Enquanto a Sociedade se Decompõe, o Povo Pede Tirania

Por Luis R. Miranda
The Real Agenda
11 agosto de 2011

Passaram pelo menos 15 anos desde que ouvi de chamadas para que as pessoas acordarem porque a maior crise da existência da humanidade estava se aproximando rapidamente. Hoje, vendo vídeos e fotos de Londres, Síria, Egito, Estados Unidos e Líbia, não posso deixar de pensar que aqueles que tentaram alertar a população falaram simples e claramente a verdade. Talvez o fato mais impressionante é que eles, que muitas vezes eram identificados como teóricos da conspiração, nos contaram como tudo ia acontecer e como o ponto de ruptura estava mais perto e foram capazes de prever diferentes aspectos da queda com precisão excepcional. Claro, tudo o que tinham que fazer era estudar a história e criar analogias para saber em detalhe como tudo aconteceria. Qualquer um poderia saber se tivessem dado uma olhada na história.

Quem acreditaria há 15 anos que o mundo cairia de joelhos e implicaria a implementação de políticas e regimes tirânicos, a fim de trazer de volta a lei e a ordem? Eu certamente não. Antes de começar a estudar a história e eventos atuais, pensei que a sociedade seria capaz de cuidar de si mesmo e evitar o desastre. Mas as imagens de vídeo mais recentes de Londres e outros lugares mostram claramente que a sociedade está perdida na nublada realidade alternativa em que nasceram há 50 anos ou mais. Os engenheiros sociais jogaram suas cartas muito bem e capturaram a maioria da população que consome-se em uma rede de auto-degradação, morte e perversão apresentado como o moda mais legal por quase meio século.

Na Grã-Bretanha, as pesquisas mostram que mais de 65 por cento das pessoas estão pedindo o uso de balas de borracha, canhões de água, abuso policial e outras práticas tirânicas, porque eles têm medo de organizar os seus vizinhos e defender suas empresas familiares, casas, carros, lojas de calçados e de roupas dos saqueadores que querem roubar eletrônicos, jóias e produtos de valor, quebrando janelas e portas enquanto tiram os cidadãos de seus carros para esmagar suas cabeças nas ruas. Os britânicos estão agora pedindo um Estado Policia patrocinado pelo governo.

Note-se que a maioria dos lugares que estão sendo afetados pelas rebeliões e tumultos são os setores da sociedade cujos membros estão desarmados e não podem se defender porque seu governo que não pode protege-los as 24 horas, sete dias por semana, estabeleceu regras para proibir o direito do povo a armar-se e defender suas propriedades e suas famílias. Londres mostra sinais do mais recente confronto entre os membros da subclasse dependente do governo e da classe média operária, assim como os engenheiros sociais planejaram. Enquanto os governos reduzem gastos em uma tentativa fracassada de resolver o déficit e reduzir a dívida, é exatamente a classe mais baixa que sente o aperto em primeiro lugar. Mas em vez de atacar as políticas do governo e das entidades responsáveis pela crise financeira, a ignorante subclasse ataca aos membros da classe média, que também sofre da auto-infligida crise financeira patrocinada pelos seus próprios governos e o sistema bancário internacional.

O Apartheid financeiro e político que tem lugar no mundo de hoje, onde os governos roubam os fundos de pensão das pessoas para investir em produtos financeiros fictícios, os bancos socorridos pelos governos cobram taxas de juros do povo para manter dinheiro em suas contas, o governo corta a assistência para os beneficiários da segurança social e os gastos de saúde, os salários e pensões das pessoas compram menos alimentos, a instabilidade social aumenta, não só em Londres e na Grécia, mas nas Américas, Ásia, África e outros lugares. O experimento social falhou horrivelmente. Mas, novamente, estava destinado a falhar. A intenção de produzir divisões a fim de monopolizar, controlar e conquistar no tempo certo valeu a pena.

As classes mais baixas, bem como a classe média “atordoada”, que por muito tempo sugaram dos programas de dependência estabelecidos pelo governo, acordou só depois de encontrar-se sem trabalho, sem pensão, sem poupança e sem futuro. Eles acordaram de seu estado eterno da escravidão, porque o esquema de suborno conhecido como o Estado de Bem-estar que o governo usou para possui-los de repente desabou, e os dependentes não têm nenhuma rede de segurança para amortecer sua queda. O que quero dizer com “esquema de suborno”? Em 2007, o país mais rico do planeta tinha, pelo menos, 52,6 por cento das pessoas recebendo alguma forma de auxílios estatais, pensões, segurança social, etc .. Um em cada cinco americanos tinha um emprego no governo ou um trabalho que dependia dos gastos do governo. Cerca de 19 milhões usavam selos de alimentos e 2 milhões de pessoas viviam em casas ou apartamentos subsidiados pelo Estado. Se isso não é suborno do governo, eu não sei que é. Estes números podem ser proporcionalmente muito maiores nos países onde o Estado de Bem-estar é a base da sociedade. Os Engenheiros Sociais criaram apenas duas classes: a classe produtiva e a classe parasitária. Tanto o governo como as classes dependentes são igualmente violentas contra aqueles que produzem e aqueles que trabalharam para eles toda a vida.

Mas talvez um dos mais aberrantes aspectos do colapso da sociedade moderna é que os Engenheiros Sociais apontam para a classe baixa e a classe trabalhadora como os responsáveis pela crise. Isso mesmo. Eles acusam os chamados “comedores inúteis” por sua avareza e por viver além de seus meios pela crise que agora se desenvolve. Tanto a subclasse quanto a classe média são parcialmente culpados por sua avareza e decadência, mas não na sua totalidade. Mas eles não nasceram e se banhavam em um sistema que promove e facilita a avareza e dependência? Absolutamente. Então, são esses grupos responsáveis pela crise atual, porque eles sao avarentos e dependentes? Claro que não. Mas é isso que os banqueiros, os Engenheiros Sociais querem que as pessoas pensem, e é por isso que hoje as divisões raciais estão crescendo mais do que nunca, em Londres, América, África e Ásia. A subclasse acredita que a classe média é responsável pela crise porque são empresários e foram capazes de cuidar de si e suas famílias. Enquanto isso, os banqueiros que são responsáveis pela miséria de ambas as classes proliferam roubando das pessoas em todo o mundo.

O povo é o culpado, dizem os banqueiros e os políticos, porque eles querem mais serviços, mas não querem pagar mais impostos. Porque milhões não compraram a propaganda, o governo está jogando o cartão do Coletivismo. “Não há necessidade de procurar alguém para culpar, devemos agora estar unidos para resolver nossos problemas.” Nem o governo nem os bancos querem que os contribuintes compreendam que estas duas entidades são as únicas responsáveis pelo estado atual das coisas. Abertamente os governos têm subornado os cidadãos por um século para controlá-los, portanto, é tolice acreditar que alguém vai aceitar a propaganda do governo e os bancos, que os cidadãos são os culpados.

Enquanto milhões de pessoas perdem seus empregos, suas casas e vidas porque não podem pagá-los, alguns membros da escória consumem-se no falso tribalismo, racismo, roubo e violência, enquanto os covardes esperam que o Estado faça alguma coisa e rezam para a imposição da Lei Marcial e o Estado Polícia. Aqueles que aceitaram a cultura criada nos Estados Unidos que promove a morte, sexo, banditismo, abuso de drogas, suicídio e os comportamentos estilo gang estão agindo como eles tinham sempre sonhado ser: um grupo de escravos descontentes, sem emprego e sem futuro que edificam os rapperos, cantores, figuras do esporte, eletrônicos, álcool e drogas para preencher suas vidas vazias. O mundo passou de elogiar os exploradores, cientistas, bombeiros e inventores da comunidade para adorar a cultura “bling” e as ilusões criadas pela Madison Avenue.
Aqueles que se aproveitaram o sistema corrupto baseado em dívida para pagar suas férias, carros e créditos para comprar casas e apartamentos foram surpreendidos depois que os bancos que possuem seus meios de subsistência, cortaram as linhas de crédito há três anos para terminar com a realidade de fantasia a que estavam acostumados há muitos anos. Aqueles que totalmente acreditavam que o pagamento para o sistema público de pensões garantiria previdência para viver o resto de suas vidas, embora muitos tivessem avisado de sua não-existência, não foram apenas estúpido, mas também voluntários ignorantes. Eles confiaram em seu governo para dar-lhes tudo, e não puderam acreditar que o mesmo Estado poderia um dia lhes privar de tudo, que é o que está acontecendo agora. Até agora, os membros mais dependentes da sociedade estão culpando outras pessoas e não os bancos e os governos de sua miséria. Por quê? Porque o jogo da culpa é a base para a existência de Estatismo, e o Estado tem bem treinadas as pessoas para aceitar o jogo da culpa quando favorece ao Estado. Agora eles estão pedindo que os Engenheiros Sociais ponham fim à sua miséria. Eventos como os incidentes em Londres e os EUA são apenas o começo do que tem sido um longo verão e do que será um inverno doloroso. A violência nas ruas, o crime, e a oposição ao governo serão usados por governos para tirar nossos direitos. O Governo usará exércitos e a violência contra manifestantes pacíficos antes de impor mais austeridade e um Estado Policia mais visível para esmagar o direito das pessoas a falar e se defender. Os Estados vão continuar usando espionagem nas redes sociais, contas de e-mail, e qualquer sinal de dissidência.

Agora isto é o que uma sociedade quebrado representa no mundo desenvolvido. Você pode imaginar o que vai acontecer no Terceiro Mundo onde os Estados socialistas e paternalistas usaram mais austeridade, pobreza e fome para minar suas vidas de fantasia?