Brasil Enfrenta Previsões de Desaceleração

Tradução Luis Miranda
UPI
Novembro 1, 2011

Planejadores do governo brasileiro foram avisados que a economia do seu pais pode estar desacelerando-se.

Dados divulgados pelo Banco de Desenvolvimento do Estado BNDES indicou o lento crescimento não foi apenas uma realidade, mas que ganhou impulso nos últimos meses.

Relatórios do maior pais da região, mostraram uma maior desaceleração da economia, com projeções que continuam a indicar atividade saudável, na maioria dos setores da economia brasileira. O prognóstico de desaceleração é feito com base em números mais baixos de empréstimos, o que indica que o dinamismo da actividade económica diminuiu, os dados mostraram.

O banco disse que os desembolsos de empréstimos em 2011 vao perder a sua meta inicial para o ano, refletindo um déficit de US $ 2,95 bilhões a $4.14 bilhões. A estimativa de desembolsos de empréstimos total para o ano é provável que seja mais de US $ 83 bilhões contra estimativas de até US $ 87 bilhões.

A queda é em parte resultado de tomadores de empréstimos corporativos mudando de idéia sobre como fazer as solicitações de crédito novo, mas representa o primeiro declínio anual na figura desde 2008, quando o Brasil estava lutando contra a crise econômica global.

A queda ocorre em meio a previsões de financiamento que o crescimento econômico do Brasil este ano pode ser inferior a metade do que em 2010. O crescimento econômico do ano passado, registrou-se em 7,5 por cento, foi o mais rápido em 24 anos de atividade econômica no Brasil e atraiu investidores de todo o mundo.

Pelo menos parte da queda do endividamento do BNDES provém do conservadorismo entre pessoas jurídicas brasileiras que têm sido atacadas pela especulação dos investidores e as preocupações sobre as possíveis ramificações da crise da zona do euro.

Expectativas sobre a construção de novas formas de negócios e investimento com a União Europeia tem diminuído por mais de um ano e discussões para alcançar um acordo de livre comércio com a Europa no âmbito do comércio da América Latina e o Mercosul foram inconclusivos.

Autoridades dizem que a crise da zona do euro pode encorajar os negociadores europeus a abandonar suas objeções ao Mercosul, que é visto pelo sector da agricultura da UE como uma ameaça potencial. Os analistas da UE disseram que um acordo com o Mercosul ajudará a UE para forjar novas relações comerciais e encontrar novas fontes de receita em um momento de adversidade.

Vários países membros do Mercosul estão indo bem e o Brasil em particular, tem um vasto excedente que promete os exportadores da UE uma mina de ouro potencial se um acordo de comércio é realizado.

Países membros do Mercosul são Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai como membros plenos, Venezuela como membro pleno aguardando a confirmação e Bolívia, Chile, Colômbia, Equador e Peru como associados.
Analistas disseram que a notícia de uma potencial desaceleração econômica no Brasil provavelmente vai causar um efeito cascata no resto da região do Mercosul, que tem um produto interno bruto de $ $2.895 trilhoes.