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Se ninguém acredita na recuperação econômica, por que Europa e o mundo fingem?

POR LUIS MIRANDA | THE REAL AGENDA | OUTUBRO 23, 2012

Não sei você, mas eu estou cansado de ouvir sobre o colapso financeiro. A crise financeira na que estamos hoje foi prevista há muito tempo, e a previsão se concretizou. Então, por que não aconteceu ainda?

Primeiro, ela está acontecendo. Na verdade, tudo começou há um tempo atrás. Enquanto muitos esperavam um colapso repentino, que  acabasse com o mundo inteiro, a queda do sistema financeiro internacional foi planejado para ser feito dessa maneira. Segundo, o colapso financeiro foi planejado para ocorrer lenta e dolorosamente, não somente porque os membros da elite são sádicos, mas também porque é a única maneira de realizar seu plano com sucesso.

O colapso financeiro lento permite que os autores lentamente mordam pedaços do ‘bolo’, infligindo dor letal, mas controlável, enquanto danificam os sistemas econômicos e financeiros do mundo. Essa tática, por sua vez, abre caminho para uma maior deterioração e aquiescência do público e dos governos que eles controlam. O tipo de terrorismo financeiro realizado pelas maiores instituições financeiras na história do mundo, que são controladas por umas poucas pessoas, torna possível realizar o sonho da elite para criar o monopólio de dinheiro e recursos mais poderoso, enquanto eles se apresentam como salvadores para resolver a crise que eles mesmos criaram.

A verdade, contudo, é que eles não estão salvando ninguém, mas eles próprios. Enquanto subornam políticos para adquirir os recursos pagando preços muito baixos em qualquer moeda que eles querem, os membros da elite não precisam ser responsáveis pelas seus crimes. De fato, os burocratas do governo são leais cúmplices da elite. Apenas um país tem sido capaz de derrotar esses caras, e esse país é a Islândia. Depois de chutar o traseiro dos banqueiros, Islândia está agora no caminho da recuperação, com uma economia crescente que só voltou à vida depois de determinar que a dívida criada ilegalmente pelos banqueiros não seria paga pelos cidadãos do pais.

Islândia fez o que nenhum outro país teve a coragem de fazer: deixar que os bancos estrangeiros fossem à falência. Quatro anos depois, o país está sendo elogiado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Isso é correto. Uma das mais importantes organizações globalistas que geralmente planejam a destruição de países como Itália, Grécia, Portugal e Espanha, parabenizou a Islândia por fazer a coisa certa. Os Islandeses não tiveram necessidade de adotar programas de austeridade, perder milhões de empregos, perder pensões ou contas de aposentadoria para salvar os bancos. “A recuperação tem sido bastante impressionante. O crescimento do PIB se acelerou nos últimos dois anos e agora está em três por cento ao ano “, diz Franek Rozwadowski, um visitante do FMI.

Enquanto isso, do outro lado do oceano há países como Espanha, Itália, Grécia e Portugal, os quais escolheram seguir o caminho da  destruição. A dívida da Espanha aumentou dramaticamente enquanto o governo diz que faz um esforço para reduzir o déficit. O governo impôs medidas de austeridade maciças, saqueou as pensões e contas de aposentadoria, reduziu o emprego público, acumulou uma taxa de desemprego de 24%, “resgatou” bancos pelo menos duas vezes e adotou as políticas econômicas mandadas de Bruxelas, mas o pais esta ainda caminha em direcao ao precipício financeiro. O mesmo modelo foi utilizado pela Grécia, Itália e Portugal, que seguem a Espanha em seu caminho para o colapso social. Estima-se que a dívida espanhola vai chegar a € 23 bilhões até o final do ano, sem esperança de ver a luz no fim do túnel.

A principal razão para isto é que a aliança feita entre o Governo espanhol e Bruxelas não se destina a guiar a Espanha fora do túnel escuro. Como explicado nos documentos obtidos do Banco Mundial, o colapso da maioria dos países europeus é parte de um plano bem concebido que a elite tem aplicado uma e outra vez em muitos países em todo o mundo. Foi o que aconteceu em países pequenos como Guatemala, e Nicarágua e outros de médio porte como Argentina. Agora, estas mesmas politicas estão sendo aplicadas em grandes economias, como Espanha, EUA, França, Itália, Grécia e outros.

Os chamados resgates financeiros não são tal. Esses pressupostos são mesmo aquisições. Como explicado pelo jornalista investigativo Greg Palast — que revelou a história sobre o plano do Banco Mundial para colapsar a economia global — a idéia é secretamente tomar posse dos bens de todos os países do mundo. Isto é conseguido através de um sistema de suborno em que os banqueiros mundiais compram o voto dos burocratas em diferentes países para que adotem políticas emitidas pelo FMI e o Banco Mundial cujo objetivo é destruir suas economias. Uma vez que as políticas têm sido adotadas, os bancos começam a assumir progressivamente os recursos desses países de maneira imperceptível, principalmente através de programas de ajuda financeira e acordos comerciais.

A crença equivocada de que a recuperação vai sair das medidas de austeridade atuais e dos resgates é derivada da campanha de propaganda orquestrada pelo sistema bancário e os principais meios de comunicação, que tinham negado a existência da crise, mas que depois tiveram que aceitar que existe. A mentira agora baseia-se na ideia — também divulgada pela mídia — que os mesmos banqueiros que causaram a crise serão os nossos salvadores. A maioria das pessoas sabem pouco ou nada sobre o fato que o tipo de crise que estamos passando é parte de um plano para realizar um esquema de extorsão mundial em que a elite globalista bancária mais uma vez fica com uma quantidade significativa de recursos.

A diferença é que desta vez o saque não se limita a uma nação, mas vários países importantes da Europa e do mundo. Por exemplo, as ilhas gregas estão agora para a venda pela melhor oferta, porque o país não pode pagar suas dívidas depois de aceitar a ‘ajuda’ dos banqueiros europeus. Adivinhe quem vem para o resgate. Os mesmos banqueiros querem comprar as ilhas gregas para ‘ajudar’ o pais mas eles querem pagar tostões. O mesmo se aplicará em Espanha depois que Mariano Rajoy solicite o resgate financeiro.

Então, se você está se perguntando por que a economia não está melhorando apesar das garantias constantes de que tudo aquilo que está nos livros está sendo feito para chegar a esse ponto, a verdade é que os banqueiros nunca contemplaram ter uma recuperação. Pelo menos, não uma em que todos tenham a oportunidade de prosperar.

Leia a entrevista completa dada por Greg Palast após obter documentos secretos do Banco Mundial detalhando como instituições financeiras globais procuram destruir nações.

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Estados Unidos: A ilusão da eleição, a Realidade da Fraude

Estados Unidos da América tem a população mais enganada na história.

POR LUIS MIRANDA | THE REAL AGENDA | 8 SETEMBRO 2012

É chamado sonho americano porque você tem que estar dormindo para acreditar. Enquanto isso, a verdade e a realidade são ridicularizados, opostos e depois aceitas antes de serem espancadas até a morte. O tempo que leva o americano médio para perceber que é tudo um sonho — a casa grande, o escritório de canto com janelas de vidro, a posição gerencial, o salário de seis dígitos e o reconhecimento — é o mesmo tempo que leva para ele acordar. O problema é que a maioria dos  americanos nunca acordam.

Diante dos olhos de todos os americanos, o Partido Republicano vergonhosamente eliminou todos os registros das escolhas feitas por centenas de delegados de todo o país que não apoiaram Mitt Romney para a nomeação presidencial. O conselho do partido simplesmente decidiu que, a fim de suavizar a entrada de Romney na corrida para a presidência, eles deviam manipular a forma como os delegados foram escolhidos e contados.

Eu gostaria de explicar isso para você, mas é mais fácil se você assiste e entende o nível de arrogância, fraude e desrespeito pelos eleitores que enche o núcleo do Partido Republicano. Vamos apenas dizer que, após a Convenção Nacional Republicana de 2012, nunca mais as pessoas que apoiam este partido e qualquer candidato que não é apoiado pelo estabelecimento dessa organização corrupta, serão capazes de realmente eleger seu representante para a convenção, muito menos o homem ou mulher para concorrer à presidência.

Por favor, veja e ouça com atenção e tente não cair do assento onde você está.

No caso de você não entender o repórter, deixe-me explicar em termos leigos. A moção aprovada na Convenção Nacional Republicana de 2012 assegura que apenas o candidato escolhido pela núcleo do Partido Republicano ou o presidente republicano na Casa Branca vai decidir quem é nomeado como delegado oficial para participar da Convenção Nacional e votar durante o evento. Esqueça as prévias e primárias.

E você achava que era uma eleição, não é? Infelizmente, a escolha é apenas uma das ilusões mais elegantes que o americano médio acredita. A moção aprovada e adoptada pelo RNC não só é ruim porque roubou delegados legitimamente eleitos que apoiavam o candidato Ron Paul, que ganhou os suficientes delegados para desafiar Romney na Convenção, mas também porque, independentemente de quem é o candidato, é claro que os políticos e meios de comunicação se sentem ameaçados por um tipo de homem que só aparece uma vez a cada século. Talvez com menos frequência.

Por que eles se sentem ameaçados? Porque apesar do circo criado pelo Partido Republicano e a mídia corporativa, o candidato Paul foi capaz de levar sua mensagem a milhões de pessoas. Mas a ameaça cresceu mais, porque todos esses milhões de pessoas, mesmo fora dos Estados Unidos, realmente ouviram e começaram o maior movimento em favor da liberdade da história recente.

Infelizmente, no outro lado do corredor, as coisas não estão muito melhor. Obama é o outro lado da moeda da ilusão, a segunda face da escolha falsa que os proprietários dos Estados Unidos da América — e grandes porções do resto do planeta — escolheram para enganar os ingênuos membros da população. Dizer que o fenômeno Barack Obama é uma decepção seria muito pouco. Mas para ser justo, vamos comparar os dois homens que estão agora na corrida para governar os Estados Unidos.

O que esses dois homens apoiam e ao que eles se opõem?

Ambos Mitt Romney e Barack Obama apoiam, como seu histórico de votações e declarações públicas mostram, as seguintes políticas:

1. Resgates financeiros, pacotes de estímulo, flexibilização quantitativa e gastos deficitários.
2. O envio de tropas para proteger as fronteiras dos outros e enviar dinheiro para ditadores estrangeiros.
3. Política externa intervencionista da era Bush.
4. Restrições federais sobre a posse de armas.
5. Lei Patriota.
6. Espionagem sobre cidadãos americanos sem mandado constitucional.
7. Detenção indefinida de cidadãos americanos sem acusação, julgamento ou advogado.
8. Assassinatos de cidadãos americanos ou qualquer outra pessoa sem o devido processo.
9. Cuidado de Saúde socializada.

Ambos Mitt Romney e Barack Obama se opõem, como seu histórico de votações e declarações públicas mostram, as seguintes políticas:

1. Equilibrar o orçamento em menos de 30 anos.
2. Pagar a dívida nacional.
3. Permitir ais Estados a fazer suas próprias leis.
4. Políticas fiscais e monetárias sas.
5. A política de não-intervencionismo.
6. Liberdade de escolha por empresários e consumidores.

Embora por muitos anos os americanos foram vistos no exterior como incultos e arrogantes, essa opinião mudou. A melhor descrição do americano médio no exterior é agora a de um escravo de plantação ignorante, arrogante, que por um longo tempo — até hoje — goza e se alegra com a prisão onde ele vive. Enquanto a maior parte do mundo tem sido desprovido de oportunidades e recursos para sucesso pelas mesmas forças que controlam a forma de vida americana, os cidadãos norte-americanos foram aclimatados com os benefícios que a moeda artificialmente forte dessa nação tem sido capaz de fornecer.

A abundância ilimitada reforçou a ilusão do sonho americano que cego cerca de 99% da população. Foi devido a chegada de pessoas como Ron Paul e seu movimento popular composto por pessoas realmente preocupadas que o 99% caiu para 95% ou menos. Membros dessa minoria ruidosa foram os que elegeram delegados suficientes em pelo menos seis estados onde Ron Paul venceu Mitt Romney por uma ampla margem. Ao mudar as regras sobre como os delegados são escolhidos, o Partido Republicano tem assegurado que nunca mais um movimento de base desafiará a eleição de um candidato que não aceite a imposição da plataforma oficial do Partido.

Com o cenário político resolvido, é preciso dar uma olhada para a outra parte da ilusão.

Mesmo com o estado ruim da economia tornandou-se mais evidente, não é incomum ler, ouvir e ver relatórios sobre os bônus pagos aos líderes corporativos e burocratas com fundos dos contribuintes. Demais é dizer que os resgates patrocinados por EUA e os dinheiros dados aos bancos americanos e europeus têm puxado o país mais perto do precipício profundo e escuro de insolvência e de falência. Mas se você perguntar ao americano médio sobre isso, ele não pode ve-lo ou senti-lo.

Da falta de educação dos americanos, a pouca perspectiva sobre história e compreensão zero dos assuntos mais importantes, veio a ilusão de prosperidade. Tendo moeda de reserva do mundo, o que permitiu americanos para desfrutar de preços artificialmente baixos, políticos autorizaram e adotaram o sistemas económico baseado na criacao de dívida. O colapso do modo de vida americano não começou em 2008, 2007 ou 2006, mas em 1913.

O colapso foi avançado gradualmente ao longo dos anos em um ritmo muito lento, por isso “os sapos” não perceberam o calor da água fervente. A prosperidade é uma cortina de fumaça que trouxe os Estados Unidos em direcao ao colapso que agora esta precipitadamente se aproximando. A falência financeira dos EUA deixou de ser uma teoria da conspiração, para se tornar em uma certeza matemática. Os Estados Unidos, assim como o resto do mundo, estão se afogando em dívida. Mas ao contrário do que a mídia corporativa, liberais e socialistas acreditam, não há nenhuma maneira no mundo para pagar essa dívida. Nenhuma quantidade de impostos arrecadados, nenhum esquema de impressão de dinheiro, nem mesmo se todo o dinheiro do PIB fosse usado para tentar pagar a dívida, os EUA não poderia eliminar o seu fardo mais pesado.

Agora, os Estados Unidos estão sofrendo de dois problemas incuráveis: Deficit Federal e a Dívida Nacional. Apesar de serem questões distintas, elas estão realmente interligadas. A dívida é criada quando o Governo Federal não é capaz de manter seus gastos sob controle e limitados à produção do país. Isso cria uma necessidade de tomar dinheiro emprestado do FED, China ou quem estiver louco — ou ser inteligente — o suficiente para emprestar dinheiro aos EUA. A dívida nacional é a soma de toda a dívida do Governo Federal dos EUA, incluindo dinheiro emprestado e os interesses que tem de pagar sobre esses empréstimos.

O déficit, por outro lado, é a diferença entre o orçamento e o que EUA realmente gasta em um ano específico. Assim, por exemplo, se em 2012 EUA tem um orçamento de US $ 100, mas gastou US $ 130, o déficit de 2012 seria de R $ 30. Desde que os EUA não tem forma de pagar a diferença de $ 30, o país coloca os US $ 30 como dívida a ser paga no longo prazo, digamos 50 anos. Durante esse tempo, os EUA como um todo — os cidadãos — terao que pagar juros sobre a dívida, enquanto o original $ 30 não é pago. Porque a dívida original não é paga, os interesses continuam a acumular, o que, em seguida, tornar-se impossível de pagar também.

O problema é que o déficit não é tão pouco quanto $ 30 e, portanto, a dívida não é pequena, pelo que os interesses  explodiram ao longo do século passado. Hoje, a Dívida Nacional é de US $ 16.001.431.267.262,98. Com uma população estimada de 313.431.758 nos EUA, a participação de cada cidadão desta dívida é de US $ 51.052,36. Mas não se preocupe, porque esta não é a sua dívida. É a dívida gerada pelo Governo Federal fora-de-controle que ilegalmente hipoteca as vidas de geração após geração para pagar seus esquemas de corrupção sem limites, tais como Segurança Social, Medicare e Medicaid, para financiar as guerras no Oriente Médio e em outros lugares em do mundo, bem como para dar socorro a bancos americanos e europeus.

Embora a americano médio não tenha exatamente aprovado a criação desta dívida, de fato ele permitiu que o crime de endividamento fosse realizado ao votar por quaisquer partido político e líderes como Jimmy Carter, Ronald Reagan, George Bush pai, Bill Clinton, George Bush Jr. e Barack Obama. Então, sim, os americanos tem sido instrumentos para o crime; conscientemente ou não. Além disso, a dívida vai continuar a crescer como sempre tem. Para o período de 2007 a 2012, a Dívida Nacional de EUA cresceu 3,88 bilhões dólares por dia. (Estimativa conservadora).

Por favor, veja o gráfico abaixo para ter uma perspectiva histórica sobre a dívida dos EUA desde 1940 até 2011:

Isso é o que eu quero dizer quando falo que os americanos são vistos como mal educados e crédulos. O sistema utilizado pelo governo dos EUA é um exemplo do que chamamos hoje de um esquema Ponzi. É assim que o governo federal pretende aumentar a dívida até US $ 20 trilhões em 2016 e US $ 70 trilhões nos anos seguintes. Não importa se Obama é reeleito ou Romney toma seu lugar. As coisas continuarão como de costume.

Embora alguns economistas gostariam de continuar a usufruir dos benefícios da ilusão, por continuar a pedir dinheiro emprestado para financiar as responsabilidades do governo e programas sociais, a verdade é que o limite de quanto os EUA podem pedir emprestado está rapidamente se aproximando do fim. Por que? Porque, para que este esquema Ponzi funcione, tem de haver investidores loucos que concordem em socorrer os EUA cada vez que aumenta o teto da dívida. Se os investidores retardam ou interromper o fluxo de dinheiro, o esquema Ponzi colapsaria. E aí onde estamos hoje.

O colapso financeiro dos EUA é uma boa transição para aprender como o governo dos EUA por muitos anos tentou evitar este colapso e como vai continuar tentando evitá-lo no futuro. Este é o terceiro componente da ilusão.

A guerra e o conflito sempre foram monstros de múltiplas cabeças. Por um lado, são responsáveis ​​pela destruição de terras e assassinato de pessoas inocentes, mas também realizam um segundo objetivo: justificar a existência do complexo militar industrial. No entanto, um terceiro objetivo é muitas vezes esquecido. Guerras e conflitos são excelentes ferramentas para manter populações distraídas, enquanto os crimes financeiros e políticos são cometidos. Por exemplo, a agitação atual no Oriente Médio coincide, não por acidente, com a mais profunda crise financeira desde a Grande Depressão.

Os banqueiros que controlam os governos ocidentais — incluindo os EUA — sabem disso. Na verdade, eles usaram guerras e conflitos no exterior para realizar mudanças radicais em casa. Hitler, Mussolini, Franco e Pinochet fizeram a mesma coisa, assim como cada presidente dos EUA, pelo menos desde 1929.

Quando os Estados Unidos fique sem credores ou reconheça publicamente que não pode mais cumprir suas obrigações, que exatamente virá em seu socorro? Ninguém. Então, os EUA terá somente duas escolhas visíveis e uma carta escondida na manga. O governo vai ter que declarar-se falido ou então exponencialmente hiper-inflacionar sua moeda, uma política que tem sido gradativamente empregada desde 1913.

Parece muito claro que o governo dos EUA não vai declarar-se falido, porque isso significaria que os seus credores — China, o sistema bancário centralizado, Arábia Saudita e assim por diante — vão procurar o seu pedaço do bolo americano. Assim, é provável que os EUA continuarão a hiper-inflacionar a sua moeda, mas em uma velocidade mais rápida. Isto não é uma solução, mas sim uma estratégia para retardar o colapso. De qualquer maneira o país entrará em colapso. A diferença vai ser algo parecido com o que é explicado em CrisisHQ.com. “Economicamente, a primeira opção seria a sensação de um ataque cardíaco e a segunda opção como câncer terminal.”

Uma vez que a cortina de fumaça da hiper-inflação não funcione mais, os gestores dos EUA vão recorrer ao plano que tem estado afinando por pelo menos meio século: a guerra aberta. O cenário de guerra perpétua como uma ferramenta de controle foi explorada ao longo do século 20 em muitos cantos do planeta. Dos Balcãs ate Nicarágua e o Oriente Médio. O resultado é sempre o mesmo: o americanos crédulos continuaram apoiando o candidato que mostra uma posição mais forte contra a “ameaça externa”; o agressor imaginário que procura destruir suas vidas imaginárias.

Hitler foi capaz de ganhar o apoio quase total do povo alemão após a fabricar o incêndio do Reichstag. Em 2001, o governo dos EUA fez o mesmo. A destruição dos símbolos do mundo americano abriu a porta para o perpétuo estado de guerra no século 21. Esse estado de guerra deu lugar à insegurança e o Estado Polícia. Como Saman Mohammadi coloca em seu artigo 7 Razões pelas que o Grande Mito da Luta contra o Terrorismo Persiste, e porque “os engenheiros da realidade construem armadilhas mentais e becos sem saída, a fim de conter a conversa de eventos políticos contestados assim como as questões dentro dos parâmetros do paradigma americano-Israelense de combate ao terrorismo.” O Reichstag americano funcionou muito bem.

Então, o que fazer com tudo isso? Primeiro, entenda que não há solução política para essa ilusão. Como mostrado no início deste artigo, os partidos do estabelecimento político vao sempre encontrar uma maneira de fraudar as regras para impor sua vontade. Se o governo fosse realmente uma solução ou parte da solução, nós todos estaríamos muito melhor do que estamos hoje. Votar pelo melhor dos dois males não vai fazer nada para melhorar as coisas. Enquanto há servidores públicos que não temem aos cidadãos, mas que se alimentam deles, não haverá uma solução para o problema. Em segundo lugar, a verdadeira solução começa com a educação, e depois com o envolvimento daqueles que encontram a luz e decidem caminhar em direção a ela. É necessário que os 5 por cento seja multiplicado 10 vezes.

Educação leva tempo e a mesma coisa acontece com um despertar em massa. Infelizmente, às vezes só um colapso que faca tremer a terra, como o que está prestes a acontecer, é capaz de despertar grandes massas de pessoas. Desde o colapso parece quase inevitável, é dever de todos para continuar a educar os membros da família, vizinhos e amigos para que o colapso possa ser impedido com pressão popular sobre a classe política. Ao mesmo tempo, aqueles que estão “acordados” devem preparar-se para o colapso, tornando-se independente dos controladores, que têm “aumentado o calor” desde o século passado.

O significado de preparação pode variar dependendo de quem você é onde você vive. O denominador comum para estar preparado é a auto-suficiência. Ser capaz de determinar seu próprio presente e futuro é a arma mais forte contra o colapso e contra a classe dominante. Ajude os seus parentes e vizinhos para deixar o seu estado de controle mental no qual estão para tornar-se intelectualmente e fisicamente independentes. Ajude-los a despertar da ilusão em que vivem.

“Somos absolutamente escravos dos bancos centrais”

POR LUIS MIRANDA | THE REAL AGENDA | 17 JULHO, 2012

Nao foi um segredo por muito tempo, mas os espectadores raramente assistem ou ouvem os convidados na  mídia não apenas aceitar o fato de que somos todos escravos que trabalham para os bancos centrais, mas também admitindo-o, na televisão nacional dos EUA. Em uma recente entrevista na CNBC, um dos co-anfitriões perguntou se a atual situação económica e financeira era simplesmente o resultado de políticas de governança global, e se os bancos centrais estão realmente no comando. Não e verdade que nós todos, vivemos e morremos pelo que os bancos centrais fazem? Um convidado, Jim Iuorio, disse que tal cenário é exatamente o que estamos experimentando. “Para responder à sua pergunta, com certeza somos escravos dos bancos centrais”, disse Iuorio.

Veja o clipe na íntegra abaixo:

E claro que não há necessidade que a mídia admita ou mostre provas de tal cenário. Talvez o mais simples exemplo que mostra como banqueiros centrais estão no controle total, é que eles ordenaram que os governos na América do Norte e da Europa deviam “resgatar” os bancos que estavam à beira da falência devido às suas operações com produtos financeiros tóxicos. Mesmo os bancos que não precisaram ser resgatados foram forçados a aceitar a ajuda financeira de modo que quase todas as instituições bancárias estão acorrentados aos bancos centrais da União Europeia e América do Norte.

Na semana passada, The Real Agenda informou sobre o estado atual de planejamento de políticas na área do euro, onde os bancos centrais já estão trabalhando em uma maior consolidação no sistema financeiro global. No artigo New Global Money Planned in Secret by the Elites, AmericanFreed.com explica como o sistema monetário do mundo está se formando. Conforme explicado em artigos anteriores, os banqueiros centrais são expertos em criar ordem do caos, e da crise global atual não é exceção.

As elites no comando do sistema bancário estão antecipando os resultados das suas políticas monetárias e financeiras do século passado, e já apresentaram planos para uma moeda mundial. A moeda parece ser uma cesta de moedas cujos valores serão fixados tendo como base o valor do ouro. Mais tarde, dessa cesta de moedas surgirá uma moeda única.

Todos os expertos financeiros concordam que o estabelecimento de uma moeda única não ocorrerá imediatamente, mas nos próximos 5 a 15 anos, dependendo de como banqueiros centrais executem os seus planos de consolidação financeira na zona euro e da América do Norte. As elites estão contando com os “resgates” atuais para ganhar tempo até que o sistema esteja totalmente pronto para lidar com o grande colapso durante o qual o atual sistema monetário baseado em uma moeda única sera apresentado como como a solução para o caos que eles causaram. Elites ou bancos centrais que querem governar o mundo vão  prolongar a agonia tanto quanto possível, a fim de consolidar seu poder tão fortemente quanto possível antes do ‘big crunch’.

Os bancos centrais têm sido bem sucedidos em países onde seus governantes adotaram o sistema baseado em dívida como uma forma de sair do estado atual de endividamento, um paradoxo, sem dúvida. Espanha, um país à beira de cair do penhasco financeiro anunciou o seu pedido ao governo em Bruxelas para resgatar seu sistema bancário. O governo espanhol recusou-se até o último minuto a chamar o seu pedido de resgate, embora os US $ 100 bilhões que foram dados a alguns dos maiores bancos do país, vem do fundo europeu de resgate criado sob os auspícios do governo liderado por Angela Merkel.

Espanha concordou com o plano europeu e assinou o memorando de entendimento que o governo de Bruxelas recebeu oficialmente na semana passada. A decisão de aceitar o dinheiro do fundo europeu foi discutido na quinta e na sexta-feira durante uma reunião que foi realizada por alguns líderes da UE. Entre as condições no plano de resgate dos bancos espanhóis estao a duração do empréstimo, a taxa de juros, condições de pagamento e as sanções a serem incorridos por aqueles que não paguem suas dívidas. Este último fato é surpreendente, no entanto, é outro exemplo de como os bancos centrais controlam todos os governos.

Os líderes europeus dizem que os bancos não podem pedir um resgate por eles mesmos, que os países precisam pedir estes dinheiros em representação dos bancos apesar do fato que os bancos são filiais de bancos centrais em toda a Europa. Ao mesmo tempo, os banqueiros no controle da área do euro também dizem que os governos devem distribuir o dinheiro e detalham as condições em que os bancos recebem os fundos, porque os bancos estão legalmente proibidos de pedir os fundos. É claro que não é esse o caso.

Este assunto mostra como os banqueiros centrais europeus ditam os termos e determinam as taxas de juros que os contribuintes europeus, e não os bancos terão que pagar sobre a dívida durante os próximos 25 ou 30 anos. Embora os governos sejam os que pedem o resgate de seus bancos, os bancos não são os que pagarão os juros da dívida. Essa responsabilidade é colocada nas costas da classe trabalhadora européia.

Uma visão mais detalhada de como os bancos centrais controlam o sistema financeiro global veio de outro convidado no show da CNBC, Jim LaCamp. “Os mercados são dirigidos pela política, não por forças de mercado, eles são levados pelas decisões dos bancos centrais.” Em outras palavras, são as decisões tomadas por tecnocratas não-eleitos a cargo de instituições financeiras que operam em nome de bancos centrais e atendem às suas solicitações, quem determinam como as economias funcionam. Não é a produção industrial, os mercados livres, as diretrizes dos governos eleitos pelos cidadãos ou as propostas dadas a estes governos por grupos sociais.

“Na Espanha, muitas pessoas dizem muitas coisas sobre o que fazer”, disse Iñigo Méndez de Vigo, Secretário de Estado dos Assuntos Europeus da Espanha. Veja, apenas os banqueiros devem ditar o que deve ser feito, e não as pessoas, não a imprensa, e não os governos. Segundo Mendez, Bruxelas tem de fiscalizar os orçamentos da Espanha e outras nações, economias e políticas monetárias. “Nós temos que tomar decisões a nível europeu, agora,” Mendez disse em uma entrevista na televisão TVE da Espanha. “Temos que deixar claro para a área do euro que em Espanha somos sérios sobre encontrar uma solução para este problema da dívida.”

“É importante não perder de vista a intenção do presente pedido de fundos”, disse o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, que insiste que o resgate do sistema bancário espanhol não é um resgate. Ele está convencido que o resgate só será aplicável a 3 bancos, mas se esquece de dizer que a quantidade de dinheiro — US $ 100 bilhões — é o que faz o resgate surpreendente, e não o número de bancos que estão sendo resgatados. Sob o atual modelo escolhido pelos bancos centrais, a adoção de programas com base na criação de mais dívida para resolver o colapso causado pela divida soberana, como na Grécia e Espanha vai ser repetido na França, Portugal e no resto da Europa antes se ir para a América do Norte, onde a implosão financeira final terá lugar.

Quem mais vai admitir que as pessoas do mundo somos realmente escravos do sistema financeiro global controlado pelos bancos centrais?

Banco Central Europeu: U$ 1 trilhão só serve para ganhar tempo

Por Luis R. Miranda
The Real Agenda
Maio 17, 2010

A corrupção e as mentiras do Banco Central Europeu e das suas filiais ao redor do mundo são ilimitadas. Há um ano atrás, o seu escritório nos Estados Unidos, -a Reserva Federal- solicitou 700 milhões de dólares para ‘salvar’ a economia. Isso, nós aprendemos mais tarde, revelou-se uma mentira. Foi uma mentira não só porque o dinheiro não era para fazer “mágica” econômica tal como foi prometido, mas também porque não erão somente U$700 milhões e, sim, mais de U$ 25 bilhões. Há poucos dias atrás, a União Européia lançou um pacote de ajuda de 1 trilhão de dólares que, segundo eles, serviria para manter a região economicamente estável. Agora, o BCE disse que o trilhão só serve para ganhar tempo. Tempo para quê? Resposta: Tempo para os bancos fazerem os preparativos finais para o colapso total da economia global. Existe alguém que ainda não vê isso?

Este tem sido o padrão mostrado ao longo da história com a elite liderada pelos bancos.  Eles criam problemas e apresentam soluções “milagrosas” que, também, ajudam a consolidar o poder e controle. Desta vez, porém, é definitiva. A linha inferior é esta, os banqueiros jogaram todas as suas cartas e, de uma vez, se converterão nos proprietários de tudo e de todos. A economia e o estado do mundo correram para baixo de modo incontrolável e nem mesmo eles podem salvá-los neste momento. Não que eles tiveram a intenção de fazê-lo.

Um por um, os países que foram vítimas de abutres financeiros ao longo de 100 anos fazem fila para pular além da borda do cânion. Como nos lembramos, tudo começou na Islândia, onde os funcionários agora parecem tentar lutar contra a corrupção enviando banqueiros para a cadeia. A crise mudou-se para a Grécia, onde as nuvens de dívida fiscal envolveram um país que, pelo contrário, é considerado um paraíso. Com Goldman Sachs como portador da lança, os banqueiros adicionaram mais um país à sua valiosa coleção. Nenhum banqueiro foi preso ou processado ainda. Em contrapartida, a Grécia sucumbiu à União Européia, enquanto os banqueiros tomam conta dos fundos de pensão e da poupança através do endividamento.  Os gregos agora estão imersos em uma dívida ainda maior através de um pacote de ajuda que assegura que a jóia do Mediterrâneo seja propriedade dos bancos.

Dois gigantes estão em linha para seguir os passos da Grécia e a Islândia. Portugal e Espanha começaram o processo de colapso através da redução dos salários, congelamento das pensões e o aumento dos impostos. Com uma população à beira do colapso social, as duas nações podem ver protestos no estilo tailandês mais cedo do esperado. A razão pela qual isso não aconteceu ainda? A Engenharia Social, é claro. A atenção do povo é desviada para o futebol e os torneios de tênis assím como cinzas vulcânicas imaginárias. Com o desemprego em torno de 20%, tanto Espanha como Portugal tiveram uma queda quieta livre de dor, mas as últimas medidas de austeridade provavelmente estouraram a bolha que isolou os dois países nos últimos dois anos. As subidas de impostos e os cortes nos serviços sociais foram bastante aplaudidos pelo Banco Central Europeu, bem como o líder do mundo em falências, Barack Obama. Esses aplausos decorrem do fato que as medidas os ajudam a ganhar tempo para consolidar o poder e os recursos. Cada vez que um país anuncia um pacote de medidas de austeridade, significa que mais dinheiro do povo, que já pagam impostos para tudo, é usado para pagar os empréstimos que os bancos já fizeram para estes países. É o banco que tem a prerrogativa de pedir aos países para reembolsar o empréstimo na totalidade, se desejar. Foi o que aconteceu na Islândia, Grécia e é por isso que eles precisam ser resgatados. O problema é que o plano de resgate financeiro vem dos banqueiros com quem os países inicialmente estavam em dívida. Você começa a entender a idéia? Por isso é chamado Consolidação.

A forma na qual os bancos operam é como um pescador que pesca um peixe grande. O pescador coloca a isca, -o banco oferece empréstimos-, o peixe morde a isca -os países aceitam os empréstimos-, e o pescador pode, então, escolher puxar o peixe para fora devagar, esperando que este continue travado no gancho, ou decide dar um grande puxão. A primeira opção fará com que a captura seja quase certa, mas vai demorar mais tempo. A segunda, dará uma recompensa mais rápida, mas o resultado pode ser também que o cordão seja cortado e, como resultado, o peixe escape. Há quase um século atrás, os banqueiros decidiram tentar a primeira opção para puxar a corda devagar deixando que o peixe se sentisse confortável. Agora, o peixe -a gente-, sabe que está preso e está fortemente puxando a corda. O pescador está desesperado porque o peixe pode escapar e está pensando seriamente em puxar a corda rápido e forte.

Parece impossível escapar do desastre econômico mundial que começou há aproximadamente uma década e que somente foi mascarado pelos números falsos de crescimento e recuperação econômica. Não houve geração de empregos significativa nas maiores economias do mundo e, até Jean Claude Trichet,  manifestou o seu pessimismo sobre as esperanças de um final feliz. Ele, claro, conhecia o resultado há muito tempo, provavelmente desde que chegou ao BCE. Ele disse, na semana passada, que os Estados Unidos estavam em uma situação semelhante à da Grécia. Outros cúmplices de Trichet também contribuiram à lista de frases memoráveis. George Soros, por exemplo, disse que o euro estava em uma situação precária e muito perto do colapso.

Pode-se facilmente ver o desespero da elite quando Nicolas Sarkozy bate o punho na mesa e Angela Merkel relutantemente apóia um pacote de ajuda que, em teoria, salvaria a Europa da ruína, mas na verdade não salvará ninguém. Como o BCE disse, o pacote só serve para ganhar tempo. O colapso financeiro foi precipitado ainda mais rapidamente devido ao fato de que mais pessoas estão entendendo este tipo de fraude e como elas foram enganadas durante as últimas décadas submetendo as suas poupanças e pensões  às organizações supranacionais. Como alguém disse, você pode enganar algumas pessoas durante algum tempo, mas você não pode enganar todas as pessoas o tempo todo. O mundo tem sido oprimido durante séculos, até mesmo milhares de anos, pelos impérios, os banqueiros e a elite. Agora, a moeda se inverteu e a pressão está sobre os opressores.  Eles têm que escolher entre fazer o colapso ocorrer de forma lenta ou abrupta. A Comissão Trilateral reuniu-se este mês. A reunião do Grupo Bilderberg é em Junho. O pescador está desesperadamente pensando em puxar a corda fortemente.

Fique atento.