Indústria de Biocombustíveis Extermina Povo Guaraní Kaiowá no Brasil

POR LUIS MIRANDA | THE REAL AGENDA | OUTUBRO 21, 2012

De quantas maneiras você pode descrever o assassinato, a corrupção, o crime, a conivência, a cumplicidade para cometer assassinato, o banditismo, a injustiça? Foi muito difícil colocar m tíulo neste artigo porque uma ou duas linhas não podem descrever a vergonha que senti — embora não sou brasileiro — ao ver o que o governo brasileiro está fazendo com o seu povo. Enquanto você lê este artigo, a tribo Guarani Kaiowá está sendo deslocada de sua terra ilegalmente pela Brigada Militar e grupos de bandidos contratados por influentes proprietários de terra no estado de Mato Grosso do Sul.

Embora o príncipe da “justiça social”, Luiz Inácio Lula da Silva, garantiu ao povo brasileiro que ele chegou ao poder para ajudar os mais necessitados, foi o próprio Lula quem entregou a soberania do país, permitindo que as corporações multinacionais — como as da Cana de Açúcar — tomaram grandes extensões de terra em todo o país, em um esforço para tornar o Brasil em um país escravo da monocultura da cana.

Em 2007, Lula da Silva assinou um acordo com George W. Bush para impulsionar a produção de biocombustíveis no Brasil. Naquele dia, Lula deixou muito claro para quem ele realmente trabalha. “Este acordo pode ser um novo ponto de partida para a indústria automobilística no Brasil e no mundo. É um novo começo para a indústria de combustíveis em todo o mundo. Eu diria mesmo que este acordo representa uma nova era para a humanidade.”

Antes e depois da assinatura do acordo, todos os meios de comunicação começaram uma campanha consciente para vender a idéia ao público que os biocombustíveis seriam o caminho a percorrer para acelerar o desenvolvimento do pais. Atuando como prostitutas intelectuais ignorantes, figuras públicas apareceram na televisão brasileira e anúncios do governo pregando ao povo a grandeza do etanol.

Programas esportivos e de entretenimento foram usados para amarrar uma fita verde em torno dos olhos dos brasileiros. Analfabetos intelectuais como Gugu Liberato e Luciano Huck, entre outros, usaram suas imagens e programas de TV para mentir dizendo que a indústria de biocombustíveis poderia trazer montanhas de dinheiro para todos. Mas as coisas não ocorreram como eles disseram.

O único destaque do nascimento da indústria de biocombustíveis no Brasil foi o deslocamento imediato de cerca de 40.000 indígenas Guarani Kaiowá, etnia que agora vive em um território de apenas 1% do que era a sua terra. O deslocamento dos Guaraní Kaiowá ameaça seu modo de vida. Os Guarani não podem mais plantar seu próprio alimento, pescar ou caçar para viver.

No melhor dos casos, os Guarani são expulsos de suas terras no Mato Grosso do Sul pela Brigada Militar, sempre que um tribunal considera que eles têm que deixar a terra onde eles e seus ancestrais viveram ao longo do tempo. No pior dos casos, bandidos fortemente armados atiram contra suas casas, em uma tentativa de matar os líderes da tribo, para que o resto dos Guaraní Kaiowá parem de se opor a sua expulsão. Hoje, os índios vivem em uma pequena área ao sul do estado de Mato Grosso do Sul, onde as plantações de cana de açúcar são erguidas em torno de suas pequenas aldeias.

O lado escuro da chamada Revolução Verde, que tem o Brasil como o maior produtor de etanol de cana-de-açúcar, tem muito pouco de verde. Além de causar o deslocamento ilegal dos Guarani Kaiowá, a plantação de açúcar coloca em risco a vida de muitas espécies de plantas e animais cujo habitat está sendo poluído a cada dia por esgoto, poluição e resíduos gerados pela plantação, colheita e queima de cana de açúcar. Além disso, os Guarani Kaiowá passaram de proprietários de terras a se tornarem escravos. Dada a sua incapacidade de ter terra suficiente para desenvolver seu modo de subsistência, os Kaiowá são agora escravos das mesmas corporações que exploram suas terras para produzir etanol.

O Guarani tem que viajar por horas para chegar à plantação onde agora trabalha no sol quente, só para receber salários miseráveis ​​que não são suficientes para sobreviver. Em uma tentativa de aliviar a escassez de alimentos, o governo brasileiro está agora oferecendo sacos de grãos básicos para que os Guarani Kaiowá possam se alimentar.

Mas a quantidade de comida entregue não é suficiente. De fato, várias crianças morreram de desnutrição nos últimos anos devido à falta de alimentos. Além de roubar sua terra, as empresas usam mão de obra infantil Guarani, o que é ilegal no Brasil. Empresas fornecem as crianças, que são tão jovens quanto 14 anos, identidades falsas para poder emprega-los.

A ocupação de terras brasileiras por empresas multinacionais não é uma realidade nova. Elas começaram a chegar ao Brasil depois que o governo ofereceu incentivos fiscais e todas as facilidades disponíveis para “investir” no país sul-americano. No Nordeste, indivíduos poderosos e corporações multinacionais adquiriram grandes extensões de terra para o cultivo de milho, soja e trigo transgênicos.

Hoje, 76 por cento da soja produzida e consumida no Brasil é geneticamente modificada. Parte dessa soja é exportada para a União Europeia, mas muito do que é plantado também é usado para o consumo local. Conforme relatado em várias ocasiões, a poluição a partir de organismos geneticamente modificados, devido ao consumo ou a poluição do ar e do solo aumentou exponencialmente a incidência de doenças nas populações.

No caso dos Guarani Kaiowá, eles também sofrem com a poluição causada pela plantação maciça e colheita de cana-de-açúcar. Sua terra, os rios e o ar são contaminados por esta atividade que utiliza grandes quantidades de água de rios e poços que pertenceram aos Guarani Kaiowá. Em Mato Grosso do Sul, a antiga tribo é o inimigo público número um. Mesmo os tribunais superiores decidiram contra o seu direito de viver onde sempre viveram. O Ministério Público do Estado demanda muitas vezes aos proprietários de fábricas de grande porte por causa de seu uso de trabalho infantil e escravo. Mas, ao mesmo tempo, a polícia, sob ordens das autoridades desloca aos índios de suas terras.

Com policiais armados deslocando-os de suas terras e bandidos fortemente armados matando os líderes da tribo e disparando contra mulheres e crianças, alguns Guarani Kaiowá pediram para ser sacrificados para que seus corpos fossem enterrados ao lado de seus pais e familiares.

Em uma carta ao Governo, os Guarani Kaiowá imploraram por misericórdia e condenaram a violência com que são tratados por autoridades e bandidos armados. “… É claro para nós que a própria ação da Justiça Federal gera e aumenta a violência contra nossas vidas, ignorando os nossos direitos para sobreviver no rio e em torno de nosso território tradicional Pyelito Kue / Mbarakay. Entendemos claramente que esta decisão do Tribunal Federal de Navaraí-MS é parte da história da ação de genocídio e extermínio dos povos indígenas, nativos de Mato Grosso do Sul, ou seja, a ação em si da Justiça Federal extermina nossas vidas “.

De acordo com os Guarani Kaiowá, o Tribunal Federal de Mato Grosso do Sul está alimentando a violência contra a tribo. “Nós avaliamos a situação e concluímos que todos vamos morrer logo”, diz a carta. “Nós aqui no acampamento a 50 metros da margem do rio, onde houveram já quatro mortes, duas por suicídio e duas devido ao espancamento e tortura de bandidos”. Antes de terminar a carta, os Kaiowá deixaram claro que a única maneira de sobreviver é ser deixados em paz em sua terra natal, onde eles possam continuar suas vidas com dignidade e paz. Caso contrário, segundo eles, o estado de Mato Grosso do Sul, simplesmente deve declarar formalmente o seu desaparecimento e extinção.

“A indústria do etanol e a indústria de cana-de-açúcar são os dois setores mais influentes. Estamos passando por uma revolução “, diz Geraldine Kutis, consultora internacional da UNICA, a maior associação de produtores de açúcar, que opera em conjunto com a indústria do etanol no Brasil. Como em muitos outros casos, a indústria do etanol é gerenciada de São Paulo, a capital comercial do país.

Conforme explicado pela Sra. Kutis, o objetivo é estender o o alcance dos combustíveis verdes no mundo todo. Esse é o motivo pelo que já tem um escritório em São Paulo e em Bruxelas, e pretendem abrir um novo em Pequim, na China. A associação também tem um quarto escritório em Washington, DC, de onde defendem e impulsam a indústria do etanol.

O governo brasileiro tem promovido e adotado políticas que estimulam a produção de cana-de-açúcar e etanol, dando incentivos para grandes corporações e grupos de poder que investem no plantio e produção. Brasil tornou-se um destino atraente para os investidores estrangeiros que querem fugir do mercado de ações e especulação financeira, de modo que a produção de etanol e de outras commodities está subindo como nunca antes.

“O céu é o limite”, diz Kutis. Mas a que preço? Ambientalistas brasileiros já culpam a produção e processamento da cana-de-açúcarpela contaminação de recursos de ar e água em todo o país. De acordo com Jerónimo Porto, líder da União no Estado de Mato Grosso do Sul, as pessoas que vivem da terra estão simplesmente imersas em um coquetel de pesticidas e herbicidas.

“O nosso ar, nosso ambiente aqui é muito poluído”, afirmou Porto, quem diz que a chegada de novas empresas que abrem novas usinas e a expansão das plantações de cana-de-açúcar estão comprometendo a saúde e o bem-estar das pessoas. “É terrível quando o fluxo de esgoto chega no rio. O esgoto polui o rio, matando peixes e causando um verdadeiro desastre ecológico “, insiste Porto.

“O rio é o sangue da Terra, assim  como nos temos sangue em nossas veias. Sem sangue, não podemos sobreviver. Simplesmente não há maneira de sobreviver sem o rio e a floresta “, diz um líder Guarani Kaiowá. Mas a água não é o único sangue que flui nas terras do Mato Grosso do Sul, porque mercenários armados contratados por interesses privados impiedosamente atiram contra os Guaraní Kaiowá para tentar matar seus lideres.

Alguns dos líderes foram mortos, enquanto as mulheres e crianças são freqüentemente lesados pelos tiros. Em um caso, uma bala entrou nas costas de uma mulher e saiu de seu peito, como resultado de um milagre, disse Roberto Martins, um líder tribal. “Dois homens armados se aproximaram de nós com armas poderosas”, disse ele. “Eles poderiam ter matado todos nós.”

A maior parte das terras Guarani estão localizadas na parte sul do estado de Mato Grosso do Sul, e é aí que as novas plantações de cana estão aparecendo. “Isso significa que vamos todos ser cercados por imensos campos de cana-de-açúcar, e isso vai tornar mais difícil para o povo Guarani poder plantar o que comer”, diz Antonio Brandt, professor da Univerdidade de Mato Grosso do Sul.

A incapacidade para plantar suas terras com os alimentos que precisam para sobreviver, fez com que os Guarani Kaiowá sejam quase totalmente dependentes do governo para sobreviver. Cerca de 90 por cento deles já recebem alimentos enviados pelo governo, mas este apoio não é suficiente.

“Sem terra, o índio não pode viver”, diz Carlito de Oliveira, outro líder tribal. “Estas cestas de alimentos não vão continuar vindo sempre. Se não podemos plantar  aquilo que comemos, será muito difícil sobreviver. ”

Para mais informações sobre a situação dos Guarani Kaiowá, veja o documentário The Dark Side of Green.

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Industria de Biocombustibles Exterminando Guaraníes en Brasil

POR LUIS MIRANDA | THE REAL AGENDA | OCTUBRE 21, 2012

¿De cuántas maneras se puede describir el asesinato, la corrupción, el crimen, la connivencia, la complicidad para cometer asesinato, el bandolerismo, la injusticia? Me fue muy difícil titular este artículo porque una o dos líneas no pueden describir la vergüenza que sentía — aunque no soy brasileño — al ver lo que el gobierno de Brasil le está haciendo a su pueblo. Mientras usted lee este artículo, la tribu indígena guaraní kaiowá está siendo desplazada de sus tierras ilegalmente tanto por la Brigada Militare brasileña, como por matones contratados por terratenientes influyentes en el estado de Mato Grosso do Sul.

Aunque el príncipe de la “justicia social”, Luiz Inácio Lula Da Silva, garantizó al pueblo brasileño que había llegado al poder para ayudar a los más necesitados, fue el propio Lula quien traspasó la soberanía del país al permitir que las corporaciones multinacionales de caña de azúcar tomaran grandes porciones de tierra en todo el país en un esfuerzo por convertir a Brasil un país esclavo al monocultivo de caña de azúcar.

En 2007, Lula da Silva firmó un acuerdo con George W. Bush para impulsar la producción de biocombustibles en Brasil. Ese día, Lula dejó muy claro para quién él realmente trabajaba. “Este acuerdo puede ser un nuevo punto de partida para la industria automotriz en Brasil y el mundo. Es un nuevo comienzo para la industria de los combustibles en todo el mundo. Yo incluso diría que este acuerdo representa una nueva era para la humanidad. ”

Antes y después de la firma del acuerdo, todos los medios de comunicación iniciaron una campaña consciente para vender al público la idea de que los biocombustibles era el camino a seguir. Actuando como ignorantes prostitutas intelectuales, figuras públicas de Brasil aparecieron en programas de televisión y  anuncios del gobierno predicando a la población las grandezas del etanol.

De los programas de deportes a los de entretenimiento, los medio y sus figuras se ataron una cinta verde alrededor de sus propios ojos y del resto de los brasileños. Analfabetos intelectuales como Gugu Liberato y Luciano Huck, entre otros, encabezaron el movimiento pro etanol y usaron su tiempo en programas de televisión para mentir con una cara seria diciendo que la industria de los biocombustibles podría traer montañas de dinero en efectivo para todos. Pero las cosas no salieron como ellos dijeron.

El único punto culminante del nacimiento de la industria de biocombustibles en Brasil fue el desplazamiento inmediato de unas 40.000 personas indígenas de la etnia guaraní kaiowá, que ahora viven en un 1 por ciento de lo que era su tierra. El desalojo de su hábitat natural está poniendo en peligro su modo de vida. Los guaraníes ya no pueden plantar su propia comida, pescar o cazar para vivir.

En el mejor de los casos, los guaraní kaiowá son expulsados ​​de sus tierras en Mato Grosso do Sul por la Brigada Militar cada vez que un tribunal determina que tienen que abandonar la tierra donde ellos y sus antepasados ​​vivieron a lo largo de toda su vida. En el peor de los casos, matones fuertemente armados disparan contra sus campamentos, en un intento de matar a los líderes de la tribu, para que el resto de los Kaiowá dejen de oponerse a su expulsión. Hoy en día, los indígenas viven en una pequeña zona situada al sur del estado de Mato Grosso do Sul, donde las grandes plantaciones de caña de azúcar se erigen alrededor de sus pequeñas aldeas.

El lado oscuro de la mal llamada  revolución verde, que tiene a Brasil como el principal productor de etanol de caña de azúcar, tiene muy poco de verde. Además de causar el desalojo ilegal de los Guaraní Kaiowá, la plantación de azúcar pone en peligro la vida de numerosas especies de plantas y animales, cuyo hábitat está siendo contaminado cada día por el smog, las aguas residuales y los residuos generados por la plantación, cosecha y quema de la caña de azúcar. Además, los Guaraní Kaiowá han pasado de ser propietarios de la tierra a convertirse en esclavos de la misma. Dada su incapacidad para tener suficiente tierra para desarrollar su modo de subsistencia, los Kaiowá son ahora esclavos de las mismas corporaciones que explotan sus tierras para producir etanol.

Los guaraníes tienen que viajar durante horas para llegar a las plantaciones donde ahora trabajan bajo el ardiente sol, sólo para recibir salarios miserables que ni siquiera son suficientes para sobrevivir. En un intento de aliviar la falta de alimentos, el gobierno brasileño ofrece ahora sacos de granos básicos para que los Guaraní Kaiowá puedan al menos alimentarse por sí mismos.

Pero la cantidad de alimento entregada no es suficiente. De hecho, varios niños indígenas Kaiowá  han muerto de desnutrición en los últimos años debido a la falta de alimentos. Además de robar sus tierras, las empresas que ahora las ocupan usan mano de obra de menores Guaraníes, lo cual es ilegal en Brasil. Las empresas proporcionan a los niños, que son tan jóvenes como de 14 años, identificaciones falsas para poder emplearlos.

La ocupación de tierras brasileñas por las empresas multinacionales no es nueva. Comenzaron a llegar a Brasil hace un tiempo, después de que el gobierno les ofreció exenciones de impuestos y todas las facilidades disponibles para que “invirtieran” en la joya sudamericana. En el noreste, individuos poderosos y corporaciones multinacionales han adquirido grandes extensiones de tierra para sembrar maíz, soja y trigo transgénicos.

Hoy en día, el 76 por ciento de la soja producida y consumida en Brasil es genéticamente modificada. Parte de esta soja se exporta a la Unión Europea, pero mucha de ella se utiliza para el consumo local. Como se informó en numerosas ocasiones, la contaminación ambiental con organismos modificados genéticamente, debido al consumo o la contaminación del aire y del suelo, ha aumentado exponencialmente la incidencia de enfermedades en las poblaciones.

En el caso de los Guaraní Kaiowá, ellos también sufren de la contaminación provocada por la plantación masiva y la cosecha de la caña de azúcar. Su tierra, los ríos y el aire están muy contaminado por esta actividad, que utiliza grandes cantidades de agua tomadas de los ríos y pozos que alguna vez pertenecieron a los Guaraní Kaiowá. En Mato Grosso do Sul, la antigua tribu es la enemiga pública número uno. Incluso los altos tribunales se han pronunciado en contra de su derecho a vivir donde siempre han vivido. El Ministerio Público Federal del Estado demanda a menudo a los dueños de las grandes plantas productoras debido a su uso de trabajo infantil y esclavo. Pero al mismo tiempo, las autoridades policiales desalojan a los indígenas con mayor frecuencia.

Con la policía armada de un lado desalojándolos de sus tierras y matones fuertemente armados matando a los líderes de la tribu y los disparos a las mujeres y los niños, por el otro, algunos Guaraní Kaiowá han solicitado que se les deje morir que sus cuerpos sean enterrados junto a sus padres y familiares en lo que una vez fueron sus tierras.

En una carta enviada al Gobierno, los Guaraní Kaiowá pidieron clemencia y condenaron la violencia con que son tratados por las autoridades y los matones  armados. “… Es evidente para nosotros que la propia acción de la Corte Federal genera y aumenta la violencia en contra de nuestras vidas, ignorando nuestros derechos a sobrevivir en la orilla del río y alrededor de nuestro territorio tradicional Pyelito Kue / Mbarakay. Entendemos claramente que esta decisión de la Corte Federal de Navaraí-MS es parte de la acción de genocidio y exterminio histórico de los pueblos indígenas, nativos de Mato Grosso do Sul, es decir, la propia acción de la Corte Federal está violando y exterminando nuestras vidas .”

De acuerdo con los Guaraní Kaiowá, el Tribunal Federal de Mato Grosso do Sul está alimentando la violencia contra la tribu. “Hemos evaluado la situación actual y la conclusión de que todos vamos a morir muy pronto”, dice la carta. “Acampamos aquí a 50 metros de la orilla del río donde ya hubo cuatro muertes, dos por suicidio y dos debido a la golpiza y la tortura de los agricultores pistoleros”. Antes de terminar la carta, los Kaiowá dejaron en claro que la única manera de sobrevivir es que los dejen en paz en su tierra, que es donde pueden seguir con su vida con dignidad y paz. De lo contrario, dijeron, el estado de Mato Grosso do Sul, simplemente debe declarar oficialmente su desaparición y su extinción.

“La industria del etanol y la industria de la caña de azúcar son los dos sectores con mayor auge. Estamos pasando por una revolución “, dice Geraldine Kutis,  asesora internacional de UNICA, la mayor asociación de productores de azúcar que opera en en conjunto con la industria del etanol en Brasil. Como en muchos otros casos, la industria del etanol se gestiona desde Sao Paulo, la capital comercial del país.

Según ha explicado la Sra. Kutis, el objetivo es ampliar la fiebre de los combustibles verdes en todo el mundo. Esa es la razón por la que UNICA ya tiene una oficina en Sao Paulo y Bruselas, y tiene la intención de abrir una nueva en Beijing, China. La asociación también tiene una cuarta oficina en Washington, DC, donde aboga por la industria del etanol.

El gobierno de Brasil ha promovido y adoptado políticas que estimulan la producción de la caña de azúcar y etanol, dando incentivos a las grandes corporaciones y grupos de poder que invierten en la plantación y producción. Brasil se ha convertido en un destino atractivo para la inversión extranjera que quiere alejarse de la bolsa de valores y la especulación financiera, por lo que la producción de etanol y otros productos básicos está disparandose como nunca antes.

“El cielo es el límite”, dice Kutis. Pero ¿a qué precio? Ambientalistas brasileños ya culpan a la plantación de caña de azúcar y su procesamiento de la contaminación de los recursos de agua y aire en todo el país. Según Jerónimo Porto, líder sindical en el estado de Mato Grosso do Sul, las personas que se ganan la vida trabajando la tierra están simplemente sumergidos en un cóctel de pesticidas y herbicidas.

“Nuestro aire, nuestro medio ambiente aquí está muy contaminado”, dice Porto, quien afirma que la llegada de nuevas empresas que abren nuevas plantas de procesamiento, así como la expansión de las plantaciones de caña de azúcar están comprometiendo la salud y el bienestar de la gente. “Es terrible cuando las aguas residuales desembocan en el río. Las aguas residuales contaminan el río, matar a los peces y provocan un desastre ecológico verdadero”, insiste Porto.

“El río es la sangre de la Tierra, así como la sangre que tenemos en nuestras venas. Sin sangre, nadie sobrevive. Simplemente no hay forma de sobrevivir sin el río y sin el bosque “, dice un líder Guaraní Kaiowá. Pero el agua no es la única sangre que fluye a través de la tierra de Mato Grosso do Sul. Mercenarios armados contratados por intereses privados sin piedad disparan contra los Guaraníes.

Algunos de los líderes han sido asesinados, mientras que las mujeres y los niños son heridos frecuentemente. En un caso, una bala penetró en la espalda de una mujer Guaraní y salió por su pecho, en lo que Roberto Martins, un líder de la tribu ha llamado un resultado milagroso. “Dos hombres armados se dirigieron a nosotros con armas de gran alcance”, dijo. “Podrían habernos matado a todos.”

La mayor parte de las tierras Guaraníes están localizadas en la parte sur del estado de Mato Grosso do Sul, y es precisamente allí donde las nuevas plantaciones de caña de azúcar están apareciendo. “Esto significa que todos vamos a estar rodeados de gigantescos campos de caña de azúcar, y esto hará que sea más difícil para el pueblo Guaraní pueda plantar lo que comen”, dice Antonio Brandt, profesor de la Universidad de Mato Grosso do Sul.

La imposibilidad de sembrar sus tierras con los alimentos que necesitan para sobrevivir ha hecho que los Guaraní Kaiowá sean casi totalmente dependientes del gobierno para sobrevivir. Alrededor del 90 por ciento de ellos ya reciben alimentos enviados por el gobierno, pero esta ayuda no es suficiente.

“Sin tierra, el indio no puede vivir”, dice Carlito de Oliveira, otro líder de la tribu. “Estas canastas de alimentos no van a seguir viniendo siempre. Si no podemos plantar lo que comemos, va a ser muy difícil sobrevivir “.

Para obtener más información sobre la grave situación de los Guaraní Kaiowá, ver el documental The Dark Side of Green.

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Biocombustibles Emiten 400 por ciento más CO2 que los Fósiles

Aunque el CO2 no es el contaminante que los ambientalistas locos retratan, ¿dónde está la solución medioambiental sobre el uso actual de los biocarburantes si estos emiten más que que la gasolina o el diésel? No hay ninguna. Se trata de mantener un monopolio y control.

Por Luis R. Miranda
The Real Agenda
Agosto 16, 2010

Un informe reciente publicado por la Unión Europea ha puesto de manifiesto que los biocombustibles o combustibles elaborados con organismos vivos, de fuentes renovables, no son realmente tan beneficiosos para el medio ambiente. En lugar de reducir las emisiones de carbono neto según lo previsto, los biocombustibles producen cuatro veces más contaminación de dióxido de carbono que los combustibles fósiles. De nuevo, el CO2 no es un elemento contaminante como se mal informa, pero aún si lo fuese, los biocombustibles actuales están lejos de ser la solución. Desde luego esto es sabido por los controladores del monopolio de combustibles.

Los biocombustibles como el etanol de maíz común, que se ha convertido en un aditivo popular en la gasolina, y el biodiesel de soja, que está siendo utilizado en camiones comerciales y otros vehículos a diésel, a menudo se consideran beneficiosos para el medio ambiente porque son renovables. Sin embargo, el uso de alimentos para producir combustibles y comida ha resultado primeramente en el uso de grandes franjas de tierra en todo el mundo para el cultivo de maíz, soya y caña de azúcar que se usan en biocombustibles.

En otras palabras, millones de acres de exuberantes bosques tropicales se están convirtiendo en campos de maíz y soja a fin de proporcionar suficiente de estos recursos para sus nuevos usos. La emisión neta de carbono por la producción de combustibles es mucho mayor que lo que se emite por el uso de combustibles fósiles.

Según el informe, la soja estadounidense tiene una ‘huella de carbono‘ indirecta de 340kg de CO2 por gigajulio (GJ), mientras que el diésel y la gasolina crear sólo 85kg/GJ. Del mismo modo, la colza, una planta similar a la canola en América del Norte, de manera indirecta crea ‘huella’ mayor a los combustibles fósiles porque el uso de la tierra produce 150kg/GJ adicionales. En otras naciones, las tierras han sido convertidas para el cultivo de colza para la alimentación a fin de sustituir los cultivos nativos que ahora se cultivan para el combustible.

Irónicamente, la cantidad de recursos directos e indirectos utilizados para cultivar alimentos para la producción de combustible es bastante alta comparada con el de los combustibles fósiles convencionales. Los biocarburantes también no se queman tan eficientemente y pueden ser destructivos para los motores de los vehículos. La gasolina de etanol-enriquecido también puede reducir la eficiencia del kilometraje por más de 25 por ciento, dependiendo del vehículo.

El cultivo de alimentos para producir combustibles acaba por incrementar el precio de los alimentos para los consumidores. También ejerce una presión adicional para las familias, muchas de las cuales ya están teniendo dificultades para soportar las actuales condiciones económicas.

Cuando todo está dicho y hecho, los biocombustibles parecen ser un montón de propaganda, sin muchos beneficios. Ambientalmente, el fiscalmente y en la práctica, los biocombustibles son un desastre. Los combustibles fósiles no puede ser una forma ideal de energía limpia, pero en este momento hacen mucho más sentido que los biocombustibles.

Fuentes para este artículo incluyen:

http://trade.ec.europa.eu/doclib/docs/2010/march/tradoc_145954.pdf

http://www.telegraph.co.uk/

http://www.truckinginfo.com/

http://www.nytimes.com/