A Ressurreição de Osama Bin Laden

Luis R. Miranda
The Real Agenda
10 de maio de 2011

Quando é que a mídia é credível? Quanto é que um contratante dos EUA é credível? Quando Al-Qaeda é credível?

A mídia corporativa mentiu por 50 anos sobre a realidade histórica de nossas vidas. Não existe nenhuma empresa que receba 500.000 dólares por ano do governo dos EUA que irá contradizer sem constrangimento o que dizem em Washington. Nenhum grupo terrorista fundado pelos EUA na década de setenta, e que recebeu armas e milhões de dólares desde então e que foram usado para matar cristãos e muçulmanos no Sudão, Bósnia, Afeganistão e Iraque, cujo líder é o filho de um milionário Saudita fará alguma coisa diferente daquilo que seus criadores querem fazer.

Quatro dias antes de Obama anunciar a morte de Bin Laden (embora ele morreu em 2001), Ben Bernanke, anunciou que os EUA manteria as taxas de juro baixas, para acomodar a fraude de Wall Street e evitar a correção que deve ocorrer para que o mundo saia da atual crise económica. Depois, várias agências que avaliam a confiabilidade do governo dos EUA como devedor, afirmaram que o governo deveria ter uma nota “C”, e não AAA. Também naqueles dias, o preço futuro do petróleo subiu e ultrapassou 110 dólares o barril. O preço do dólar caiu para o menor nível em três anos e, como resultado, o preço do ouro subiu vertiginosamente em 20 dólares a onça.

E de repente, na noite de domingo, surgiram rumores de que o presidente Obama aparacería na televisão para falar sobre uma operação militar no Paquistão.

Tudo o anterior foi esquecido …

Depois que o governo dos EUA teve que mudar sua história sobre a operação militar no Paquistão várias vezes e teve que aceitar que Bin Laden não estava armado, nunca usou a sua esposa como um escudo, não houve tiroteio e que a equipe de segurança de Obama não tinha visto o vídeo, um contratante do governo dos EUA emitiu um relatório alegando que a Al-Qaeda confirmou a morte de Bin Laden. O contratante, o Instituto SITE, publicou o seu relatório a tempo para tentar resgatar o governo do Obama do ridículo no qual estava caindo.

Mas o que é SITE?

SITE é um contratante do governo dos EUA que no passado foi exposto pelas suas publicaçoes falsas que, eles disseram, vinham de Al-Qaeda. Esta organização escreveu falsos artigos, e produziu áudios e vídeos falsos que a mídia corporativa sempre tratou como legítimos. Então, o governo dos EUA depende de uma organização de baixa reputação a qual paga meio milhão de dólares por ano para reforçar a desintegração da fábula que foi feito na noite de domingo.

“A Al-Qaeda divulgou um comunicado nos fóruns jihadistas confirmando a morte de seu líder, Osama bin Laden, de acordo com o SITE Intelligence Group, que monitora as mensagens de militantes”, segundo a CNN. “A declaração, traduzida pelo SITE, elogiou o defunto, ameaçou tomar medidas contra os Estados Unidos, e pediu aos paquistaneses a se levantarem.”

SITE é uma organização que pertence ao complexo militar industrial e foi pego em flagrante com tanta frequência que só um público crédulo e ignorante poderia acreditar no que esta organização diz no seu site ou o que esta organização diz que encontrou em um fórum de pouca reputação . O Instituto SITE foi fundado por Rita Katz, a filha de um espião de Israel. Katz tem trabalhado em estreita colaboração com o Departamento de Justiça, o Departamento do Tesouro e o Departamento de Segurança Interna.

Todas as informações conhecidas sobre o SITE indica que é mais um cavalo de tróia que é regularmente utilizado pelo complexo militar industrial para postar vídeos da Al-Qaeda, como parte da campanha de propaganda para justificar a brutal guerra contra o terrorismo. SITE milagrosamente foi capaz de obter uma fita de vídeo de Bin Laden antes que esta fosse publicada pelo grupo Al-Qaeda em 2007.

E para dar mais “credibilidade” ao que SITE disse, a organização terrorista Blackwater, outro contratante militar dos EUA, fundada pelo NAVY SEAL Erik Prince, disse que o que SITE publicou é verdade. .Blackwater esteve envolvido em várias massacres de civis iraquianos desde 2003, quando os EUA invadiram o Iraque para derrubar Saddam Hussein. SITE também disse que, juntamente com a afirmação encontrada no fórum, a Al-Qaeda pretende publicar uma fita de áudio, que a organização pretende publicar.

Para ocultar o fato de Anwar al-Awlaki, um agente duplo da CIA e membro da Al-Qaeda havia jantado no Pentágono, SITE divulgou um vídeo do al-Awlaki dizendo que a organização continuaria lutando mais do que nunca o seu jihad global, enquanto elogiou as ações suicidas de Fort Hood e o “guerreiro” que foi auxiliado pelas agências de inteligência a bordo de um avião indo para os EUA embora não tinha passaporte ou visto.

De acordo com relatos do Paul Joseph Watson em Infowars.com, o mesmo fim de semana, SITE lançou uma fita de Adam (Pearlman) Gadahn, um outro agente duplo da CIA, que elogiou Abdulmutallab Shazad Farouk Faisal, o suspeito de ter tentado realizar atos de terrorismo no Times Square, em Nova York. Adam Pearlman é um espião da Mossad, a agência de inteligência israelense.

Devido a que a história oficial sobre o Bin Laden falhou, e a Casa Branca teve que “corrigir” os detalhes do que realmente aconteceu, o estabelecimento empresarial e político decidiu implementar um plano para assustar o público americano e do resto do planeta. Nada de novo. É por isso que os políticos continuam clamando por mais guerras, a mídia ecoa ameaças falsas emitidas por fornecedores sem credibilidade e as pessoas continuam acreditando tudo o que ouvem da mídia.

CIA usa Redes Sociais para Publicar Propaganda

RT
Adaptação Luis R. Miranda
Abril 18, 2011

Wayne Madsen tem escrito sobre as agências de inteligência dos Estados Unidos durante décadas. Ele foi um oficial da Marinha desse país e depois tornou-se jornalista investigativo.

No passado, ele tem escrito sobre o programa carnívoro do FBI para monitorar a Internet, mas agora diz que o governo não somente está realizando espionagem do que fazemos online, mas também está usando a web para nos dizer como.

O uso de meios de propaganda e operações psicológicas não é novidade para a CIA, disse Madsen. Ele cita a década de 1960, com a estação de rádio pirata Swan, como um exemplo de tentativas do governo dos EUA de influenciar “discretamente” ao público há mais de 50 anos, transmitindo mensagens a favor da invasão da Baía dos Porcos. Agora, diz Madsen, o governo está usando o Twitter e o Facebook para comunicar suas mensagens, mas não está claro ainda a maneira como eles estão fazendo isso.

O que está acontecendo hoje, diz Madsen, é apenas o exemplo mais recente de operações psicológicas perpetradas pelo governo de influenciar o público. Madsen confirma que as mensagens online identificadas como de grupos de oposição a governos estrangeiros, são, na verdade, frentes norteamericanas na Líbia e os seus vizinhos, por exemplo, embora eles querem que o público pense que são membros dos grupos que lutam pela paz e a democracia.

“Acho que os EUA está provavelmente por trás das mensagens do Twitter. Nós não sabemos se eles vêm da Líbia “, diz ele. Madsen sugere até mesmo que as mensagens de microblog poderiam facilmente ser escritas em bases militares nos EUA ou por funcionários de origem líbia, que não foram presos pelo governo líbio nem detectados pelos grupos rebeldes.

Madsen observa que a disponibilidade de Internet na Líbia é de apenas cinco por cento. Faria sentido, então, que os tweets, blogs e atualizações sobre o drama da África do Norte estejam sendo orquestradas pelo governo dos EUA como um meio para fazer com que sua mensagem seja ouvida, mesmo sendo feita por meios sub-reptícios.

Embora essas ações podem comprometer a ética da CIA, a organização tem sido esperta antes com o uso da web. As histórias de historias plantadas em jornais estrangeiros, que são então recolhidos no estrangeiro e de lá, indiretamente, reeditado pela mídia dos EUA, são so alguns exemplos de como a CIA trabalha diligentemente para influenciar a opinião pública.

Madsen também se refere às relações entre o governo dos EUA e empresas de tecnologia de comunicação gigantes como AT&T e Google (fundada pelo Pentágono), como um fato bem conhecido para os que investigam as ações que governos e corporações realizam em conjunto.

Independentemente de saber se a CIA lança secretamente estes tweets, Madsen diz que a participação dos EUA e de NATO na Líbia fez com que a crise lá ficasse pior e, portanto, este é um programa de propaganda que falhou miseravelmente.