Iran Playing American-style Politics

Obama finds an unlikely ally in the Iranian leadership

By LUIS MIRANDA | THE REAL AGENDA | NOVEMBER 5, 2012

As unlikely as it may seem, Iran has chosen a side in the American election. The suspension of part of its uranium enrichment is a very positive move to help Barack Obama clinch the presidency for a second time in a row.

Reports surfaced last week about a possible negotiation between the Iranian and American governments that sought to stop the enrichment of uranium conducted by the government led by Mahmoud Ahmadinejad. Two days before the election, several media outlets confirmed that the Iranian government halted its uranium enrichment process by as much as 20%.

The Iranian goal is to obtain a moratorium in the sanctions imposed on that country by the West; mainly the United States. However, the move to slow down the production of nuclear material, which the Iranians say the base for energy independence, is also making Barack Obama look good at home. In the United States and abroad, political pundits are assigning credits to Obama while saying that American sanctions have been of paramount importance to curb Iran’s thirst for a nuclear bomb.

Iran has suspended uranium enrichment to 20% in order for the West to lift economic sanctions imposed on the government and several strategic sectors, as confirmed by the Iranian parliamentarian Mohammad Hosein Asfari to pan-Arab Al Arabiya chain.

Asfari, who is the chairman of the Parliamentary Committee on Foreign Policy and National Security, said that the Iranian government is willing to suspend uranium enrichment as a “goodwill gesture” with the intention to open direct negotiations with the United States, scheduled for after Tuesday’s presidential elections, as recorded by the Iranian news agency ISNA.

However, the Iranian parliamentarian said movement has conditioned the talks to the lifting of sanctions imposed on Iran. If a positive answer from the West fails to arrive, Tehran will resume the uranium enrichment process, according to Al Arabiya.

The decrease in enrichment of uranium to 20 percent of Iran’s capacity is not enough to develop a nuclear weapon, although the head of the Atomic Energy Organization of Iran, Fereydoun Abbasi, confirmed this week that the Government is finalizing the installation of centrifuges at the Fordow enrichment plant , in the north of the country.

The Iranian economy is being hit hard by the sanctions, affecting especially in the oil sector, the main item of income for Iran. In this context, the spokesman for the Iranian Foreign Ministry, Ramin Mehmanparast, has insisted that the government “has nothing to hide” over its nuclear program and proposed to have a live broadcast of the operations as well as to hold talks with the Group 5 +1 — the five permanent members of the Security Council of the UN and Germany.

“The conversations we are encouraging are highly transparent and our proposals are very specific. That is why Iran has advocated to have a live broadcast of the whole dialogue,” said the spokesman to the Iranian news agency Fars. “Our dispute with the other party are neither technical nor legal, but political,” Mehmanparast stressed.

Whether Iran intended to help Barack Obama or not — since Obama has shown to be more tolerant towards Iran than Romney has promised to be — the move has helped the US president’s public image during a time when Mitt Romney seemed to be surging in the polls all over the United States. Sizeable differences in traditionally democratic states have turned into short leads and some disputed states have even turned for Romney in the last few weeks. Meanwhile, Obama and his pundits hope that the Iranian bump shows tomorrow at the voting booths.

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“Bombardear o Irã é a idéia mais Estúpida que Eu já ouvi”

O ex-chefe do Mossad, Meir Dagan disse que um ataque ao Irã seria um suicídio para Israel.

Por Luis R. Miranda
The Real Agenda
Março 13, 2012

Nada é mais claro. “Um ataque ao Irã sem explorar todas as opções disponíveis não é a maneira certa de fazer as coisas.” Esta é a avaliação do ex-chefe do Mossad, Meir Dagan, diretor de inteligência de Israel, o equivalente do chefe da CIA. Rumores sobre sua oposição a um ataque israelense ao Irã foram divulgados na mídia por algum tempo, mas é a primeira vez que Dagan aparece na televisão para falar claramente sobre o que ele acredita ser uma missão suicida do Israel , uma missão que não vai impedir que o Irã obtenha uma arma nuclear, se esse país realmente quer uma.

Em suas próprias palavras, Dagan deixa claro que há pelo menos 3 anos para usar a diplomacia e sanções para impedir um Irã nuclear. O ex-espião que se aposentou do Mossad — embora muitos acreditam que ele foi demitido pelo atual primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu — se opõe à política de ataques preventivos por parte de Israel contra o Irã. Em uma entrevista muito editada concedida à CBS, Dagan disse que o regime iraniano é “racional” para compreender as conseqüências de criar ou obter uma arma nuclear. Este nível de racionalidade, diz Dagan, não é o mesmo que se conhece no mundo ocidental, mas ele não tem dúvida de que os iranianos estão considerando todas as implicações de suas decisões.

Quando perguntado por que o mundo não poderia então ter um Irã nuclear, o ex-chefe de inteligência resgatou uma idéia amplamente desacreditada, de que o Irã tem a intenção de varrer Israel do mapa. Sua afirmação refere-se a uma citação do líder iraniano Mahmoud Ahmadinejad quem nunca disse tal coisa. O que ele disse, como relatado por muitos meios de comunicação, é que ele queria arrancar o regime Israelense do mapa, não o povo judeu. “Acho que os iranianos são mestres da negociação”, disse Dagan. Ele acrescentou que ficaria preocupado se, por exemplo, os europeus decidiram sentar-se com os iranianos para negociar, e diminuíssem ou suavizaram as sanções como uma condição para tais negociações.

Meir Dagan, chefiou a agência de inteligência de Israel por mais de 9 anos. Ele e seus colegas foram responsáveis pela morte de membros do Hamas e outros na Organização para a Libertação da Palestina (OLP). Ele e sua equipe foram encarregados dos programas para fornecer equipamentos defeituosos para o Irã para atrasar seu plano de enriquecer o material para produzir energia nuclear. Eles também foram responsáveis pelo assassinato de cientistas iranianos que trabalham diretamente no programa de enriquecimento nuclear.

Dagan disse que o Irã não tem interesse em manter os preços do petróleo baixos, porque é sua principal fonte de renda e que um Irão nuclear não garantiria a estabilidade no Oriente Médio. Talvez um Irã nuclear não ajudaria a manter os preços do petróleo baixos, mas certamente ajudaria a equilibrar a luta pelo poder entre Israel e seus aliados ocidentais e os países como Irã, Paquistão, Rússia e China. Aliados do Irã parecem ecoar o conselho dado pelo Dagan de não atacar o Irã. A Rússia disse que não vai permitir qualquer ataque contra a Síria ou o Irã, e o mesmo foi dito pela China. Recentemente, importantes autoridades chinesas alertaram as suas organizações de defesa para se preparar para uma guerra contra os Estados Unidos no caso em que o governo liderado por Barack Obama, decidisse apoiar um ataque israelense ao Irã.

Tanto o Paquistão quanto a Rússia falaram publicamente sobre a sua oposição a um ataque ao Irã ou a Síria. Os líderes paquistaneses deixaram claro que dariam uma mão aos seus vizinhos, se Israel ou os EUA decide atacá-los. Dagan passou a dizer que um Irã nuclear seria mais fácil para criar as condições para a manutenção de um Oriente Médio instável, a fim de manter os preços do petróleo artificialmente elevados. A questão é, não é isso o que os EUA e Israel tem feito — para manter a instabilidade no Oriente Médio — ao atacar países árabes sem nenhuma razão, baseando tais ataques em informações de inteligência falsa muitas vezes fornecidas pelo Mossad ou a CIA? Uma coisa é certa, um Irã nuclear não seria páreo para Israel, que tem mais de 300 armas nucleares, nem para os Estados Unidos pela mesma razão. Irã teria uma arma nuclear, ou algumas armas nucleares que não seriam capazes de igualar o arsenal de Israel ou dos Estados Unidos. O que um Irã nuclear faria, sem dúvida, é dar maior estabilidade à região desde que Israel e os Estados Unidos deveram pensar duas vezes antes de atacar o país liderado por Ahmadinejad — diretamente ou através de seus governos proxy.

O ex-chefe de inteligência disse que um dos meios para mudar o Irã é apoiando organizações de oposição e grupos de estudantes e minorias étnicas. Ele, no entanto, negou o envolvimento do Mossad em qualquer ação que, direta ou indiretamente, fizera exatamente isso. Não há necessidade de explicações, no entanto. Há muitas evidências de que o Mossad tem elementos que operam no Irã e que estão realizando operações de desestabilização encobertas para influenciar as decisões do Irã. Ele disse que era dever do Mossad oferecer qualquer ajuda a quem deseja iniciar uma mudança de regime no Irã. Dagan salientou que um ataque ao Irã este ano seria imprudente, especialmente porque a intervenção militar não impedirá o Irã de obter uma arma nuclear, que é o que Israel supostamente teme. “Só o atrasaria”, diz Dagan. Ele disse que impedir o Irã de obter uma arma nuclear é uma tarefa muito complicada, porque ao contrário do que muitos acreditam o Irã tem dezenas de sites nucleares e não somente uns poucos como alguns acreditam.

Embora publicamente Barack Obama concorda com o parecer do Dagan, na prática, o governo dos EUA age de forma muito diferente. Os EUA enviaram vários navios de guerra para a região do Golfo, especificamente o Estreito de Hormuz, uma área que o Irã ameaçou fechar se for atacado por Israel ou os militares dos Estados Unidos. “Um Irã nuclear não é um problema israelense, mas um problema global”, disse o ex-chefe do Mossad. Ele acrescentou que, se Israel não ataca o Irã militarmente, ele prefere que seja EUA. Israel é conhecido por atacar sites unilateral e preventivamente em países vizinhos como o Irã e a Síria. Mas desta vez o Sr. Dagan acredita que as coisas podem acontecer de outra forma. Ele disse que um ataque ao Irã no futuro próximo irá levar a uma guerra regional como nunca antes visto, com foguetes voando e explodindo  em território israelense do norte e sul. Talvez é por isso que Israel vem treinando para destruir foguetes com o seu sistema anti-mísseis. A defesa parece ser a preparação para o tipo de cenário descrito pelo Dagan na sua entrevista. “Seria um impacto devastador sobre a nossa capacidade de continuar com nossas vidas diárias”, disse Dagan sobre os ataques que viriam do Hamas e do Hezbollah se Israel decidir bombardear o Irão. “Eu acho que Israel poderia estar em uma situação muito grave por muito tempo”, disse Meir Dagan.

“Um ataque militar contra o Irã nao vai preveni-lo de conseguir uma bomba nuclear, apenas irá atrasá-lo”, disse Dagan. Embora ele passou a maior parte de sua vida realizando ataques terroristas contra os árabes, Dagan disse que para ele não há nenhum prazer ou alegria em matar pessoas. Tem muitas pinturas em casa, onde interpreta os árabes, que diz que ele admira. “Eu sei que soa anti-semita dizer que alguns dos meus melhores amigos são árabes, mas eu realmente, realmente admiro algumas das qualidades dos árabes.” Apesar da glorificação que a repórter da CBS fez ao chamar os ataques terroristas do Mossad de  assassinatos “primorosamente executado”, Dagan disse que não era assim. A maioria das pessoas acreditam que a saída do Meir Dagan do Mossad é uma conseqüência direta de sua oposição a um ataque ao Irã e a  operação do Mossad que ocorreu em Dubai para matar funcionários iranianos em um hotel daquela cidade. Acredita-se que Benjamin Netanyahu não oferecieu o trabalho mais uma vez ao Dagan e está e a razão pela que ele esta falando publicamente contra qualquer ação militar contra o Irã.

Meir Dagan, nega que esteja em busca de vingança.

“Bombardear Irán es la Idea más Estúpida que he Escuchado”

Por Luis R. Miranda
The Real Agenda
12 de marzo 2012

No hay nada más claro. “Un ataque a Irán sin explorar todas las opciones disponibles no es la manera correcta de hacer las cosas.” Esta es la evaluación del ex jefe del Mossad, Meir Dagan, director de inteligencia de Israel, un equivalente del jefe de la CIA. Los rumores sobre su oposición a un ataque israelí contra Irán se han difundido en medios de comunicación desde hace un tiempo, pero es la primera vez que Dagan aparece en televisión para hablar con claridad acerca de lo que él cree que es una misión suicida para Israel, una misión que no detendrá a Irán para obtener un arma nuclear si realmente lo quisiera una.

El ex-jefe de Mossad, Meir Dagan dice que un ataque a Irán sería suicidio para Israel.

En sus propias palabras, Dagan deja claro que hay por lo menos 3 años para usar la diplomacia y las sanciones a fin de evitar un Irán nuclear. El jefe ex espía que se retiró del Mossad — aunque muchos creen que fue despedido por el actual primer ministro israelí, Benjamin Netanyahu, — se opone a la política de ataques preventivos de Israel contra Irán. En una entrevista bastante editada dada a CBS, Dagan dijo que el régimen iraní es muy “racional” que entiende las consecuencias de la creación o la búsqueda de un arma nuclear. Este nivel de racionalidad, dice Dagan, no es lo mismo que la gente conoce en el mundo occidental, pero él no tiene ninguna duda de que los iraníes están teniendo en cuenta todas las implicaciones de sus decisiones.

Cuando se le preguntó por qué el mundo no podía entonces tener un Irán nuclear, el ex jefe de inteligencia echó mano de una idea en gran medida desacreditada; que Irán tiene la intención de borrar a Israel del mapa. Su declaración se refiere a una cita del líder iraní Mahmoud Ahmadinejad, que nunca dijo tal cosa. Lo que dijo, como informaron muchos medios de comunicación, es que deseaba arrancar al régimen Israelí del mapa, no al pueblo judío. “Creo que los iraníes son maestros de la negociación”, dijo Dagan. Agregó que estaría preocupado si por ejemplo los europeos decidieran sentarse con los iraníes a negociar, mientras disminuyen o suavizan las sanciones como condición para tener esas conversaciones.

Meir Dagan, dirigió la agencia de inteligencia de Israel por más de 9 años. Él y sus colegas fueron responsables por el asesinato de miembros de Hamas y otros de la Organización para la Liberación de Palestina (OLP). Él y sus equipos dirigían los programas para proporcionar equipos defectuosos a Irán con el fin de retrasar su plan para enriquecer los materiales para producir energía nuclear. También fueron responsables por el asesinato de científicos iraníes que trabajaban directamente en el programa de enriquecimiento nuclear.

Dagan dijo que Irán no tiene interés en mantener los precios del petróleo en baja, ya que es su principal fuente de ingresos y que un Irán nuclear no garantizaría la estabilidad en el Oriente Medio. Tal vez un Irán nuclear no ayudaría a mantener los precios del petróleo en baja, pero sin duda ayudaría a equilibrar la lucha de poder entre Israel y sus aliados occidentales y los países como Irán, Pakistán, Rusia y China. Los aliados de Irán parecen hacer eco de los consejos que Dagan da para no atacar a Irán. Rusia ha dicho que no permitirá ningún ataque contra Siria o Irán, y también lo ha hecho China. Recientemente, prominentes funcionarios chinos alertaron a sus organizaciones de defensa para prepararse para una guerra abierta contra los Estados Unidos, en el caso de que el gobierno encabezado por Barack Obama, decida apoyar a un ataque israelí contra Irán.

Tanto Pakistán como Rusia hablaron públicamente sobre su oposición a un ataque contra Irán o Siria. Los líderes paquistaníes han dejado en claro que echarán una mano a sus vecinos si Israel o los EE.UU. decide atacarlos. Dagan llegó a decir que un Irán nuclear haría más fácil para crear las condiciones para mantener un Medio Oriente inestable, con el fin de mantener el precio del petróleo artificialmente alto. La pregunta es, ¿no han hecho esto Estados Unidos e Israel — mantener la inestabilidad en Oriente Medio — al atacar  países árabes sin ninguna razón, basando los ataques en información de inteligencia falsa que a menudo fue proporcionada por Mossad o la CIA? Una cosa es cierta, un Irán nuclear no sería rival ni para Israel, que cuenta con más de 300 armas nucleares, ni para los Estados Unidos por la misma razón. Irán tendría un arma nuclear, o unas pocas armas nucleares que no serían capaces de igualar el arsenal de Israel ni el de Estados Unidos. Lo que un Irán nuclear sin duda haría es dar mayor estabilidad a la región pues Israel y Estados Unidos tal vez lo pensarían dos veces antes de atacar el país encabezada por Ahmadinejad — directamente o a través de sus gobiernos proxy.

El ex jefe de inteligencia dijo que uno de los medios para lograr el cambio en Irán es hacerlo a través de organizaciones de oposición como grupos de estudiantes y de etnias minoritarias. Él, sin embargo, negó la participación del Mossad en cualquier acción que directa o indirectamente hizo exactamente eso. No hay necesidad de explicaciones, sin embargo. Hay muchas evidencias de que el Mossad tiene elementos que operan en Irán que están llevando a cabo las operaciones secretas de desestabilización para influir en las decisiones de Irán. Él dijo que era el deber del Mossad ayudar a cualquiera que quisiera impulsar un cambio de régimen en Irán. Dagan hizo hincapié en que un ataque a Irán este año sería imprudente, sobre todo porque una intervención militar no impediría que Irán obtuviera un arma nuclear, que es lo que Israel supuestamente más teme. “Solamente lo retrasaría”, dice Dagan. Él dice que impedir que Irán obtenga un arma nuclear es una tarea muy complicada, porque a diferencia de lo que muchos creen, Irán no tiene un puñado de sitios nucleares, sino decenas de sitios.

Aunque públicamente, Barack Obama, está de acuerdo con la opinión de Dagan, en la práctica el gobierno de EE.UU. actúa de manera muy diferente. Los EE.UU. ha enviado varios buques de guerra a la región del Golfo, específicamente con el Estrecho de Ormuz, una zona que Irán ha amenazado con cerrar si es atacado, ya sea por Israel o las fuerzas militares de Estados Unidos. “Un Irán nuclear no es un problema israelí, sino un problema global”, dijo el ex jefe del Mossad. Agregó que si Israel no ataca a Irán militarmente, él prefiere que sea EE.UU. que lo haga en lugar de cualquier otro país. Israel es conocido por unilateral y preventivamente atacar sitios en los países vecinos, como Irán y Siria. Pero esta vez el señor Dagan cree que las cosas pueden suceder de otra manera. Dijo que un ataque a Irán en un futuro próximo será provocar una guerra regional como nunca antes vista, con cohetes sobrevolando y aterrizando en territorio israelí desde el norte y el sur. Tal vez es por eso que Israel ha estado entrenando para destruir cohetes entrantes con su nuevo sistema anti-misiles en tierra. La defensa parece estar preparándose para el tipo de escenario que Dagan describe en la entrevista. “Sería un impacto devastador a nuestra capacidad para continuar con nuestra vida diaria”, dijo Dagan, acerca de los ataques de Hamas y Hezbolá, si Israel decide bombardear Irán. “Creo que Israel podría estar en una situación muy grave por un buen tiempo”, advirtió Meir Dagan.

“No sería un ataque militar lo que detendría a Irán, eso apenas lo retrasaría”, aclaró Dagan. A pesar de que pasó la mayor parte de su vida llevando a cabo ataques terroristas contra los árabes, Dagan dijo que para él no hay placer o alegría en el asesinato de personas. El mismo tiene un montón de cuadros en su casa, donde interpreta a los árabes, que dice que admira mucho. “Sé que suena antisemita si digo que algunos de mis mejores amigos son árabes, pero yo realmente, realmente admiro algunas de las cualidades de los árabes.” A pesar de la glorificación que la reportera de CBS hizo sobre los asesinatos llamándolos de “exquisitamente ejecutados “, Dagan dijo que no era tal cosa. La mayoría de la gente cree que la salida de Meir Dagan del Mossad es una consecuencia directa de su oposición a un ataque contra Irán, así como de la fallida operación que Mossad llevó a cabo en Dubai para matar a personal iraní dentro de un hotel de esa ciudad. Se cree que, Benjamin Netanyahu no le ofrecieron el trabajo una vez más y que esta es la razón por la que Dagan está hablando en público en contra de cualquier acción militar contra Irán.

Meir Dagan, niega que él está buscando venganza.

‘Bombing Iran now is the Stupidest Idea I’ve ever Heard’

by Luis R. Miranda
The Real Agenda
March 12, 2012

It doesn’t get any clearer than that. “An attack on Iran without exploring all available options is not the right way how to do it.” These is the assessment of the former chief of Mossad, Meir Dagan, Israel’s top intelligence officer, an equivalent of the head of the CIA. Rumors about its opposition to an Israeli attack on Iran have circulated the media for a while now, but it is the first time Dagan goes on television to speak clearly about what he believes is a suicide mission for Israel, a mission that won’t stop Iran from getting a nuclear weapon if they really wanted one.

Former Mossad Spy Chief Mier Dagan.

In his own words, Dagan makes it clear that there are at least 3 years left to use diplomacy and sanctions in order to prevent a nuclear Iran. The former spy chief who retired from Mossad — although many believe he was fired by current Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu — opposes Israel’s policy of pre-emptive strikes against Iran. In a fairly edited interview given to CBS, Dagan said that the Iranian regime is a very “rational” one that understands the consequences of creating or seeking a nuclear weapon. This level of rationality, says Dagan, is not the same than the people know in the western world, but he has no doubt that the Iranians are considering all the implications of their decisions.

When asked why couldn’t the world handle a nuclear Iran, the former intelligence chief resourced to a largely debunked idea; that Iran had the intention to wipe Israel off the map. His statement refers to a quote from Iranian leader Mahmoud Ahmadinejad, who never said such a thing. What he said, as many alternative media reported, is that the Iranian leadership wished to wipe the Israeli Regime off the map, not the Jewish people. “I think the Iranians are masters of negotiation,” said Dagan. He added that he would be concerned if for example the Europeans decided to sit down with the Iranians while easing the sanctions as a condition to have such talks.

Meir Dagan ran Israel’s top intelligence agency for over 9 years. He and his colleagues were responsible for the murder of members of Hamas and others from the Palestinian Liberation Organization (PLO). He and his teams ran programs to provide defective equipment to Iran in order to delay their plan to enrich materials to produce nuclear energy. They were also responsible for the murder of Iranian scientists who worked directly in the nuclear enrichment program.

Dagan said Iran has no interest in keeping oil prices low, because it is their main source of income and that a nuclear Iran would not guarantee stability in the Middle East. Perhaps a nuclear Iran would not make the prices of oil go down, but it would certainly help balance the power struggle between Israel and its western allies and countries like Iran, Pakistan, Russia and China. Iran’s allies seem to echo Dagan’s advice not to attack Iran. Russia has said that it will not allow an attack on Syria or Iran and so has China. Recently, prominent Chinese officials alerted their defense organizations to prepare for an open war against the United States, in the case the government led by Barack Obama decides to support an Israeli attack on Iran.

Both Pakistan and Russia spoke publicly about their opposition to attacking Iran or Syria. The Pakistani leaders have made it clear they will side with their neighbors if Israel or the US decide to attack them. Dagan went on to say that a nuclear Iran would have it easier to create the conditions to keep an unstable Middle East in order to keep the price of oil artificially high. The question is, haven’t the United States and Israel done exactly the same — keeping the Middle East unstable — by attacking Arab countries for no reason, basing those attacks on false intelligence which is often provided by Mossad or the CIA? One thing is certain, a nuclear Iran would not be a match neither for Israel, who has more than 300 nuclear weapons, nor for the United States for the same reason. Iran would have one nuclear weapon, or a few nuclear weapons that would not be able to match neither Israel’s nor the US’s arsenals. What a nuclear Iran would definitely do is bring more stability to the region as Israel and the United States — directly or through proxy governments — would perhaps think twice before attacking the country headed by Ahmadinejad.

The former intelligence chief said that one of the ways to bring about change in Iran is to do it through proxy organizations, such as opposition, student and minority groups. He, however, denied Mossad’s involvement in any action that directly or indirectly did exactly that. No need for explanations, though. There is plenty of evidence that Mossad has elements operating in Iran who are conducting secret destabilizing operations to influence Iran’s decisions. He did say that it was Mossad’s duty to help anyone who wanted to push for regime change in Iran. Dagan emphasized that an attack on Iran this year would be reckless, especially because a military intervention would not stop Iran from getting a nuclear weapon, which is what Israel supposedly fears the most. “It would only delay it,” says Dagan. He says preventing Iran from getting a nuclear weapon is a very complicated task, because unlike what many people believe, Iran doesn’t have a handful of nuclear sites, but dozens.

Although publicly Barack Obama agrees with Dagan’s opinion, in practice the US government acts very differently. The US has sent several war ships to the Gulf region, specifically to the Strait of Hormuz, an area that Iran has threatened to seal off if it is attacked either by Israel or the US military forces. “A nuclear Iran is not an Israeli problem, it’s a global problem,” said the former Mossad chief. He added that if Israel did not militarily attack Iran, he would prefer the US to do it rather than anyone else. Israel is known for unilaterally and pre-emptively attacking sites in neighboring countries such as Iran and Syria. But this time Mr. Dagan believes things may happen differently. He said that an attack on Iran in the near future will ignite a regional war like never seen before, with rockets flying over and landing on Israeli territory from north and south. Perhaps that is why Israel has recently been training to destroy incoming rockets with their new land-based defense system.The country seems to be preparing for the kind of scenario that Dagan described on his interview. “It would be a devastating impact on our ability to continue with our daily life,” said Dagan about attacks from Hamas and Hezbollah, if Israel decides to bomb Iran. “I think Israel could be in a very serious situation for quite a time,” warned Meir Dagan.

“There wouldn’t be a military attack that would halt a nuclear Iran, it would only delay it,” clarified Dagan. Although he spent most of his life carrying out terrorist attacks against Arabs, Dagan says that for him there is no pleasure or joy in killing people. He himself has a bunch of paintings in his home, where he portrays Arabs, who he says he admires a lot. “I know it will sound anti-semitic if I say that some of my best friends are Arabs, but I truly, really admire some of the qualities of the Arabs.” Despite the CBS reporter glorification of Dagan’s killings by calling them “exquisitely executed” cover missions and assassinations, Dagan said it wasn’t such a thing. Most people believe that Meir Dagan’s demise from Mossad are a direct consequence of his opposition to attacking Iran as well as for the operation Mossad carried out in Dubai to kill Iranians inside a prominent hotel. It is believed that Benjamin Netanyahu did not offer him the job once again and that this is the reason why he is speaking out in public against any military action against Iran.

Meir Dagan denies he is looking for revenge by speaking out.