Roleta Genética: A aposta de Nossas Vidas

POR LUIS MIRANDA | THE REAL AGENDA | OUTUBRO 11, 2012

Estão você e sua família do lado errado de uma aposta? Essa é uma das questões levantadas pelo novo documentário Roleta Genética: A Aposta de Nossas Vidas. O documentário foi produzido pelo Instituto de Tecnologia Responsável.

Os organismos geneticamente modificados (OGM) são agora parte da comida, mas não sao devidamente rotulados para que o consumidor possa tomar uma decisão informada sobre que tipo de produtos deve levar para casa para suas famílias. Embora os OGM foram proibidos ou restritos em muitos países do mundo desenvolvido, os Estados Unidos e outros muitos países do terceiro mundo não tem emitido tais proibições ou limitações e as suas populações são expostas diariamente aos OGM.

Em os EUA, o governo tem continuamente ignorado os resultados de estudos que alertam sobre os perigos que os transgênicos representam para a saúde humana. A principal razão para sua recusa à proibição de OGM decorre do fato de que as agências governamentais que deveriam proteger os consumidores de alimentos inseguros são dirigidas por ex-chefes de Monsanto, DuPont, Cargill e Syngenta, que apesar de ter um conflito de interesses foram chamados pela Casa Branca para trabalhar como czares de segurança alimentar.

Atualmente, os EUA permite o cultivo, colheita e utilização de organismos geneticamente modificados para a produção de milhares de produtos que acabam nas mesas de toda a América e ao redor do mundo. A recusa a estudar formalmente os efeitos que os OGM têm sobre os seres humanos ou acolher os resultados de estudos realizados de forma independente, sem dúvida, beneficiou a produção e venda de produtos alimentares que contem OGM sem estes serem identificados.

Os governos que não avaliam cuidadosamente, e que, depois de verificar as ameaças apresentadas pelos OGM, recusan-se a proibir a sua produção e utilização nos  alimentos estão — como o título do documentário diz — brincando de roleta russa com a saúde das pessoas. Funcionários públicos — que na realidade trabalham para as grandes corporações bioquímicas — estão arriscando a saúde de todos e estão preparando o palco para causar doenças e morte em massa em suas populações. As conseqüências se estenderão para as futuras gerações.

“Depois de duas décadas, os médicos e os cientistas descobriram uma tendência séria. Os mesmos graves problemas de saúde encontrados em animais de laboratório, o gado e os animais domésticos que foram alimentados com organismos geneticamente modificados estão aumentando na população dos EUA e muitos outros países na Ásia, África e América. E quando as pessoas e os animais param de comer organismos geneticamente modificados (OGM), a sua saúde melhora. Mas as advertências destes cientistas encontraram ouvidos surdos em órgãos do governo que supostamente são responsáveis pela segurança dos alimentos que você come.

Em 19 de Setembro, foi relatado como os cientistas de CRIIGEN descobriram como o milho OGM é responsável pela morte prematura e de causar câncer. Em um estudo publicado no “Food and Chemical Toxicology“, os pesquisadores liderados pelo professor Gilles-Eric Séralini descobriram que ratos alimentados com uma dieta contendo milho NK603 RoundupReady ou beberam água contaminada em níveis permitidos para uso em OGMs, desenvolveram câncer e morreram rapidamente, antes que os ratos alimentados com uma dieta padrão.

Anteriormente, em 14 de setembro, os cientistas da Fundação Safe Food, informaram sobre a forma como o trigo transgénico poderia potencialmente alterar o Genoma Humano para “silenciar” genes ao ser ingerido. Judy Carman, diretora de bioquímica de IHERS em Flinders University, disse em seu discurso que o transgene tinha o potencial para silenciar genes humanos, o que poderia ter sérias complicações.

O mesmo tipo de reacções observadas em estudos pela Fundação Safe Food e CRIIGEN são encontrados em estudos e histórias pessoais que aparecem no documentário Roleta Genética. O filme apresenta evidências convincentes e documentos que mostram os perigos dos OGM, bem como os depoimentos de vários médicos e cientistas. O filme explica como esses genes criados em laboratório deterioram a saúde das pessoas, especialmente as crianças, e oferece sugestões que qualquer um pode implementar para proteger-se a si mesmo e suas famílias.

Para saber mais sobre como a engenharia genética dos alimentos e produtos ameaça todas as formas de vida, leia o nosso relatório aqui. É altamente recomendado que você assista Roleta Genética: A Aposta de Nossas Vidas e dissemine a informaçao sobre os perigos dos OGM para todos que você conhece. Além disso, faca parte da nossa campanha no Facebook para apoiar a rotulagem adequada de OGM em produtos alimentares.

Mais informacao en: http://geneticroulettemovie.com e http://responsibletechnology.org

Adquira o DVD: http://seedsofdeception.com/store/dvdcd?product_id=124

Doe para apoiar o Institute for Responsible Technology: http://www.responsibletechnology.org/donategr

The Real Agenda permite a reprodução do conteúdo original publicado no site APENAS através das ferramentas fornecidas no final de cada artigo. Por favor, NÃO COPIE o conteúdo do nosso site para redistribuir ou para enviar por e-mail.

Ruleta Genética: La Apuesta de Nuestras Vidas

POR LUIS MIRANDA | THE REAL AGENDA | OCTUBRE 11, 2012

¿Están usted y su familia en el lado equivocado de una apuesta? Esa es una de las preguntas formuladas por el nuevo documental Ruleta Genética: La Apuesta de Nuestras Vidas. El documental es una producción del Institute for Responsible Technology.

Los organismos genéticamente modificados son ahora parte de los alimentos, pero no están debidamente etiquetados para que los consumidores puedan tomar una decisión informada en cuanto a qué tipo de productos deben traer a casa a sus familias. Aunque los OGM han sido prohibidos o limitados en muchos países del mundo desarrollado, Estados Unidos y muchos países del tercer mundo no han emitido tales prohibiciones o limitaciones y sus poblaciones están expuestas a los OMG diariamente.

En los Estados Unidos, el gobierno ha ignorado continuamente los estudios cuyos resultados advierten sobre los peligros que los transgénicos representan para la salud humana. La principal razón de su rechazo a la prohibición de los OGM se deriva del hecho de que las agencias del gobierno que se supone deben proteger a los consumidores de alimentos peligrosos están encabezados por ex jefes de Monsanto, DuPont, Cargill y Syngenta, quienes a pesar de tener un conflicto de intereses fueron llamados por la Casa Blanca para trabajar como Zares de seguridad alimentaria.

En la actualidad, los EE.UU. permite el cultivo, la cosecha y el uso de organismos modificados genéticamente para la producción de miles de productos que terminan en las mesas en toda América y el resto del mundo. La negativa a estudiar oficialmente los efectos que los OMG tienen sobre los seres humanos o para revisar los resultados de los estudios realizados de forma independiente ha beneficiado indudablemente la producción y venta de productos alimenticios no etiquetados que contienen organismos genéticamente modificados peligrosos.

Los gobiernos que no evalúan cuidadosamente, y que, después de comprobar las amenazas planteadas por los OGM, se niegan a prohibir la producción y uso en los productos alimenticios están — como el título del documental dice — jugando a la ruleta rusa con la salud de las personas. Los funcionarios públicos que trabajan para las grandes corporaciones bioquímicas están arriesgando la salud de todos y están preparando el escenario para causar enfermedad y muerte en masa en sus poblaciones, cuyas consecuencias se extenderán a las generaciones venideras.

“Después de dos décadas, los médicos y los científicos han descubierto una tendencia grave. Los mismos problemas serios de salud que se encuentran en los animales de laboratorio, el ganado y los animales domésticos que han sido alimentados con organismos modificados genéticamente están en aumento en la población de los EE.UU. y muchos otros países en Asia, África y América. Y cuando las personas y los animales dejan de comer los organismos genéticamente modificados (OGM), su salud mejora. Pero las advertencias de estos científicos encontraron oídos sordos en las agencias del gobierno que se supone revisan la seguridad de los alimentos que se ingieren.

El 19 de septiembre, se informó de cómo científicos de CRIIGEN encontraron que el maíz transgénico era responsable por la muerte prematura y el cáncer. En un estudio publicado en “Food and Chemical Toxicology“, los investigadores dirigidos por el Profesor Gilles-Eric Séralini encontraron que las ratas alimentadas con una dieta que contenía maíz NK603 Roundup Ready o que bebieron agua contaminada con Roundup, a niveles permitidos para usar en cultivos transgénicos, desarrollaron cánceres más rápido y murieron antes que las ratas alimentadas con una dieta estándar.

Anteriormente, el 14 de septiembre, los científicos de la Fundación Safe Food, informaron de cómo el trigo transgénico podría potencialmente cambiar el Genoma Humano al “silenciar” genes una vez que es ingerido. Judy Carman, bioquímica y directora de IHERS en Flinders University, advirtió que en sus observaciones el gen transgénico tenía el potencial para silenciar genes humanos, lo que podría tener serias complicaciones.

El mismo tipo de reacciones observadas en los estudios realizados por CRIIGEN y la Fundación Safe Food se encuentran en estudios citados y las historias personales que aparecen en el documental Ruleta Genética. El film presenta documentos que muestran evidencia incontestable sobre los peligros de los transgénicos además de incluir el testimonio de varios médicos y científicos. La película explica cómo estos organismos creados en laboratorio deterioran la salud de las personas, especialmente de los niños y ofrece sugerencias que cualquier persona puede poner en práctica para protegerse a sí mismos y a sus familias.

Para aprender más sobre la forma en que la ingeniería genética de los alimentos y los productos amenaza a todas las formas de vida, lea nuestro informe aquí. Es muy recomendable que usted vea Ruleta Genética: La Apuesta de Nuestras Vidas y difunda la información sobre los peligros de los OGM a todos sus conocidos. Asimismo, únase a nuestra campaña en Facebook para apoyar el etiquetado adecuado de los OMG en los productos alimentarios.

 

Mas información en: http://geneticroulettemovie.com y http://responsibletechnology.org

Aquiera el DVD: http://seedsofdeception.com/store/dvdcd?product_id=124

Done para apoyar al Institute for Responsible Technology: http://www.responsibletechnology.org/donategr

The Real Agenda permite la reproducción del contenido original publicado en el sitio SOLAMENTE a través de las herramientas proporcionadas al final de cada artículo. Por favor NO COPIE contenido de nuestro sitio para redistribuirlo o enviarlo por correo electrónico.

Agroindústria Ameaça a Segurança Alimentar

Por Luis R. Miranda
The Real Agenda
13 de maio de 2011

Pessoas desinformadas tendem a dizer que o crescimento populacional é a maior ameaça do século 21, especialmente no que se refere à disponibilidade de alimentos. Embora o acesso à alimentação é uma das questões mais importantes que a humanidade enfrenta hoje, o “problema alimentar” tem tudo a ver com a qualidade do mesmo e nada a ver com a escassez devido à superlotação do planeta. O mundo mudou em muitos aspectos ao longo dos últimos cinquenta anos e muitas dessas mudanças foram para o bem, mas muitas delas foram para pior. No passado, a maioria dos países produziam seu próprio alimento e as pessoas eram independentes para se alimentar. Hoje, um punhado de corporações controlam todo o processo de produção e distribuição de sementes e alimentos. Com relação à oferta de alimentos, talvez haja uma conseqüência pior do que as práticas e políticas monopolistas: Alimentos que devem nos dar a nutrição que precisamos realmente estão nos adoecendo e nos matando lentamente.

No Reino Unido, uma bactéria chamada de Campylobacter provoca diarréia, febre, dor abdominal e cãimbras. Muitas vezes, esses efeitos se agravam e causam doenças crônicas e a morte. Estima-se que 85% das aves no Reino Unido estão infectadas. Enquanto isso, nos Estados Unidos, o norovírus, que é transmitido através da manipulação de alimentos com as mãos sujas, bem como a Salmonella, que infecta as pessoas que comem alimentos com fezes, causam vômito, diarréia, febre e cãimbras. Estes são apenas dois exemplos de má gestão de alimentos que acontecem no chamado ‘mundo desenvolvido’. Mas é ainda pior em países do terceiro mundo onde as normas sanitárias para alimentos são menos claras ou são simplesmente ignoradas pela indústria de alimentos.

Na China, por exemplo, a contaminação dos alimentos com melamina causou a morte de seis bebês e adoeceu 300.000 pessoas em 2008. A contaminação ocorreu quando a melamina, um produto químico industrial, foi introduzido no leite. No “mundo desenvolvido”, a Alemanha teve o seu próprio caso de intoxicação alimentar em massa por dioxina em cerca de 4.000 fazendas em todo o país. Uma empresa alemã vendeu 200.000 toneladas de ração animal contaminada com dioxina e este alimento foi dado a milhares de animais. As dioxinas são substâncias tóxicas que causam câncer.

Embora não haja nenhum processo formal de registro de casos de intoxicação alimentar e outras ameaças à saúde feitas sobre alimentos contaminados, os dados disponíveis mostram que a contaminação dos alimentos é um problema comum na maioria das nações. Mesmo os países que conseguem ter o seu próprio sistema para manter os alimentos livres de produtos químicos não podem impedir que bactérias e vírus envenenem em massa os seus cidadãos. Em Singapura, 3 milhões de pessoas morrem anualmente de intoxicação alimentar.

Impróprios para o consumo

Uma avaliação recente publicada pela GRAIN, uma organização internacional sem fins lucrativos que fornece informações sobre questões de segurança alimentar em todo o mundo -se um alimento é adequado para comer ou não- descreve uma série de razões a considerar na determinação da segurança alimentar. “As más práticas (falta de higiene, abuso de animais, o uso e abuso de antibióticos e pesticidas), as tecnologias de alto risco que não foram devidamente testadas (manipulação genética, a nano tecnologia, a irradiação, a clonagem), contaminação intencional (manipulação, por exemplo) ou simplesmente má supervisão” são apenas algumas das razões pelas quais os alimentos chegam contaminados à sua mesa. É por isso que existe preocupação sobre a segurança alimentar e o tamanho das empresas que produzem alimentos para os consumidores. É um fato que o sistema de alimentos industrializados que regulamenta a produção e distribuição de alimentos é a principal causa de contaminação dos mesmos. Tem tudo a ver com o tamanho. Se um pequeno produtor de carne ou de verduras fornece alimentos contaminados, o impacto é pequeno, mas se uma grande empresa que produz e distribui alimentos em todo o mundo gerencia seus processos mal, o resultado é que centenas de milhares de pessoas ficarão doentes e muitos outros morrerão como resultado de alimentos contaminados.

A produção em grande escala é uma das principais causas de intoxicação alimentar em massa. Não somente as regras são mais difíceis de aplicar quando uma empresa produz grandes quantidades de carne, grãos ou embalados, mas também é provável que as empresas não estão preocupadas com a implementação de práticas que garantam a boa higiene e segurança no trabalho. A quantidade de produtos que entra e sai de uma fábrica de embalagem de carne ou uma instalação de processamento de grãos faz com que seja quase impossível fiscalizar cada item. As políticas que regem grandes unidades de produção são: receber, embalar e transportar o máximo de produtos possível, o que garante mais lucros.

Onde estão os reguladores?

Em uma frase, os reguladores do governo são normalmente cúmplices de “Big Corp”; as grandes corporações. Não é realista acreditar que os burocratas que supervisionam a segurança alimentar não estão conscientes dos problemas com a produção e distribuição de alimentos, embora esta geralmente é a desculpa dada por eles e pelo governo para justificar a sua inação. Há muitas evidências de que as agências de governo e as empresas estão em constante negociação para evitar a aplicação das leis que protegem os consumidores. Quase todas as novas leis que são aprovadas sobre segurança alimentar abrem novas portas para que a indústria de alimentos encontre atalhos e saídas a qualquer lei que governa a produção de alimentos. Tomemos por exemplo o caso do leite cru. O leite é processado por pasteurização e homogeneização em todo lugar. Os países que ainda não proibiram a venda e o consumo de leite cru estão atualmente trabalhando na legislação para fazer isso. O processamento do leite é necessário, os governos e as empresas dizem, para evitar a ingestão de bactérias que possam existir quando o leite está cru. No entanto, também é verdade que a pasteurização e homogeneização acabam com todos os nutrientes que o leite cru tem. Alguém falou em pandemia de deficiência de cálcio e osteoporose? Claro que as grandes empresas farmacéuticas produzem medicamentos para tratar estes problemas. Não é?

O leite cru é uma das mais importantes fontes de nutrição para pessoas pobres em todo o mundo. É uma das poucas fontes disponíveis de nutrição e pode facilmente ser fervido em casa para garantir a sua segurança. Então porque é que os governos têm leis ou regulamentações que proíbem o leite cru? Estas regras são criadas e impostas pela Organização Mundial do Comércio, uma instituição que trabalha para o cartel internacional que controla a maior parte da produção e distribuição de alimentos. Outros motivos frequentemente invocados para justificar a proibição da venda de leite cru é a idéia de que vai ajudar a modernizar a indústria de laticínios, que por sua vez, se beneficiaria, pois as empresas seriam capazes de competir com a importação e exportação de outros produtos. Nada disso é verdade. A verdadeira razão é que os países membros da OMC são obrigados a aderir às suas normas se eles querem a oportunidade de participar nos chamados Acordos de Livre Comércio. Os acordos de livre comércio são ferramentas utilizadas pelas empresas para acumular o controle sobre a maioria, se não todas as atividades produtivas. As políticas que regem a produção de alimentos têm pouco a ver com a saúde pública e tudo a ver com o controle total dos mercados, monopólios e dominação corporativa.

Os acordos de livre comércio são a incorporação de controles monopolistas empreendidos por organizações multilaterais -em nome de “Big Corp”- em rodadas de negociação realizadas com freqüência em um país ou na sede da OMC e determinam as regras sobre a produção de alimentos desde o ponto de vista comercial. Nada nesses acordos está relacionado à ciência e à acessibilidade dos alimentos. Mundialmente, as empresas cada vez mais determinam o que é permitido como prática para a produção e manuseio dos alimentos e o que é proibido. GRAIN cita os casos de empresas que alimentam as vacas com partes de animais como uma forma de fornecer proteína. Esta prática, em muitos casos, leva à doença das vacas loucas, mas ainda é permitido em países como os Estados Unidos e o Japão. Outro caso é o da ractopamina, uma substância dada aos porcos para promover o crescimento. Este item é adicionado aos alimentos. Em um raro exemplo de segurança alimentar, países como a China e regiões inteiras como a União Europeia, que juntos produzem cerca de 70 por cento do fornecimento mundial de carne suína, proibiram seu uso em carnes. Outros países como os EUA continuam usando ractopamina na alimentação fornecida aos suínos, perus, galinhas e vacas. O governo dos EUA não só permite a sua utilização, mas também defende o produtor de ractopamina, Eli Lilly, e luta contra qualquer governo ou organização que tente banir suas exportações de carne. Não são apenas os consumidores dos EUA que estão contaminados com este produto químico, mas também todas as pessoas em todos os países que aceitam carne de porco, peru e frango dos EUA.

Acordos de livre comércio como instrumento para impor regulamentações corporativas

Nas últimas três décadas, os acordos tornaram-se as ferramenta de moda usadas pelas grandes corporações e credenciadas pela Organização Mundial do Comércio e a Organização Mundial da Saúde para impor as suas regras e realizar o seu jogo. Tudo começou na década de 80 com as negociações conhecidas como GATT. Depois, vieram os acordos de livre comércio entre a Europa e os países latino-americanos e outros entre América do Norte e países da América Latina, como a ALCA, CAFTA e NAFTA. Contidos nos referidos acordos existem todos os tipos de truques escritos para permitir que as corporações manipulem e, finalmente, controlem os mercados. Isso ocorre porque há pouca proteção em relação ao que pode ser comercializado e como esse comércio deve ocorrer. O objetivo comum que todas as negociações anteriores tiveram era promover o intercâmbio de mercadorias com custos de produção mais baixos para oferece-las por menor preço. Isso seria bom se estas mercadorias não fossem produtos e alimentos contaminados, produzidas violando interminavelmente as leis trabalhistas e os trabalhadores para que um punhado de corporações conquistem os mercados mundiais e ditem o que é produzido, vendido, comprado, quais as taxas e encargos aplicados e para que elas “protejam” tudo, mesmo aquilo que não é delas, contra o “roubo” através de leis absurdas de propriedade intelectual que são anexadas a todos os acordos comerciais.

Os acordos de livre comércio não têm nada a ver com o livre comércio para benefício dos consumidores ou para permitir a existência de agricultores de pequeno e médio porte. As empresas que controlam os governos querem um passe livre para invadir todos os mercados e produzir tudo o que comemos e usamos, de modo que todos os outros sejam dependentes de produtos cultivados e produzidos no outro lado do mundo para a sua sobrevivência . Estes acordos não fazem nada para promover ou garantir a segurança alimentar e a saúde pública, mas para garantir o crescimento ilimitado das corporações e as suas margens de lucro. Estas empresas criam monopólios de mercado através da implementação de políticas que, embora inexplicavelmente ridículas, são aceitas como padrões em todo o mundo. Estas políticas têm sido adaptadas para limitar a concorrência leal em todos os países de uma forma que apenas os países onde as grandes corporações tem interesse estão autorizados a entrar em mercados competitivos.

A União Européia proibiu a importação de peixes provenientes da Índia, porque os produtores não cumpriam as normas europeias, como a limpeza e desinfecção das instalações com água potável, apesar do fato de que a Índia não tem infra-estrutura para fornecer água potável para a maioria da sua população. Na Tanzânia, os pescadores tiveram a mesma experiência. Eles recolhiam 80 por cento das suas receitas da venda de peixe na Europa, mas depois que a União Europeia proibiu o produto, os pescadores perderam seu mercado. Uganda também sofreu um resultado semelhante, que custou ao país $ 40 milhões em perdas. E como os europeus conseguiram comer peixe? Empresas como a Pescanova se mudaram para a África e começaram a servir o mercado europeu. Uma vez instalado no continente, a empresa adquiriu todas as empresas de produção e distribuição.

O caso dos organismos geneticamente modificados (OGM)

O que poderia ser mais perigoso para comer do que os organismos geneticamente modificados que provaram prejudiciais aos seres humanos e animais. Independentemente das provas que mostram os perigos para a nossa saúde, agências governamentais de todo o mundo continuam a permitir a utilização de ingredientes geneticamente modificados em alimentos. Não só isso, mas também se recusam a rotular produtos que contenham OGM, alegando que é injusto para as empresas que os produzem e que seria confuso para os consumidores. No caso do salmão transgênico, por exemplo, a indústria do salmão diz que o produto não pode ser rotulado porque seu produto é idêntico ao salmão selvagem. O mesmo é verdade para outros produtos básicos como milho, soja, leite e vegetais. A idéia de que um consumidor informado é a melhor ferramenta para fortalecer os negócios e os mercados não parece ser bem acolhida pelas empresas. Para eles é melhor um grupo de consumidores com pouca informação. Assim, elas podem impor suas práticas desonestas. Uma informação revelada pelo Wikileaks mostra como o governo Bush pressionou o governo francês para aliviar as suas preocupações sobre os organismos geneticamente modificados:

“Analisar formas de retaliar contra a União Europeia e [a aceitação dos transgênicos] é uma responsabilidade colectiva e estas represálias incidirão sobre os que mostrem oposição.” A lista de retaliação deve ser medida ao invés de viciosa e deve ser sustentável no longo prazo. Não devemos esperar uma vitória rápida. “

A campanha para impor o uso de organismos geneticamente modificados é um exemplo claro de como as grandes corporações exercem o seu controle sobre os governos para que gigantes como Monsanto, DuPont, ConAgra, Cargill e outras empresas de biotecnologia não tenham interrupções nos países que querem proibir sementes ou alimentos geneticamente modificados ou exigir que os rótulos informem os consumidores. Junto com a França, as corporações que controlam o governo dos EUA também ameaçam a soberania dos países do terceiro mundo que não têm voz nem voto nas práticas sanitárias utilizadas na produção, importação e exportação de produtos na sua própria terra. Mesmo como acontece nos países desenvolvidos, as nações do terceiro mundo também são ordenadas a “relaxar” a sua oposição às culturas geneticamente modificadas e remover qualquer “exagero” dos riscos que vêm com o uso e consumo de OGM. Com a criação e implementação do Codex Alimentarius, as grandes corporações ficaram ainda mais fortes. O conjunto de regras contidas nos documentos do Codex Alimentarius deixa claro que nem as empresas nem as agências transnacionais em matéria de segurança alimentar e saúde em todo o mundo estão interessadas ​​em seres humanos saudáveis ​​e alimentos seguros. Na verdade, através do Codex Alimentarius, as empresas procuram controlar os mercados de alimentos naturais e suplementos, proibindo a produção e comercialização de alimentos naturais e substituindo-os com produtos farmacêuticos rotulados como “suplementos naturais.”

O Codex Alimentarius é a Frankenciencia das Nações Unidas e Organização Mundial de Saúde para forçar restrições sobre o que podemos comer. Desde a década de 1960, estas organizações tem se esforçado para limitar as escolhas dos consumidores para cuidar da sua saúde e para restringir o acesso aos alimentos como os conhecemos hoje. Codex Alimentarius (Codex) significa “código de alimentos”. Este código mundial de alimentos é uma agência das Nações Unidas, co-patrocinada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização para Alimentação e Agricultura (FAO). Existe há quase 50 anos e seu status internacional dá uma missão comum: proteger a segurança alimentar e promover o comércio mundial de alimentos. Isto esta sendo feito através da adoção de orientações de caráter voluntário e regras ali contidas pesaram (a definição de alimentos no comércio internacional) nas suas decisões executadas através da Organização Mundial do Comércio (OMC), que considera as suas orientações e normas como prova presuntiva nas disputas entre países ou entre países e corporações. Codex, em seguida, tornou-se uma criatura dos Grandes: Grandes Governos, Grandes Agronegócios e Grandes Farmacêuticas.

Para entender o que é o Codex Alimentarius, deve ser entendido que não tem nada a ver com a proteção do consumidor. A ideia de que esse e o caso é apenas uma frase cativante para que os povos e nações aprovem a sua execução. “Codex Alimentarius” significa “regras de comida” em latim. O plano nasceu em 1962 quando a Comissão do Codex Alimentarius (CAC) foi fundada pela Organização das Nações Unidas para supostamente facilitar as relações comerciais. Na verdade, foi criada para regular e controlar o modo como o alimento é produzido, a nutrição gerenciada, como os produtos são vendidos para as pessoas; é tudo sobre os lucros das corporações multinacionais. A relação é muito simples: quanto mais as pessoas usam produtos naturais, menos os benefícios que as empresas farmacêuticas recebem. Codex Alimentarius foi criado para proteger os lucros das grandes empresas farmacêuticas, através da eliminação de produtos de saúde e tratamentos naturais. O que é mais preocupante agora é que o Codex foi aprovado em 31 de dezembro de 2009. Depois que o plano foi assinado, foi forcado sobre todos os países membros através da sua aprovação pelos parlamentos locais, assim como aconteceu com o Tratado de Copenhague.

Superbactérias em Agronegócios

Superbactérias são bactérias que desenvolvem a capacidade de lutar contra os antibióticos. Exemplos de superbactérias apareceram pela primeira vez na Europa na década de 60 e desde então se espalham livremente por todo o mundo. Nos Estados Unidos, as mortes por infecções por MRSA atingiram 17.000 em 2005. Uma pesquisa de 2007 constatou que ST398, uma nova versão do MRSA, estava presente em 39% dos suínos e 81% das fazendas suinícolas locais nos Países Baixos. Outras pesquisas revelaram que o MRSA é encontrado em pelo menos dois terços das fazendas localizadas nos países membros da União Europeia. Em estudos europeus, os pesquisadores descobriram que a Espanha e a Alemanha estão entre os países com maior incidência de MRSA em suas fazendas. Mais de 40% dos suínos que foram testados deram positivo por MRSA. É por isso que não é nenhuma surpresa que os europeus enviam a maior parte da carne de porco ao exterior. Segundo a Universidade de Guelph, um estudo de suínos em Ontário, no Canadá, mostrou que a ST398 esteve presente em um quarto dos suínos locais, em um quinto dos suinocultores que foram testados.

A capacidade de uma superbactéria para resistir a antibióticos, como ocorre em seres humanos, acontece devido ao uso intensivo deste produto. Segundo a União dos Cientistas Preocupados, o gado nos Estados Unidos consome cerca de 80 por cento dos antibióticos vendidos no país. Enquanto isso, na China, o número chega a 50 por cento dos animais. Um relatório de fevereiro 2011 no Sydney Morning Herald revela que, na Alemanha, os bovinos são injetados com três vezes mais antibióticos que os seres humanos. A existência e proliferação de bactérias resistentes a antibióticos em fazendas industriais é a principal causa dos casos de intoxicação alimentar, que são estimuladas pelo abuso de antibióticos administrados aos animais.

A Walmartização dos Alimentos

Se Monsanto, ConAgra, Cargill e outros gigantes da biotecnologia são conhecidos por seu desejo de conquistar o mercado de sementes e alimentos, o Wal-Mart pode ser visto como o equivalente quando se trata da moda dos Supermercados. Os alimentos que são vendidos hoje passam diretamente através de “ligações” feitas pelas grandes cadeias de supermercados. Longe estão os dias quando o produtor vendia suas maçãs, bananas, abacaxis e cenouras. Hoje, as corporações transnacionais, como Wal-Mart e Carrefour controlam o fornecimento de alimentos em muitas partes do mundo. Estas empresas não só transportam e distribuem os alimentos que ingerimos, mas também decidem o que produzir e o que não, quando os produtos são vendidos, quando são enviados e quais são os preços que terão quando você compra no supermercado local. As grandes cadeias de supermercados, realmente, controlam os mercados mundiais de alimentos.

As vendas anuais da Wal-Mart alcançam atualmente 405 bilhões de dólares, que é mais do que o produto interno bruto da Argentina, Noruega, Grécia e Dinamarca. O sucesso que este número revela levou a mais cadeias de supermercados para colocar os olhos sobre as regiões do mundo que podem funcionar tanto como um local de produção, ou como um lugar onde elas podem monopolizar a produção e distribuição de alimentos, ou garantir a compra de alimentos produzidos a preços muito baixos e respeitando as suas próprias diretrizes. Grandes varejistas como Tesco, Wal-Mart, Carrefour e Lotte estão comprando ou negociando operações na Índia, China, Brasil e Indonésia. Essas e outras nações do Terceiro Mundo ainda dependem de vendas porta a porta, vendas de rua, cooperativas locais e atacadistas regionais para a alimentação de sua população. O que os supermercados querem fazer é ir e comprar o seu caminho no mercado através da assinatura de contratos com produtores, distribuidores e supermercados locais para controlar a produção e distribuição de alimentos. Uma vez que eles conseguem absorver os mercados, as grandes redes impõem seus próprios modelos e estabelecem as mesmas normas e regras que têm aplicado em outros lugares. A conseqüência direta e imediata dessa prática é o início de uma nova linha de consumidores dependentes que não serão mais capazes de plantar, colher ou vender seus alimentos. Dependência é o nome do jogo.

Como se a existência de uma cadeia de supermercados poderosa não fosse ruim o suficiente para o consumidor, essas grandes corporações também funcionam como um cartel. Elas decidem juntas quais são as regras para a indústria. Como Barry Harper disse em seu livro “Quebrando a Cadeia: O Caso Antitrust contra a Wal-Mart”, a potência e o tamanho das empresas são duas das muitas armas que elas têm para influenciar o sistema alimentar global. Imagine o que podem conseguir trabalhando em conjunto contra um país, um supermercado ou pequenos agricultores do terceiro mundo. Essas empresas têm o poder e a capacidade de ditar aos fornecedores, produtores e processadores de alimentos as regras do jogo. O poder das empresas de alimentos é tão importante que os governos são capazes de colocar os seus lucros em primeiro lugar e a saúde das pessoas em segundo, quando se trata de segurança alimentar. Um exemplo é a proibição imposta pelos EUA contra melões mexicanos por causa da contaminação por salmonela em 2002. Depois de uma rodada de negociações entre os governos dos dois países, que, naturalmente, teve a participação das grandes corporações, a proibição foi levantada após a criação de um programa novo, juntamente com uma nova burocracia. A criação deste novo conjunto de regras não fez nada para garantir a segurança dos melões, porque os agricultores não respeitaram as regras com relação a limpeza, análise da água e outros assuntos conforme solicitado pelo novo programa. De fato, 94 por cento das fazendas não têm banheiros portáteis e 88 por cento deles usam água de rios para abastecer suas plantações.

A eliminação dos agricultores

A colonização agrícola do mundo por um punhado de corporações parece ter o mesmo denominador em todos os lugares: o desaparecimento do agricultor. Supermercados gigantes têm muitas maneiras de forçar a sua presença em novos mercados ou aumentar a sua participação nestes mercados. A invasão de grandes supermercados no hemisfério sul faz dos países em desenvolvimento as fontes de alimento para o resto do mundo e, em muitos casos, faz com que essas regiões dependem da capacidade da cadeia de supermercados e a disponibilidade dos seus alimentos para alimentar as populações. Porque as grandes cadeias de supermercados têm a prerrogativa de decidir quanto pagar pelos alimentos que compram e os produtores devem seguir as normas, prazos de entrega, processos de distribuição e assim por diante. Por isso, é fácil para eles manipularem os mercados locais, regionais e nacionais. Mas, quando estes grandes supermercados não conseguem o que querem, são capazes de importar frutas e legumes de todo o mundo a fim de destruir os concorrentes. Muitas vezes, grandes cadeias de supermercados utilizam publicidade enganosa para manter ou aumentar o fluxo de clientes em suas instalações. Por exemplo, quando Wal-Mart invadiu a América Central ao comprar cadeias alimentares locais, a empresa decidiu manter o nome original pelo fato de que Walmart era conhecido nesses lugares por sua má reputação no exterior.

O que esse tipo de deturpação permite é manter o controle da oferta e da demanda de alimentos usando nomes diferentes. Esta prática dá tempo suficiente para resolver e absorver o maior número de clientes até que eles decidam identificar-se. Mas o controle dos mercados de alimentos não é apenas uma vitrine. As grandes cadeias de supermercados não têm sequer que se estabelecer em um país para controlar a oferta de alimentos. Elas solicitam e fecham alianças com produtores e distribuidores no exterior, assim que a empresa do setor alimentar é monopolizada localmente. Uma cidade inteira ou um país pode enfrentar falta de arroz ou feijão, por exemplo, não porque não estão disponíveis, mas porque eles estão estocados em armazéns que pertencem a grandes supermercados onde esperam para ser enviados para o estrangeiro ou onde paguem o preço que os supermercados querem. Como é que essa prática afeta os agricultores? Embora o preço que os agricultores recebem pelos seus grãos, frutas ou legumes pode ser considerado justo, em muitos casos, os próprios agricultores poderiam ter obtido maiores lucros se tivessem vendido seus produtos para compradores locais ao invés dos supermercados transnacionais. A escassez artificial que as empresas de alimentos causam ao armazenar o alimento até que alguém decida pagar o que eles querem é o que facilita a manipulação de preços, tornando mais difícil para as pessoas se alimentarem e as suas famílias. Além disso, alguns agricultores se tornam reféns das promessas de futuras compras enquanto esperam para receber o pagamento das vendas atuais feitas para as redes de supermercados internacionais.

Em muitos países da Ásia e da América Latina, os agricultores não têm dinheiro para iniciar uma nova estação de plantio porque o pagamento recebido não atende aos novos custos, ou, simplesmente, porque obtêm pouco lucro. Quando as grandes cadeias de supermercados não estão explorando os agricultores locais, as redes de supermercados locais assumem esse papel. A forte concorrência que as cadeias nacionais ou regionais tem contra as corporações transnacionais faz com que elas se tornem predadores. A competição é tal que as empresas nacionais que foram parceiras no passado, de repente, adotam o mesmo modelo das grandes empresas e fazendeiros transformando os agricultores em um grupo de trabalhadores agrícolas colonizados. Este é o caso de ShopRite da África do Sul e DMA no Brasil.

“Na China, onde os supermercados estão se expandindo a um ritmo rápido, essas tendências são ainda mais profundas. Grandes cadeias de supermercados, tanto estrangeiras como nacionais, estão trabalhando em estreita colaboração com os fornecedores e os governos locais para desenvolver fazendas que fornecem frutas e legumes. Como parte de uma campanha para melhorar a segurança alimentar e a integração de 700 milhões de pequenos agricultores na “cadeia alimentar de alto valor” com “métodos científicos de agricultura”, o governo chinês vem buscando a criação de mercados de frutas e legumes em parcerias com o setor privado. Em cada uma dessas áreas de produção, autoridades locais negociam acordos com empresas privadas por meio dois quais as empresa entram, ficam com um pedaço de terra e fazem com que os agricultores que eram donos, agora deslocados, sejam a mão de obra barata.”Relatório da Segurança Alimentar, 2011 GRAIN

Não temos que comer da forma ditada pelas grandes corporações

O movimento para rejeitar firmemente as políticas de segurança alimentar atuais e do modelo de negócios que as empresas impõem aos consumidores é um motivo de esperança. América produz carne que não é aceita pelas pessoas em Taiwan, Austrália, Japão ou Coreia do Sul. A intoxicação por melamina na China acordou milhares de pessoas neste país e no estrangeiro milhões rejeitam o leite contaminado da China. Na América Latina, Europa e partes dos Estados Unidos, cada vez mais pessoas questionam o atual sistema industrial utilizado na produção, distribuição e venda de alimentos. Casos de intoxicação alimentar por Salmonella, a doença da vaca louca, superbactérias e organismos geneticamente modificados estimulam a criação e o crescimento de grupos que se tornam “seguranças”, educando outras pessoas e exigindo melhores práticas agrícolas para substituir as atuais políticas agro-coloniais criadas pelas grandes corporações e adotadas pelos governos corruptos e organizações internacionais. Na Coréia, a resistência das pessoas à carne bovina dos EUA resultou em inúmeros questionamentos de sua suposta democracia representativa. Na Oceania, a Austrália anunciou uma nova campanha para recuperar o controle de seu sistema de alimentação para que mais pessoas aprendam cada vez mais e possam gerir a sua nutrição, o que naturalmente inclui o fornecimento de alimentos. Sobre os OGM, o número de grupos de cidadãos ao redor do mundo são tão numerosas e diversos quanto as culturas que eles representam.

Um único parece ser o objetivo comum da maioria destes grupos: a superação das consequências sociais, econômicas, sanitárias e ambientais que o modelo do sistema alimentar industrial trouxe ao povo. Cooperativas de alimentos orgânicos sao criadas. Os cultivos produzidos localmente estão aparecendo até mesmo em países desenvolvidos, onde as grandes corporações têm um punho forte no mercado de alimentos. Grupos locais continuam a organizar campanhas para expor os perigos dos organismos geneticamente modificados e da produção industrial de carne de porco e peru. Supermercados respeitam mais o ambiente, a agricultura, as fazendas e agricultores para atrair mais clientes. Mas, talvez mais importante que isso é o fato de que mais pessoas agora entendem que a auto-suficiência alimentar é um dos principais objetivos que todos nós devemos procurar. Campanhas educativas complementares são lançadas para explicar o conceito de soberania alimentar e do direito das pessoas a uma alimentação saudável. Uma das chaves para a independência alimentar e segurança é evitar modelos agrícolas que promovam o plantio e a comercialização de uma única cultura, como soja, milho, açúcar e outros. Diversidade alimentar em solos naturalmente fertilizados é o que faz qualquer modelo garantir que existirão alimentos disponíveis para quem precisar. A criação e promoção de associações locais ou cooperativas que empregam trabalhadores locais para plantio e colheita de frutos cultivados localmente, legumes e carne estão dando melhores resultados para as pessoas do mundo inteiro. Produção local de alimentos é a única maneira de garantir a segurança, preços justos e disponibilidade de alimentos que têm o potencial de acabar com a fome.

Para obter informações detalhadas sobre a segurança alimentar visite os seguintes links:

 Institute for Responsible Technology

 Navdanya International

 GRAIN

 Food Safety for Whom

 En Español

 Folleto Riesgos a la Salud

 Guía de Compras No-OMG

Agroindústria Amenaza la Seguridad Alimentaria

Por Luis R. Miranda
The Real Agenda
13 de Mayo, 2011

Personas desinformadas acostumbran decir que el crecimiento de la población es la más grande amenaza en del siglo 21, especialmente cuando se relaciona con la disponibilidad de alimentos. Aunque el acceso a la alimentación es uno de los temas más importantes que enfrenta la humanidad hoy en día, el “problema de la alimentación” tiene todo que ver con la calidad de la misma y nada que ver con la escasez debido a la sobrepoblación del planeta. El mundo ha cambiado de muchas maneras en los últimos cincuenta años y muchos de esos cambios han sido para bien, pero muchos de los más importantes han sido para mal. En el pasado, la mayoría de los países producían sus propios alimentos, y la gente era independiente en su capacidad para alimentarse. Hoy en día, un puñado de corporaciones controlan todo el proceso de producción y distribución de semillas y alimentos. En lo que respecta al suministro de alimentos, tal vez hay una consecuencia peor que las prácticas y políticas monopólicas: Los alimentos que se supone nos proporcionan la nutrición que necesitamos son realmente lo que nos enferma y en muchos casos nos mata.

En el Reino Unido, una bacteria llamada Campylobacter en los pollos provoca diarrea, fiebre, dolor abdominal y calambres. Muchas veces, estos efectos empeoran y producen enfermedades crónicas potencialmente mortales. Se estima que el 85% de los pollos en el Reino Unido están infectados. Mientras tanto, en los Estados Unidos, el norovirus, que se transmite a través de la manipulación de los alimentos con las manos sucias, así como la Salmonella, que infecta a las personas que ingieren alimentos con heces, causan vómitos, diarrea, fiebre y calambres. Estos son sólo dos ejemplos de pobre gestión de los alimentos en lo que llamamos el “mundo desarrollado”. Pero se pone peor en los países del tercer mundo, donde las normas de sanidad de los alimentos son menos claras o simplemente son ignoradas por la industria alimentaria.

En China, por ejemplo, la contaminación de alimentos con melamina causó la muerte de seis bebés y enfermó a unas 300.000 personas en 2008. La contaminación se produjo cuando la melamina, producto químico industrial, se introdujo en la producción de leche. En el “mundo desarrollado”, Alemania tuvo su propio caso de la intoxicación masiva de alimentos con dioxina en alrededor de 4.000 fincas en todo el país. Una empresa alemana vendió 200.000 toneladas de alimento animal contaminado con dioxinas y este alimento fue dado a miles de animales. Las dioxinas son sustancias tóxicas que causan cáncer.

Aunque no hay un proceso formal de registro de casos de intoxicación alimentaria y otras amenazas de salud realizadas en torno a los alimentos contaminados, los datos puestos a disposición muestran que la contaminación de alimentos es un asunto común en la mayoría de las naciones. Incluso los países que logran tener su propio sistema para mantener los alimentos limpios de químicos, bacterias y viruses no pueden evitar los casos de intoxicación masiva de sus ciudadanos. En Singapur, 3 millones de personas mueren cada año como consecuencia de la intoxicación por alimentos.

Insegura para comer

Una evaluación reciente publicada por GRAIN, una organización internacional sin fines de lucro que informa sobre cuestiones de seguridad alimentaria en todo el mundo y si un cultivo es adecuado para comer o no, describe una serie de razones a considerar para determinar la seguridad alimentaria. “Las malas prácticas (la falta de higiene, el abuso de los animales, el uso y abuso de antibióticos y pesticidas), tecnologías de alto riesgo que no fueron probadas adecuadamente (modificación genética, la nanotecnología, la irradiación, la clonación), la contaminación deliberada (por ejemplo, manipulación), o simplemente una mala supervisión” son sólo algunos de los motivos por los que los alimentos llegan contaminados a su mesa. Es por eso que un asunto de interés para la seguridad alimentaria tiene que ver con el tamaño de las empresas que producen las cosas para los consumidores. Es un hecho que el régimen de alimentos industrializados que regula la producción y distribución de comidas es la principal causa de contaminación de alimentos. Todo viene a medida. Si un productor pequeño de carne o de verduras proporciona alimentos contaminados, el impacto es pequeño, pero si una gran empresa que produce y distribuye alimentos en todo el mundo gestiona sus procesos mal, el resultado es que cientos de miles de personas se enfermen y muchas otras mueran como consecuencia de alimentos contaminados.

La producción a gran escala es una de las principales causas de la intoxicación masiva de alimentos. No sólo son las normas más difíciles de aplicar cuando una empresa produce grandes cantidades de carne, envasados o granos, pero también es probable que las empresas no estén tan preocupadas con la aplicación de prácticas que garanticen una buena higiene y seguridad en el trabajo, por ejemplo. La cantidad de producto que entra y sale de una planta de embalaje de carne o una instalación de procesamiento de granos hace que sea casi imposible mantener un ojo en cada artículo que circula dentro y fuera. Las políticas que rigen grandes unidades de producción son las de recibir, empacar y enviar la mayor cantidad de producto posible.

¿Dónde están los reguladores?

En una frase, los reguladores del gobierno están generalmente en la cama con Big Corp. No es realista creer que los burócratas que supervisan la seguridad alimentaria simplemente no son conscientes de los problemas con la producción y distribución de alimentos, a pesar de que esa suele ser la excusa dada por ellos y el gobierno para justificar su inacción. Hay un montón de pruebas de que tanto los organismos gubernamentales como las empresas están continuamente negociando para evitar la aplicación de las leyes que protegen a los consumidores. Casi todas las nueva leyes que son aprobadas en materia de seguridad alimentaria abren nuevas puertas para que la industria alimentaria desacate los reglamentos y maneje la producción de alimentos a su manera. Tomemos como ejemplo el caso de la leche cruda. La leche es procesada a través de la pasteurización y homogenezación literalmente en todas partes. Los países que no han prohibido la venta y el consumo de leche cruda están trabajando actualmente en legislación para hacerlo. El procesamiento de leche es necesario, los gobiernos y las empresas dicen, para evitar la ingestión de bacterias que puedan existir en la leche cuando está cruda. Sin embargo, también es cierto que la pasteurización y la homogeneización simplemente acaban con todos los nutrientes que la leche cruda tiene. ¿Alguien dijo pandemia, deficiencia de calcio y osteoporosis? Desde luego hay productos farmacéuticos para resolver esos problemas.

La leche cruda es una de las fuentes más importantes de nutrición para la gente pobre en todo el mundo. Es una de las pocas fuentes asequibles de nutrición y que puede ser fácilmente hervida en casa para garantizar su seguridad. Así que ¿por qué los gobiernos aplican leyes o reglamentos que prohíben la leche cruda? Estas reglas son creadas e impuestas por la Organización Mundial del Comercio, una institución que trabaja para el cártel internacional que controla la mayor parte de la producción y distribución de alimentos. Otras razones frecuentemente aducidas para justificar la prohibición de la venta de leche cruda es la idea de que ayudará a modernizar la industria láctea, que a su vez traerá beneficios porque las empresas serán capaces de competir con otras que importan y exportan productos lácteos. Nada de esto es cierto. La verdadera razón es que los países afiliados a la OMC están obligados a adherirse a sus normas si quieren tener la oportunidad de participar en los llamados Acuerdos de Libre Comercio. Los acuerdos de libre comercio son herramientas utilizadas por las empresas para acumular control sobre la mayoría si no todas las actividades productivas. Las políticas que gobiernan la producción de alimentos tienen poco que ver con la salud pública y todo con lo relacionado al control completo del mercado, los monopolios y la dominación corporativa.

Acuerdos de libre comercio son la materialización de los controles de monopolio ejecutados por organizaciones multilaterales, en nombre de Big Corp. Las rondas de negociación que se llevan a cabo a menudo en un país o en la sede de la OMC en relación con la producción de alimentos, son tratados como cuestiones de comercio y no como temas relacionados a la accesibilidad o la la ciencia de la comida. En todo el mundo, las empresas determinan cada vez más lo que está permitido como práctica para la producción de alimentos y la manipulación y que no. GRAIN cita los casos de empresas que alimentan a las vacas con partes de animales como una forma de proporcionarles proteínas. Esta práctica, en muchos casos conduce a la enfermedad de la vaca loca, pero todavía se permite en países como los Estados Estados y Japón. Otro caso es el de la ractopamina, una sustancia dada a los cerdos para promover su crecimiento. Este elemento se agrega a su alimentación. En un ejemplo poco común de sanidad alimentaria, incluso países como China y regiones enteras como la Unión Europea, que en conjunto producen cerca del 70 por ciento del suministro mundial de carne de cerdo, prohibieron su uso en la carne. Otros países como los EE.UU. continúan utilizando la ractopamina en la alimentación que se proporciona a los cerdos, pavos, gallinas y vacas. El gobierno de EE.UU. no sólo permite su uso, sino que también defiende al productor de la ractopamina, Eli Lilly y sus exportaciones de carne de ser prohibidas en los países con los que tiene acuerdos comerciales. No sólo son los consumidores estadounidenses quienes son contaminados con esta sustancia química, sino también cada persona en cada país que acepta la carne de cerdo, res, pavo y gallinas estadounidenses.

Los acuerdos de libre comercio como instrumentos para imponer regulaciones corporativas

En las últimas 3 décadas, los tratados de libre comercio se han convertido en la herramienta de moda utilizada por grandes corporaciones y habilitadas por la Organización Mundial del Comercio y la Organización Mundial de la Salud para hacer cumplir sus normas y llevar a cabo su juego. Todo empezó en los años 80 con las negociaciones conocidas como el GATT. Más tarde llegaron los acuerdos de libre comercio entre Europa y los países de América Latina y otros, entre América del Norte y los países latinoamericanos, tales como el ALCA, CAFTA y NAFTA. Contenidos en esos acuerdos hay todo tipo de trucos por escrito para permitir a las corporaciones manipular y controlar definitivamente los mercados. Esto es así, porque hay poca protección en relación a lo que puede ser comercializado y como este comercio debe ocurrir. El objetivo que todas las negociaciones anteriores tenían en común promover el intercambio de los bienes más baratos al precio más bajo. Esto sería positivo si no fuera porque los bienes baratos significan alimentos contaminados, violaciones interminables a las leyes laborales y los trabajadores y la conquista de los mercados globales por un puñado de empresas que ahora deciden qué se produce, vende, compra, cuales tarifas y cuotas se aplican, y que quieren “proteger” todo, incluso lo que no es de ellos, contra el “robo” con absurdas leyes de propiedad intelectual que se adjuntan a todos los acuerdos comerciales.

Acuerdos de libre comercio no tienen nada que ver con el libre comercio en beneficio de los consumidores o permitir el crecimiento de los agricultores de tamaño pequeño o mediano. Lo que las empresas que controlan a los gobiernos quieren es un pase libre para invadir todos los mercados y producir todo lo que comemos y usamos, por lo que todos los demás serán dependientes de los productos cultivados y fabricados al otro lado del mundo para su supervivencia. Como GRAIN cita, los acuerdos de libre comercio son mecanismos para crear puertas traseras que limiten el acceso de los pequeños y medianos productores a los mercados más disputados. Estos acuerdos no hacen nada para promover o garantizar la seguridad alimentaria o la salud pública, sino para asegurar el crecimiento ilimitado de las corporaciones y sus márgenes de ganancias. Las empresas alcanzan los monopolios de mercado mediante la creación de políticas que, aunque inexplicablemente ridículas, son aceptados como las normas en todo el mundo. Estas políticas se han adaptado para limitar la competencia leal en todos los países de una manera que sólo a aquellos países en los que las grandes corporaciones o empresas tienen intereses, les es permitido entrar en mercados competitivos.

La Unión Europea prohibió las importaciones indias de pescado porque los productores no cumplían con normas europeas, como la desinfección y limpieza de las instalaciones con agua potable, a pesar de que la India carece de la infraestructura para proporcionar agua potable a la mayoría de su población. En Tanzania, los pescadores tuvieron la misma experiencia. Ellos obtenían el 80 por ciento de sus ingresos de Europa, pero después de que la UE prohibió su producto, los pescadores no tenían mercado para este. Uganda también sufrió un resultado similar, lo cual le costó al país 40 millones de dólares en pérdidas. Entonces, ¿cómo se las arreglaron los europeos comer pescado? Empresas como Pescanova se trasladaron a África y comenzaron a servir el mercado europeo. Una vez que se instaló en el continente, la compañía adquirió toda la producción y las empresas de distribución.

El caso de Organismos Genéticamente Modificados (OGM)

¿Qué podría ser más peligroso para comer que los organismos genéticamente modificados, que se han demostrado, una y otra vez, son nocivos para los seres humanos y animales. Independientemente de las pruebas concluyentes de que los transgénicos son peligrosos para nuestra salud, agencias gubernamentales de todo el mundo siguen autorizando el uso de ingredientes modificados genéticamente en los alimentos. No sólo eso, sino que también se niegan a etiquetar los productos que contienen OGM alegando que es injusto para las compañías que los fabrican y que en realidad puede ser confuso para los consumidores. En el caso de los salmones transgénicos, por ejemplo, la industria del salmón transgénico ha dicho que el producto no puede ser etiquetado porque su producto es idéntico al salmón salvaje. Lo mismo es cierto para otros productos como el maíz, soya, leche y verduras. La idea de que un consumidor bien informado es la mejor herramienta para fortalecer las empresas y los mercados simplemente no es lo que buscan las corporaciones. En la medida en que les corresponda, un grupo de consumidores con la menor información posible, es el mejor escenario para llevar a cabo sus prácticas de negocios. Un cable diplomático revelado por Wikileaks reveló cómo la administración Bush presionó al gobierno de Francia para aliviar sus preocupaciones sobre los organismos genéticamente modificados. El cable decía:

“analizamos formas de represalia contra la Unión Europea ya que [la aceptación de los OMG] es una responsabilidad colectiva, y estas represalias se centrarán en el peor de los culpables”. La lista de represalias debe ser medida en lugar de viciosa y debe ser sostenible en el largo plazo, ya que no debemos esperar una pronta victoria “.

Esta campaña para imponer el uso de organismos genéticamente modificados es un claro ejemplo de cómo las grandes corporaciones ejercen su control sobre los gobiernos para que gigantes como Monsanto, DuPont, ConAgra, Cargill y otras corporaciones de biotecnología no tengan interrupciones en los países que quieren prohibir las semillas o alimentos transgénicos, o exigir etiquetas que informen a los consumidores. Junto con Francia, las corporaciones que controlan el gobierno de Estados Unidos también minan la soberanía de los países del tercer mundo que no tienen ni voz ni voto sobre las prácticas de sanidad utilizadas en la producción, importación y exportación de cultivos en su propia tierra. Como sucede en los países desarrollados, las naciones del tercer mundo son también ordenadas a “relajar” su oposición a los transgénicos y eliminar cualquier “exageración” de los riesgos que vienen con el uso y consumo de los OGM. Con la creación y aplicación del Codex Alimentarius, el las grandes corporaciones se han fortalecido aún más. El conjunto de normas contenidas en los documentos del Codex Alimentarius, dejan claro que ni las empresas ni las agencias transnacionales que gobiernan la seguridad alimentaria y la salud mundial están interesadas en seres humanos sanos y alimentos seguros. De hecho, es a través del Codex Alimentarius que las empresas pretenden controlar los alimentos naturales y los mercados de suplementos, al prohibir la producción de alimentos naturales y la comercialización, y sustituirlos con productos farmacéuticos creados en laboratorio etiquetados como “suplementos naturales”.

Codex Alimentarius es la Frankenciencia de las Naciones Unidas y la Organización Mundial de la Salud para impulsar restricciones en lo que nos permite comer. Desde la década de 1960 hay un esfuerzo concertado no sólo para limitar las opciones que los consumidores tienen con el fin de cuidar de nuestra salud, sino también para restringir el acceso a los alimentos en sí como los conocemos. Del Codex Alimentarius (Codex para abreviar) significa “Código Alimentario”. Este código mundial de alimentos es una agencia de las Naciones Unidas, patrocinada conjuntamente por la Organización Mundial de la Salud (OMS) y la Organización de la Agricultura y la Alimentación (FAO). Ha existido desde hace casi 50 años y su estatuto internacional le da una misión conjunta: la protección de la seguridad alimentaria y la promoción del comercio mundial de alimentos. Se supone que lo hacen mediante la adopción de directrices y normas voluntarias (la definición de los alimentos en el comercio internacional) y sus decisiones se hacen cumplir a través de la Organización Mundial del Comercio (OMC), que considera sus directrices y normas como prueba presuntiva de los litigios comerciales de la OMC. Codex entonces se ha convertido en una criatura de la Grandes: Grandes Gobiernos, Grandes Agroindustrias y Grandes Farmacéuticas.

Para entender lo que es del Codex Alimentarius, es necesario saber que no tiene nada que ver con la protección de los consumidores como su carta dice. Dicha declaración es sólo una frase pegadiza para que los pueblos y naciones aprueben su aplicación. “Codex Alimentarius” significa “reglas de alimentos” en latín. El plan nació en 1962 cuando la Comisión del Codex Alimentarius (CAC) fue fundada por las Naciones Unidas para facilitar supuestamente relaciones comerciales. En realidad, fue creada para regular y controlar la forma en que se producen los alimentos y la nutrición y cómo los productos se venden a la gente. De hecho, es todo acerca de los beneficios de las corporaciones multinacionales. La relación es muy simple: cuanto más la gente use productos naturales, menos serán los beneficios que las empresas farmacéuticas reciban. Codex Alimentarius fue creado para proteger los beneficios de las grandes farmacéuticas a través de la eliminación de productos de salud y tratamientos naturales. Lo que es más alarmante en este momento es que el Codex se aprobó el 31 de diciembre de 2009. Después que este plan fue firmado, recibió el mandato de todos los países miembros a través de su aprobación por los Congresos de todo el mundo; igual como sucedió con el Tratado de Copenhague.

Superbacterias en la Agroindustria

Superbacterias son bacterias que desarrollan la capacidad para luchar contra los antibióticos. Ejemplos de superbacterias aparecieron por primera vez en Europa en los años 60 y desde entonces se propagan libremente en todo el mundo. En los Estados Unidos, las muertes por infecciones de MRSA alcanzaron 17.000 en 2005. Una encuesta realizada en 2007 encontró que ST398, una nueva versión de MRSA, estuvo presente en el 39% de los cerdos y el 81% de granjas porcinas locales en los Países Bajos. Otras investigaciones han encontrado que el MRSA se encuentra en al menos dos tercios de las fincas situadas en los países miembros de la Unión Europea. En estudios realizados en Europa, los investigadores encontraron que España y Alemania fueron dos de los países con mayor incidencia de MRSA en sus fincas, con más de 40% de los cerdos dando positivo por MRSA. Es por eso que no es una sorpresa que los europeos envíen la mayor parte de su carne de cerdo al extranjero. De acuerdo con la Universidad de Guelph, un estudio de los cerdos en Ontario, Canadá, demostró que ST398 estuvo presente en una cuarta parte de los cerdos locales, y una quinta parte de los criadores de cerdos que se sometieron a exémenes.

La capacidad de una Superbacteria para resistir los antibióticos, como sucede con los seres humanos, se produce debido al uso intensivo de este producto en animales. Según la Unión de Científicos Preocupados, el ganado en los Estados Unidos consume alrededor de 80 por ciento de los antibióticos que se venden en ese país. Mientras tanto, en China, el número asciende a 50 por ciento de los animales. Un informe de febrero de 2011 en el Sydney Morning Herald revela que en Alemania, el ganado es inyectado con tres veces más antibióticos que los humanos. La existencia y propagación de bacterias resistentes a antibióticos en las granjas industriales es la causa principal de casos de intoxicación por alimentos, que son estimulados por el abuso de antibióticos que se administran a los animales.

La Walmartización de los Alimentos

Si Monsanto, ConAgra, Cargill y otros gigantes de la biotecnología son conocidos por su deseo de conquistar el mercado de semillas y alimentos, Wal-Mart puede ser visto como su equivalente cuando se trata de la moda del Supermercado. Los alimentos que se comercializan hoy pasan directamente a través de conexiones realizadas por las grandes cadenas de supermercados. Atrás quedaron los días en que el propio productor salía a vender sus manzanas, plátanos, piñas y zanahorias. Hoy en día, las empresas transnacionales como Wal-Mart y Carrefour controlan el suministro de alimentos en la mayor parte del planeta. Estas corporaciones no sólo transportan y distribuyen los alimentos que comemos, sino que también deciden qué se produce y qué no, cuando los productos son vendidos, cuando se envían y cuales serán los precios que tendrán cuando usted los adquiere en su supermercado local. Las grandes cadenas de supermercados de hecho controlan los mercados mundiales de alimentos.

Las ventas anuales de Wal-Mart llegan hoy día a 405 mil millones dólares, lo que es más que el producto interno bruto de países como Argentina, Noruega, Grecia y Dinamarca. El éxito de la empresa que este número representa ha llevado a más cadenas de supermercados a poner sus ojos en las regiones del mundo que pueden explotar, ya sea como un lugar de producción, por lo general monopolizando la producción y distribución de alimentos, o asegurando la compra de alimentos que se producen a bajísimos precio y respetando sus propias directrices. Los grandes minoristas como Tesco, Wal-Mart, Carrefour y Lotte están actualmente adquiriendo o negociando operaciones en India, China, Brasil e Indonesia. Estas y otras naciones del tercer mundo todavía dependen de la venta puerta a puerta, ventas callejeras, cooperativas y mayoristas locales o regionales para la nutrición de su población. Lo que los grandes supermercados quiero hacer es entrar y comprar su camino en los mercados mediante la firma de contratos con los productores, distribuidores y supermercados locales para poder controlar la producción y distribución de alimentos. Una vez que se las arreglan para absorber los mercados, las grandes cadenas imponen sus propios modelos y establecen las mismas normas y reglas que ya han aplicado en todas partes. La consecuencia directa e inmediata de esta práctica es el comienzo de una nueva línea de consumidores dependientes que ya no serán capaces de plantar, recoger o vender sus alimentos. La dependencia es el nombre del juego.

Como si la existencia de una cadena de supermercados poderosa no fuera lo suficientemente malo para el consumidor, estas grandes corporaciones también funcionan como un cartel. Se reúnen y definen cuáles son las normas para la industria a fin de seguir siendo lo que son y seguir controlando todo. Como Barry Harper dice en su libro “Rompiendo la cadena: el caso antimonopólico en contra de Wal-Mart”, la potencia y el tamaño de las empresas son dos de las muchas armas que han de influir en el sistema alimentario mundial. Imagínese lo que pueden lograr al trabajar juntos en contra de un país, un supermercado local del tercer mundo o un pequeño agricultor. Estas empresas tienen el poder y la habilidad para dictar a proveedores, agricultores y procesadores de alimentos cuáles son las reglas del juego. El poder que tienen las empresas de alimentos es tan importante que los gobiernos son capaces de poner su lucro de primero, y la salud de las personas en segundo lugar, cuando se trata de la seguridad alimentaria. Un ejemplo de ello es la prohibición que los Estados Unidos impuso sobre melones mexicanos debido a la contaminación por Salmonella en el año 2002. Después de una ronda de negociaciones entre los gobiernos de ambos países, que por supuesto contó con la participación de las grandes corporaciones, la prohibición fue levantada después de un nuevo “programa”, unido a una nueva burocracia que se creó. La creación de este nuevo conjunto de reglas no hizo nada para garantizar la seguridad de los melones, porque los agricultores no proporcionan los servicios sanitarios o los análisis de agua como el nuevo programa había solicitado. De hecho el 94 por ciento de las granjas no tienen baños portátiles y el 88 por ciento de ellos utiliza el agua de los ríos para abastecer sus plantaciones.

La eliminación de los agricultores locales

La agro-colonización del mundo por un puñado de corporaciones parece tener el mismo denominador común en todas partes: la desaparición del agricultor. Supermercado gigantes tienen muchas maneras de forzar su presencia en nuevos mercados, o para aumentar su participación en esos mercados. La invasión de grandes supermercados en el hemisferio sur convierten a los países en desarrollo en las fuentes de alimento para el resto del mundo y en muchos casos hace a esas mismas regiones dependientes de la capacidad de la cadena de supermercados y su disposición para el suministro de alimentos para ellos. Debido a que las grandes cadenas de supermercados tienen la prerrogativa de decidir la cantidad que pagan por los alimentos que compran, los productores deben seguir las normas, los horarios de entrega, los procedimientos de distribución y así sucesivamente. Por eso es fácil para ellos manipular los mercados locales, regionales y nacionales. Pero cuando no se salen con la suya, los supermercados son capaces de importar frutas y hortalizas de todo el planeta con el fin de expulsar a los competidores medianos o pequeños del mercado. Muchas veces, las grandes cadenas de supermercados utilizan la publicidad falsa con el fin de mantener o aumentar el flujo de clientes a sus locales. Por ejemplo, cuando Wal-Mart invadió América Central mediante la compra de cadenas locales de alimentos, la empresa decidió mantener su nombre original por el hecho que Walmart ya se conocía en esos lugares por su mala reputación en el extranjero.

Lo que este tipo de falsedad permite es mantener el control de la oferta y la demanda de alimentos utilizando diferentes nombres. Esta práctica da a las grandes cadenas de tiempo suficiente para asentarse y absorber el mayor número de clientes hasta que deciden revelarse. Pero el control de los mercados de alimentos no es sólo un escaparate. Las grandes cadenas de supermercados ni siquiera tienen que establecerse en un país con el fin de controlar el suministro de alimentos. Las llamadas alianzas con productores y distribuidores pueden establecerse desde el exterior por lo que la empresa alimentaria está monopolizada desde dentro. Una ciudad entera o un país puede experimentar falta de arroz o frijoles, por ejemplo, no porque no están disponibles, sino porque están almacenados en bodegas que pertenecen a los grandes supermercados donde esperan a ser enviados al extranjero a quien pague el precio que los supermercados quieren. ¿Cómo esta práctica afecta a los agricultores? Aunque el precio que los agricultores reciben por sus granos, frutas o verduras puedan ser considerados justos en algún momento, en muchos casos los mismos agricultores podrían haber obtenido mejores rendimientos si se los hubiesen vendido a compradores locales en lugar de los supermercados de origen transnacional. La escasez artificial que las empresas de alimentos causan al conservar los alimentos hasta que alguien decida pagar lo que quieren es lo que causa la especulación de precios, que a su vez hace que sea más difícil para más personas alimentarse y alimentar a sus familias. Además, algunos agricultores se convierten en rehenes de las promesas de futuras compras mientras esperan a recibir el pago de las ventas actuales a las cadenas de supermercados internacionales.

En muchos países de Asia y América Latina, los agricultores no tienen el dinero para iniciar una nueva temporada de siembra debido a que el pago que recibieron no cumple con los nuevos costos, y si lo hace, hay poca ganancia. Cuando las grandes cadenas de supermercados no son los que explotan a los agricultores locales, las cadenas de supermercados locales asumen ese papel. La dura competencia que las cadenas nacionales o regionales tienen contra empresas transnacionales, les convierte en los depredadores. La competencia es tal que las empresas nacionales que fueron socias en el pasado, de repente adoptan el mismo modelo de las grandes corporaciones y transforman a los agricultores en un grupo de trabajadores agrícolas colonizados. Este es el caso de ShopRite de Sudáfrica y DMA en Brasil.

En China, donde los supermercados se están expandiendo a un ritmo vertiginoso, estas tendencias son todavía más profundas. Las principales cadenas de supermercados, tanto extranjeras como nacionales, están trabajando mano a mano con los proveedores y los gobiernos locales para desarrollar granjas de suministro de frutas y verduras. Como parte de una campaña para mejorar la seguridad alimentaria y la integración de sus 700 millones de agricultores de pequeña escala en las “cadenas de alimentos de alto valor” con “métodos científicos de agricultura”, el gobierno chino ha estado persiguiendo el establecimiento de mercados de frutas y vegetales cada vez mayor en asociación con el sector privado. En cada una de estas zonas de producción es designada, y las autoridades locales negocian acuerdos con empresas privadas mediante el cual la empresa entra, contrata un espacio de tierra y convierte a los agricultores que actualmente son dueños de esa tierra en campesinos desplazados que hacen de mano de obra barata. – Informe de Seguridad Alimentaria, GRAIN 2011

No tenemos que comer de la manera que las grandes corporaciones dicen

El movimiento para rechazar con firmeza las políticas de seguridad alimentaria actuales y el modelo de negocio que las empresas imponen a los consumidores es un motivo de esperanza. Estados Unidos produce carne que no es aceptada por la gente en Taiwán, Australia, Japón o Corea del Sur. La intoxicación con melamina en China despertó a miles de personas en ese país y millones en el exterior para rechazar la leche contaminada de melamina. En toda América Latina, Europa y algunas partes de los Estados Unidos cada vez hay más voces que cuestionan el actual sistema industrial utilizado para producir, distribuir y vender alimentos. Los casos de intoxicación alimentaria por Salmonella, la enfermedad de las vacas locas, las superbacterias y los organismos genéticamente modificados estimularon la creación y el crecimiento de grupos de base que se están convirtiendo en los guardianes de la seguridad alimentaria y que demandan mejores prácticas agrícolas que sustituyan a las actuales políticas agro-coloniales creadas por las grandes corporaciones y habilitadas por los gobiernos corruptos y las organizaciones internacionales. En Corea, la resistencia del pueblo hacia la carne de EE.UU. dio lugar a masivos cuestionamientos de su supuesta democracia representativa. En Oceanía, la campaña de los australianos creó un movimiento para recuperar el control de su sistema de alimentación a medida que más gente se entera más y más consumidores comparten su deseo de gestionar su estilo de vida, que por supuesto incluye el suministro de alimentos. En cuanto a los OGM, el número de grupos de ciudadanos de todo el mundo son tan numerosos y diversos como las culturas que representan.

Uno, sin embargo, parece ser el objetivo común de la mayoría de estos grupos: la superación de las consecuencias sociales, económicas, sanitarias y los desafíos ambientales que el modelo del sistema alimentario industrial ha traído sobre las poblaciones. Más cooperativas de alimentos orgánicos, cultivados localmente están apareciendo incluso en los países desarrollados, en los que las grandes corporaciones tiene una manija fuerte en el mercado de alimentos. Grupos locales siguen organizando campañas para exponer los peligros de los organismos genéticamente modificados, la producción industrial de carne de cerdo y carne de pavo. Supermercados que adoptan un enfoque más respetuoso del medio ambiente, la agricultura, las granjas y los agricultores están atrayendo más clientes. Pero quizás más importante que todo esto es el hecho de que más gente ahora entiende que la independencia alimentaria es uno de los principales objetivos que todos deben buscar. Nuevas campañas educativas se ponen en marcha para explicar el concepto de soberanía alimentaria y el derecho del pueblo a la alimentación saludable. Una de las claves para la independencia alimentaria y las prácticas de seguridad del medio ambiente es evitar los modelos agrícolas que promueven la plantación y comercialización de un solo cultivo, como la soja, el maíz, el azúcar y otros. La diversidad de alimentos en suelos fertilizados naturalmente es lo que hace que cualquier modelo garantice que habrá comida disponible para cualquiera que la necesite. La creación y promoción de las asociaciones locales o cooperativas que emplean a trabajadores locales para el cultivo y la cosecha de frutas cultivadas localmente, vegetales y carne siguen dando los mejores resultados para la gente alrededor del mundo. La producción local de alimentos es la única manera de garantizar la seguridad, precios justos y disponibilidad de alimentos que tienen el potencial de acabar con el hambre en todas partes.

Para obtener información detallada acerca de la seguridad alimentaria visite los siguientes enlaces:

Institute for Responsible Technology

 Navdanya International

 GRAIN

 Food Safety for Whom

 En Español

 Folleto Riesgos a la Salud

 Guía de Compras No-OMG