Enquanto a Sociedade se Decompõe, o Povo Pede Tirania

Por Luis R. Miranda
The Real Agenda
11 agosto de 2011

Passaram pelo menos 15 anos desde que ouvi de chamadas para que as pessoas acordarem porque a maior crise da existência da humanidade estava se aproximando rapidamente. Hoje, vendo vídeos e fotos de Londres, Síria, Egito, Estados Unidos e Líbia, não posso deixar de pensar que aqueles que tentaram alertar a população falaram simples e claramente a verdade. Talvez o fato mais impressionante é que eles, que muitas vezes eram identificados como teóricos da conspiração, nos contaram como tudo ia acontecer e como o ponto de ruptura estava mais perto e foram capazes de prever diferentes aspectos da queda com precisão excepcional. Claro, tudo o que tinham que fazer era estudar a história e criar analogias para saber em detalhe como tudo aconteceria. Qualquer um poderia saber se tivessem dado uma olhada na história.

Quem acreditaria há 15 anos que o mundo cairia de joelhos e implicaria a implementação de políticas e regimes tirânicos, a fim de trazer de volta a lei e a ordem? Eu certamente não. Antes de começar a estudar a história e eventos atuais, pensei que a sociedade seria capaz de cuidar de si mesmo e evitar o desastre. Mas as imagens de vídeo mais recentes de Londres e outros lugares mostram claramente que a sociedade está perdida na nublada realidade alternativa em que nasceram há 50 anos ou mais. Os engenheiros sociais jogaram suas cartas muito bem e capturaram a maioria da população que consome-se em uma rede de auto-degradação, morte e perversão apresentado como o moda mais legal por quase meio século.

Na Grã-Bretanha, as pesquisas mostram que mais de 65 por cento das pessoas estão pedindo o uso de balas de borracha, canhões de água, abuso policial e outras práticas tirânicas, porque eles têm medo de organizar os seus vizinhos e defender suas empresas familiares, casas, carros, lojas de calçados e de roupas dos saqueadores que querem roubar eletrônicos, jóias e produtos de valor, quebrando janelas e portas enquanto tiram os cidadãos de seus carros para esmagar suas cabeças nas ruas. Os britânicos estão agora pedindo um Estado Policia patrocinado pelo governo.

Note-se que a maioria dos lugares que estão sendo afetados pelas rebeliões e tumultos são os setores da sociedade cujos membros estão desarmados e não podem se defender porque seu governo que não pode protege-los as 24 horas, sete dias por semana, estabeleceu regras para proibir o direito do povo a armar-se e defender suas propriedades e suas famílias. Londres mostra sinais do mais recente confronto entre os membros da subclasse dependente do governo e da classe média operária, assim como os engenheiros sociais planejaram. Enquanto os governos reduzem gastos em uma tentativa fracassada de resolver o déficit e reduzir a dívida, é exatamente a classe mais baixa que sente o aperto em primeiro lugar. Mas em vez de atacar as políticas do governo e das entidades responsáveis pela crise financeira, a ignorante subclasse ataca aos membros da classe média, que também sofre da auto-infligida crise financeira patrocinada pelos seus próprios governos e o sistema bancário internacional.

O Apartheid financeiro e político que tem lugar no mundo de hoje, onde os governos roubam os fundos de pensão das pessoas para investir em produtos financeiros fictícios, os bancos socorridos pelos governos cobram taxas de juros do povo para manter dinheiro em suas contas, o governo corta a assistência para os beneficiários da segurança social e os gastos de saúde, os salários e pensões das pessoas compram menos alimentos, a instabilidade social aumenta, não só em Londres e na Grécia, mas nas Américas, Ásia, África e outros lugares. O experimento social falhou horrivelmente. Mas, novamente, estava destinado a falhar. A intenção de produzir divisões a fim de monopolizar, controlar e conquistar no tempo certo valeu a pena.

As classes mais baixas, bem como a classe média “atordoada”, que por muito tempo sugaram dos programas de dependência estabelecidos pelo governo, acordou só depois de encontrar-se sem trabalho, sem pensão, sem poupança e sem futuro. Eles acordaram de seu estado eterno da escravidão, porque o esquema de suborno conhecido como o Estado de Bem-estar que o governo usou para possui-los de repente desabou, e os dependentes não têm nenhuma rede de segurança para amortecer sua queda. O que quero dizer com “esquema de suborno”? Em 2007, o país mais rico do planeta tinha, pelo menos, 52,6 por cento das pessoas recebendo alguma forma de auxílios estatais, pensões, segurança social, etc .. Um em cada cinco americanos tinha um emprego no governo ou um trabalho que dependia dos gastos do governo. Cerca de 19 milhões usavam selos de alimentos e 2 milhões de pessoas viviam em casas ou apartamentos subsidiados pelo Estado. Se isso não é suborno do governo, eu não sei que é. Estes números podem ser proporcionalmente muito maiores nos países onde o Estado de Bem-estar é a base da sociedade. Os Engenheiros Sociais criaram apenas duas classes: a classe produtiva e a classe parasitária. Tanto o governo como as classes dependentes são igualmente violentas contra aqueles que produzem e aqueles que trabalharam para eles toda a vida.

Mas talvez um dos mais aberrantes aspectos do colapso da sociedade moderna é que os Engenheiros Sociais apontam para a classe baixa e a classe trabalhadora como os responsáveis pela crise. Isso mesmo. Eles acusam os chamados “comedores inúteis” por sua avareza e por viver além de seus meios pela crise que agora se desenvolve. Tanto a subclasse quanto a classe média são parcialmente culpados por sua avareza e decadência, mas não na sua totalidade. Mas eles não nasceram e se banhavam em um sistema que promove e facilita a avareza e dependência? Absolutamente. Então, são esses grupos responsáveis pela crise atual, porque eles sao avarentos e dependentes? Claro que não. Mas é isso que os banqueiros, os Engenheiros Sociais querem que as pessoas pensem, e é por isso que hoje as divisões raciais estão crescendo mais do que nunca, em Londres, América, África e Ásia. A subclasse acredita que a classe média é responsável pela crise porque são empresários e foram capazes de cuidar de si e suas famílias. Enquanto isso, os banqueiros que são responsáveis pela miséria de ambas as classes proliferam roubando das pessoas em todo o mundo.

O povo é o culpado, dizem os banqueiros e os políticos, porque eles querem mais serviços, mas não querem pagar mais impostos. Porque milhões não compraram a propaganda, o governo está jogando o cartão do Coletivismo. “Não há necessidade de procurar alguém para culpar, devemos agora estar unidos para resolver nossos problemas.” Nem o governo nem os bancos querem que os contribuintes compreendam que estas duas entidades são as únicas responsáveis pelo estado atual das coisas. Abertamente os governos têm subornado os cidadãos por um século para controlá-los, portanto, é tolice acreditar que alguém vai aceitar a propaganda do governo e os bancos, que os cidadãos são os culpados.

Enquanto milhões de pessoas perdem seus empregos, suas casas e vidas porque não podem pagá-los, alguns membros da escória consumem-se no falso tribalismo, racismo, roubo e violência, enquanto os covardes esperam que o Estado faça alguma coisa e rezam para a imposição da Lei Marcial e o Estado Polícia. Aqueles que aceitaram a cultura criada nos Estados Unidos que promove a morte, sexo, banditismo, abuso de drogas, suicídio e os comportamentos estilo gang estão agindo como eles tinham sempre sonhado ser: um grupo de escravos descontentes, sem emprego e sem futuro que edificam os rapperos, cantores, figuras do esporte, eletrônicos, álcool e drogas para preencher suas vidas vazias. O mundo passou de elogiar os exploradores, cientistas, bombeiros e inventores da comunidade para adorar a cultura “bling” e as ilusões criadas pela Madison Avenue.
Aqueles que se aproveitaram o sistema corrupto baseado em dívida para pagar suas férias, carros e créditos para comprar casas e apartamentos foram surpreendidos depois que os bancos que possuem seus meios de subsistência, cortaram as linhas de crédito há três anos para terminar com a realidade de fantasia a que estavam acostumados há muitos anos. Aqueles que totalmente acreditavam que o pagamento para o sistema público de pensões garantiria previdência para viver o resto de suas vidas, embora muitos tivessem avisado de sua não-existência, não foram apenas estúpido, mas também voluntários ignorantes. Eles confiaram em seu governo para dar-lhes tudo, e não puderam acreditar que o mesmo Estado poderia um dia lhes privar de tudo, que é o que está acontecendo agora. Até agora, os membros mais dependentes da sociedade estão culpando outras pessoas e não os bancos e os governos de sua miséria. Por quê? Porque o jogo da culpa é a base para a existência de Estatismo, e o Estado tem bem treinadas as pessoas para aceitar o jogo da culpa quando favorece ao Estado. Agora eles estão pedindo que os Engenheiros Sociais ponham fim à sua miséria. Eventos como os incidentes em Londres e os EUA são apenas o começo do que tem sido um longo verão e do que será um inverno doloroso. A violência nas ruas, o crime, e a oposição ao governo serão usados por governos para tirar nossos direitos. O Governo usará exércitos e a violência contra manifestantes pacíficos antes de impor mais austeridade e um Estado Policia mais visível para esmagar o direito das pessoas a falar e se defender. Os Estados vão continuar usando espionagem nas redes sociais, contas de e-mail, e qualquer sinal de dissidência.

Agora isto é o que uma sociedade quebrado representa no mundo desenvolvido. Você pode imaginar o que vai acontecer no Terceiro Mundo onde os Estados socialistas e paternalistas usaram mais austeridade, pobreza e fome para minar suas vidas de fantasia?

O Poder Horizontal do Estado

Por Luis R. Miranda
The Real Agenda
13 de julho de 2011

Quantos liberais, libertários, conservadores e anarquistas, para citar alguns, não gostam dos resultados derivados de ter um Estado fora de controle? Seria interessante a realização de uma pesquisa para descobrir exatamente. No entanto, uma pesquisa não é necessária a menos que você seja um fã de estatísticas ou matemática, para saber que a maioria das pessoas estão insatisfeitas com o atual estado das coisas. Prova de que o envolvimento do governo pode fazer mais mal do que bem está em todos os aspectos da vida. Mas não é o governo ou o Estado responsável por esses resultados, é o povo que apóia os Estados ou governos que têm a culpa.

Embora a estrutura e o poder do governo são vistos como construídos em forma de pirâmide, a verdade é que o governo ou o Estado é construído na horizontal. O governo é composto por pessoas que dão apoio jurídico e moral de existir, assim essas mesmas pessoas são responsáveis pelo que o Estado ou o governo faz ou não faz. Portanto, todas as coisas que se originam no Estado, boas ou más, são o resultado directo do apoio dado pelas pessoas ao que conhecemos como o governo ou o Estado.

O problema é que muitas pessoas não sabem ou não entendem isso. As pessoas se queixam sobre o estado atual das coisas, sem perceber que eles são os culpados pela miséria que estão experimentando. Outras pessoas percebem, mas são muito hipócritas ou têm medo de fazer algo sobre isso. Eles não falam contra o Estado, porque têm medo da rejeição social. Aqueles que temem vao ficar feliz em saber que o problema do abuso e as acoes fora do controle do Estado é resolvido com ações, não palavras. Por quê? Porque a linguagem é tão frágil que pode ser manipulada em muitas formas para dizer o que qualquer pessoa quiser. É quase impossível injetar uma dose de senso comum em qualquer pessoa que tenha sido previamente doutrinada, e todos nós somos doutrinados a algum grau. No entanto, se trabalhamos em algo que é visto como ruim ou abusivo, os outros vão ver por si mesmos o que queremos dizer, porque nossas ações fazem mais sentido do que o que eles acharam real durante as suas vidas.

Despertar as pessoas para agir e mudar o atual estado das coisas é uma tarefa impossível se você só usa as palavras. A razão para isto é que a cultura está tão profundamente enraizada em suas mentes, que a realidade do povo não é nada mais do que aquilo que a cultura lhes diz que é. Nada mais. É claro que a cultura não “ensina” a realidade ou a verdade às pessoas, mas dá uma mistura de meias-verdades e mentiras.

 Como fazer, por exemplo, as pessoas entenderem que enquanto os nazistas mataram 6 milhões de judeus diretamente e indiretamente um total de 40 milhões de pessoas, há outra entidade que já matou quase sete vezes mais pessoas do que os nazistas. Pode vir como uma surpresa para muitos que durante a era contemporanea, os Estados são responsáveis pela morte de pelo menos 262 milhões de pessoas. Isso é um fato que a cultura não vai contar a ninguém.

Por exemplo, em nossa “realidade” criada pela cultura, o problema é o terrorismo, mas ao invés de atacar as causas profundas do terrorismo, o Estado trata os seus cidadãos como criminosos. De repente, todo mundo é culpado até que se prove inocente e todo mundo está sujeito a esta forma de pensar. Nós revisamos os sapatos em aeroportos para resolver o problema do terrorismo, a cultura nos diz. Damos ao Estado uma foto do nosso corpo nu (em scanners de corpo inteiro), como forma de resolver o terrorismo, dizem-nos os meios de comunicação.

Enquanto isso, os terroristas, os verdadeiros terroristas, que operam os scanners nos aeroportos, que mataram pelo menos um milhão de pessoas no Iraque, que apoiaram a limpeza étnica na Bósnia, agora fazem a mesma coisa na Líbia, Paquistão, Iêmen e Síria, gracas a complacência do povo.

Pessoas apoiam o Estado porque é a forma como foram educados. Dependendo de onde você mora, o sistema de ensino doutrina a obedecer e adorar o Estado. Junto com a doutrinação está o papel que a cultura desempenha na vida das pessoas. A cultura reforça a paradigmas que foram criados para que tudo fique como sempre. Os seres humanos foram doutrinados a aceitar e exigir uma explicação da realidade que nunca deve mudar: que o Estado, qualquer Estado, tem nossos melhores interesses em mente. É por isso, por exemplo, que todos pagam impostos de propriedade pelo resto de suas vidas, apesar de que já pagaram esse imposto quando compraram a propriedade. É por isso que “escolhem” os seus representantes de ambos dois partidos politicos principais, e acreditam que o sistema lhes dá uma opção. É por isso que todo mundo obedece as leis criadas pelo Estado, embora este não obedece. Isto é porque as leis são para os escravos, e não os proprietários. E adivinhem? Os proprietários também são seres humanos como eu e você, não importa o quanto eles adoram ver-se como seres superiores.

O problema com a “realidade” criada pela cultura e que porque ela é objetivamente falsa, você precisa de um apoio contínuo para torná-la credível. É exatamente como “diga uma mentira mil vezes e ela vai se tornar verdade”. Isso é o que a cultura faz. Pessoas que acreditam no sistema de paradigmas impostos por engenheiros sociais, paradoxalmente, exigem reforço constante para eles poder acreditar que uma coisa é verdade. Por exemplo, as pessoas foram ensinadas que a Primeira Guerra Mundial foi travada em prol da democracia, ou que o governo veio depois da Grande Depressão para salvar a todos, ou que a Segunda Guerra Mundial veio para salvar o capitalismo, ou que os bancos centrais existem para controlar as forças terríveis que os mercados livres geram e que são falhas e perigosas. O problema com todas essas realidades falsas e que muitos de acham que são reais, é nosso futuro e o futuro de nossos filhos e filhas serão determinados por decisões tomadas por pessoas que acreditam que essas falsas verdades.

Isto é porque todos pensam que o Estado ou o governo existe para corrigir tudo o que está errado e, portanto, não há nada a temer. Deste tipo de pensamento originou-se o Estado Baba. Uma vez que os indivíduos não são capazes de gerir suas próprias vidas, isso é o que temos sido ensinados, há um Estado que coloca a porca no parafuso solto, uma entidade que nos dá tudo o que precisamos. O que as pessoas não percebem é que esta entidade, se permitido, também vai tirar tudo o que é distribuído pelo poder investido nele. Porque a realidade é criada e reforçada pela cultura gira em torno de pontos de vista de dependência coletivista, e que o Estado tornou-se o problema que é hoje. Embora a evidência mostra que esta entidade, a qual todos supostamente devemos tudo o que temos, destruiu tudo que tocou, o nível de doutrinação do povo é tão grande que não só não lhes permite ver essa destruição, mas também automaticamente direciona-los a buscar reforços de sua falsa realidade.

Da educação para até a economia, da política externa até os serviços sociais, o Estado tem destruído tudo. Intencionalmente, é claro. É precisamente porque a evidência derrota os paradigmas falsos que a cultura quer impor, as pessoas continuamente pedem seus reforcos diários, semanais e mensais da falsa “realidade”. É por isso que os engenheiros sociais criaram e mantem coisas como o New York Times, CNN, Dancing with the Stars e American Idol, de modo que os escravos obtenham a sua pílula azul quando precisem e não ameaçem deixar a fazenda onde eles são explorados a cada dia de suas vidas. A pílula azul mantém o Estado horizontal, o que as pessoas vêem como uma pirâmide hierárquica, mas realmente é tão plano quanto uma prancha de surf. Esta distinção pequena é o que separa os seres humanos de liberdade verdadeira, e de acabar com o controle do Estado.

A chave para libertar-se dos abusos do Estado encontra-se na capacidade de reconhecer é esta estrutura hotizontal a que faz com que o Estado seja tão perversamente bem-sucedido. De fato, a força do Estado não vem de si mesmo, mas de seus familiares, vizinhos, amigos, colegas de trabalho, etc; em outras palavras, a população escrava a qual você e eu pertencemos. Os escravos apoiam este sistema devido a uma série de razões. Primeiro, porque eles foram ensinados a fazer isso. Segundo, porque eles se beneficiam diretamente de alguma bugiganga criada pelo Estado e não querem perdê-la. Terceiro, eles não querem que os outros os superem sejam mais bem sucedidos. Quarto, porque o colapso do sistema significa um estado de realidade com o qual não podem lidar. É ignorância, falta de humildade e, acima de tudo, a doutrinação da maioria, que os impede de tomar a pílula vermelha e abrir os olhos para o mundo real. Em vez disso, os escravos do Estado garantem a sobrevivência da pirâmide atacando a minoria que se destina a alertá-los para a mentira em que vivem. É a aceitação voluntária da falsa realidade a razão que a maioria das pessoas vivem no ambiente que permite que o Estado cresca fora de controle. Enquanto a maioria das pessoas perdem tempo com tribalismos esportivos, racismo, inveja e adequação cultural, seus co-escravos nos níveis meios asseguram-se de que os engenheiros sociais terao um Estado que vai continuar a crescer mais forte.

A natureza horizontal do Estado e como ela é usada pelos engenheiros sociais para manter a maioria das pessoas cegas e complacentes é o que explica a possibilidade de que algumas centenas de pessoas possam governar bilhões. Seria impossível de outra forma. Mas é precisamente a natureza horizontal que apresenta as pessoas com a oportunidade de quebrar as cadeias do Estado antes de ele tournar-se maior e mais cruel. É mesmo possível, eu diria não só reduzir o tamanho do governo, mas também fazer com que este trabalhe para as pessoas, como a maioria de nós acreditamos que deveria ter sido sempre. Mudança neste sentido não é fácil, no entanto. Ela exige honestidade de quem quer “consertar as coisas”. Se o sucesso da corrupção do Estado é baseada no apoio moral e material recebido pelos próprios escravos, é a retirada desse apoio o que vai acabar com nossa escravidão.

Se você pagar seus impostos de propriedade a cada ano, porque teme que o Estado virá a invadir sua casa e levá-lo para a cadeia, você é um escravo do estado, e cada vez que você paga seus impostos você é um torcedor do Estado e como tal o seu cúmplice em todos os seus atos. Se você arquiva faz a sua declaracao de impostos e, assim, legitima os poderes do Estado para cobrar impostos sobre suas rendas, a qual e a razao que você existe aos olhos do Estado, então você é cúmplice do Estado. Se você odeia a guerra, mas vota por políticos que permitem o financiamento de invasões e assassinatos no exterior, você é cúmplice na invasão e os assassinatos. Se você não gosta de corrupção e ineficiência burocrática, mas você optar por continuar votando por co-escravos que fazem negócios escuros debaixo da mesa ou atrás de portas fechadas, você é cúmplice do Estado.

No entanto, se voce é honesto consigo mesmo e tem um pouco de coragem para despertar os seus co-escravos, as coisas começaram a mudar. Mas lembre-se, a mudança não é através de palavras ou o uso da linguagem, mas virá através da ação. Se o sucesso das ações imorais do Estado ocorrem pelo apoio que recebe, a retirada desse apoio o libertará das correntes que o prendem ao Estado. Você não pode lutar contra a cultura dominante com a palavra falada, porque a cultura é especialista no uso da linguagem para controlar a sociedade. Porque os controladores e seus cúmplices não podem lidar com a verdade, manipulam a linguagem para enganar, e ninguém é melhor do que eles. Eles são imbatíveis. É por isso que para destruir a cultura da mentira e da falsa realidade as pessoas devem usar as ações, não palavras. Fazendo o que pregamos é o que vai nos tirar da fazenda humana em que vivemos, onde nós ordenham até a última gota todos os dias da nossa vida.

Lembre-se que os partidários do Estado e estatismo aprovam o uso da violência contra aqueles que se atrevem a questionar a sua existência. Ou seja, você pode ser preso, encarcerado, torturado e estuprado se mostra oposocao ao Estado. Mas, pode você ser amigo ou conhecido de alguém que apóia a guerra, os impostos estaduais, corrupção e violência contra você mesmo? Será que você não é cúmplice em suas ações e, portanto, cúmplice do Estado? Eu não sei você, mas eu não vou ter nada a ver com alguém que tem a audácia imoral e covardia de me atacar por dizer a verdade no lugar de atacar aqueles que matam milhões de pessoas, roubar nossas pensões, que nos alimentam com tóxicos e nos enferman com seus produtos farmacêuticos.

Se um ser humano, supostamente livre, não pode falar e pagar o preço de ser condenado ao ostracismo por seus colegas em troca da liberdade real, então não há esperança de liberdade. Se estamos com medo de ser alvos porque vivemos por nossas próprias leis e rejeitamos aquelas que a cultura e o Estado impoem, então não merecemos ser livres.

 

Banco Central Europeu: U$ 1 trilhão só serve para ganhar tempo

Por Luis R. Miranda
The Real Agenda
Maio 17, 2010

A corrupção e as mentiras do Banco Central Europeu e das suas filiais ao redor do mundo são ilimitadas. Há um ano atrás, o seu escritório nos Estados Unidos, -a Reserva Federal- solicitou 700 milhões de dólares para ‘salvar’ a economia. Isso, nós aprendemos mais tarde, revelou-se uma mentira. Foi uma mentira não só porque o dinheiro não era para fazer “mágica” econômica tal como foi prometido, mas também porque não erão somente U$700 milhões e, sim, mais de U$ 25 bilhões. Há poucos dias atrás, a União Européia lançou um pacote de ajuda de 1 trilhão de dólares que, segundo eles, serviria para manter a região economicamente estável. Agora, o BCE disse que o trilhão só serve para ganhar tempo. Tempo para quê? Resposta: Tempo para os bancos fazerem os preparativos finais para o colapso total da economia global. Existe alguém que ainda não vê isso?

Este tem sido o padrão mostrado ao longo da história com a elite liderada pelos bancos.  Eles criam problemas e apresentam soluções “milagrosas” que, também, ajudam a consolidar o poder e controle. Desta vez, porém, é definitiva. A linha inferior é esta, os banqueiros jogaram todas as suas cartas e, de uma vez, se converterão nos proprietários de tudo e de todos. A economia e o estado do mundo correram para baixo de modo incontrolável e nem mesmo eles podem salvá-los neste momento. Não que eles tiveram a intenção de fazê-lo.

Um por um, os países que foram vítimas de abutres financeiros ao longo de 100 anos fazem fila para pular além da borda do cânion. Como nos lembramos, tudo começou na Islândia, onde os funcionários agora parecem tentar lutar contra a corrupção enviando banqueiros para a cadeia. A crise mudou-se para a Grécia, onde as nuvens de dívida fiscal envolveram um país que, pelo contrário, é considerado um paraíso. Com Goldman Sachs como portador da lança, os banqueiros adicionaram mais um país à sua valiosa coleção. Nenhum banqueiro foi preso ou processado ainda. Em contrapartida, a Grécia sucumbiu à União Européia, enquanto os banqueiros tomam conta dos fundos de pensão e da poupança através do endividamento.  Os gregos agora estão imersos em uma dívida ainda maior através de um pacote de ajuda que assegura que a jóia do Mediterrâneo seja propriedade dos bancos.

Dois gigantes estão em linha para seguir os passos da Grécia e a Islândia. Portugal e Espanha começaram o processo de colapso através da redução dos salários, congelamento das pensões e o aumento dos impostos. Com uma população à beira do colapso social, as duas nações podem ver protestos no estilo tailandês mais cedo do esperado. A razão pela qual isso não aconteceu ainda? A Engenharia Social, é claro. A atenção do povo é desviada para o futebol e os torneios de tênis assím como cinzas vulcânicas imaginárias. Com o desemprego em torno de 20%, tanto Espanha como Portugal tiveram uma queda quieta livre de dor, mas as últimas medidas de austeridade provavelmente estouraram a bolha que isolou os dois países nos últimos dois anos. As subidas de impostos e os cortes nos serviços sociais foram bastante aplaudidos pelo Banco Central Europeu, bem como o líder do mundo em falências, Barack Obama. Esses aplausos decorrem do fato que as medidas os ajudam a ganhar tempo para consolidar o poder e os recursos. Cada vez que um país anuncia um pacote de medidas de austeridade, significa que mais dinheiro do povo, que já pagam impostos para tudo, é usado para pagar os empréstimos que os bancos já fizeram para estes países. É o banco que tem a prerrogativa de pedir aos países para reembolsar o empréstimo na totalidade, se desejar. Foi o que aconteceu na Islândia, Grécia e é por isso que eles precisam ser resgatados. O problema é que o plano de resgate financeiro vem dos banqueiros com quem os países inicialmente estavam em dívida. Você começa a entender a idéia? Por isso é chamado Consolidação.

A forma na qual os bancos operam é como um pescador que pesca um peixe grande. O pescador coloca a isca, -o banco oferece empréstimos-, o peixe morde a isca -os países aceitam os empréstimos-, e o pescador pode, então, escolher puxar o peixe para fora devagar, esperando que este continue travado no gancho, ou decide dar um grande puxão. A primeira opção fará com que a captura seja quase certa, mas vai demorar mais tempo. A segunda, dará uma recompensa mais rápida, mas o resultado pode ser também que o cordão seja cortado e, como resultado, o peixe escape. Há quase um século atrás, os banqueiros decidiram tentar a primeira opção para puxar a corda devagar deixando que o peixe se sentisse confortável. Agora, o peixe -a gente-, sabe que está preso e está fortemente puxando a corda. O pescador está desesperado porque o peixe pode escapar e está pensando seriamente em puxar a corda rápido e forte.

Parece impossível escapar do desastre econômico mundial que começou há aproximadamente uma década e que somente foi mascarado pelos números falsos de crescimento e recuperação econômica. Não houve geração de empregos significativa nas maiores economias do mundo e, até Jean Claude Trichet,  manifestou o seu pessimismo sobre as esperanças de um final feliz. Ele, claro, conhecia o resultado há muito tempo, provavelmente desde que chegou ao BCE. Ele disse, na semana passada, que os Estados Unidos estavam em uma situação semelhante à da Grécia. Outros cúmplices de Trichet também contribuiram à lista de frases memoráveis. George Soros, por exemplo, disse que o euro estava em uma situação precária e muito perto do colapso.

Pode-se facilmente ver o desespero da elite quando Nicolas Sarkozy bate o punho na mesa e Angela Merkel relutantemente apóia um pacote de ajuda que, em teoria, salvaria a Europa da ruína, mas na verdade não salvará ninguém. Como o BCE disse, o pacote só serve para ganhar tempo. O colapso financeiro foi precipitado ainda mais rapidamente devido ao fato de que mais pessoas estão entendendo este tipo de fraude e como elas foram enganadas durante as últimas décadas submetendo as suas poupanças e pensões  às organizações supranacionais. Como alguém disse, você pode enganar algumas pessoas durante algum tempo, mas você não pode enganar todas as pessoas o tempo todo. O mundo tem sido oprimido durante séculos, até mesmo milhares de anos, pelos impérios, os banqueiros e a elite. Agora, a moeda se inverteu e a pressão está sobre os opressores.  Eles têm que escolher entre fazer o colapso ocorrer de forma lenta ou abrupta. A Comissão Trilateral reuniu-se este mês. A reunião do Grupo Bilderberg é em Junho. O pescador está desesperadamente pensando em puxar a corda fortemente.

Fique atento.