Recuperação econômica occurrerá só se os bancos vão à falência

POR LUIS MIRANDA | THE REAL AGENDA | OUTUBRO 28, 2012

Embora se diga que a crise financeira iniciou em 2008, o seu começo foi muitos anos antes. Como foi explicado ontem, a chamada recuperação que quase todos os políticos dizem que os governos estão procurando é uma farsa. Nao existem planos elaborados para ter uma recuperação. Na verdade, e todo o contrário.

É verdade, a crise que estamos enfrentando é a pior desde a Grande Depressão da década de 1930, mas as condições que criaram a crise são as mesmas que existiram no século passado. O sistema de criação de dinheiro da nada permite que os fabricantes do dinheiro falso injetem capital na economia, no que é chamado de investimento. Depois que as economias se tornam viciadas em dinheiro rápido e / ou “de graça” para construir seus negócios, os emitentes do dinheiro falso subtraem rapidamente esse dinheiro ou exigem a devolução imediata do “investimento”, o que causa a descapitalização das economias e portanto, o seu colapso.

As causas que desvendaram a crise em 2008 se originaram no início do século 20, com a adoção do modelo de desenvolvimento baseado na emissão de dívida. De acordo com suas instruções, os governos dão poder de emitir dinheiro para um grupo de banqueiros internacionais que criam dinheiro em nome de governos ao redor do mundo, com um ganho de até 30 por cento de juros. Estes juros são cobrados dos cidadãos de cada pais. Os juros cobrados pela emissão do dinheiro — que e dado aos governos como um crédito — é colocado no “cartão de crédito” dos governos como dívida. Imediatamente, o pagamento desta dívida torna-se responsabilidade dos cidadãos, quem terão que trabalhar toda a sua vida para pagar os intermináveis pagamentos dos juros.

O modelo econômico baseado na emissão de dívida originada na irresponsabilidade por parte dos burocratas que dirigem o governo. Em vez de gastar o dinheiro do povo de forma responsável, burocratas pensaram que era uma melhor idéia pedir dinheiro emprestado a taxas de juros enormes, em vez de diminuir gastos. Eles decidiram aceitar subornos e conselhos de banqueiros internacionais para financiar seus programas de “bem-estar” e, assim, cumprir algumas promessas de campanha, enquanto aumentaram a carga de juros da dívida sobre as classes trabalhadoras.

Este sistema, que foi iniciado em 1913, é usado ainda hoje e, qualquer lugar que existe um banco central. Se o banco é uma entidade privada ou uma agência governamental é irrelevante. Burocratas eleitos para representar o povo pedem dinheiro emprestado ao Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial, por exemplo, em troca pela adoção de políticas específicas para garantir o aluguel da força de trabalho por muitas gerações. Na pratica, as classes pobre e media trabalham para os banqueiros internacionais, e não para se mesmos ou seu pais.

O dinheiro pago pelos trabalhadores ao governo central não é usado para melhorar as comunidades em que vivem. O dinheiro dos impostos é usado para pagar os juros da dívida contraída pelo governo central em nome do povo. Os tipos de melhorias prometidas pelos políticos durante suas campanhas não são pagos com dinheiro do contribuinte, mas com dinheiro emprestado de bancos internacionais. Banqueiros oferecem empréstimos aos governos que não têm liquidez suficiente para cumprir as promessas feitas durante a campanha. O governo aceita todas as condições do contrato de empréstimo e efetivamente cede soberania e a trabalho da sua população aos fabricantes do dinheiro.

O tipo de colapso que estamos vivenciando é a última etapa do plano que os banqueiros têm desenvolvido e aplicado para se tornarem os únicos proprietários de tudo. A principal diferença entre o anterior e a atual crise é que esta pode ser a última vez que os banqueiros precisam usar o seu plano. Isso porque os banqueiros podem simplesmente ir embora com tudo.

A questão é, então, como podemos evitar que os banqueiros façam o mesmo que fizeram na Grécia, onde saquearam tudo? É realmente simples. Em toda a Europa e no resto do mundo os governos tem que fazer o que fez a Islândia. Em vez de dizer que as instituições financeiras internacionais são demasiado importantes para ir a falência, a Islândia decidiu jogá-los fora. Como resultado, cerca de 90 por cento da dívida em poder do governo islandês, que era realmente dívida criada pelos bancos foi eliminada. O outro 10 por cento era dívida real do governo. Depois que esta decisão foi feita, a Islândia decidiu tomar um outro caminho para ter uma recuperação real.

Acredite ou não, a Islândia decidiu permitir o colaps dos bancos, que é exatamente o oposto do que foi feito na Itália, França, Grécia, Espanha, Inglaterra e Estados Unidos, para citar alguns países. Em todos esses lugares, a crise atingiu os bancos internacionais, mas os governos decidiram que era uma má idéia deixar os bancos assumir a sua própria dívida. Em vez disso, eles imprimiram mais dinheiro falso para “resgatar” os bancos e a dívida foi para a cidadania, quem vai pagar juros sobre essa dívida por muitas  gerações. Essa decisão não somente não resolveu o problema, já que a única coisa que fez foi incorrer em dívida adicional, mas também piorou as condições econômicas porque não foram implementadas soluções reais para a crise.

No início de 2008, os bancos que operavam na Islândia tinham uma divida equivalente a seis vezes o PIB do país. O governo decidiu nacionalizar os três maiores bancos, causando a desvalorização da moeda local — a coroa — em 85 por cento. Este parecia ser um problema para a Islândia, mas ao contrário do senso comum, na verdade, ajudou o país a ter uma recuperação real, mantendo grande parte da sua independência e soberania. O governo foi à falência no final desse ano, mas o país evitou ter que tornar os cidadãos responsáveis ​​pela dívida gerada por bancos internacionais.

Junto com a desvalorização da coroa islandesa, o pais experimentou aumento da inflação imediatamente após a declaração de falência. Enquanto isso, o governo decidiu tomar todo o dinheiro e depósitos nos bancos recentemente nacionalizados para começar tudo de novo. A ação tomada pelo governo islandês significou um curto período de verdadeira dor, mas também deu às pessoas a oportunidade de começar de novo, sem dívidas e com gastos sob controle.

Até 2010, apenas dois anos após a declaração de falência e nacionalização de bancos, Islândia experimentou seus primeiros sinais de crescimento econômico, que marcou o início da recuperação. Ao permitir o colapso dos bancos internacionais, a Islândia não só puniu os banqueiros irresponsáveis pela sua irresponsabilidade, mas também impediu que o povo se torna se escravo dos bancos. O país também admitiu ter alguma dívida real — uma pequena parte do total — e agora está trabalhando em um caminho de sucesso para uma recuperação completa.

A lição aprendida de tudo isso é: Você não pode lutar contra o fogo derramando gasolina sobre ele. Se a origem da crise atual é o sistema econômico baseado na emissão de dívida, não haverá solução real, porque tudo o que a maioria dos governos faz é criar mais dívida para pagar dividas existentes. A razão pela qual a maioria dos países decidiu escolher a emissão de mais dívida — como nas nações da Europa — é que os políticos são comprados e pagos pelos banqueiros para tomar essa decisão. Se ocorrer o inverso, ou seja, se o débito gerado pelos bancos é rejeitado e se esses bancos vão a falência, teremos muitas recuperações mais bem sucedidos. É tão simples que até mesmo Paul Krugman entende.

Então, se você quiser que o seu país esteja livre de dívida e dinheiro falso, peca ao seu governo renunciar ao modelo de desenvolvimento baseado na emissão de dívida, que não é nem mesmo um modelo de desenvolvimento. Se você quer uma recuperação real, você tem que deixar os bancos ir a falência.

The Real Agenda permite a reprodução do conteúdo original publicado no site APENAS através das ferramentas fornecidas no final de cada artigo. Por favor, NÃO COPIE o conteúdo do nosso site para redistribuir ou para enviar por e-mail.

“Somos absolutamente escravos dos bancos centrais”

POR LUIS MIRANDA | THE REAL AGENDA | 17 JULHO, 2012

Nao foi um segredo por muito tempo, mas os espectadores raramente assistem ou ouvem os convidados na  mídia não apenas aceitar o fato de que somos todos escravos que trabalham para os bancos centrais, mas também admitindo-o, na televisão nacional dos EUA. Em uma recente entrevista na CNBC, um dos co-anfitriões perguntou se a atual situação económica e financeira era simplesmente o resultado de políticas de governança global, e se os bancos centrais estão realmente no comando. Não e verdade que nós todos, vivemos e morremos pelo que os bancos centrais fazem? Um convidado, Jim Iuorio, disse que tal cenário é exatamente o que estamos experimentando. “Para responder à sua pergunta, com certeza somos escravos dos bancos centrais”, disse Iuorio.

Veja o clipe na íntegra abaixo:

E claro que não há necessidade que a mídia admita ou mostre provas de tal cenário. Talvez o mais simples exemplo que mostra como banqueiros centrais estão no controle total, é que eles ordenaram que os governos na América do Norte e da Europa deviam “resgatar” os bancos que estavam à beira da falência devido às suas operações com produtos financeiros tóxicos. Mesmo os bancos que não precisaram ser resgatados foram forçados a aceitar a ajuda financeira de modo que quase todas as instituições bancárias estão acorrentados aos bancos centrais da União Europeia e América do Norte.

Na semana passada, The Real Agenda informou sobre o estado atual de planejamento de políticas na área do euro, onde os bancos centrais já estão trabalhando em uma maior consolidação no sistema financeiro global. No artigo New Global Money Planned in Secret by the Elites, AmericanFreed.com explica como o sistema monetário do mundo está se formando. Conforme explicado em artigos anteriores, os banqueiros centrais são expertos em criar ordem do caos, e da crise global atual não é exceção.

As elites no comando do sistema bancário estão antecipando os resultados das suas políticas monetárias e financeiras do século passado, e já apresentaram planos para uma moeda mundial. A moeda parece ser uma cesta de moedas cujos valores serão fixados tendo como base o valor do ouro. Mais tarde, dessa cesta de moedas surgirá uma moeda única.

Todos os expertos financeiros concordam que o estabelecimento de uma moeda única não ocorrerá imediatamente, mas nos próximos 5 a 15 anos, dependendo de como banqueiros centrais executem os seus planos de consolidação financeira na zona euro e da América do Norte. As elites estão contando com os “resgates” atuais para ganhar tempo até que o sistema esteja totalmente pronto para lidar com o grande colapso durante o qual o atual sistema monetário baseado em uma moeda única sera apresentado como como a solução para o caos que eles causaram. Elites ou bancos centrais que querem governar o mundo vão  prolongar a agonia tanto quanto possível, a fim de consolidar seu poder tão fortemente quanto possível antes do ‘big crunch’.

Os bancos centrais têm sido bem sucedidos em países onde seus governantes adotaram o sistema baseado em dívida como uma forma de sair do estado atual de endividamento, um paradoxo, sem dúvida. Espanha, um país à beira de cair do penhasco financeiro anunciou o seu pedido ao governo em Bruxelas para resgatar seu sistema bancário. O governo espanhol recusou-se até o último minuto a chamar o seu pedido de resgate, embora os US $ 100 bilhões que foram dados a alguns dos maiores bancos do país, vem do fundo europeu de resgate criado sob os auspícios do governo liderado por Angela Merkel.

Espanha concordou com o plano europeu e assinou o memorando de entendimento que o governo de Bruxelas recebeu oficialmente na semana passada. A decisão de aceitar o dinheiro do fundo europeu foi discutido na quinta e na sexta-feira durante uma reunião que foi realizada por alguns líderes da UE. Entre as condições no plano de resgate dos bancos espanhóis estao a duração do empréstimo, a taxa de juros, condições de pagamento e as sanções a serem incorridos por aqueles que não paguem suas dívidas. Este último fato é surpreendente, no entanto, é outro exemplo de como os bancos centrais controlam todos os governos.

Os líderes europeus dizem que os bancos não podem pedir um resgate por eles mesmos, que os países precisam pedir estes dinheiros em representação dos bancos apesar do fato que os bancos são filiais de bancos centrais em toda a Europa. Ao mesmo tempo, os banqueiros no controle da área do euro também dizem que os governos devem distribuir o dinheiro e detalham as condições em que os bancos recebem os fundos, porque os bancos estão legalmente proibidos de pedir os fundos. É claro que não é esse o caso.

Este assunto mostra como os banqueiros centrais europeus ditam os termos e determinam as taxas de juros que os contribuintes europeus, e não os bancos terão que pagar sobre a dívida durante os próximos 25 ou 30 anos. Embora os governos sejam os que pedem o resgate de seus bancos, os bancos não são os que pagarão os juros da dívida. Essa responsabilidade é colocada nas costas da classe trabalhadora européia.

Uma visão mais detalhada de como os bancos centrais controlam o sistema financeiro global veio de outro convidado no show da CNBC, Jim LaCamp. “Os mercados são dirigidos pela política, não por forças de mercado, eles são levados pelas decisões dos bancos centrais.” Em outras palavras, são as decisões tomadas por tecnocratas não-eleitos a cargo de instituições financeiras que operam em nome de bancos centrais e atendem às suas solicitações, quem determinam como as economias funcionam. Não é a produção industrial, os mercados livres, as diretrizes dos governos eleitos pelos cidadãos ou as propostas dadas a estes governos por grupos sociais.

“Na Espanha, muitas pessoas dizem muitas coisas sobre o que fazer”, disse Iñigo Méndez de Vigo, Secretário de Estado dos Assuntos Europeus da Espanha. Veja, apenas os banqueiros devem ditar o que deve ser feito, e não as pessoas, não a imprensa, e não os governos. Segundo Mendez, Bruxelas tem de fiscalizar os orçamentos da Espanha e outras nações, economias e políticas monetárias. “Nós temos que tomar decisões a nível europeu, agora,” Mendez disse em uma entrevista na televisão TVE da Espanha. “Temos que deixar claro para a área do euro que em Espanha somos sérios sobre encontrar uma solução para este problema da dívida.”

“É importante não perder de vista a intenção do presente pedido de fundos”, disse o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, que insiste que o resgate do sistema bancário espanhol não é um resgate. Ele está convencido que o resgate só será aplicável a 3 bancos, mas se esquece de dizer que a quantidade de dinheiro — US $ 100 bilhões — é o que faz o resgate surpreendente, e não o número de bancos que estão sendo resgatados. Sob o atual modelo escolhido pelos bancos centrais, a adoção de programas com base na criação de mais dívida para resolver o colapso causado pela divida soberana, como na Grécia e Espanha vai ser repetido na França, Portugal e no resto da Europa antes se ir para a América do Norte, onde a implosão financeira final terá lugar.

Quem mais vai admitir que as pessoas do mundo somos realmente escravos do sistema financeiro global controlado pelos bancos centrais?

Bancos Não Podem Mais Esconder o Colapso Econômico

POR LUIS MIRANDA | THE REAL AGENDA | 20 MAIO 2012

Tem sido, pelo menos, quatro anos desde o início do colapso financeiro atual. Já em 2008, quando a crise  estava tomando forma, os bancos apoiados pelas instituições financeiras internacionais como o FMI, o Banco Mundial, Banco Europeu, o Banco da Inglaterra e a Reserva Federal dos EUA não hesitaram em acalmar as coisas dizendo que os primeiros sinais de um colapso financeiro global não eram nada para se preocupar. Era uma tosse discreta, disseram. Mas o tempo passou, e aqueles que advertiram de depressão econômica foram justificados. As previsões de uma crise local, regional e global foram infelizmente confirmadas.

Hoje, quatro anos depois que os bancos reconheceram a existência de uma “situação difícil”, devido à acumulação de dívida soberana, confirmamos mais uma vez que a ameaça de um colapso financeiro global é maior do que nunca, e é apenas uma questão de tempo antes que outros países vão à falência. A crise não começou com a Grécia, como muitos nos querem fazer crer. Ele também nao começou com a Islândia. Na verdade, a Islândia fez o que tinha que fazer para limpar sua própria casa. O colapso começou a partir do momento em que os bancos de investimento foram permitidos se unir a bancos de poupança para criar   produtos financeiros artificiais que eles inventaram a apelaram para as nações do mundo para investir seu dinheiro nestes produtos com a desculpa de que eles teriam lucros rápidos e fáceis.

Os sinais da crise ter sido tão alarmantes, que nas últimas semanas, as mesmas entidades que disseram uma vez que não havia crise e que a economia começava a se recuperar, disseram publicamente que o mundo estava na borda. Sua aceitação do inevitável não foi fácil. Somente após que o fato tornou-se impossível de esconder — o colapso financeiro atual — é que os banqueiros tiveram que admitir publicamente que o seu modelo de negócio baseado em dívida chegou ao fim. No entanto, esta aceitação não começou com um claro “é nossa culpa”. Em vez disso, os banqueiros tentaram culpar os países pela sua gestão irresponsável de investimentos que os mesmos bancos ajudaram a realizar junto com seus cúmplices nas burocracias, que colocaram tudo o dinheiro dos povos em um mesmo saco, o saco do setor bancário.

O colapso não teria sido possível sem a ajuda de cúmplices políticos que abriram as portas de seus países às instituições financeiras poderosas através da desregulamentação da sua actividade, permitindo que bancos de investimento se fundiram com os bancos de poupança. Imediatamente, os bancos ofereceram produtos financeiros nos quais países ao redor do mundo investiram seus dinheiros sob a premissa de que seu dinheiro seria devolvido rapidamente e multiplicado muitas vezes.

Como sabemos agora, no caso da Grécia e Islândia, a desregulamentação trouxe ainda mais dívida, em vez de uma recuperação saudável. A diferença é que a Islândia decidiu enfrentar o problema da dívida da maneira correta, ao se livrar do que tinha de ser liquidado, em vez de socorrer seus bancos e outras instituições que usaram seu dinheiro para comprar os credit default swaps. Grécia entretanto decidiu aceitar as exigências dos banqueiros e começou a aceitar os supostos resgates financeiros dados ao país mediterraneo por bancos em representação de outras nações européias. Como resultado, o país está em uma situação financeira terrível, da qual não poderá sair a menos que deixe a zona euro e retorne à sua antiga moeda, o dracma. A saída do euro na Grécia não apenas deixaria o pais com pouca dívida e preparado para começar do zero, mas também livraria o país das correntes colocadas pelos banqueiros europeus que estão no comando do sistema fraudulento do euro. A única opção de sobrevivência é que a Grécia se negue a pagar a enorme dívida que foi adquirida ilegalmente por políticos corruptos em nome de seu povo, o qual não foi consultado. A maior parte dessa dívida, como no caso da Islândia, nao pertence aos gregos, mas aos bancos.

Como relatado anteriormente, as pessoas começaram a perceber que seus representantes não estavam trabalhando para eles e um por um foram demitidos do cargo. O ex-primeiro-ministro da Grécia foi revelado, Sarkozy da França também foi expulso do e Angela Merkel teve perdas significativas nas eleições estaduais recentes na Alemanha. Enquanto isso, nos Estados Unidos, o homem que veio com a palavra mudança escrita na sua testa, será muito provavelmente demitido em novembro. Todos os esforços dos bancos para proporcionar um cenário otimista da realidade falhou porque a realidade tem mostrado o lado escuro que eles não queriam que as pessoas vejam.

Os mercados acionários globais e do euro caíram em valor, enquanto as nações se tornam menos capazes de pagar sua dívida. Os bancos em toda a área do euro continuam a ser rebaixados e as taxas para empréstimos para os países da zona do euro continuam a subir, porque nenhuma das nações são confiáveis para pagar suas dívidas. As tentativas do presidente da Grécia para formar um novo governo, que ele chamou abertamente a ser composto por tecnocratas, falhou terça-feira passada, e agora vai exigir novas eleições. A rejeição por parte de políticos gregos para formar um governo liderado pelo seu presidente vem num momento em que o país é incapaz de pagar os juros de sua dívida e, portanto, a probabilidade de que a Grécia saia da zona do euro é mais real do que antes.

As condições instáveis do país mediterrâneo levaram as pessoas a retirar seu dinheiro dos bancos. Na última semana, os depositantes retiraram pelo menos 1 bilhão de dólares dos bancos na Grécia e a tendência deverá continuar. Enquanto isso, o Banco da Inglaterra cortou sua previsão para o crescimento econômico na Grã-Bretanha alertando que a crise da dívida é a maior ameaça para a recuperação financeira. De repente, os grupos que organizaram e promoveram o sistema baseado na dívida agora se apresentam como os falantes de verdade. Em seu anúncio, o Banco da Inglaterra diz que o crescimento será limitado a apenas 1 por cento, e não 1,2 por cento que foi a previsão feita pelo banco em um relatório financeiro anterior. O Banco da Inglaterra também reduziu sua estimativa de crescimento para 2013. Já está definido para 2 por cento, em vez de 3 por cento, um número determinado pela entidade em fevereiro. Bancos em Espanha também foram rebaixados na sua fiabilidade e depositantes também decidiram remover pelo menos 1 bilhão de dólares de suas contas.

Os efeitos da crise financeira foi aumentada pela interconexão da economia global, composta de blocos econômicos, em vez de estados ou nações independentes. Hoje, um espirro na Italian causa uma gripe em toda a União Europeia. Medidas protecionistas na Argentina tem um impacto sobre o Mercosul inteiro. Outra tendência que mostra o alcance da atual crise financeira é o movimento de grandes quantias de dinheiro de um país para outro. Os investidores parecem confiar mais na Alemanha do que na Grécia, uma vez que tem apostado que seus ativos estariam mais seguros lá. A taxa de juros que a Alemanha deve pagar para tomar dinheiro emprestado por 10 anos caiu ao nível mais baixo no comércio adiantado na quarta-feira, que é um reflexo da crescente preocupação com a necessidade para a Grécia para realizar eleições. “Novas eleições são arriscadas porque elas poderiam confirmar o apoio do público para os partidos que rejeitam a austeridade e, eventualmente, levar a uma saída da zona do euro”, disse o estrategista  Jean-François Robin à AFP.

O último alarme vem da Presidente do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, que disse que quando se trata de Grécia, ela está pronta para qualquer coisa, e ela acredita que uma saída Grega da zona do euro deve ser feita de uma forma ordenada. Tanto Angela Merkel como o presidente da Grécia, Karolos Papoulias, quiseram alarmar o público dissendo que a maioria deve tomar a decisão certa na próxima eleição, porque está em jogo é a “ameaça à nossa existência nacional”. De acordo com o jornal UK Telegraph, ações do Reino Unido e da zona euro voltaram a cair esta semana. Os mercados de ações, como o Eurostoxx 600 caiu 0,7 por cento que é o nível mais baixo do ano, o DAX da Alemanha caiu 0,8 por cento e IBEX da Espanha caiu 1,6 por cento. Em Londres, o FTSE100 caiu 0,5 por cento. Estes são sinais claros de que nem mesmo os bancos acreditam que uma solução para a crise grega surgira, ou que a recuperação económica vai acontecer em breve.

No resto da Europa, a situação é preocupante. Na Espanha, por exemplo, a crise acelera ainda mais o colapso do euro. A taxa de empréstimos aos países devedores que são vistos como mais arriscados mutuários aumentou muito esta semana. Em Espanha, a taxa de mercado em 10 anos aumentou para 6,49 por cento, ou 0,4 acima dos níveis que os analistas consideram seguros para manter no longo prazo. Apesar de sua decisão de resgatar um número de bancos comerciais mais uma vez, a Espanha continua a lutar para manter a cabeça acima da água. Os bancos que o país está tentando “resgatar”, cujos investimentos  financiaram empréstimos imobiliários, entraram em colapso em 2008. A imprensa local informou hoje que a Moody ‘s, uma entidade criada pelos próprios bancos, estava pronta para mais uma vez reduzir os ratings de alguns bancos espanhóis apenas um par de dias após o corte dos ratings de 26 bancos italianos.

Itália, Espanha e Portugal estão serao os próximos países a seguir os passos da Grécia no vagão do colapso financeiro, um processo que será adiado apenas se os banqueiros europeus decidem continuar com sua política de obrigar os países sob o seu controle a resgatar bancos que investiram em produtos financeiros altamente tóxicos e efêmeros. Este processo irá continuar enquanto os banqueiros necessitem continuar consolidando poder na Europa e América. A implosão final ocorrerá após os bancos absorverem as nações maiores e mais importantes da área da União Europeia, que originalmente é composta por 17 países. Em seguida virá a aquisição dos Estados Unidos.