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Recuperação econômica occurrerá só se os bancos vão à falência

POR LUIS MIRANDA | THE REAL AGENDA | OUTUBRO 28, 2012

Embora se diga que a crise financeira iniciou em 2008, o seu começo foi muitos anos antes. Como foi explicado ontem, a chamada recuperação que quase todos os políticos dizem que os governos estão procurando é uma farsa. Nao existem planos elaborados para ter uma recuperação. Na verdade, e todo o contrário.

É verdade, a crise que estamos enfrentando é a pior desde a Grande Depressão da década de 1930, mas as condições que criaram a crise são as mesmas que existiram no século passado. O sistema de criação de dinheiro da nada permite que os fabricantes do dinheiro falso injetem capital na economia, no que é chamado de investimento. Depois que as economias se tornam viciadas em dinheiro rápido e / ou “de graça” para construir seus negócios, os emitentes do dinheiro falso subtraem rapidamente esse dinheiro ou exigem a devolução imediata do “investimento”, o que causa a descapitalização das economias e portanto, o seu colapso.

As causas que desvendaram a crise em 2008 se originaram no início do século 20, com a adoção do modelo de desenvolvimento baseado na emissão de dívida. De acordo com suas instruções, os governos dão poder de emitir dinheiro para um grupo de banqueiros internacionais que criam dinheiro em nome de governos ao redor do mundo, com um ganho de até 30 por cento de juros. Estes juros são cobrados dos cidadãos de cada pais. Os juros cobrados pela emissão do dinheiro — que e dado aos governos como um crédito — é colocado no “cartão de crédito” dos governos como dívida. Imediatamente, o pagamento desta dívida torna-se responsabilidade dos cidadãos, quem terão que trabalhar toda a sua vida para pagar os intermináveis pagamentos dos juros.

O modelo econômico baseado na emissão de dívida originada na irresponsabilidade por parte dos burocratas que dirigem o governo. Em vez de gastar o dinheiro do povo de forma responsável, burocratas pensaram que era uma melhor idéia pedir dinheiro emprestado a taxas de juros enormes, em vez de diminuir gastos. Eles decidiram aceitar subornos e conselhos de banqueiros internacionais para financiar seus programas de “bem-estar” e, assim, cumprir algumas promessas de campanha, enquanto aumentaram a carga de juros da dívida sobre as classes trabalhadoras.

Este sistema, que foi iniciado em 1913, é usado ainda hoje e, qualquer lugar que existe um banco central. Se o banco é uma entidade privada ou uma agência governamental é irrelevante. Burocratas eleitos para representar o povo pedem dinheiro emprestado ao Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial, por exemplo, em troca pela adoção de políticas específicas para garantir o aluguel da força de trabalho por muitas gerações. Na pratica, as classes pobre e media trabalham para os banqueiros internacionais, e não para se mesmos ou seu pais.

O dinheiro pago pelos trabalhadores ao governo central não é usado para melhorar as comunidades em que vivem. O dinheiro dos impostos é usado para pagar os juros da dívida contraída pelo governo central em nome do povo. Os tipos de melhorias prometidas pelos políticos durante suas campanhas não são pagos com dinheiro do contribuinte, mas com dinheiro emprestado de bancos internacionais. Banqueiros oferecem empréstimos aos governos que não têm liquidez suficiente para cumprir as promessas feitas durante a campanha. O governo aceita todas as condições do contrato de empréstimo e efetivamente cede soberania e a trabalho da sua população aos fabricantes do dinheiro.

O tipo de colapso que estamos vivenciando é a última etapa do plano que os banqueiros têm desenvolvido e aplicado para se tornarem os únicos proprietários de tudo. A principal diferença entre o anterior e a atual crise é que esta pode ser a última vez que os banqueiros precisam usar o seu plano. Isso porque os banqueiros podem simplesmente ir embora com tudo.

A questão é, então, como podemos evitar que os banqueiros façam o mesmo que fizeram na Grécia, onde saquearam tudo? É realmente simples. Em toda a Europa e no resto do mundo os governos tem que fazer o que fez a Islândia. Em vez de dizer que as instituições financeiras internacionais são demasiado importantes para ir a falência, a Islândia decidiu jogá-los fora. Como resultado, cerca de 90 por cento da dívida em poder do governo islandês, que era realmente dívida criada pelos bancos foi eliminada. O outro 10 por cento era dívida real do governo. Depois que esta decisão foi feita, a Islândia decidiu tomar um outro caminho para ter uma recuperação real.

Acredite ou não, a Islândia decidiu permitir o colaps dos bancos, que é exatamente o oposto do que foi feito na Itália, França, Grécia, Espanha, Inglaterra e Estados Unidos, para citar alguns países. Em todos esses lugares, a crise atingiu os bancos internacionais, mas os governos decidiram que era uma má idéia deixar os bancos assumir a sua própria dívida. Em vez disso, eles imprimiram mais dinheiro falso para “resgatar” os bancos e a dívida foi para a cidadania, quem vai pagar juros sobre essa dívida por muitas  gerações. Essa decisão não somente não resolveu o problema, já que a única coisa que fez foi incorrer em dívida adicional, mas também piorou as condições econômicas porque não foram implementadas soluções reais para a crise.

No início de 2008, os bancos que operavam na Islândia tinham uma divida equivalente a seis vezes o PIB do país. O governo decidiu nacionalizar os três maiores bancos, causando a desvalorização da moeda local — a coroa — em 85 por cento. Este parecia ser um problema para a Islândia, mas ao contrário do senso comum, na verdade, ajudou o país a ter uma recuperação real, mantendo grande parte da sua independência e soberania. O governo foi à falência no final desse ano, mas o país evitou ter que tornar os cidadãos responsáveis ​​pela dívida gerada por bancos internacionais.

Junto com a desvalorização da coroa islandesa, o pais experimentou aumento da inflação imediatamente após a declaração de falência. Enquanto isso, o governo decidiu tomar todo o dinheiro e depósitos nos bancos recentemente nacionalizados para começar tudo de novo. A ação tomada pelo governo islandês significou um curto período de verdadeira dor, mas também deu às pessoas a oportunidade de começar de novo, sem dívidas e com gastos sob controle.

Até 2010, apenas dois anos após a declaração de falência e nacionalização de bancos, Islândia experimentou seus primeiros sinais de crescimento econômico, que marcou o início da recuperação. Ao permitir o colapso dos bancos internacionais, a Islândia não só puniu os banqueiros irresponsáveis pela sua irresponsabilidade, mas também impediu que o povo se torna se escravo dos bancos. O país também admitiu ter alguma dívida real — uma pequena parte do total — e agora está trabalhando em um caminho de sucesso para uma recuperação completa.

A lição aprendida de tudo isso é: Você não pode lutar contra o fogo derramando gasolina sobre ele. Se a origem da crise atual é o sistema econômico baseado na emissão de dívida, não haverá solução real, porque tudo o que a maioria dos governos faz é criar mais dívida para pagar dividas existentes. A razão pela qual a maioria dos países decidiu escolher a emissão de mais dívida — como nas nações da Europa — é que os políticos são comprados e pagos pelos banqueiros para tomar essa decisão. Se ocorrer o inverso, ou seja, se o débito gerado pelos bancos é rejeitado e se esses bancos vão a falência, teremos muitas recuperações mais bem sucedidos. É tão simples que até mesmo Paul Krugman entende.

Então, se você quiser que o seu país esteja livre de dívida e dinheiro falso, peca ao seu governo renunciar ao modelo de desenvolvimento baseado na emissão de dívida, que não é nem mesmo um modelo de desenvolvimento. Se você quer uma recuperação real, você tem que deixar os bancos ir a falência.

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Estados Unidos: A ilusão da eleição, a Realidade da Fraude

Estados Unidos da América tem a população mais enganada na história.

POR LUIS MIRANDA | THE REAL AGENDA | 8 SETEMBRO 2012

É chamado sonho americano porque você tem que estar dormindo para acreditar. Enquanto isso, a verdade e a realidade são ridicularizados, opostos e depois aceitas antes de serem espancadas até a morte. O tempo que leva o americano médio para perceber que é tudo um sonho — a casa grande, o escritório de canto com janelas de vidro, a posição gerencial, o salário de seis dígitos e o reconhecimento — é o mesmo tempo que leva para ele acordar. O problema é que a maioria dos  americanos nunca acordam.

Diante dos olhos de todos os americanos, o Partido Republicano vergonhosamente eliminou todos os registros das escolhas feitas por centenas de delegados de todo o país que não apoiaram Mitt Romney para a nomeação presidencial. O conselho do partido simplesmente decidiu que, a fim de suavizar a entrada de Romney na corrida para a presidência, eles deviam manipular a forma como os delegados foram escolhidos e contados.

Eu gostaria de explicar isso para você, mas é mais fácil se você assiste e entende o nível de arrogância, fraude e desrespeito pelos eleitores que enche o núcleo do Partido Republicano. Vamos apenas dizer que, após a Convenção Nacional Republicana de 2012, nunca mais as pessoas que apoiam este partido e qualquer candidato que não é apoiado pelo estabelecimento dessa organização corrupta, serão capazes de realmente eleger seu representante para a convenção, muito menos o homem ou mulher para concorrer à presidência.

Por favor, veja e ouça com atenção e tente não cair do assento onde você está.

No caso de você não entender o repórter, deixe-me explicar em termos leigos. A moção aprovada na Convenção Nacional Republicana de 2012 assegura que apenas o candidato escolhido pela núcleo do Partido Republicano ou o presidente republicano na Casa Branca vai decidir quem é nomeado como delegado oficial para participar da Convenção Nacional e votar durante o evento. Esqueça as prévias e primárias.

E você achava que era uma eleição, não é? Infelizmente, a escolha é apenas uma das ilusões mais elegantes que o americano médio acredita. A moção aprovada e adoptada pelo RNC não só é ruim porque roubou delegados legitimamente eleitos que apoiavam o candidato Ron Paul, que ganhou os suficientes delegados para desafiar Romney na Convenção, mas também porque, independentemente de quem é o candidato, é claro que os políticos e meios de comunicação se sentem ameaçados por um tipo de homem que só aparece uma vez a cada século. Talvez com menos frequência.

Por que eles se sentem ameaçados? Porque apesar do circo criado pelo Partido Republicano e a mídia corporativa, o candidato Paul foi capaz de levar sua mensagem a milhões de pessoas. Mas a ameaça cresceu mais, porque todos esses milhões de pessoas, mesmo fora dos Estados Unidos, realmente ouviram e começaram o maior movimento em favor da liberdade da história recente.

Infelizmente, no outro lado do corredor, as coisas não estão muito melhor. Obama é o outro lado da moeda da ilusão, a segunda face da escolha falsa que os proprietários dos Estados Unidos da América — e grandes porções do resto do planeta — escolheram para enganar os ingênuos membros da população. Dizer que o fenômeno Barack Obama é uma decepção seria muito pouco. Mas para ser justo, vamos comparar os dois homens que estão agora na corrida para governar os Estados Unidos.

O que esses dois homens apoiam e ao que eles se opõem?

Ambos Mitt Romney e Barack Obama apoiam, como seu histórico de votações e declarações públicas mostram, as seguintes políticas:

1. Resgates financeiros, pacotes de estímulo, flexibilização quantitativa e gastos deficitários.
2. O envio de tropas para proteger as fronteiras dos outros e enviar dinheiro para ditadores estrangeiros.
3. Política externa intervencionista da era Bush.
4. Restrições federais sobre a posse de armas.
5. Lei Patriota.
6. Espionagem sobre cidadãos americanos sem mandado constitucional.
7. Detenção indefinida de cidadãos americanos sem acusação, julgamento ou advogado.
8. Assassinatos de cidadãos americanos ou qualquer outra pessoa sem o devido processo.
9. Cuidado de Saúde socializada.

Ambos Mitt Romney e Barack Obama se opõem, como seu histórico de votações e declarações públicas mostram, as seguintes políticas:

1. Equilibrar o orçamento em menos de 30 anos.
2. Pagar a dívida nacional.
3. Permitir ais Estados a fazer suas próprias leis.
4. Políticas fiscais e monetárias sas.
5. A política de não-intervencionismo.
6. Liberdade de escolha por empresários e consumidores.

Embora por muitos anos os americanos foram vistos no exterior como incultos e arrogantes, essa opinião mudou. A melhor descrição do americano médio no exterior é agora a de um escravo de plantação ignorante, arrogante, que por um longo tempo — até hoje — goza e se alegra com a prisão onde ele vive. Enquanto a maior parte do mundo tem sido desprovido de oportunidades e recursos para sucesso pelas mesmas forças que controlam a forma de vida americana, os cidadãos norte-americanos foram aclimatados com os benefícios que a moeda artificialmente forte dessa nação tem sido capaz de fornecer.

A abundância ilimitada reforçou a ilusão do sonho americano que cego cerca de 99% da população. Foi devido a chegada de pessoas como Ron Paul e seu movimento popular composto por pessoas realmente preocupadas que o 99% caiu para 95% ou menos. Membros dessa minoria ruidosa foram os que elegeram delegados suficientes em pelo menos seis estados onde Ron Paul venceu Mitt Romney por uma ampla margem. Ao mudar as regras sobre como os delegados são escolhidos, o Partido Republicano tem assegurado que nunca mais um movimento de base desafiará a eleição de um candidato que não aceite a imposição da plataforma oficial do Partido.

Com o cenário político resolvido, é preciso dar uma olhada para a outra parte da ilusão.

Mesmo com o estado ruim da economia tornandou-se mais evidente, não é incomum ler, ouvir e ver relatórios sobre os bônus pagos aos líderes corporativos e burocratas com fundos dos contribuintes. Demais é dizer que os resgates patrocinados por EUA e os dinheiros dados aos bancos americanos e europeus têm puxado o país mais perto do precipício profundo e escuro de insolvência e de falência. Mas se você perguntar ao americano médio sobre isso, ele não pode ve-lo ou senti-lo.

Da falta de educação dos americanos, a pouca perspectiva sobre história e compreensão zero dos assuntos mais importantes, veio a ilusão de prosperidade. Tendo moeda de reserva do mundo, o que permitiu americanos para desfrutar de preços artificialmente baixos, políticos autorizaram e adotaram o sistemas económico baseado na criacao de dívida. O colapso do modo de vida americano não começou em 2008, 2007 ou 2006, mas em 1913.

O colapso foi avançado gradualmente ao longo dos anos em um ritmo muito lento, por isso “os sapos” não perceberam o calor da água fervente. A prosperidade é uma cortina de fumaça que trouxe os Estados Unidos em direcao ao colapso que agora esta precipitadamente se aproximando. A falência financeira dos EUA deixou de ser uma teoria da conspiração, para se tornar em uma certeza matemática. Os Estados Unidos, assim como o resto do mundo, estão se afogando em dívida. Mas ao contrário do que a mídia corporativa, liberais e socialistas acreditam, não há nenhuma maneira no mundo para pagar essa dívida. Nenhuma quantidade de impostos arrecadados, nenhum esquema de impressão de dinheiro, nem mesmo se todo o dinheiro do PIB fosse usado para tentar pagar a dívida, os EUA não poderia eliminar o seu fardo mais pesado.

Agora, os Estados Unidos estão sofrendo de dois problemas incuráveis: Deficit Federal e a Dívida Nacional. Apesar de serem questões distintas, elas estão realmente interligadas. A dívida é criada quando o Governo Federal não é capaz de manter seus gastos sob controle e limitados à produção do país. Isso cria uma necessidade de tomar dinheiro emprestado do FED, China ou quem estiver louco — ou ser inteligente — o suficiente para emprestar dinheiro aos EUA. A dívida nacional é a soma de toda a dívida do Governo Federal dos EUA, incluindo dinheiro emprestado e os interesses que tem de pagar sobre esses empréstimos.

O déficit, por outro lado, é a diferença entre o orçamento e o que EUA realmente gasta em um ano específico. Assim, por exemplo, se em 2012 EUA tem um orçamento de US $ 100, mas gastou US $ 130, o déficit de 2012 seria de R $ 30. Desde que os EUA não tem forma de pagar a diferença de $ 30, o país coloca os US $ 30 como dívida a ser paga no longo prazo, digamos 50 anos. Durante esse tempo, os EUA como um todo — os cidadãos — terao que pagar juros sobre a dívida, enquanto o original $ 30 não é pago. Porque a dívida original não é paga, os interesses continuam a acumular, o que, em seguida, tornar-se impossível de pagar também.

O problema é que o déficit não é tão pouco quanto $ 30 e, portanto, a dívida não é pequena, pelo que os interesses  explodiram ao longo do século passado. Hoje, a Dívida Nacional é de US $ 16.001.431.267.262,98. Com uma população estimada de 313.431.758 nos EUA, a participação de cada cidadão desta dívida é de US $ 51.052,36. Mas não se preocupe, porque esta não é a sua dívida. É a dívida gerada pelo Governo Federal fora-de-controle que ilegalmente hipoteca as vidas de geração após geração para pagar seus esquemas de corrupção sem limites, tais como Segurança Social, Medicare e Medicaid, para financiar as guerras no Oriente Médio e em outros lugares em do mundo, bem como para dar socorro a bancos americanos e europeus.

Embora a americano médio não tenha exatamente aprovado a criação desta dívida, de fato ele permitiu que o crime de endividamento fosse realizado ao votar por quaisquer partido político e líderes como Jimmy Carter, Ronald Reagan, George Bush pai, Bill Clinton, George Bush Jr. e Barack Obama. Então, sim, os americanos tem sido instrumentos para o crime; conscientemente ou não. Além disso, a dívida vai continuar a crescer como sempre tem. Para o período de 2007 a 2012, a Dívida Nacional de EUA cresceu 3,88 bilhões dólares por dia. (Estimativa conservadora).

Por favor, veja o gráfico abaixo para ter uma perspectiva histórica sobre a dívida dos EUA desde 1940 até 2011:

Isso é o que eu quero dizer quando falo que os americanos são vistos como mal educados e crédulos. O sistema utilizado pelo governo dos EUA é um exemplo do que chamamos hoje de um esquema Ponzi. É assim que o governo federal pretende aumentar a dívida até US $ 20 trilhões em 2016 e US $ 70 trilhões nos anos seguintes. Não importa se Obama é reeleito ou Romney toma seu lugar. As coisas continuarão como de costume.

Embora alguns economistas gostariam de continuar a usufruir dos benefícios da ilusão, por continuar a pedir dinheiro emprestado para financiar as responsabilidades do governo e programas sociais, a verdade é que o limite de quanto os EUA podem pedir emprestado está rapidamente se aproximando do fim. Por que? Porque, para que este esquema Ponzi funcione, tem de haver investidores loucos que concordem em socorrer os EUA cada vez que aumenta o teto da dívida. Se os investidores retardam ou interromper o fluxo de dinheiro, o esquema Ponzi colapsaria. E aí onde estamos hoje.

O colapso financeiro dos EUA é uma boa transição para aprender como o governo dos EUA por muitos anos tentou evitar este colapso e como vai continuar tentando evitá-lo no futuro. Este é o terceiro componente da ilusão.

A guerra e o conflito sempre foram monstros de múltiplas cabeças. Por um lado, são responsáveis ​​pela destruição de terras e assassinato de pessoas inocentes, mas também realizam um segundo objetivo: justificar a existência do complexo militar industrial. No entanto, um terceiro objetivo é muitas vezes esquecido. Guerras e conflitos são excelentes ferramentas para manter populações distraídas, enquanto os crimes financeiros e políticos são cometidos. Por exemplo, a agitação atual no Oriente Médio coincide, não por acidente, com a mais profunda crise financeira desde a Grande Depressão.

Os banqueiros que controlam os governos ocidentais — incluindo os EUA — sabem disso. Na verdade, eles usaram guerras e conflitos no exterior para realizar mudanças radicais em casa. Hitler, Mussolini, Franco e Pinochet fizeram a mesma coisa, assim como cada presidente dos EUA, pelo menos desde 1929.

Quando os Estados Unidos fique sem credores ou reconheça publicamente que não pode mais cumprir suas obrigações, que exatamente virá em seu socorro? Ninguém. Então, os EUA terá somente duas escolhas visíveis e uma carta escondida na manga. O governo vai ter que declarar-se falido ou então exponencialmente hiper-inflacionar sua moeda, uma política que tem sido gradativamente empregada desde 1913.

Parece muito claro que o governo dos EUA não vai declarar-se falido, porque isso significaria que os seus credores — China, o sistema bancário centralizado, Arábia Saudita e assim por diante — vão procurar o seu pedaço do bolo americano. Assim, é provável que os EUA continuarão a hiper-inflacionar a sua moeda, mas em uma velocidade mais rápida. Isto não é uma solução, mas sim uma estratégia para retardar o colapso. De qualquer maneira o país entrará em colapso. A diferença vai ser algo parecido com o que é explicado em CrisisHQ.com. “Economicamente, a primeira opção seria a sensação de um ataque cardíaco e a segunda opção como câncer terminal.”

Uma vez que a cortina de fumaça da hiper-inflação não funcione mais, os gestores dos EUA vão recorrer ao plano que tem estado afinando por pelo menos meio século: a guerra aberta. O cenário de guerra perpétua como uma ferramenta de controle foi explorada ao longo do século 20 em muitos cantos do planeta. Dos Balcãs ate Nicarágua e o Oriente Médio. O resultado é sempre o mesmo: o americanos crédulos continuaram apoiando o candidato que mostra uma posição mais forte contra a “ameaça externa”; o agressor imaginário que procura destruir suas vidas imaginárias.

Hitler foi capaz de ganhar o apoio quase total do povo alemão após a fabricar o incêndio do Reichstag. Em 2001, o governo dos EUA fez o mesmo. A destruição dos símbolos do mundo americano abriu a porta para o perpétuo estado de guerra no século 21. Esse estado de guerra deu lugar à insegurança e o Estado Polícia. Como Saman Mohammadi coloca em seu artigo 7 Razões pelas que o Grande Mito da Luta contra o Terrorismo Persiste, e porque “os engenheiros da realidade construem armadilhas mentais e becos sem saída, a fim de conter a conversa de eventos políticos contestados assim como as questões dentro dos parâmetros do paradigma americano-Israelense de combate ao terrorismo.” O Reichstag americano funcionou muito bem.

Então, o que fazer com tudo isso? Primeiro, entenda que não há solução política para essa ilusão. Como mostrado no início deste artigo, os partidos do estabelecimento político vao sempre encontrar uma maneira de fraudar as regras para impor sua vontade. Se o governo fosse realmente uma solução ou parte da solução, nós todos estaríamos muito melhor do que estamos hoje. Votar pelo melhor dos dois males não vai fazer nada para melhorar as coisas. Enquanto há servidores públicos que não temem aos cidadãos, mas que se alimentam deles, não haverá uma solução para o problema. Em segundo lugar, a verdadeira solução começa com a educação, e depois com o envolvimento daqueles que encontram a luz e decidem caminhar em direção a ela. É necessário que os 5 por cento seja multiplicado 10 vezes.

Educação leva tempo e a mesma coisa acontece com um despertar em massa. Infelizmente, às vezes só um colapso que faca tremer a terra, como o que está prestes a acontecer, é capaz de despertar grandes massas de pessoas. Desde o colapso parece quase inevitável, é dever de todos para continuar a educar os membros da família, vizinhos e amigos para que o colapso possa ser impedido com pressão popular sobre a classe política. Ao mesmo tempo, aqueles que estão “acordados” devem preparar-se para o colapso, tornando-se independente dos controladores, que têm “aumentado o calor” desde o século passado.

O significado de preparação pode variar dependendo de quem você é onde você vive. O denominador comum para estar preparado é a auto-suficiência. Ser capaz de determinar seu próprio presente e futuro é a arma mais forte contra o colapso e contra a classe dominante. Ajude os seus parentes e vizinhos para deixar o seu estado de controle mental no qual estão para tornar-se intelectualmente e fisicamente independentes. Ajude-los a despertar da ilusão em que vivem.

O Shakedown Político Global será para melhorar?

POR LUIS MIRANDA | THE REAL AGENDA | 12 MAIO 2012

Em todo o mundo, parece haver uma onda de cidadãos detonando seus líderes. Exemplos recentes dessas manifestações de descontentamento com a situação política e econômica começou na Espanha, onde Mariano Rajoy assumiu o volante, que estava diante José Luis Rodriguez Zapatero. Então veio a Grécia, que mudou seu líder, George Papandreou, para Papademos Lucas.

O fim de semana passado, as eleições na França e Alemanha, continuaram a onda de mudanças quando o amigo de Muammar Gaddafi, Nicholas Zarkozy foi deposto como presidente da França. No seu lugar chegou François Hollande. Angela Merkel, sofreu perdas significativas na Alemanha, quando sua coalizão de centro-direita perdeu o poder no estado de Schleswig-Holstein. Ainda esta semana, uma vez que a recontagem seja completada, ela poderia ser uma vítima do que parece ser um mini-terremoto político generalizado na Europa. Nesta região, a única nação que parece ter escapado do ataque tecnocrático é a Islândia, cujos líderes não estavam totalmente nos bolsos dos banqueiros que tomaram grande parte da Grécia, Inglaterra, Espanha, Itália, Portugal e outros países.

Enquanto isso, nos Estados Unidos, a maioria dos meios de comunicação têm colaborado para selecionar Mitt Romney como candidato republicano à presidência depois de Newt Gingrich e Rick Santorum perceberam que eles não tinham dinheiro suficiente para financiar suas campanhas ou pagar suas dívidas. Ambos Santorum e Gingrich estao pedindo ao milionário Romney para pagar suas dívidas em troca de seus votos e apoio. A maior parte dos ganhos obtidos por Romney vem de suas vitórias no “concurso de beleza” conhecido como os caucus e primárias, permitindo-lhe obter o maior número de delegados não comprometidos entre os candidatos.

Ao contrário das eleições europeias, o sistema eleitoral dos EUA é mais como um concurso, e o candidato só é eleito durante uma convenção nacional do partido. A sabedoria convencional diz que Romney seria escolhido como o homem a lidar com um desajeitado Barack Obama em novembro, e é isso o que mídia e da máquina do Partido Republicano tentou fazer, já que ambos Santorum e Gingrich retiraran-se da eleição. No entanto, no centro de toda a tramóia criada para Romney ser o candidato à presidência, a onda de descontentamento dos EUA parece estar aumentando. Apesar que as bancadas estaduais e muitas primárias foram reportadas como vencidas por Santorum, Gingrich e Romney, os resultados oficiais em vários destes Estados não haviam sido anunciados. Nas últimas duas semanas, pelo menos cinco estados mudaram os resultados anunciados anteriormente. Não foi Romney, Gingrich ou Santorum quem ganharam nesses estados, mas o pre candidato e representante do Texas Ron Paul.

Nevada, Washington, Iowa, Maine e Louisiana estão agora oficialmente na lista de estados vencidos pelo Sr. Paul. Ele também fez progressos significativos em Minnesota e Missouri. Assim, enquanto a campanha de Romney estava desfrutando a sensação de ser inevitável, um grupo de trabalho composto por seguidores de Ron Paul verificaram que seu voto tivesse o peso que devia ter. A campanha do Paul, discretamente procurou um grande número de delegados depois que Romney foi oficialmente “eleito” pelo Partido Republicano para enfrentar Obama em novembro. Com os ganhos recentes, Paul avançou na tentativa de forçar uma solução negociada na Flórida, ao invés de deixar Romney desfrutar de uma vitória facil.

O assunto com todas os protestos políticos na Europa e nos EUA é saber se essas revoltas contra o poder estabelecido pelas corporações que controlam os candidatos tradicionais fizeram ou irão fazer a diferença para algo mais positivo para as pessoas que demitiram seus ex-líderes. No caso da Europa, tem havido pouco progresso, especialmente na Grécia. Depois de George Papandreou — candidato de esquerda — deixou o cargo, o país aceitou o suposto apoio financeiro da União Europeia e adotou um pacote de austeridade duro do governo, cujo único resultado importante foi o aumento dos suicídios políticos. A Grécia está em pior condição do que nunca. A idéia de que um país rico poderia ser capaz de pagar a sua dívida hoje é tão efêmero quanto a garantia de que isso aconteceria antes. Grécia, um dos países ricos da Europa é agora menos capaz de pagar a dívida, o que fez com que o problema da dívida soberana se torne evidente. Nem é a França, Espanha, Portugal ou qualquer outro país europeu parece ter essa capacidade hoje. Assim, para a Grécia, a mudança não tem sido muito boa. Tem sido para pior.

No caso de Espanha, as coisas são muito diferentes. O governo liderado por Mariano Rajoy, segue basicamente a mesma estratégia que Zapatero teve, que é uma economia patrocinada pelo governo. Rajoy, desde sua posse não fez nada para gerar mais receita do que aumentar os impostos. O governo aprovou igualmente programas de austeridade em troca de resgates com aumento do gasto público em programas sociais tradicionais. A saúde financeira da Espanha é pior hoje do que antes, e talvez até pior do que o da Grécia. Além da enorme dívida que está fora de controle, o governo socialista continua a pedir dinheiro emprestado a um custo muito elevado. A taxa de desemprego atingiu 24%, o que causou sérios problemas econômicos em toda parte. Por que a Espanha é pior do que a Grécia? Porque a sua economia é quatro vezes o tamanho da Grécia. A actividade económica em Espanha equivale a quase 12% do PIB gerado na área do euro, tornando-o o quarto maior na Europa e número 10 do mundo. Uma falência espanhola vai causar um terremoto cujas ondas serão sentidas em todo o mundo. Pode até significar o colapso da zona do euro, disseram analistas.

As perspectivas econômicas da França não são muito melhores. Esta situação, combinada com a sede de guerra do Nicolas Sarkozy lhe custou seu trabalho como presidente. Mas o que vai mudar para melhor? Tem o socialismo alguma vez funcionado para  melhorar? A pergunta não é retórica, porque o novo líder da França é um socialista. França perdeu seu rating AAA, se isso significa alguma coisa, enquanto a taxa de desemprego continua a aumentar, mesmo com números inventados ela esta por cima do 10%. O país está agora em uma situação semelhante a Espanha e Itália, afoga-se em insegurança econômica e uma crescente incapacidade de pagar a sua dívida, que é o melhor cartão de visita de um país para inspirar confiança e obter crédito barato. Os resultados desastrosos das políticas econômicas e fiscais de Sarkozy, não levaram ao crescimento, mas ele respondeu com novas propostas para mudar a direção do país. Demasiado pouco, demasiado tarde, muitos dizem que ele perdeu a eleição contra François Hollande pelas mesma razão. Sarkozy queria impor um aumento no imposto sobre o consumo, o que permitiria às empresas negociar mais flexibilidade do horário de trabalho e de remuneração, e esta politica seria consagrada como uma exigência no orçamento equilibrado na Constituição. Suas intenções não ressoaram com os franceses, que também souberam sobre sua conexão secreta com o assassinado líder líbio Muammar Gaddafi.

Talvez o único país que parece melhor é a Alemanha, tanto financeiramente como politicamente. Mas este estado de coisas não pode durar muito tempo. Angela Merkel, também conseguiu assustar o povo alemão. O exemplo mais recente de sua falta de liderança é a perda de apoio, ainda que pequena, poderia começar a moldar o que será a eleição nacional em 2013. Como a Alemanha parece ser o único Estado europeu com uma base mais forte, uma questão diferente se torna o centro da atenção. Conforme relatado pelo jornal Express, o ministro alemão das Relações Exteriores, Guido Westerwelle, está trabalhando em segredo para criar uma posição de liderança na Europa que combina os poderes da presidência do Conselho Europeu e a Comissão Europeia, deixando o Reino Unido fora do grupo . “Esta é uma conspiração de pessoas que querem abolir os Estados-nação e criar os Estados Unidos da Europa”, disse um dos rivais do grupo secreto. Tory MP Douglas Carswell disse que não importa como os poderes do Conselho e da Comissão estão dispostos, enquanto os tecnocratas que controlam a Europa não tenham a capacidade de ditar em que forma as pessoas devem viver. “Eles não são eleitos e não têm legitimidade.”

Com o ministro grego hipotecando o futuro do país através da adoção de novos programas de austeridade ineficazes e chamando a austeridade de “dever patriótico”, parece não haver uma saída para o país do Mediterrâneo que está agora nas mãos de seus credores. Espanha parece estar caminhando na direção da Grécia, como os seus dirigentes começando a adotar políticas semelhantes de gastos e empréstimos sem criar verdadeiras oportunidades de emprego para o número crescente de desempregados, em particular os menores de 25 anos — agora são chamados de geração perdida. “Esta é a geração melhor educada mas sem nenhuma esperança na Espanha”, disse Ignacio Escolar escritor local. O desemprego juvenil na Espanha atingiu 52% na Primavera deste ano.

Qualquer esperança de mudança reside então nos EUA. Será que os Americanos iniciaram uma “revolução de verão” para continuar a onda de mudanças que é muito necessária, ou será que eles continuaram confiando em seus líderes eleitos pelas corporações ao invés de demiti-los para sempre? Foram os Americanos quem lutaram contra os ingleses pela independência temporária, afinal de contas, certo? Com uma dívida de mais de 16 trilhões e uma taxa de desemprego crescente — cerca de 100 milhões de americanos estão fora da força de trabalho hoje — os americanos terão que escolher entre o modelo da ditadura de dois partidos que tem arrastado eles até o buraco negro onde estão hoje, ou a melhor opção para eles realmente começar uma verdadeira mudança. Uma revolução pacífica contra políticos e corporações nos Estados Unidos pode ser o começo de um despertar em todo o mundo e / ou um aumento na demanda por prestação de contas das pessoas aos seus governos que até agora têm mostrado o nível de conluio com os interesses corporativos.

Alguém tem que acender o fósforo para ascender o fogo.

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Enquanto a Sociedade se Decompõe, o Povo Pede Tirania

Por Luis R. Miranda
The Real Agenda
11 agosto de 2011

Passaram pelo menos 15 anos desde que ouvi de chamadas para que as pessoas acordarem porque a maior crise da existência da humanidade estava se aproximando rapidamente. Hoje, vendo vídeos e fotos de Londres, Síria, Egito, Estados Unidos e Líbia, não posso deixar de pensar que aqueles que tentaram alertar a população falaram simples e claramente a verdade. Talvez o fato mais impressionante é que eles, que muitas vezes eram identificados como teóricos da conspiração, nos contaram como tudo ia acontecer e como o ponto de ruptura estava mais perto e foram capazes de prever diferentes aspectos da queda com precisão excepcional. Claro, tudo o que tinham que fazer era estudar a história e criar analogias para saber em detalhe como tudo aconteceria. Qualquer um poderia saber se tivessem dado uma olhada na história.

Quem acreditaria há 15 anos que o mundo cairia de joelhos e implicaria a implementação de políticas e regimes tirânicos, a fim de trazer de volta a lei e a ordem? Eu certamente não. Antes de começar a estudar a história e eventos atuais, pensei que a sociedade seria capaz de cuidar de si mesmo e evitar o desastre. Mas as imagens de vídeo mais recentes de Londres e outros lugares mostram claramente que a sociedade está perdida na nublada realidade alternativa em que nasceram há 50 anos ou mais. Os engenheiros sociais jogaram suas cartas muito bem e capturaram a maioria da população que consome-se em uma rede de auto-degradação, morte e perversão apresentado como o moda mais legal por quase meio século.

Na Grã-Bretanha, as pesquisas mostram que mais de 65 por cento das pessoas estão pedindo o uso de balas de borracha, canhões de água, abuso policial e outras práticas tirânicas, porque eles têm medo de organizar os seus vizinhos e defender suas empresas familiares, casas, carros, lojas de calçados e de roupas dos saqueadores que querem roubar eletrônicos, jóias e produtos de valor, quebrando janelas e portas enquanto tiram os cidadãos de seus carros para esmagar suas cabeças nas ruas. Os britânicos estão agora pedindo um Estado Policia patrocinado pelo governo.

Note-se que a maioria dos lugares que estão sendo afetados pelas rebeliões e tumultos são os setores da sociedade cujos membros estão desarmados e não podem se defender porque seu governo que não pode protege-los as 24 horas, sete dias por semana, estabeleceu regras para proibir o direito do povo a armar-se e defender suas propriedades e suas famílias. Londres mostra sinais do mais recente confronto entre os membros da subclasse dependente do governo e da classe média operária, assim como os engenheiros sociais planejaram. Enquanto os governos reduzem gastos em uma tentativa fracassada de resolver o déficit e reduzir a dívida, é exatamente a classe mais baixa que sente o aperto em primeiro lugar. Mas em vez de atacar as políticas do governo e das entidades responsáveis pela crise financeira, a ignorante subclasse ataca aos membros da classe média, que também sofre da auto-infligida crise financeira patrocinada pelos seus próprios governos e o sistema bancário internacional.

O Apartheid financeiro e político que tem lugar no mundo de hoje, onde os governos roubam os fundos de pensão das pessoas para investir em produtos financeiros fictícios, os bancos socorridos pelos governos cobram taxas de juros do povo para manter dinheiro em suas contas, o governo corta a assistência para os beneficiários da segurança social e os gastos de saúde, os salários e pensões das pessoas compram menos alimentos, a instabilidade social aumenta, não só em Londres e na Grécia, mas nas Américas, Ásia, África e outros lugares. O experimento social falhou horrivelmente. Mas, novamente, estava destinado a falhar. A intenção de produzir divisões a fim de monopolizar, controlar e conquistar no tempo certo valeu a pena.

As classes mais baixas, bem como a classe média “atordoada”, que por muito tempo sugaram dos programas de dependência estabelecidos pelo governo, acordou só depois de encontrar-se sem trabalho, sem pensão, sem poupança e sem futuro. Eles acordaram de seu estado eterno da escravidão, porque o esquema de suborno conhecido como o Estado de Bem-estar que o governo usou para possui-los de repente desabou, e os dependentes não têm nenhuma rede de segurança para amortecer sua queda. O que quero dizer com “esquema de suborno”? Em 2007, o país mais rico do planeta tinha, pelo menos, 52,6 por cento das pessoas recebendo alguma forma de auxílios estatais, pensões, segurança social, etc .. Um em cada cinco americanos tinha um emprego no governo ou um trabalho que dependia dos gastos do governo. Cerca de 19 milhões usavam selos de alimentos e 2 milhões de pessoas viviam em casas ou apartamentos subsidiados pelo Estado. Se isso não é suborno do governo, eu não sei que é. Estes números podem ser proporcionalmente muito maiores nos países onde o Estado de Bem-estar é a base da sociedade. Os Engenheiros Sociais criaram apenas duas classes: a classe produtiva e a classe parasitária. Tanto o governo como as classes dependentes são igualmente violentas contra aqueles que produzem e aqueles que trabalharam para eles toda a vida.

Mas talvez um dos mais aberrantes aspectos do colapso da sociedade moderna é que os Engenheiros Sociais apontam para a classe baixa e a classe trabalhadora como os responsáveis pela crise. Isso mesmo. Eles acusam os chamados “comedores inúteis” por sua avareza e por viver além de seus meios pela crise que agora se desenvolve. Tanto a subclasse quanto a classe média são parcialmente culpados por sua avareza e decadência, mas não na sua totalidade. Mas eles não nasceram e se banhavam em um sistema que promove e facilita a avareza e dependência? Absolutamente. Então, são esses grupos responsáveis pela crise atual, porque eles sao avarentos e dependentes? Claro que não. Mas é isso que os banqueiros, os Engenheiros Sociais querem que as pessoas pensem, e é por isso que hoje as divisões raciais estão crescendo mais do que nunca, em Londres, América, África e Ásia. A subclasse acredita que a classe média é responsável pela crise porque são empresários e foram capazes de cuidar de si e suas famílias. Enquanto isso, os banqueiros que são responsáveis pela miséria de ambas as classes proliferam roubando das pessoas em todo o mundo.

O povo é o culpado, dizem os banqueiros e os políticos, porque eles querem mais serviços, mas não querem pagar mais impostos. Porque milhões não compraram a propaganda, o governo está jogando o cartão do Coletivismo. “Não há necessidade de procurar alguém para culpar, devemos agora estar unidos para resolver nossos problemas.” Nem o governo nem os bancos querem que os contribuintes compreendam que estas duas entidades são as únicas responsáveis pelo estado atual das coisas. Abertamente os governos têm subornado os cidadãos por um século para controlá-los, portanto, é tolice acreditar que alguém vai aceitar a propaganda do governo e os bancos, que os cidadãos são os culpados.

Enquanto milhões de pessoas perdem seus empregos, suas casas e vidas porque não podem pagá-los, alguns membros da escória consumem-se no falso tribalismo, racismo, roubo e violência, enquanto os covardes esperam que o Estado faça alguma coisa e rezam para a imposição da Lei Marcial e o Estado Polícia. Aqueles que aceitaram a cultura criada nos Estados Unidos que promove a morte, sexo, banditismo, abuso de drogas, suicídio e os comportamentos estilo gang estão agindo como eles tinham sempre sonhado ser: um grupo de escravos descontentes, sem emprego e sem futuro que edificam os rapperos, cantores, figuras do esporte, eletrônicos, álcool e drogas para preencher suas vidas vazias. O mundo passou de elogiar os exploradores, cientistas, bombeiros e inventores da comunidade para adorar a cultura “bling” e as ilusões criadas pela Madison Avenue.
Aqueles que se aproveitaram o sistema corrupto baseado em dívida para pagar suas férias, carros e créditos para comprar casas e apartamentos foram surpreendidos depois que os bancos que possuem seus meios de subsistência, cortaram as linhas de crédito há três anos para terminar com a realidade de fantasia a que estavam acostumados há muitos anos. Aqueles que totalmente acreditavam que o pagamento para o sistema público de pensões garantiria previdência para viver o resto de suas vidas, embora muitos tivessem avisado de sua não-existência, não foram apenas estúpido, mas também voluntários ignorantes. Eles confiaram em seu governo para dar-lhes tudo, e não puderam acreditar que o mesmo Estado poderia um dia lhes privar de tudo, que é o que está acontecendo agora. Até agora, os membros mais dependentes da sociedade estão culpando outras pessoas e não os bancos e os governos de sua miséria. Por quê? Porque o jogo da culpa é a base para a existência de Estatismo, e o Estado tem bem treinadas as pessoas para aceitar o jogo da culpa quando favorece ao Estado. Agora eles estão pedindo que os Engenheiros Sociais ponham fim à sua miséria. Eventos como os incidentes em Londres e os EUA são apenas o começo do que tem sido um longo verão e do que será um inverno doloroso. A violência nas ruas, o crime, e a oposição ao governo serão usados por governos para tirar nossos direitos. O Governo usará exércitos e a violência contra manifestantes pacíficos antes de impor mais austeridade e um Estado Policia mais visível para esmagar o direito das pessoas a falar e se defender. Os Estados vão continuar usando espionagem nas redes sociais, contas de e-mail, e qualquer sinal de dissidência.

Agora isto é o que uma sociedade quebrado representa no mundo desenvolvido. Você pode imaginar o que vai acontecer no Terceiro Mundo onde os Estados socialistas e paternalistas usaram mais austeridade, pobreza e fome para minar suas vidas de fantasia?

Austeridade e catástrofes financeiras são as táticas do Terrorismo Econômico

Por Luis R. Miranda
The Real Agenda
1 de julho de 2011

Os terroristas econômicos que causaram a atual crise financeira, que certamente não são os capitalistas, mas corporações bancárias monopolistas, não pararam por aí e continuam a ameaçar países com duas táticas diferentes: a austeridade e a ameaça de catástrofe financeira se suas propostas não se aplicam. Desde que a Grécia, Islândia, Portugal, Espanha e outros países europeus começaram a mostrar sinais de dificuldades financeiras, os banqueiros que criaram o fraudulento sistema, disseram ao público através de seus peões burocratas que a crise seria resolvida em sua própria maneira ou então … literalmente!

Enquanto os países que mais têm a perder estão na Europa, foi George W. Bush, que primeiro soou o alarme da crise da dívida. A equipe econômica de Bush alertou os contribuintes para executar um salvamento maciço das instituições financeiras que são responsáveis por muitos, senão todos os aspectos da crise financeira. Como sabemos agora, todo o dinheiro do resgate foi dado publicamente e em segredo, foi para contas bancárias europeias no que hoje é conhecido como o resgate bancário de 2008. Embora Henry Paulson disse ao Congresso de Estados Unidos e ao público que existiam algumas entidades que não poderiam cair na bancarrota, os US $ 700 + bilhões de dólares, que na verdade são US $24 trilhoes de dólares, não foram realmente usados para salvar ninguém mais que os banqueiros. Agora eles estão usando o dinheiro para comprar Grécia, Islândia, Espanha e Portugal por centavos de euro.

Porque nem seu plano de resgate nem seus QE funcionaram, os banqueiros têm agora mudado para a fase 3 do seu plano. Esta fase inclui uma redução drástica nos gasto público, cortando todos os tipos de programas que beneficiam principalmente as classes média e baixa na Europa e nos Estados Unidos. Em quanto os bancos centrais e as corporações ficam com o saque, os governos são forçados, por intermédio do Banco Mundial e do FMI, a cortar gastos em algo que eles chamam de austeridade. Mas a austeridade se aplica somente aos pobres, não os bancos, que como eu disse, continuam adquirindo a infra-estrutura ao redor do mundo, pagando com dinheiro dos contribuintes.

A tática de austeridade provocou a ira de milhões de pessoas que saíram às ruas para protestar e pedir aos seus governos rejeitar as políticas de austeridade do FMI e simplesmente abandonar sua participação nessas e em outras instituições financeiras globalistas. Em vez disso, os governos decidiram que não devem responder aos pedidos dos seus cidadãos e que a austeridade é o caminho a seguir. Em resposta, gregos, espanhóis, italianos e outros voltaram para as ruas. Enquanto a raiva das pessoas cresce vendo seus fundos de pensão sendo roubados, os seus salários congelados ou cortados e o custo de vida a aumentar exponencialmente, os terroristas financeiros no topo do setor bancário decidiram usar mais uma vez a ferramenta do terrorismo econômico.

Terrorismo econômico ocorre quando as pessoas e instituições que conceberam a crise -os bancos- decidiram cobrar aos seus clientes -os governos- o total dos empréstimos a fim de consolidar o poder económico e reforçar seu controle sobre os monopólios. Porque é impossível para qualquer governo pagar toda a dívida para os tubarões financeiros, as suas instituições como o Banco Mundial, FMI, Banco de Compensações Internacionais e a Reserva Federal impuseram programas de austeridade que corroem ainda mais as classes média e baixa . Esta política está ligada à aquisição de novos empréstimos a juros ainda mais altos para supostamente pagar para crédito vencido. A idéia de que os credores têm a capacidade de exigir o pagamento integral dos empréstimos, a qualquer momento, é bem conhecido pelos governos antes de assinar contratos que os tornam devedores, mas, mesmo sabendo, assinam. Isso acontece porque em troca de empréstimos, os governos comprometem-se a utilizar o trabalho dos seus cidadãos, o dinheiro dos impostos recolhidos pelo Tesouro e até mesmo a infra-estrutura de seus países como moeda de troca para obter empréstimos com taxas que chegam até 79 por cento.

Se um governo desafia o mandato dos bancos, estes impõem sanções financeiras para os países devedores, aumentando as taxas de juros em seus empréstimos e reduzindo a sua capacidade de empréstimo. Isto por sua vez, torna mais difícil para os países para pedir empréstimos e, portanto, continuam em uma espiral descendente no buraco da pobreza. Porque os países não são mais capazes de tomar emprestado para sair da dívida, a única solução é vender a sua infra-estrutura de portos, estradas, instituições, serviços, indústria, etc, a fim de pagar a dívida. Como você deve ter adivinhado, os compradores desses ativos são os próprios bancos, que vêm com dinheiro dos contribuintes na mão para consolidar ainda mais seu domínio.

O cenário que emerge dessas ações não é só que mais países serão devastados com piores políticas económicas e financeiras -agora sob o controle completo dos banqueiros- mas também que aumentara o numero de pessoas pobres, a classe média diminuira e a oligarquia será mais forte. A diferença desta vez é que os banqueiros pretendem não só absorver uma nação do terceiro mundo que não paga, mas junto com ela incluem os maiores e mais desenvolvidos países do hemisfério ocidental, incluindo aqueles com maiores quantidades de recursos naturais e poder militar, que, naturalmente, serão de propriedade dos banqueiros.

O objetivo final dos banqueiros é o de ganhar o controle de todos -nao é que eles não estejam fazendo isso há muito tempo. Para fazer isso, eles construíram o sistema em que vivemos hoje. Este sistema foi concebido literalmente, utilizando engenharia social para controlar cada aspecto de nossas vidas. O resultado da engenharia social atual é o estado passivo em que a maioria das pessoas vivem, onde nem sequer sabem que algo como isto acontece, enquanto outros simplesmente não se importam. Diante desse cenário, é muito difícil ver como os banqueiros terão problemas implementando seu plano. Embora milhões de pessoas têm despertado do seu sono, a maioria não tem idéia de que o seu futuro está terminando. Tal como no passado, vai ser necessária uma revolução de uma minoria para garantir que as pessoas livres permaneçam livres. Seria muito mais fácil e eficiente, é claro, se mais pessoas despertassem de seu transe e lhes dessem a mão. Apesar de que uma revolução pela minoria pode mais uma vez salvar a maioria, só uma revolução da maioria será capaz de erradicar o câncer conhecido como o cartel económica e financeira das Oito Famílias.