Redistribuição da riqueza ao estilo Hugo Chávez

De acordo com Guillermo Chochez, ex-embaixador do Panamá na OEA, Chávez estaria morto por pelo menos 7 dias antes do anúncio oficial depois que foi desligado dos aparelhos no hospital. Chochez citou fontes do governo da Venezuela, a quem ele mantém em segredo porque deu sua palavra como jornalista.

POR LUIS MIRANDA | THE REAL AGENDA | MARÇO 10, 2013

De acordo com socialistas, marxistas e comunistas, a sua ideologia é melhor do que as outras, porque o que está em seu núcleo é a redistribuição adequada da riqueza. Eles explicam que os ricos devem pagar a sua quota de impostos para sustentar os pobres e que o governo deve ser o único controlador na busca da chamada justiça social.

A morte de Hugo Chávez não é novidade hoje, mas talvez o seja a forma como Chávez redistribuiu a riqueza venezuelana para si mesmo e sua família. Se o fascismo corporativo é bem conhecido por seu objetivo de acumulação de poder e por roubar tudo através de acordos feitos a portas fechadas e sob a mesa, os marxistas, socialistas e comunistas são facilmente identificados por seu desejo de acumular recursos para si mesmos a traves do governo e dos partidos políticos.

A morte de Hugo Chávez não só deixa claro como o suposto líder enganou a milhões de venezuelanos e como a Venezuela está em uma situação pior do que estava em 1999, quando Chávez apareceu como líder politico. O país está mais dividido do que nunca, com o seu atual vice-presidente, Nicolas Maduro colocando a polícia e o exército nas ruas como precaução em caso de tumultos. Mas por trás de todo o espetáculo e as reações em redes sociais de amigos e inimigos, as pessoas perdem a oportunidade de ver o outro lado do caminho da Revolução Bolivariana.

Como a família de Fidel Castro em Cuba, a família de Chávez conseguiu acumular bilhões de dólares em dinheiro que foi desviado enquanto Chávez estava no poder. De acordo com a Organização Internacional de Justiça Criminal e Associados (CJIA), Hugo Chávez roubou e redistribuiu cerca de US $ 2 bilhões do comércio de petróleo do país para sua familia. CJIA estima que o ex-líder da Venezuela, fez fortuna como os oligarcas acumulam poder e controle baseado no seu modelo monopolista.

“A fortuna pessoal dos irmãos Castro foi estimada em um valor total de cerca de US $ 2 bilhões”, diz Jerry Brewer, presidente da CJIA. “A família Chávez na Venezuela acumulou uma fortuna de uma escala semelhante desde que Chávez chegou ao poder, em 1999”, acrescentou. Sua avaliação é parte de um relatório completo publicado no site da CJIA.

Além de roubar US $ 2 bilhões dos venezuelanos, Chávez também ajudou ao seu querido amigo de Fidel Castro e sua família quem receberam uma boa fatia das vendas de petróleo da Venezuela. Brewer estima que a lealdade do ditador cubano custou aos venezuelanos US $ 5 bilhões por ano, incluindo os embarques de petróleo e de outros recursos. Isto, meus amigos é a redistribuição da riqueza estilo Hugo Chávez.

O Presidente da CJIA foi além ao dizer que, atrás da transferência de fundos venezuelanos para Cuba e outros aliados de Chávez, trabalha  um grupos de mafiosos organizadas composto de criminosos que defraudaram a Venezuela de cerca de US $ 100 bilhões nos últimos 12 anos.

Os US $ 100 bilhões de dólares roubados pelo Chávez e sua gangue de bandidos dos bolsos dos venezuelanos, no entanto, é quase insignificante em comparação com o que os republicanos e os democratas roubam o povo americano, por exemplo, ou quantos milhões de dólares em impostos não são pagos por corporações internacionais para as que o governo dá tratamento especial ou que usam brechas legais para evitar o pagamento de impostos.

Facebook recentemente obteve uma isenção fiscal do governo no valor de US $ 429 milhões. Outros poderosos doadores políticos como Google, Apple e Microsoft também enviam os seus lucros para o exterior, permitindo-lhes fugir da cobrança de impostos. Google reduziu o pago de impostos por US $ 3,1 bilhões entre 2007 e 2010. Enquanto isso, a Apple esconde US $ 1 bilhão por semana em lucros que a empresa deve pagar em impostos. De acordo com uma nota do Congresso dos EUA, a Microsoft usa subsidiárias em lugares como Bermudas, México e Porto Rico para não ter que pagar cerca de US $ 6,5 bilhões em impostos.

Como é evidente, o sistema de redistribuição da riqueza ao estilo socialista nem o corporativo são “justos”, como seus defensores acreditam cegamente. Enquanto os adversários de Chávez comemoram sua morte, seus seguidores choram sua partida, certamente, em um estado  social e econômico igual ou pior do que antes que Chávez chegasse ao poder.

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Traficantes de drogas entre os melhores clientes do Banco HSBC

POR LUIS MIRANDA | THE REAL AGENDA | 18 NOVEMBRO, 2012

O Ministério Britânico das Finanças e Alfândega (HMR) abriu uma investigação sobre contas bancárias no Banco de Hong Kong e Xangai (HSBC) cujos proprietários são cidadãos britânicos da ilha de Jersey, conhecida por seus baixos impostos.

Conforme relatado pelo Daily Telegraph, a investigação começou depois de uma denúncia anônima que daria detalhes de contas de clientes do Reino Unido na ilha e no exterior.

Os membros da lista de 4.388 pessoas incluem celebridades que mantêm em torno de  699 milhões de libras fora do país e bilhões de libras em planos de investimento.

O jornal disse que a lista de pessoas em Jersey inclui Daniel Bayes, um conhecido traficante de drogas conhecido e ex condenado, que se encontra na Venezuela, e Michael Lee, que foi condenado por posse ilegal de centenas de armas. Há, também, três banqueiros que, no passado, foram processados ​​por fraude.

O banco HSBC tem a obrigação legal de informar, em caso de dúvida sobre, a origem dos fundos depositados nas contas. O banco pagará aos Estados Unidos 1,5 bilhões de dólares em penalidades por lavagem de dinheiro.

Jersey, a maior ilha do Canal da Mancha, é uma democracia parlamentar, com sua própria leis judicial, financeira, legal e independente. Seu status de paraíso fiscal irrita, cada vez mais, os britânicos afetados pela recessão e um déficit significativo.

Não é a primeira vez que as autoridades descobrem que o banco HSBC e outros, como Wells Fargo e Wachovia, ajudam a transferir milhões e, às vezes, bilhões de dólares em todo o mundo, embora a origem destas grandes quantidades de dinheiro são desconhecidas. Em maio, o jornal Vancouver Sun informou sobre como o HSBC permite a lavagem de grandes quantidades de dinheiro através das contas pertencentes a alguns de seus clientes mais ricos. No artigo, o jornal relatou que documentos e e-mails do HSBC mostraram que não só o banco não questionava a fonte dos fundos, mas, também, fazia o possível para esconder a transferência de dinheiro de clientes de origem iraniana, libaneses, brasileiros e cubanos. A maioria das transações suspeitas foram realizadas nos escritórios do HSBC em Nova York e Miami.

Bloomberg também informou sobre como o HSBC, Wachovia e Bank of America lavaram bilhões de dólares dos cartéis de drogas mexicanos. Neste caso, os traficantes tinham comprado um avião DC-9 com fundos lavados que foram transferidos através de dois dos maiores bancos nos EUA: Wachovia Corp e Bank of America Corp, relatou a revista Bloomberg Markets em agosto de 2010. O Banco Wachovia lavou $ 378,4 bilhões originados em casas de câmbio no México entre 2004 e 2007. Essa é a maior violação da Lei do Sigilo Bancário na história dos EUA , uma lei contra a lavagem de dinheiro.

Grande parte da lavagem de dinheiro por bancos internacionais geralmente acaba no mercado de ações, o que muitos atribuem por ser a razão pela qual a economia global não colapsou completamente em 2008. Grande parte do dinheiro da droga é utilizada para financiar as operações de inteligência da CIA e o resto vai para a compra de grandes extensões de terra e recursos de todo o planeta.

Para o HSBC, as ações de lavagem de dinheiro  são parte de um esquema que ” movem bilhões de dólares entre os bancos todos os dias. Segundo este sistema, os bancos nos Estados Unidos são usados ​​para mover grandes quantidades de fundos ilícitos “, disse Jennifer Shasky Calvery, Chefe da Seção deLavagem de Dinheiro do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, em seu depoimento ao Congresso em fevereiro passado.

De acordo com o artigo do Vancouver Sun, bancos como o HSBC enfraqueceram  o departamento que monitora a lavagem de dinheiro e pessoas incompetentes foram contratadas para supervisionar as operações que normalmente são mantidas sob o radar. “O HSBC não examinou milhares de alertas internos contra a lavagem de dinheiro e não criou os relatórios exigidos por leis, relatórios de atividades suspeitas em transações coletadas pelo sistema de controle interno do banco.” Atividade suspeita deve ser enviada para a polícia para que tal seja estudada e monitorada. Em maio de 2010, o HSBC tinha cerca de 50.000 relatórios de atividades suspeitas que não haviam sido comunicado às autoridades.

Talvez o detalhe mais surpreendente que se evidencia nos documentos relacionados com a investigação contra o HSBC é que a gestão, intencionalmente, decidiu não examinar alguns casos de atividades suspeitas. “Parece que há casos em que os funcionários do banco estão deturpando os dados” que são enviads para o alto escalão da gerência. Em outros casos, os gerentes simplesmente mudaram as classificações de risco para algumas transações para  não alarmar a ninguém que uma fraude estava sendo cometida.

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Kadafi ‘concordou em financiar a Sarkozy com € 50 milhões

POR LUIS MIRANDA | THE REAL AGENDA | 1 MAIO 2012

O site investigativo francês Mediapart informou no sábado que o líder líbio Muammar Kadafi concordou em financiar em 2007, o presidente Nicolas Sarkozy durante a campanha eleitoral com um cheque de 50 milhões de euros.

O Regime de Muammar Kadafi concordou em financiar a campanha eleitoral de 2007 para o presidente francês, que de acordo com o site de notícias, pôde ser confirmado com provas documentais.

O documento de 2006, em árabe que o site Mediapart disse foi assinado pelo chefe de inteligência de Kadafi, Mussa Kussa, refere-se a um acordo “em princípio, a apoiar a campanha do candidato para as eleições presidenciais, um montante equivalente 50 milhões de euros. ”

O site de pesquisa da esquerda fez alegações semelhantes em 12 de março, com base na testemunha de um ex-médico de um negociante de armas francês acusado de ter organizado mais uma campanha de doação que o Sarkozy criticou como “grotesco”.

“Se tivesse financiado, não fui muito grato”, disse Sarkozy sarcasticamente em uma aparente referência ao papel ativo que a França jogou na campanha da OTAN e que levou à queda do homem forte da Líbia.

Esta reportagem chega no momento que o rival socialista de Sarkozy, François Hollande, lidera as pesquisas de opinião antes do segundo turno das eleições presidenciais de 6 de Maio.

Traduzido do artigo original: Sarkozy Funded Campaign with Kadhafi cheque

G20: Os bancos devem manter o dinheiro para a crise que virá

O Sindicato do Crime Internacional, melhor conhecido como o G20, determinou na sua última reunião que o colapso e a consolidação da economia global começará por volta de 2012 e terminará em 2016 com a liquidação de todos os países que estejam em dívida com o FMI e o Banco Mundial.

Por Luis Miranda
The Real Agenda
Junho 29, 2010

Banqueiros e membros do G20 têm formas diretas e indiretas para falar com o público. No final da última reunião do G20 em

G10? Dez dos vinte representantes dos países industrializados dão uma caminhada entre reuniões.

Toronto, ambos os grupos falaram muito claramente sobre o que eles têm em mente para o futuro. Primeiro, eles estão interessados somente em ajudar o processo de consolidação global. Em segundo lugar, eles vão estender a depressão atual lentamente cortando o dinheiro disponível para empréstimos. Em terceiro lugar, eles vão continuar seus programas de austeridade nos países para matar lentamente as suas economias e consolidar cada um deles. Em quarto lugar, agora que eles roubaram os impostos do povo através dos seus pacotes de resgate, eles planejam roubar os acionistas, colocando o ónus do próximo resgate nas costas dos investidores. Em quinto lugar, hipócrita e irresponsavelmente, pensam que poupando 130 bilhoes de libras criarão uma garantia para a economia, dado que apenas a dívida do esquema de derivativos se conta nos quatrilhões de dólares. E, por último, eles pretendem cimentar a implosão final que, de acordo com seu comunicado, pode vir a partir de 2012.

Se tudo isto parece confuso, por favor, deixe-me explicar.

Vamos começar por lembrar que os G20 e, principalmente, os G8 foram os que causaram a atual crise financeira. Eles fizeram isso através de suas empresas de fachada, por exemplo, os bancos que implementaram uma série de esquemas de corrupção e falência das economias de países inteiros, através do investimento de risco e, às vezes, de produtos financeiros inexistentes. Estes esquemas foram executados depois de duas décadas onde a maioria das regras postas em prática para impedir fraudes financeiras foram eliminadas como uma desculpa para melhorar o “mercado livre”. O que a desregulamentação permitiu foi a criação de planos de investimento falsos que os bancos ofereceram mais tarde para países, estados e municípios, muitas vezes através dos governos e os usaram para adquirir todas as suas infra-estruturas e dinheiro através da emissão de dívida ou de investimentos.

Tornou-se claro que o G8 e os banqueiros não estão interessados em melhorar as atuais condições económicas. Eles simplesmente querem estender a crise, enquanto eles precisam, a fim de executar seu plano final de implosão global. Isso é o que emerge a partir da idéia de cortar o dinheiro de empréstimos e pedindo que os bancos acumulem o dinheiro para a próxima crise, como o comunicado do G20 diz. Embora 130 bilhoes de libras é uma ninharia em comparação com a dívida dos países do G8, a ação de manter o dinheiro em reserva é uma imagem clara do que os “líderes” têm em mente. O que eles querem é um processo lento e doloroso de destruição da economia a fim de causar a maior quantidade de dano possível. Essa política irá assegurar-lhes a consolidação de mais recursos, antes que seja dado o golpe final para a economia global.

Uma das ferramentas mais importantes que os banqueiros utilizaram ao longo dos últimos 100 anos foi criar uma bolha artificial de abundância de dinheiro -dinheiro sem respaldo- a fim de obter a confiança dos países e do público. Isto é o que muitos descrevem como os booms econômicos. Mas dado o fato de que a economia global é baseada em dívida e reservas fracionárias, o único objetivo que as bolhas têm é ligar a maior quantidade de consumidores com dívida e, em seguida, tirar o dinheiro do mercado. Ao fazer isso, os banqueiros aceleram o seu processo de consolidação. Juntamente com a redução dos empréstimos, os países do G8 concordaram em continuar os planos de austeridade em cada país. A austeridade será implantada sobre a classe trabalhadora através da redução de serviços como polícia, hospitais,financiamento das escolas e programas sociais. Isto, por sua vez, causará agitação civil, que é o que os banqueiros querem a fim de estabelecer oficialmente sua grade de controle militar e tecnológico. Uma prévia do que essa grade seria foi visto nas ruas de Toronto, durante a reunião do G20 do fim de semana passado. Também foi visto durante o colapso da Argentina em 2001.

Os infames pacotes de resgate glorificados pelo FMI e o Banco Mundial como a melhor maneira de evitar um colapso completo da economia global -que foi causado pelos próprios banqueiros- foram a maior transferência de dinheiro e recursos na história do mundo. Somente os Estados Unidos deram aos banqueiros cerca de 25 trilhões de dólares em dinheiro dos contribuintes para que Goldman Sachs, Iberia Bank,JP Morgan Chase, Bank of America e outros pudessem pagar aos seus accionistas a sua parte do esquema. Veja a lista completa dos bancos que receberam o dinheiro do resgate aqui. Mas só 25 trilhões de dólares não são suficientes, é claro. Alemanha, por exemplo, votou para dar 66% de sua receita anual para os bancos. Se nos guiarmos pelo comunicado do G20, é claro que eles estão planejando outro grande colapso, possivelmente, o último. Também é claro que eles terão que roubar alguém diferente desta vez. E é isso o que os banqueiros e os “líderes” disseram. Eles vão criar um outro pacote de resgate no qual os acionistas dos bancos terão que pagar a conta. Então se você tem investimentos em qualquer banco, é aconselhável salvar a si mesmo e tirar o dinheiro das contas antes de o novo pacote bancário chegar.  Descaradamente, eles dizem que vão obrigar os bancos a manter bilhões até a próxima crise chegar e os contribuintes não serão sobrecarregados. Eles acham que não sabemos que os milhares de dólares são os mesmos que roubaram em 2009. Agora que eles consolidaram e estabilizaram o seu sistema financeiro fraudulento, não importa se os outros bancos irão cair fora do seu esquema.

A idéia de que 130 bilhoes de libras é suficiente para ter uma rede de segurança para uma crise futura ou uma recessão dupla como eles gostam de chamá-la, é absurda. A dívida produzida pelos derivativos, dependendo a quem você perguntar, está entre 600 trilhoes e 1 quatrilhão de dólares. Segundo Robert Chapman, do theinternationalforecaster.com “comprar derivativos não é uma forma de investimento. É um jogo de seguros e apostas. Os derivativos não criam nada.” De acordo com o Bank of International Settlements, a bolha de derivativos tem crescido exponencialmente, até um ponto em que os montantes negociados ao abrigo deste esquema já ultrapassou em muito o PIB do mundo.”Operações de derivativos têm crescido exponencialmente, até agora, são maiores do que toda a economia global.” Os Credit defaultswaps (CDS) são a forma mais comum de derivativos. CDS são apostas entre duas partes, sobre se uma empresa poderá ou não retornar os investimentos nos seus títulos. Na verdade, são seguros ilegais, sem exigência de titularidade de qualquer ativo. Os CDS são usados para aumentar os lucros em jogos de mudanças no mercado.

rede de dívida em que a economia atual foi construída ao longo dos últimos 100 anos foi uma ferramenta em um processo para reverter tudo o que os seres humanos lograram. Não foi acidental, no entanto, pois este mecanismo foi planejado pelos banqueiros globalistas desde o início. Toda vez que o mundo viveu uma crise financeira como em 1929-1933, a consolidação e o aumento no controle dos banqueiros ficou cada vez maior. As medidas para evitar um colapso total, como nos foi dito, não foram suficientes nem tinham esse como objetivo real. Eles eram simplesmente maneiras de adiar o colapso iminente. As medidas implementadas pelos banqueiros não podem ser usadas para sempre. Alguma coisa ia falhar mais cedo ou mais. “Este esquema levado passo a passo, é uma abordagem não-holística da Fed e do Tesouro para a gestão de crises mas tem sido um fracasso. . . . arrastar e preencher um buraco no [tempo] é inútil quando todo o sistema de impostos está em colapso em meio à tempestade financeira perfeita. Uma abordagem muito mais radical, holística e sistêmica para a gestão de crises é agora necessária “, diz o professor Nouriel Roubini, fundador do Roubini Global Economics.

Depois de tornar a economia global em um sistema baseado em serviços, onde nenhum produto de qualidade é fabricado, dirigindo os países em desenvolvimento a uma dívida enorme, enquanto se colapsam as economias do mundo ocidental, os banqueiros estão prontos para a sua última jogada: a última crise. De acordo com o comunicado do G20, seus membros devem reduzir os seus déficits até 2013, um processo que já começou. Este processo deve terminar em 2016, quando os países devem ter estabilizado os seus déficits. Diminuindo e, em seguida, estabilizando os déficits significa que os países devedores terão que encontrar uma maneira de pagar suas dívidas na íntegra ao FMI e ao Banco Mundial, de acordo com as condições impostas por essas entidades. Cada país que não pagar na íntegra será liquidado e seus recursos serão transferidos automaticamente para os banqueiros globalistas. Imagine o que aconteceu com Argentina, Grécia e Islândia na última década, mas em vez de serem esses países, os devedores serão os Estados Unidos, Espanha, Portugal, Inglaterra e Alemanha.

Banco Central Europeu: U$ 1 trilhão só serve para ganhar tempo

Por Luis R. Miranda
The Real Agenda
Maio 17, 2010

A corrupção e as mentiras do Banco Central Europeu e das suas filiais ao redor do mundo são ilimitadas. Há um ano atrás, o seu escritório nos Estados Unidos, -a Reserva Federal- solicitou 700 milhões de dólares para ‘salvar’ a economia. Isso, nós aprendemos mais tarde, revelou-se uma mentira. Foi uma mentira não só porque o dinheiro não era para fazer “mágica” econômica tal como foi prometido, mas também porque não erão somente U$700 milhões e, sim, mais de U$ 25 bilhões. Há poucos dias atrás, a União Européia lançou um pacote de ajuda de 1 trilhão de dólares que, segundo eles, serviria para manter a região economicamente estável. Agora, o BCE disse que o trilhão só serve para ganhar tempo. Tempo para quê? Resposta: Tempo para os bancos fazerem os preparativos finais para o colapso total da economia global. Existe alguém que ainda não vê isso?

Este tem sido o padrão mostrado ao longo da história com a elite liderada pelos bancos.  Eles criam problemas e apresentam soluções “milagrosas” que, também, ajudam a consolidar o poder e controle. Desta vez, porém, é definitiva. A linha inferior é esta, os banqueiros jogaram todas as suas cartas e, de uma vez, se converterão nos proprietários de tudo e de todos. A economia e o estado do mundo correram para baixo de modo incontrolável e nem mesmo eles podem salvá-los neste momento. Não que eles tiveram a intenção de fazê-lo.

Um por um, os países que foram vítimas de abutres financeiros ao longo de 100 anos fazem fila para pular além da borda do cânion. Como nos lembramos, tudo começou na Islândia, onde os funcionários agora parecem tentar lutar contra a corrupção enviando banqueiros para a cadeia. A crise mudou-se para a Grécia, onde as nuvens de dívida fiscal envolveram um país que, pelo contrário, é considerado um paraíso. Com Goldman Sachs como portador da lança, os banqueiros adicionaram mais um país à sua valiosa coleção. Nenhum banqueiro foi preso ou processado ainda. Em contrapartida, a Grécia sucumbiu à União Européia, enquanto os banqueiros tomam conta dos fundos de pensão e da poupança através do endividamento.  Os gregos agora estão imersos em uma dívida ainda maior através de um pacote de ajuda que assegura que a jóia do Mediterrâneo seja propriedade dos bancos.

Dois gigantes estão em linha para seguir os passos da Grécia e a Islândia. Portugal e Espanha começaram o processo de colapso através da redução dos salários, congelamento das pensões e o aumento dos impostos. Com uma população à beira do colapso social, as duas nações podem ver protestos no estilo tailandês mais cedo do esperado. A razão pela qual isso não aconteceu ainda? A Engenharia Social, é claro. A atenção do povo é desviada para o futebol e os torneios de tênis assím como cinzas vulcânicas imaginárias. Com o desemprego em torno de 20%, tanto Espanha como Portugal tiveram uma queda quieta livre de dor, mas as últimas medidas de austeridade provavelmente estouraram a bolha que isolou os dois países nos últimos dois anos. As subidas de impostos e os cortes nos serviços sociais foram bastante aplaudidos pelo Banco Central Europeu, bem como o líder do mundo em falências, Barack Obama. Esses aplausos decorrem do fato que as medidas os ajudam a ganhar tempo para consolidar o poder e os recursos. Cada vez que um país anuncia um pacote de medidas de austeridade, significa que mais dinheiro do povo, que já pagam impostos para tudo, é usado para pagar os empréstimos que os bancos já fizeram para estes países. É o banco que tem a prerrogativa de pedir aos países para reembolsar o empréstimo na totalidade, se desejar. Foi o que aconteceu na Islândia, Grécia e é por isso que eles precisam ser resgatados. O problema é que o plano de resgate financeiro vem dos banqueiros com quem os países inicialmente estavam em dívida. Você começa a entender a idéia? Por isso é chamado Consolidação.

A forma na qual os bancos operam é como um pescador que pesca um peixe grande. O pescador coloca a isca, -o banco oferece empréstimos-, o peixe morde a isca -os países aceitam os empréstimos-, e o pescador pode, então, escolher puxar o peixe para fora devagar, esperando que este continue travado no gancho, ou decide dar um grande puxão. A primeira opção fará com que a captura seja quase certa, mas vai demorar mais tempo. A segunda, dará uma recompensa mais rápida, mas o resultado pode ser também que o cordão seja cortado e, como resultado, o peixe escape. Há quase um século atrás, os banqueiros decidiram tentar a primeira opção para puxar a corda devagar deixando que o peixe se sentisse confortável. Agora, o peixe -a gente-, sabe que está preso e está fortemente puxando a corda. O pescador está desesperado porque o peixe pode escapar e está pensando seriamente em puxar a corda rápido e forte.

Parece impossível escapar do desastre econômico mundial que começou há aproximadamente uma década e que somente foi mascarado pelos números falsos de crescimento e recuperação econômica. Não houve geração de empregos significativa nas maiores economias do mundo e, até Jean Claude Trichet,  manifestou o seu pessimismo sobre as esperanças de um final feliz. Ele, claro, conhecia o resultado há muito tempo, provavelmente desde que chegou ao BCE. Ele disse, na semana passada, que os Estados Unidos estavam em uma situação semelhante à da Grécia. Outros cúmplices de Trichet também contribuiram à lista de frases memoráveis. George Soros, por exemplo, disse que o euro estava em uma situação precária e muito perto do colapso.

Pode-se facilmente ver o desespero da elite quando Nicolas Sarkozy bate o punho na mesa e Angela Merkel relutantemente apóia um pacote de ajuda que, em teoria, salvaria a Europa da ruína, mas na verdade não salvará ninguém. Como o BCE disse, o pacote só serve para ganhar tempo. O colapso financeiro foi precipitado ainda mais rapidamente devido ao fato de que mais pessoas estão entendendo este tipo de fraude e como elas foram enganadas durante as últimas décadas submetendo as suas poupanças e pensões  às organizações supranacionais. Como alguém disse, você pode enganar algumas pessoas durante algum tempo, mas você não pode enganar todas as pessoas o tempo todo. O mundo tem sido oprimido durante séculos, até mesmo milhares de anos, pelos impérios, os banqueiros e a elite. Agora, a moeda se inverteu e a pressão está sobre os opressores.  Eles têm que escolher entre fazer o colapso ocorrer de forma lenta ou abrupta. A Comissão Trilateral reuniu-se este mês. A reunião do Grupo Bilderberg é em Junho. O pescador está desesperadamente pensando em puxar a corda fortemente.

Fique atento.