um dos aliados mais fortes dos Estados Unidos, assim como o Egito é hoje. Jimmy Carter chegou fazer um brinde com o xá do Irã para apresentar a prosperidade do pais. O Xá era um ditador e um boneco, como Mubarak é hoje. Ele torturou milhares de pessoas e cometeu outros crimes que poucos lembram. Assim como acontece no Egito hoje, os grupos de estudantes apoiaram a revolução e estabeleceram um regime chamado ‘moderado’.

Então vamos ver … Em ambos os casos, a revolução foi liderada por estudantes co-optados. Em ambos os casos, eles queriam acabar com o reinado de um ditador brutal e em ambos os casos eles não conseguiram nenhum desses objetivos. Na verdade, eles acabaram sendo mais oprimidos do que nunca. No caso do Irã, um mês depois da revolução da “liberdade”, os EUA decidiram que o Xá não estava funcionando e enviaram extremistas islâmicos para assumir o poder com o aiatolá Komeni na cabeça. Dessa revolução surgiu a crise dos reféns na Embaixada dos EUA, onde pelo menos 60 pessoas foram sequestradas por mais de um ano.

Voltando para 2011

A solução que EUA tem estado cozinhando por um alguns anos é a instalação de Mohammed ElBaradei como o salvador do Egito. O boneco novo que irá fazer a devida diligência dos globalistas, como Mubarak fez. Da mesma forma, os bonecos na Jordânia, Marrocos, Sudão, Paquistão e Afeganistão fazem hoje sua parte para manter os globalistas no poder. Assim como Barack Obama faz o mesmo nos Estados Unidos e Inácio Da Silva fez a sua parte até janeiro de 2011 no Brasil.

Hoje, junto com o Egito, países como Argélia, Marrocos, Líbia, Sudão, Jordânia, Síria e Paquistão exibem revoluções populares. Todos eles são governados por ditadores que o governo fantoche dos EUA têm apoiado ao longo dos anos. Por que então os EUA, mesmo agora, tenta acabar com esses regimes? Porque os globalistas são as pessoas menos confiáveis que existem lá fora. Eles fazem de tudo para avançar sua agenda. Eles vão tirar quem eles precisam para aumentar seu controle e sua riqueza.

As mesmas pessoas no poder são os que provocam e co-optam a insurreição Egito, Iêmen, Turquia, Jordânia, Arábia Saudita e outros países ao redor do mundo. Eles sempre usaram os movimentos populares para enganar as pessoas e trazer “mudanças”. Isto é mais claro nas áreas do mundo onde as pessoas estão cansadas de ser escravos, mas não sabem como prosseguir para uma mudança real. Essa mudança não é compreendida pelas massas que, simplesmente, vão junto com a farsa. Idéias como a justiça social e a igualdade são apenas mentiras que são plantadas para atrair a atenção das pessoas. Na realidade, o objetivo é estabelecer um sistema comunista baseado na distribuição de riqueza. Mas essa riqueza não vai acabar nas mãos daqueles que mais necessitam. Muito pelo contrário. Ela vai acabar nas mãos dos globalistas. Estes globalistas controlam tudo desde lugares onde não existe extradição ou acordos para casos criminais até onde nunca podem ser vistos ou responsabilizados. Até agora.

No final de 2010, as pessoas na França, Grécia, Irlanda e Itália tinham manifestado a sua raiva nas ruas sobre os planos de austeridade planejados pelos seus governos, assim como reduções salariais, o confisco dos fundos de pensão públicos e privados, etc.

O que o ódio dos globalistas implica?

É o ódio globalista para com o povo, o verdadeiro capitalismo e o livre mercado que tem destruído um sistema que, embora imperfeito, poderia ter ajudado a melhorar as condições de vida para mais de milhares de pessoas. Mas as políticas de desregulamentação permitiram que os globalistas fizessem o que queriam e suas ganâncias cresceram fora de controle. Então, por que os globalistas querem efetivamente o colapso do mundo ao criar conflito na África, o Oriente Médio, Europa e Ásia? Essa não é a pergunta certa a fazer. A pergunta certa é: por que não? Isso lhes daria a desculpa perfeita para lançar seu tão aguardado assalto militar sobre as populações e impor a lei marcial e a militarização de, basicamente, todos os cantos do planeta sob o pretexto da segurança nacional ou internacional. Eles poderiam proibir as viagens, o comércio e, de fato, suspender toda a atividade econômica como é conhecida hoje. Tudo em nome da paz e a segurança, é claro. Nos termos do Tratado START, o exército do mundo poderia finalmente ser enviado para continuar com sua missão de manter a “paz e segurança” sempre que for necessário e, através da cláusula de emergência, fazer com que cada pais desse suas armas às Nações Unidas.

Além disso, eles poderiam avançar os seus novos regulamentos em matéria de produção alimentar, o uso de energia com a tecnologia ‘smart grid’, leis usando como desculpa o falso aquecimento global antropogênico, a proibição formal de livre expressão, o estabelecimento de zonas de livre expressão, maior regulamentação e controle da mídia, censura dos meios de comunicação alternativos e assim por diante. Como as coisas estão agora, os preços dos alimentos aumentaram somente no último ano em até 3,4 por cento em muitos países do mundo ocidental. A disponibilidade de alimentos é uma das ferramentas favoritas dos globalistas para escravizar as pessoas. A fome é uma das razões pelas quais muitos cidadãos pobres e de classe média protestam nas ruas hoje. Quem controla a produção e distribuição de alimentos mantém os dependentes como reféns. O impulso para um sistema centralizado de normas no âmbito do Codex Alimentarius proporciona um controle quase completo dos governos quando se trata de produção de alimentos, enquanto que proíbem as pequenas produções agrícolas de usar suplementos e medicina alternativa.

Segundo as leis de uso de energia recentemente aprovadas, os países cujos governos apóiam a imposição de taxas de emissões de carbono usam um mandato que limita quanta energia as pessoas podem usar e impõe restrições em diversos tipos de produção de energia, impostos, encargos e taxas para as empresas de pequeno e médio porte de acordo com o tipo de energia que utilizam. Em outros casos, os obrigam a comprar créditos de carbono. Com o novo sistema a ser implantado, os governos usam a tecnologia inteligente para regulamentar a forma como os cidadãos e as pequenas empresas utilizam energia, enquanto isenta as grandes corporações. Os subsídios do governo vão facilitar a aquisição e instalação de medidores inteligentes que permite aos governos controlar remotamente quem pode usar a energia, quanto e quando. Os profissionais de segurança têm questionado o uso destes medidores, mas a burocracia tem encontrado uma maneira de contornar as críticas e impor o seu uso.

Se você é um daqueles que odeia a intervenção do governo ou, simplesmente, prefere manter sua privacidade intacta, você está sem sorte. Protestar contra o controle do governo vai ficar mais difícil a cada dia. A liberdade de expressão é outro dos nossos direitos que pode se transformar em um luxo. Como pudemos testemunhar na América do Norte, América Latina, África e Oriente Médio, os ditadores e os globalistas não gostam da oposição da opinião pública. Eles, portanto, estabeleceram as chamadas “zonas de livre expressão” em faculdades e lugares públicos. Estas áreas estao localizadas longe da vista e da mente das pessoas, tornando o protesto público inócuo. Aqueles que não se atrevem a respeitar as regras ilegais são imediatamente acalmados por spray de pimenta, cães da polícia ou canhões de som.

A liberdade de expressão não seria completamente eliminada a menos que o governo controle a mídia. Como eles fazem isso? Não é através do envio de um bando de capangas para tomar conta das transmissões, das ondas de rádio ou prensas. Simplesmente compram a mídia com dinheiro do contribuinte. E quando se trata de mídia alternativa como blogs, sites de notícias e produtoras independentes eles estão trabalhando em um “kill switch” para a internet, o qual permite bloquear segmentos completos da net. Enquanto isto, engenheiros e advogados de segurança e privacidade alertaram em setembro de 2010 sobre um projeto de lei circulando no Congresso dos EUA que efetivamente impõe censura na internet. O projeto conhecido como Combate à Violação das Leis de Direitos do Autor foi patrocinado por membros de ambos os partidos Republicano e Democrata. “Se essa lei tivesse sido efetivada 5 ou 10 anos atrás, o YouTube não existiria hoje”, disse Peter Eckersley, técnico sênior da Electronic Frontier Foundation. O projeto não tem nada a ver com a violação de direitos autorais, é claro, mas com controle do governo sobre a internet e censura de daqueles que os burocratas consideram “perigoso”. Este projeto de lei, aprovado pela Comissão Judiciária do Senado com votação de 19-0 nunca recebeu um voto completo, mas com certeza acabará voltando como aconteceu com a Lei de Segurança Cibernética.

Então o que podemos tirar de tudo isso?

Em primeiro lugar, estar preparado. Ser auto-suficiente. Não espere que seu governo venha em seu auxílio quando você precisar de alimentos para comer, água para beber e energia para sobreviver a uma situação caótica. Os burocratas simplesmente não virão. Os governos, especialmente os governos grandes, são incapazes de ajudar a todos quando as catástrofes, violência, caos e instabilidade surgem. Em muitos casos, os próprios governos, a mando dos globalistas, causam o conflito e o caos sem ter a intenção de ajudar as pessoas necessitadas. Estar preparado é fundamental para sobreviver a qualquer situação difícil. Ser pró-ativo e não reativo é a solução. Ser auto-suficiente. Não espere até que os supermercados fiquem sem comida para começar a armazenar alimentos não perecíveis. Algumas lojas já estão sem alimentos devido à disparada dos preços do petróleo, a escassez artificial e a instabilidade da moedas. Ser independente. Ter sua própria fonte de água. Organizar pequenos grupos de bairro para se apoiarem mutuamente e melhorar as chances da sua família de superar uma crise e conseguir lidar com a escassez de comida e água. Leva apenas algumas semanas para que as pessoas com fome se tornem violentas quando o alimento e a água são escassos ou inexistentes. Leva apenas meses para que pessoas desesperadas matem para sobreviver. Finalmente, de maneira nenhuma, você pode pensar que o que está acontecendo hoje no Oriente Médio não pode acontecer aonde você vive amanhã. Esse seria o maior erro que você pode cometer.