Etiquetado de Humanos Começa em EE.UU.

Graças à aplicação “oportuna” da tecnologia de escaneamento de olhos e face da Apple em seu iPhone 4, agora os escravos que gostaram da “conveniência” desta tecnologia terão que se submeter a ela.

Por Luis R. Miranda
Adaptado da Reuters
20 de julho de 2011

Dezenas de departamentos de polícia em todo o país estão se preparando para usar tecnologia de identificação de íris e scanner facial dos iPhones para ajudar a identificar uma pessoa ou rastrear suspeitos criminais.

A tecnologia chamada de “biometria” parece seguir o exemplo de programas de televisão como “MI-5” ou “CSI”, que justificam o uso dessas tecnologias para “melhorar a velocidade e a precisão do trabalho da polícia”. No entanto, seu uso tem provocado alarmes com alguns que estão preocupados com possíveis violações das liberdades civis e privacidade.

O scanner instalado no iPhone é conhecido como Reconhecimento Móvel e Sistema de Informação de Suspeitos, ou MORIS, que é feito pela empresa BI2 Technologies em Plymouth, Massachusetts, e pode ser usado por oficiais nas ruas ou em delegacias.

“Uma varredura da íris, que detecta padrões únicos nos olhos de uma pessoa pode reduzir a segundos o tempo que leva para identificar um suspeito em custódia. Esta técnica também é significativamente mais precisa do que os resultados da tecnologia de impressão digital usada pela polícia, diz BI2 Technologies.

Quando conectado a um iPhone, MORIS pode fotografar o rosto de uma pessoa e executar a imagem através do software de buscas no banco de dados gerenciado por BI2 Technologies e verificar se o suspeito tem um registo criminal. Cada unidade custa cerca de US $ 3.000.

Alguns especialistas dizem que a polícia pode espionar as pessoas de forma aleatória, através de técnicas de pesquisa intrusiva enquanto procuram criminosos, culpados de crimes sexuais e estrangeiros ilegais, mas o fabricante diz que seria uma tarefa difícil para os oficiais.

Sean Mullin, CEO da BI2, diz que é difícil se não impossível, secretamente, fotografar alguém e ter uma imagem clara e útil sem essa pessoa saber, porque o MORIS deve ser usado de perto.

“Isso requer um nível de cooperação muito aberto – uma pessoa sabe que você está tirando uma foto para esta finalidade”, disse Mullin.

PREOCUPAÇÕES

Mas os defensores dos direitos constitucionais estão preocupados, em parte porque o dispositivo pode verificar com precisão o rosto de uma pessoa até quatro metros de distância, possivelmente sem que a pessoa perceba.

Os especialistas também dizem que a polícia deve ter causa provável antes de executar uma leitura de íris.

“O que não queremos é que se torne uma ferramenta de vigilância geral, quando a polícia começa a usá-la regularmente em público, coletará informações biométricas de pessoas inocentes”, disse Jay Stanley, analista de política com a ACLU em Washington, DC

Enquanto isso, os defensores de tecnologias como MORIS dizem que tais ferramentas já estão em uso e é simplesmente o uso desta tecnologia em dispositivos móveis para facilitar o trabalho da polícia.

“Este é (tecnologia) que saiu do carro patrulha e agora viajará no cinturão de policiais, juntamente com sua lanterna, suas esposas, sua arma ou outras ferramentas”, disse John Birtwell, porta-voz do Departamento do Xerife do Condado de Plymouth no sudeste de Massachusetts, um dos primeiros departamentos a usar os dispositivos.

A tecnologia também é usada para manter a segurança na prisão de Plymouth, que tem 1,650 internos, que é usado para impedir que o preso seja liberado ilegalmente.

Aqui estão todos os prisioneiros em trajes laranja, para que todos tenham a mesma aparência. Então, literalmente, a última coisa que fazemos antes de sair de nossas instalações é comparar a íris em nosso banco de dados “, disse Birtwell.

Como já aconteceu antes, a tecnologia é oferecida como uma solução para os problemas e assim atrair a atenção das pessoas e ganhar sua confiança. Então, um dos primeiros usos da tecnologia da BI2, em 2005, foi para ajudar a identificar crianças e adultos desaparecidos em risco, como pacientes com Alzheimer.

Desde então ela tem sido usada para combater a fraude de identidade e parar o trânsito quando um motorista não tem identidade, ou quando as pessoas são detidas na fronteira para ser interrogadas. A questão é, até onde chegamos e quem decide até onde e suficiente quando se coloca a conveniência por cima da privacidade. A história nos ensina que os seres humanos normalmente não são capazes de parar quando necessário e uso de tecnologias como a MORIS usualmente escapa do controle.

Tecnologia de reconhecimento facial não fica livre de problemas. Por exemplo, algumas pessoas, erradamente, tiveram suas licenças revogadas como prevenção de possível fraude. O problema é que quando um motorista é muito parecido a outro o programa identifica as licenças como falsas.

Cerca de 40 unidades policiais em todo os Estados Unidos usarão MORIS, incluindo o Xerife na cidade de Pinal Arizona, bem como oficiais na cidade de Hampton, na Virgínia e no condado de Calhoun, Alabama.

Identificação Biométrica torna-se Mais Invasiva

Se você acredita que as impressões digitais ou a identificação com foto são exemplos do uso invasivo da tecnologia, espere até ler isto.

Por Luis R. Miranda
The Real Agenda
20 de julho de 2011

Se você nunca viu o documentário Shadow Government ou Governo Sombra, sinceramente recomendo. Ele detalha as últimas informações sobre como tecnologia é utilizada para criar um programa de identificação global de proporções bíblicas. Neste sistema que está sendo construído em quanto as pessoas questionam “por que eu tenho para dar minhas impressões digitais para obter uma licença para dirigir,” empresas querem implementar o registro de todos os seres humanos no planeta. Sem exceções.

A variedade de tecnologias disponíveis para efetivamente identificar alguém no trabalho, na academia, em eventos públicos, no tribunal e até mesmo em casa é simplesmente incrível. No entanto, os produtores e compradores dessas ferramentas de segurança não param de pensar em novas maneiras de obter contratos mais lucrativos de empresas privadas ou do governo.

A tecnologia de identificação mais invasiva foi anunciada recentemente pela empresa que a produz. E chamada Bio-Sig-ID e é criada pela Biometric Signature Inc. Segundo a descrição do fabricante, BioSig-ID é uma tecnologia de “Identidade multi-factor”; a melhor em sua classe. Isto fez com que a empresa ganhasse a confiança de uma grande variedade de organizações que vão desde setores como saúde, sistemas financeiros e bancários, educação online, cloud computing, a Casa Branca e o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos.

O BioSig-ID é conhecido por sua capacidade de coletar informações, tais como padrões de movimento do Mouse, velocidade de digitação, gestos do usuário e outras características pessoais para identificar a pessoa que tem a intenção de acessar informações ou usar uma peça de equipamento.

Biometric Signature anunciou recentemente que recebeu aprovação da U. S. Patent Trademark dos Estados Unidos para a sua mais recente patente que irá acrescentar a grande coleção de ferramentas baseadas em tecnologia de identificação. BioSig-ID tecnologia inclui os movimentos realizados com diversos dispositivos como um mouse, as marcas da tela de toque, dedos e movimentos do corpo para criar um sistema multi-fator biométricas utilizadas para fins de identificação.

Conveniência é o nome do jogo

Como muitas vezes acontece, o uso de BioSig-ID e outras tecnologias invasivas, é apresentado não como uma ameaça à privacidade, mas como uma “forma conveniente para manter a segurança”, ou para manter os dados e informações seguras. Em outros exemplos de violações de privacidade encontramos a indústria do entretenimento, que conseguiu a criação de produtos, tais como consolas de jogos de vídeo que gravam os movimentos dos usuários como uma impressão digital biométrica humana. Kinect, o dispositivo usado no interior do Xbox da Microsoft, permite aos usuários jogar apenas movendo seus corpos. “O console detecta o movimento e reconhece pessoas através de uma câmera e vários sensores instalados no dispositivo.” Não é conveniente?

Junto com os jogos de vídeo estao os infames scanners de corpo inteiro que são supostamente para nos manter a salvo do terrorismo, mas são uma das tecnologias mais invasiva jamais criadas. Os scanners não só podem dar imagens nuas dos passageiros que optam por renunciar a sua privacidade -há oportunidade de optar por não usá-los- mas também “banham” eles com uma dose de radiação venenosa. Leia informações sobre as quantidades de radiação emitida pelos scanners aqui. Leia sobre a radiação dos scanners de corpo inteiro ou “backscatter” scanners aqui. Saiba mais sobre o fluxo de radiação aqui.

Criando a necessidade de tecnologia invasiva de identificação

O sucesso de tecnologias que promovem a identificação biométrica existe graças à criação artificial de uma necessidade, o que fez com que o uso desta ferramenta tenha aumentado exponencialmente na última década. Isso não significa, no entanto, que o uso dessas tecnologias é tão jovem. Empresas privadas e agencias militares têm trabalhado para criar formas de identificar as pessoas por um longo tempo. Na maioria dos casos, a tecnologia desenvolvida para criar uma identidade biométrica tem sido utilizada em locais altamente sensíveis como as proprias empresas e instalações militares.

O sucesso desta tecnologia é baseada no fato de que um mercado foi criado, como acontece com muitos produtos, para garantir sua aprovação. A parte ruim é que junto com a inovação, as empresas e os governos tem usado o medo do povo e políticas para impulsionar a produção e venda. Quando os consumidores percebem a sua existência, a tecnologia já tem sido testada por muitos anos. Para BioSig-ID, o produto foi testado inicialmente pelo Grupo Tolly.

Como descrito acima, muitas organizações e empresas adotam esta tecnologia sob o pretexto de segurança. Segurança de dados, segurança da informação, acesso seguro às instalações, segurança de acesso à Web e assim por diante. No negócio de saúde, por exemplo, a DEA requer prescrição eletrônica de substâncias controladas, um exemplo infame da fraude que é a guerra contra as drogas. A DEA utiliza esta tecnologia para autenticar o acesso a registros de pacientes.

Em bancos e mercados financeiros, as instituições privadas e escritórios do governo utilizam identificação biométrica para “proporcionar segurança e proteger as informações dos clientes, que de acordo com essas organizações reduz fraude. Mas não tem funcionado muito bem, porque milhões de dados de cartões de crédito foram roubados nos últimos anos. Nenhuma organizaçao financeiras, nem hackers, nem os bancos têm sido responsabilizados por pôr em perigo a privacidade de seus clientes.

A educação não escapou à violação da privacidade. Organizações educacionais, ambas usam tecnologia biométrica com seus serviços online para “garantir” o crédito apropriado para os estudantes e para o registro e controle de pagamentos. Universidades e outras instituições que oferecem aulas on-line requerem a identificação de mais de uma impressão digital.

Novos serviços baseados na Internet, tais como celulares e computação em nuvem são adicionados ao grupo de serviços nos que os consumidores e usuários usam ferramentas de validação BioSig-ID e similares. Enquanto todo o conteúdo migra para a “nuvem”, as corporações e governos obtém um controle cada vez mais centralizado de informações e como as pessoas acessam essas informações no trabalho ou em casa. Os sistemas de identificação biométrica serao a chave para o gerenciamento de certificados ou protocolos para acessar os “Clouds”. A idéia de ter uma identificação de Internet única, que já foi proposto por funcionários dos governos em vários países, de repente, parece mais realista.

E se você é um funcionário do governo, como muitos são hoje, e mais, no futuro próximo, prepare-se para dar informação sobre qualquer movimento que seu corpo faz. No México, todos os funcionários do governo federal tiveram que passar por uma identificação biométrica a fim de manter seus empregos. Em todo o mundo, os governos estão implementando protocolos de segurança que incluem o uso de cartões de identificação ou credenciais para acessar e gerenciar informações do governo.

A identificação eletrônica já está disponível em lugares como Hong Kong, Malásia, Estônia, Finlândia, Bélgica, Portugal, Marrocos e Espanha.