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Recuperação econômica occurrerá só se os bancos vão à falência

POR LUIS MIRANDA | THE REAL AGENDA | OUTUBRO 28, 2012

Embora se diga que a crise financeira iniciou em 2008, o seu começo foi muitos anos antes. Como foi explicado ontem, a chamada recuperação que quase todos os políticos dizem que os governos estão procurando é uma farsa. Nao existem planos elaborados para ter uma recuperação. Na verdade, e todo o contrário.

É verdade, a crise que estamos enfrentando é a pior desde a Grande Depressão da década de 1930, mas as condições que criaram a crise são as mesmas que existiram no século passado. O sistema de criação de dinheiro da nada permite que os fabricantes do dinheiro falso injetem capital na economia, no que é chamado de investimento. Depois que as economias se tornam viciadas em dinheiro rápido e / ou “de graça” para construir seus negócios, os emitentes do dinheiro falso subtraem rapidamente esse dinheiro ou exigem a devolução imediata do “investimento”, o que causa a descapitalização das economias e portanto, o seu colapso.

As causas que desvendaram a crise em 2008 se originaram no início do século 20, com a adoção do modelo de desenvolvimento baseado na emissão de dívida. De acordo com suas instruções, os governos dão poder de emitir dinheiro para um grupo de banqueiros internacionais que criam dinheiro em nome de governos ao redor do mundo, com um ganho de até 30 por cento de juros. Estes juros são cobrados dos cidadãos de cada pais. Os juros cobrados pela emissão do dinheiro — que e dado aos governos como um crédito — é colocado no “cartão de crédito” dos governos como dívida. Imediatamente, o pagamento desta dívida torna-se responsabilidade dos cidadãos, quem terão que trabalhar toda a sua vida para pagar os intermináveis pagamentos dos juros.

O modelo econômico baseado na emissão de dívida originada na irresponsabilidade por parte dos burocratas que dirigem o governo. Em vez de gastar o dinheiro do povo de forma responsável, burocratas pensaram que era uma melhor idéia pedir dinheiro emprestado a taxas de juros enormes, em vez de diminuir gastos. Eles decidiram aceitar subornos e conselhos de banqueiros internacionais para financiar seus programas de “bem-estar” e, assim, cumprir algumas promessas de campanha, enquanto aumentaram a carga de juros da dívida sobre as classes trabalhadoras.

Este sistema, que foi iniciado em 1913, é usado ainda hoje e, qualquer lugar que existe um banco central. Se o banco é uma entidade privada ou uma agência governamental é irrelevante. Burocratas eleitos para representar o povo pedem dinheiro emprestado ao Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial, por exemplo, em troca pela adoção de políticas específicas para garantir o aluguel da força de trabalho por muitas gerações. Na pratica, as classes pobre e media trabalham para os banqueiros internacionais, e não para se mesmos ou seu pais.

O dinheiro pago pelos trabalhadores ao governo central não é usado para melhorar as comunidades em que vivem. O dinheiro dos impostos é usado para pagar os juros da dívida contraída pelo governo central em nome do povo. Os tipos de melhorias prometidas pelos políticos durante suas campanhas não são pagos com dinheiro do contribuinte, mas com dinheiro emprestado de bancos internacionais. Banqueiros oferecem empréstimos aos governos que não têm liquidez suficiente para cumprir as promessas feitas durante a campanha. O governo aceita todas as condições do contrato de empréstimo e efetivamente cede soberania e a trabalho da sua população aos fabricantes do dinheiro.

O tipo de colapso que estamos vivenciando é a última etapa do plano que os banqueiros têm desenvolvido e aplicado para se tornarem os únicos proprietários de tudo. A principal diferença entre o anterior e a atual crise é que esta pode ser a última vez que os banqueiros precisam usar o seu plano. Isso porque os banqueiros podem simplesmente ir embora com tudo.

A questão é, então, como podemos evitar que os banqueiros façam o mesmo que fizeram na Grécia, onde saquearam tudo? É realmente simples. Em toda a Europa e no resto do mundo os governos tem que fazer o que fez a Islândia. Em vez de dizer que as instituições financeiras internacionais são demasiado importantes para ir a falência, a Islândia decidiu jogá-los fora. Como resultado, cerca de 90 por cento da dívida em poder do governo islandês, que era realmente dívida criada pelos bancos foi eliminada. O outro 10 por cento era dívida real do governo. Depois que esta decisão foi feita, a Islândia decidiu tomar um outro caminho para ter uma recuperação real.

Acredite ou não, a Islândia decidiu permitir o colaps dos bancos, que é exatamente o oposto do que foi feito na Itália, França, Grécia, Espanha, Inglaterra e Estados Unidos, para citar alguns países. Em todos esses lugares, a crise atingiu os bancos internacionais, mas os governos decidiram que era uma má idéia deixar os bancos assumir a sua própria dívida. Em vez disso, eles imprimiram mais dinheiro falso para “resgatar” os bancos e a dívida foi para a cidadania, quem vai pagar juros sobre essa dívida por muitas  gerações. Essa decisão não somente não resolveu o problema, já que a única coisa que fez foi incorrer em dívida adicional, mas também piorou as condições econômicas porque não foram implementadas soluções reais para a crise.

No início de 2008, os bancos que operavam na Islândia tinham uma divida equivalente a seis vezes o PIB do país. O governo decidiu nacionalizar os três maiores bancos, causando a desvalorização da moeda local — a coroa — em 85 por cento. Este parecia ser um problema para a Islândia, mas ao contrário do senso comum, na verdade, ajudou o país a ter uma recuperação real, mantendo grande parte da sua independência e soberania. O governo foi à falência no final desse ano, mas o país evitou ter que tornar os cidadãos responsáveis ​​pela dívida gerada por bancos internacionais.

Junto com a desvalorização da coroa islandesa, o pais experimentou aumento da inflação imediatamente após a declaração de falência. Enquanto isso, o governo decidiu tomar todo o dinheiro e depósitos nos bancos recentemente nacionalizados para começar tudo de novo. A ação tomada pelo governo islandês significou um curto período de verdadeira dor, mas também deu às pessoas a oportunidade de começar de novo, sem dívidas e com gastos sob controle.

Até 2010, apenas dois anos após a declaração de falência e nacionalização de bancos, Islândia experimentou seus primeiros sinais de crescimento econômico, que marcou o início da recuperação. Ao permitir o colapso dos bancos internacionais, a Islândia não só puniu os banqueiros irresponsáveis pela sua irresponsabilidade, mas também impediu que o povo se torna se escravo dos bancos. O país também admitiu ter alguma dívida real — uma pequena parte do total — e agora está trabalhando em um caminho de sucesso para uma recuperação completa.

A lição aprendida de tudo isso é: Você não pode lutar contra o fogo derramando gasolina sobre ele. Se a origem da crise atual é o sistema econômico baseado na emissão de dívida, não haverá solução real, porque tudo o que a maioria dos governos faz é criar mais dívida para pagar dividas existentes. A razão pela qual a maioria dos países decidiu escolher a emissão de mais dívida — como nas nações da Europa — é que os políticos são comprados e pagos pelos banqueiros para tomar essa decisão. Se ocorrer o inverso, ou seja, se o débito gerado pelos bancos é rejeitado e se esses bancos vão a falência, teremos muitas recuperações mais bem sucedidos. É tão simples que até mesmo Paul Krugman entende.

Então, se você quiser que o seu país esteja livre de dívida e dinheiro falso, peca ao seu governo renunciar ao modelo de desenvolvimento baseado na emissão de dívida, que não é nem mesmo um modelo de desenvolvimento. Se você quer uma recuperação real, você tem que deixar os bancos ir a falência.

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Se ninguém acredita na recuperação econômica, por que Europa e o mundo fingem?

POR LUIS MIRANDA | THE REAL AGENDA | OUTUBRO 23, 2012

Não sei você, mas eu estou cansado de ouvir sobre o colapso financeiro. A crise financeira na que estamos hoje foi prevista há muito tempo, e a previsão se concretizou. Então, por que não aconteceu ainda?

Primeiro, ela está acontecendo. Na verdade, tudo começou há um tempo atrás. Enquanto muitos esperavam um colapso repentino, que  acabasse com o mundo inteiro, a queda do sistema financeiro internacional foi planejado para ser feito dessa maneira. Segundo, o colapso financeiro foi planejado para ocorrer lenta e dolorosamente, não somente porque os membros da elite são sádicos, mas também porque é a única maneira de realizar seu plano com sucesso.

O colapso financeiro lento permite que os autores lentamente mordam pedaços do ‘bolo’, infligindo dor letal, mas controlável, enquanto danificam os sistemas econômicos e financeiros do mundo. Essa tática, por sua vez, abre caminho para uma maior deterioração e aquiescência do público e dos governos que eles controlam. O tipo de terrorismo financeiro realizado pelas maiores instituições financeiras na história do mundo, que são controladas por umas poucas pessoas, torna possível realizar o sonho da elite para criar o monopólio de dinheiro e recursos mais poderoso, enquanto eles se apresentam como salvadores para resolver a crise que eles mesmos criaram.

A verdade, contudo, é que eles não estão salvando ninguém, mas eles próprios. Enquanto subornam políticos para adquirir os recursos pagando preços muito baixos em qualquer moeda que eles querem, os membros da elite não precisam ser responsáveis pelas seus crimes. De fato, os burocratas do governo são leais cúmplices da elite. Apenas um país tem sido capaz de derrotar esses caras, e esse país é a Islândia. Depois de chutar o traseiro dos banqueiros, Islândia está agora no caminho da recuperação, com uma economia crescente que só voltou à vida depois de determinar que a dívida criada ilegalmente pelos banqueiros não seria paga pelos cidadãos do pais.

Islândia fez o que nenhum outro país teve a coragem de fazer: deixar que os bancos estrangeiros fossem à falência. Quatro anos depois, o país está sendo elogiado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Isso é correto. Uma das mais importantes organizações globalistas que geralmente planejam a destruição de países como Itália, Grécia, Portugal e Espanha, parabenizou a Islândia por fazer a coisa certa. Os Islandeses não tiveram necessidade de adotar programas de austeridade, perder milhões de empregos, perder pensões ou contas de aposentadoria para salvar os bancos. “A recuperação tem sido bastante impressionante. O crescimento do PIB se acelerou nos últimos dois anos e agora está em três por cento ao ano “, diz Franek Rozwadowski, um visitante do FMI.

Enquanto isso, do outro lado do oceano há países como Espanha, Itália, Grécia e Portugal, os quais escolheram seguir o caminho da  destruição. A dívida da Espanha aumentou dramaticamente enquanto o governo diz que faz um esforço para reduzir o déficit. O governo impôs medidas de austeridade maciças, saqueou as pensões e contas de aposentadoria, reduziu o emprego público, acumulou uma taxa de desemprego de 24%, “resgatou” bancos pelo menos duas vezes e adotou as políticas econômicas mandadas de Bruxelas, mas o pais esta ainda caminha em direcao ao precipício financeiro. O mesmo modelo foi utilizado pela Grécia, Itália e Portugal, que seguem a Espanha em seu caminho para o colapso social. Estima-se que a dívida espanhola vai chegar a € 23 bilhões até o final do ano, sem esperança de ver a luz no fim do túnel.

A principal razão para isto é que a aliança feita entre o Governo espanhol e Bruxelas não se destina a guiar a Espanha fora do túnel escuro. Como explicado nos documentos obtidos do Banco Mundial, o colapso da maioria dos países europeus é parte de um plano bem concebido que a elite tem aplicado uma e outra vez em muitos países em todo o mundo. Foi o que aconteceu em países pequenos como Guatemala, e Nicarágua e outros de médio porte como Argentina. Agora, estas mesmas politicas estão sendo aplicadas em grandes economias, como Espanha, EUA, França, Itália, Grécia e outros.

Os chamados resgates financeiros não são tal. Esses pressupostos são mesmo aquisições. Como explicado pelo jornalista investigativo Greg Palast — que revelou a história sobre o plano do Banco Mundial para colapsar a economia global — a idéia é secretamente tomar posse dos bens de todos os países do mundo. Isto é conseguido através de um sistema de suborno em que os banqueiros mundiais compram o voto dos burocratas em diferentes países para que adotem políticas emitidas pelo FMI e o Banco Mundial cujo objetivo é destruir suas economias. Uma vez que as políticas têm sido adotadas, os bancos começam a assumir progressivamente os recursos desses países de maneira imperceptível, principalmente através de programas de ajuda financeira e acordos comerciais.

A crença equivocada de que a recuperação vai sair das medidas de austeridade atuais e dos resgates é derivada da campanha de propaganda orquestrada pelo sistema bancário e os principais meios de comunicação, que tinham negado a existência da crise, mas que depois tiveram que aceitar que existe. A mentira agora baseia-se na ideia — também divulgada pela mídia — que os mesmos banqueiros que causaram a crise serão os nossos salvadores. A maioria das pessoas sabem pouco ou nada sobre o fato que o tipo de crise que estamos passando é parte de um plano para realizar um esquema de extorsão mundial em que a elite globalista bancária mais uma vez fica com uma quantidade significativa de recursos.

A diferença é que desta vez o saque não se limita a uma nação, mas vários países importantes da Europa e do mundo. Por exemplo, as ilhas gregas estão agora para a venda pela melhor oferta, porque o país não pode pagar suas dívidas depois de aceitar a ‘ajuda’ dos banqueiros europeus. Adivinhe quem vem para o resgate. Os mesmos banqueiros querem comprar as ilhas gregas para ‘ajudar’ o pais mas eles querem pagar tostões. O mesmo se aplicará em Espanha depois que Mariano Rajoy solicite o resgate financeiro.

Então, se você está se perguntando por que a economia não está melhorando apesar das garantias constantes de que tudo aquilo que está nos livros está sendo feito para chegar a esse ponto, a verdade é que os banqueiros nunca contemplaram ter uma recuperação. Pelo menos, não uma em que todos tenham a oportunidade de prosperar.

Leia a entrevista completa dada por Greg Palast após obter documentos secretos do Banco Mundial detalhando como instituições financeiras globais procuram destruir nações.

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Sistema Financeiro é uma Fraude e a Causa da Crise de Dívida Soberana

POR LUIS MIRANDA | THE REAL AGENDA | 10 JUNE 2012

Levou quase 100 anos para os globalistas no controle dos sistemas financeiro e bancário entender que seu esquema baseado em dívida não pode ser usado para explorar as pessoas e os recursos do planeta. Em 1913, os barões bancários decidiram que iriam controlar a criacao e fluxo de dinheiro com um sistema que mantém constantemente todas as nações do mundo em dívida com as instituições supranacionais financeiras criadas por bancos privados. Essas instituições criam dinheiro do nada, e dão empréstimos para as nações escravos, cujos líderes endividam as gerações futuras. Enquanto isso, os bancos ganham uma bolada de lucro, assegurando que as pessoas que não têm sequer nascido terão que trabalhar a vida inteira para pagar juros da dívida que não termina nunca. Este ciclo é repetido continuamente.

Hoje, a mídia corporativa ignora detalhes da última reunião do grupo Bilderberg, na Virgínia, Estados Unidos, mas reserva tempo para promover o fato de que os bancos que levaram a economia global ao penhasco, finalmente se convenceram de que seu modelo não funciona mais. É importante entender que quando eles dizem que não funciona, implicitamente significa que eles não podem continuar enganando o mundo com ele. O que a mídia não está dizendo é que a máfia global atual pretende implementar um novo sistema em que vai permanecer no controle, mas com mais poder, portanto, eles podem criar uma escravidão ainda maior. Os diretores do Fundo Monetário Internacional e do Banco Central Europeu tem dito que é hora de acabar com o resto dos Estados-nação e dar lugar a uma organização financeira global que gerencie os aspectos económicos, ambientais e financeiros, que estarão sob o controle monopolista dos próprios banqueiros.

Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu, chamou o sistema atual governado pelos bancos centrais como “insustentável” e mais uma vez culpou os governos das nações que não aceitam as políticas dos banqueiros como responsáveis pela crise económica e financeira mundial. Ele disse que os líderes têm sido lentos em reagir à crise de dívida soberana, que também foi criada por instituições bancárias internacionais. “A configuração que tínhamos há 10 anos, que foi considerado sustentável, provou ser insustentável se não forem adotadas medidas adicionais”, disse Draghi. Ele esquece de mencionar o fato de que a crise que estamos sofrendo é uma conseqüência da criação e venda de derivativos criados e vendidos pelos banqueiros e credit default swaps como formas de investimento novas e atraentes, que mais tarde acabaram com o dinheiro dos povos, os quais utilizaram fundos de pensões, contas de aposentadoria,  segurança social e assim por diante para comprar esses produtos tóxicos. Outro detalhe importante não mencionado por Draghi é que a globalização econômica tem servido como uma plataforma perfeita para obter ainda mais controle.

Depois de criar o problema, os banqueiros apresentaram seus programas de resgate e austeridade como uma “solução” para ajudar a economia, mas como já relatado, apenas era um passo a mais na consolidação das nações devedoras como Islândia, Grécia, e as novas como Espanha, Portugal, França, EUA e Alemanha. A austeridade veio na forma de cortes nos programas de assistência social que suportam milhões de pessoas nestes países, e resgates bancários internacionais na forma de pacotes de ajuda financeira. Como as coisas estão hoje, os banqueiros foram ajudados e as pessoas foram abandonadas. Mas bilhões de dólares em pacotes de resgate não foram suficientes para os banqueiros. Eles queriam mais. Eles queriam o controle completo. Como seus programas de resgate não resultaram no controle total, os banqueiros agora estão se movendo para o plano B, que inclui a aquisição integral de outros Estados-nação através de um perpétuo estado de guerra para justificar o roubo dos recursos naturais e a centralização de toda atividade humana.

Após a criação e venda do problema por meio de contínuas ameaças e advertências sobre o colapso do sistema financeiro global — uma situação que eles provocaram — a menos que os governos socorreram os bancos. Globalistas como Herman Van Rompuy, Jean Claude Trichet, e José Manuel Barroso tentaram criar pânico, para que os políticos adotar medidas de austeridade ilegais, e resgataram bancos que eram grandes demais para falir. Após os banqueiros arriscar investimentos em produtos financeiros tóxicos que eles sabiam não eram reais, os bancos fugiram com 97 por cento do dinheiro de investidores que confiaram em modelos de cálculo de risco fraudulentos e usaram o dinheiro dos clientes enquanto arriscaram apenas entre 2 ou 3 por cento de seu próprio dinheiro.

De repente, os bancos e as instituições não são mais capazes de manter seus castelos de areia apoiados nos pilares da degeneração financeira, o excesso de confiança, ganância financeira e a arrogância. “Pode o E.C.B. preencher o vazio deixado pela falta de poder centralizado na área do euro?”, disse Draghi. “A resposta é não.” Claro que não. Os banqueiros querem um novo sistema que lhes permita operar sem serem responsabilizados e que lhes da mais liberdade para continuar a tomar riscos, hipotecando o futuro das classes trabalhadoras em todo o mundo. Tal como no passado recente, os banqueiros estão alertando que a inação, ou regulamentos de liquidação da dívida mais eficazes significaria o contágio generalizado dos bancos e as economias que iriam ocorrer mais facilmente e rapidamente por causa da inter-relação da economia mundial. Os bancos estão à procura de desregulamentação total e um esquema de auto-governo para não ter que prestar contas a governo nenhum. Mas foi precisamente a falta de regulamentação bancária que permitiu que os banqueiros fizeram o que eles fizeram: colocar o mundo em um buraco profundo de dívida do qual não há saída.

A eliminação da Lei Glass-Steagall de 1933, que tinha segurado com sucesso a fome dos banqueiros para executar negócios arriscados, provocou uma cadeia de eventos que ainda está em curso. Os bancos que precisam de resgates, porque supostamente eles são grandes demais para falir, os governos, sem dinheiro para cumprir as suas obrigações, fundos de pensão cujos cofres estão vazios, a corrupção financeira fora de controle, produtos de investimento tóxicos e artificiais, etc. “Foi a maior transferência de dinheiro entre as classes trabalhadoras para as pessoas mais ricas da história da humanidade”, diz Russ Roberts, apresentador do Econtalk. “Foi ruim para a democracia e o capitalismo.” A solução, de acordo com os banqueiros, no entanto, é a criação de um fundo de seguro, que será sustentado pelos contribuintes de todo o mundo, para assegurar que os bancos sempre terão um plano de resgate pronto para tirá-los de seus investimentos arriscados. Isto não só cria o incentivo financeiro para continuar a centralizar o poder econômico, mas também para remover o processo natural de mercados livres, responsabilidade e prevenção de riscos maiores. Um fundo financeiro global permitirá que os banqueiros se arrisquem ainda mais, porque eles podem ter uma classe trabalhadora que irá fornecer os frutos do seu trabalho para resgata-los sempre que necessário.

Allan Greenspan, o chefe da Reserva Federal em 2008, disse em audiências no Congresso que ele não sabia o que tinha acontecido. Ele pensou que os banqueiros seriam capazes de se auto-regular. Ele disse que acreditava que os bancos eram capazes de avaliar seu próprio risco. E foi assim mesmo. É por isso que para cada US $ 100 que os bancos arriscaram, apenas três dólares eram de seu próprio dinheiro. O resto era dinheiro de governos, fundos de pensão, poupança, etc. Greenspan foi o homem que se sentou na cadeira de ouro da Reserva Federal quando a desregulamentação bancária ocorreu, e sabia exatamente o potencial que tal desregulamentação poderia criar para as instituições financeiras que estariam fora do controle sem prestação de contas. Agora que seu sistema tem sido descoberto como fraudulento, os banqueiros estão usando mais analogias para descrever as supostas ameaças que surgiriam se os governos não decidem desistir de sua soberania por completo. O mais recente é que a crise da dívida é uma “bomba”. Os banqueiros não querem comprar a dívida pública, o que deveriam fazer, e chamam essa iniciativa de “loucura financeira.”

A iniciativa de fazer os bancos comprar a dívida de volta não seria uma solução para a crise da dívida, no entanto. Na verdade, iria perpetuar um sistema baseado em dívida, porque os governos seriam capazes de criar mais dívida, o que levará a uma crise mais profunda, já que eles serão incapazes de fazer os pagamentos de juros. Os bancos ficariam então com a sacola vazia, um resultado geralmente reservado para as classes trabalhadoras. O cenário ideal seria que os bancos fossem forçados a comprar a dívida existente, que foi criado por eles, e que os governos adotem políticas fiscais e monetárias responsaveis, sem criar mais dinheiro do nada. Claro, os bancos não vão permitir que isso aconteça, porque vai reduzir seu controle sobre o sistema financeiro. Independentes sem dívida, os governos seriam livres para adotar políticas fiscais e monetárias sanas, que eliminem a necessidade de um sistema bancário como este, com base em dívida e, portanto, eliminaria o controle que os banqueiros têm acumulado até agora. A liquidação da dívida começaria o processo de zero com um sistema econômico global limpo e desinfetado, onde as economias são criadas com base na existência de recursos, capacidade de produção, produto interno bruto, o saldo das compras e vendas, negociações comerciais bilaterais e multilaterais, e assim por diante.

“A crise em que estamos agora foi causada em parte por pessoas que fizeram apostas arriscadas demais com dinheiro de outras pessoas”, diz Roberts. Ele acrescenta que uma boa pergunta que deve ser feita é por que as pessoas permitiram aos bancos fazer investimentos de alto risco com seu dinheiro. Era como um jogo de poker onde os bancos arriscaram apenas 3 por cento do seu próprio dinheiro, enquanto os investidores perderam 96 ou 97 por cento de seu dinheiro. Mas, em vez de ser punidos por tomar tais riscos, os bancos foram recompensados ao receber resgates. Embora os cálculos matemáticos usados pelos bancos para avaliar o risco de mercado e os valores dos ativos são consideradas fraudulentos, estes ainda são utilizados para avaliar oportunidades de investimento. Mas quando essas oportunidades são arriscadas, com base em cálculos fraudulentos, os bancos receberam ajuda dos governos. Eles foram autorizados a usar passivos como ativos e a fazer investimentos com riscos muito elevados em troca de uma promessa de um retorno pequeno, ou inexistente. “Acho que eles acreditavam que o governo iria resgatá-los em caso de uma recessão”, diz Roberts. Na sua opinião, os mercados passam a ser regidos pelos capitalistas corporativos que devem ser removidos antes que tudo poder voltar ao capitalismo real.

O capitalismo é um sistema de ganhos e perdas. A perspectiva de um bom retorno é um incentivo para assumir riscos, e as perdas são chamadas à prudência. Quando o incentivo para ser prudente é eliminado porque há uma entidade governamental ou um fundo para salvar um banco ou um sistema inteiro, o sistema financeiro é destruído, e foi isso que aconteceu em 2008. Governos, a mando do poderoso cartel bancário cobriram os riscos assumidos pelos bancos e, portanto, eliminaram a necessidade de cautela e responsabilidade.

Austeridade e catástrofes financeiras são as táticas do Terrorismo Econômico

Por Luis R. Miranda
The Real Agenda
1 de julho de 2011

Os terroristas econômicos que causaram a atual crise financeira, que certamente não são os capitalistas, mas corporações bancárias monopolistas, não pararam por aí e continuam a ameaçar países com duas táticas diferentes: a austeridade e a ameaça de catástrofe financeira se suas propostas não se aplicam. Desde que a Grécia, Islândia, Portugal, Espanha e outros países europeus começaram a mostrar sinais de dificuldades financeiras, os banqueiros que criaram o fraudulento sistema, disseram ao público através de seus peões burocratas que a crise seria resolvida em sua própria maneira ou então … literalmente!

Enquanto os países que mais têm a perder estão na Europa, foi George W. Bush, que primeiro soou o alarme da crise da dívida. A equipe econômica de Bush alertou os contribuintes para executar um salvamento maciço das instituições financeiras que são responsáveis por muitos, senão todos os aspectos da crise financeira. Como sabemos agora, todo o dinheiro do resgate foi dado publicamente e em segredo, foi para contas bancárias europeias no que hoje é conhecido como o resgate bancário de 2008. Embora Henry Paulson disse ao Congresso de Estados Unidos e ao público que existiam algumas entidades que não poderiam cair na bancarrota, os US $ 700 + bilhões de dólares, que na verdade são US $24 trilhoes de dólares, não foram realmente usados para salvar ninguém mais que os banqueiros. Agora eles estão usando o dinheiro para comprar Grécia, Islândia, Espanha e Portugal por centavos de euro.

Porque nem seu plano de resgate nem seus QE funcionaram, os banqueiros têm agora mudado para a fase 3 do seu plano. Esta fase inclui uma redução drástica nos gasto público, cortando todos os tipos de programas que beneficiam principalmente as classes média e baixa na Europa e nos Estados Unidos. Em quanto os bancos centrais e as corporações ficam com o saque, os governos são forçados, por intermédio do Banco Mundial e do FMI, a cortar gastos em algo que eles chamam de austeridade. Mas a austeridade se aplica somente aos pobres, não os bancos, que como eu disse, continuam adquirindo a infra-estrutura ao redor do mundo, pagando com dinheiro dos contribuintes.

A tática de austeridade provocou a ira de milhões de pessoas que saíram às ruas para protestar e pedir aos seus governos rejeitar as políticas de austeridade do FMI e simplesmente abandonar sua participação nessas e em outras instituições financeiras globalistas. Em vez disso, os governos decidiram que não devem responder aos pedidos dos seus cidadãos e que a austeridade é o caminho a seguir. Em resposta, gregos, espanhóis, italianos e outros voltaram para as ruas. Enquanto a raiva das pessoas cresce vendo seus fundos de pensão sendo roubados, os seus salários congelados ou cortados e o custo de vida a aumentar exponencialmente, os terroristas financeiros no topo do setor bancário decidiram usar mais uma vez a ferramenta do terrorismo econômico.

Terrorismo econômico ocorre quando as pessoas e instituições que conceberam a crise -os bancos- decidiram cobrar aos seus clientes -os governos- o total dos empréstimos a fim de consolidar o poder económico e reforçar seu controle sobre os monopólios. Porque é impossível para qualquer governo pagar toda a dívida para os tubarões financeiros, as suas instituições como o Banco Mundial, FMI, Banco de Compensações Internacionais e a Reserva Federal impuseram programas de austeridade que corroem ainda mais as classes média e baixa . Esta política está ligada à aquisição de novos empréstimos a juros ainda mais altos para supostamente pagar para crédito vencido. A idéia de que os credores têm a capacidade de exigir o pagamento integral dos empréstimos, a qualquer momento, é bem conhecido pelos governos antes de assinar contratos que os tornam devedores, mas, mesmo sabendo, assinam. Isso acontece porque em troca de empréstimos, os governos comprometem-se a utilizar o trabalho dos seus cidadãos, o dinheiro dos impostos recolhidos pelo Tesouro e até mesmo a infra-estrutura de seus países como moeda de troca para obter empréstimos com taxas que chegam até 79 por cento.

Se um governo desafia o mandato dos bancos, estes impõem sanções financeiras para os países devedores, aumentando as taxas de juros em seus empréstimos e reduzindo a sua capacidade de empréstimo. Isto por sua vez, torna mais difícil para os países para pedir empréstimos e, portanto, continuam em uma espiral descendente no buraco da pobreza. Porque os países não são mais capazes de tomar emprestado para sair da dívida, a única solução é vender a sua infra-estrutura de portos, estradas, instituições, serviços, indústria, etc, a fim de pagar a dívida. Como você deve ter adivinhado, os compradores desses ativos são os próprios bancos, que vêm com dinheiro dos contribuintes na mão para consolidar ainda mais seu domínio.

O cenário que emerge dessas ações não é só que mais países serão devastados com piores políticas económicas e financeiras -agora sob o controle completo dos banqueiros- mas também que aumentara o numero de pessoas pobres, a classe média diminuira e a oligarquia será mais forte. A diferença desta vez é que os banqueiros pretendem não só absorver uma nação do terceiro mundo que não paga, mas junto com ela incluem os maiores e mais desenvolvidos países do hemisfério ocidental, incluindo aqueles com maiores quantidades de recursos naturais e poder militar, que, naturalmente, serão de propriedade dos banqueiros.

O objetivo final dos banqueiros é o de ganhar o controle de todos -nao é que eles não estejam fazendo isso há muito tempo. Para fazer isso, eles construíram o sistema em que vivemos hoje. Este sistema foi concebido literalmente, utilizando engenharia social para controlar cada aspecto de nossas vidas. O resultado da engenharia social atual é o estado passivo em que a maioria das pessoas vivem, onde nem sequer sabem que algo como isto acontece, enquanto outros simplesmente não se importam. Diante desse cenário, é muito difícil ver como os banqueiros terão problemas implementando seu plano. Embora milhões de pessoas têm despertado do seu sono, a maioria não tem idéia de que o seu futuro está terminando. Tal como no passado, vai ser necessária uma revolução de uma minoria para garantir que as pessoas livres permaneçam livres. Seria muito mais fácil e eficiente, é claro, se mais pessoas despertassem de seu transe e lhes dessem a mão. Apesar de que uma revolução pela minoria pode mais uma vez salvar a maioria, só uma revolução da maioria será capaz de erradicar o câncer conhecido como o cartel económica e financeira das Oito Famílias.