Operação Gladio: Terrorismo de Estado na Europa

THE REAL AGENDA | 16 SETEMBRO 2012

Operação Gladio revela o segredo da uma operação terrorista patrocinada pelo Estado apoia uma rede terrorista na Europa. Esta série da BBC mostra como um exército secreto de extrema-direita, operado pela CIA e MI6, através da OTAN, mataram húngaros e outros cidadãos Europeus inocentes e tentaram culpar as mortes em Baader Meinhof, Brigadas Vermelhas e outros grupos de esquerda .

Conhecidos como “os esquecidos”, os exércitos tiveram acesso ao equipamento militar que deveria ser usado para sabotagem da invasão soviética. Em vez disso, ele foi usado em massacres em toda a Europa continental, como parte da Estratégia de Tensão da CIA. Massacres da Operação Gladio aconteceram na Bélgica e Itália entre outros países, a fim de assustar as classes políticas nacionais e forca-las a adotar políticas promovidas pelos EUA.

Originalmente emitido pela BBC em 1992. Um agradecimento especial a Ocular Politics.

$ 352 Bilhões em Dinheiro da Droga foram Injetados na Economia Mundial em 1998

Sem esse dinheiro, a economia global teria se desmoronado desde então e vários bancos na Europa e os EUA teriam ido à falência.

Tradução Luis Miranda
Pravda
23 de novembro de 2011

Cartéis da Droga controlam o México. Estas estruturas criminosas são corporações transnacionais que produzem e distribuem drogas no México e desfrutam de seu reinado sem problema no país. O cartel Zetas é um fenômeno especial no México, porque foi literalmente criado e desenvolvidopelos serviços especiais dos EUA.

A guerra contra as drogas é uma farsa. O dinheiro da droga é uma parte importante da economia global, e sem ele o sistema colpasaría como um todo.

A guerra contra as drogas é uma farsa. O dinheiro da droga é uma parte importante da economia global, e sem ele o mesmo colpasaría como um todo.

Este grupo criminoso apareceu originalmente como uma estrutura militar. O grupo foi criado para apoiar as atividades do Cartel do Golfo. Durante a década de 1990, o Golfo atraiu militares e funcionários das unidades especiais da polícia no país: GAFE, ou Grupo de Forças Especiais Aéreas, e BFP, a Brigada Aérea do Exército Mexicano.

Todos os desertores, que compõem o coração de Los Zetas, foram treinados nas bases da CIA nos EUA, assim como na Escola da América do Sul (SOA) do Instituto do Hemisfério Ocidental para Cooperação e a Segurança. Os militares de elite do instituto foram enviados para os regimes sul-americanos controlados pelos EUA na América Latina, enfatizando a eliminação dos movimentos de guerrilha e a luta contra a distribuição de drogas.

Os soldados das Forças Especiais da Guatemala, também treinados pela CIA, se juntaram ao grupo de ex-soldados mais tarde. Depois que os EUA se livraram do traficante colombiano Pablo Escobar, a logística de carregamentos e mobilização de drogas mudou consideravelmente. Os mexicanos assumiram o grupo. Eles costumavam enviar a cocaína colombiana para os Estados Unidos, mas depois eles começaram a ditar os termos aos fabricantes de drogas colombianos.

Os cartéis estavam sendo desenvolvidos, mas os líderes do negócio internacional de drogas não queriam se juntar em um supercartel ou aliança. Eventualmente eles decidiram usar um velho estilo de luta contra “os ratos a bordo.” Eles estabeleceram os “ratos comedores”. Los Zetas, cujos membros foram treinados nos EUA em centros de operações de comandos, se tornaram esses ratos comedores que destruíram alguns dos cartéis e os restos da estrutura do Estado mexicano, como foi pedido pelo seu Mestre.

Em 1999, após a captura do líder do Cartel do Golfo, os Zetas mostraram que eles eram capazes de gerenciar o negócio sozinho. Então, eles usaram métodos brutais para lutar com os seus concorrentes, decapitando pessoas, deixando seus corpos desmembrados em locais públicos. Você pode encontrar vídeos de execuções horríveis na Internet. Eles cortaram as cabeças de pessoas rapidamente – com a ajuda de uma serra de cadeia – ou lentamente – com um facão.

O presidente mexicano, Felipe Calderón declarou a guerra à máfia das drogas. Desde então, 45.000 pessoas morreram em confrontos entre cartéis mexicanos e tropas do governo. Outra guerra entre os Zetas e o cartel do Golfo começou no início de 2010 no norte do México.

A estrutura dos Zetas é muito complicada. Eles dizem que o cartel tem vários níveis, mas praticamente representam diferentes formas das forças terrestes – o grupo de combate a cartéis. Eles são The Falcons (os Falcoes) – pessoas locais que monitoram a situação nos territórios sob seu controle. O time é liderado pelos Cobras, que também sao compostos por pessoas locais.

Os chamados Novos Zetas são grupos militares de outros países como a Guatemala, que começaram a trabalhar para o cartel. Os Antigos Zetas são os que se juntaram da organizaçao GAFE no final da década de 1990.

Estes grupos formam o núcleo da organização. Há grupos especiais regionais, como o Scorpions, criados pelo comandante local do cartel. Mas, na verdade, a estrutura é muito mais complicada. É composta de vários grupos autônomos. A falha ou destruição de um desses grupos não afeta o trabalho de outros.

“O dinheiro, honra e respeito são mais importantes para nós. Dominamos o comércio de drogas, e pedimos  as autoridades do México e os EUA para não colocar obstáculos no nosso negócio. Eles não serao capazes de destruí-lo por uma razão: Los Zetas sabem tudo sobre o trabalho da polícia e serviços especiais; mas os serviços especiais e policiais não sabem nada sobre as atividades de Los Zetas “, disse Arturo DeSena, um ex-tenente e fundador de Los Zetas.

Parece que Washington não pode parar o negócio da droga, já que desestabilizaria o sistema financeiro dos Estados Unidos. O sistema depende de investimentos de vários bilhões de dólares que se originam de cartéis de drogas ao redor do mundo. Antonio Maria Costa, diretor do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, disse que há vários anos os cartéis da droga salvaram vários bancos durante a crise de 1998. Os maiores cartéis do mundo transferiram 352.000 milhões de dólares aos bancos durante o período mais duro da crise, disse o funcionário.

O produto do crime organizado foi o “único capital de investimento líquido”, disponível para alguns bancos que entrariam em colapso em 1998. “Empréstimos interbancários foram financiados pelo dinheiro que se originou do tráfico de drogas e outras actividades ilegais … Havia sinais de que alguns bancos foram resgatados dessa forma”, disse Costa ao Observer em 2009. A maioria dos 352.000 milhões de dólares da droga foram absorvidos pelo sistema econômico, disse ele.

De acordo com Costa, os cartéis da droga salvaram bancos da Grã Bretanha, EUA, Suíça e Itália.

As drogas tornaran-se um desastre nacional nos Estados Unidos há muito tempo. Parece também que é uma boa maneira de controlar a população. Até dez milhões de americanos usam cocaína regularmente (diariamente), de acordo com estatísticas oficiais. Até 40 milhões de pessoas usam cocaína com menor freqüência. Se esse consumo fosse bloqueado das pessoas o país afundaria no caos.

 

Israel Prepara Suicidio Diplomático para EUA antes da Guerra com o Irã

Tradução Luis Miranda
Strategic Culture Foundation
11 de novembro 2011

O lobby todo-poderoso de Israel em Washington, o American Israel Public Affairs Committee (AIPAC), uma organização de colaboradores de Israel, infiltrados e traidores para os Estados Unidos está circulando um projeto de lei (HR 1905) na Câmara dos Deputados que proibiria que o Presidente dos Estados Unidos, a Secretária de Estado, membros do Serviço de Estrangeiros dos EUA, ou qualquer outro enviado, manter qualquer tipo de contato diplomático oficial com qualquer membro ou agente do governo de Irã. Somente quando o Presidente indique às comissões necessárias que podem participar de contatos diplomáticos com o Irã é que eles poderiam fazer esse contato. Israel tem o controle de facto sobre as comissões de Relações Exteriores do Congresso, portanto, qualquer notificação da Casa Branca para expressar a necessidade de contato com as autoridades iranianas é imediatamente transmitida para o Benjamin Netanyahu, em Jerusalém, Israel, que, então, interviria antes de qualquer contato entre os EUA e Irã. Com esta resolução, AIPAC quer tornar os EUA ainda mais em um vassalo do Estado judeu.

Netanyahu e vaiado por ativistas pró-palestina na convenção da AIPAC.

A estratégia de Israel é garantir que os seus planos para atacar instalações nucleares do Irã, e talvez outros objetivos, não tenha oposição dos círculos diplomáticos dos Estados Unidos … Israel colocou os seus próprios interesses além e em direcao contrária aos de Estados Unidos.

A perspectiva de um ataque israelense ao Irã, apoiado pela Arábia Saudita – aliado secreto de Israel na região – teve um efeito cascata em todo o Oriente Médio e Ásia.

Os países asiáticos estão lutando para se juntar à Organização de Cooperação de Xangai (SCO) como membros plenos. Diante de um beligerante Estados Unidos, a OTAN e a intenção de Israel de derrubar os governos da Síria e do Irã, o pacto de segurança econômica, cultural, que inclui Rússia, China, Cazaquistão, Quirguistão, Uzbequistão e Tadjiquistão, anunciou após sua primeira cúpula ministerial em São Petersburgo que a SCO em breve abrirá as suas portas para o pleno apoio do Paquistão, Irã e Índia. Os países asiáticos querem congelar a interferência dos EUA na Ásia.

Antes da cúpula em São Petersburgo, Rússia e China advertiram fortemente ao Ocidente contra qualquer ataque militar contra o Irã. As palavras usadas na diplomacia internacional são uma reminiscência da Guerra Fria, no entanto, é o Ocidente que está fazendo o papel do agressor, mesmo sendo um invasor dominado por Israel, os espiões seus e os recursos de inteligência incorporados nos níveis superiores do governo em Washington, Londres, Paris, Berlim e dentro da hierarquia da ONU.

Até mesmo no estado vassalo dos Estados Unidos, o Afeganistão, está ansioso para se libertar das amarras da NATO e Washington, agora que alcançou o estatuto de observador na SCO. Comentários recentes pelo comandante da NATO no Afeganistão, U.S. Army Peter Fuller, a direção do governo afegão é desigual, desagradável e isolada da realidade, porque o presidente Hamid Karzai disse que Afeganistão lutaria do lado de Paquistão em uma possível guerra americana no Paquistão, o qual resultou na demissão de Fuller. Os comentários de Fuller também levou a que Hamid Karzai pedisse o estatuto de observador na SCO como uma resposta à agressão dos EUA contra o mundo muçulmano e a sua oposição à soberania palestina, que tem sido enfraquecida ao redor do mundo apesar da influência de Washington.

Outro país onde a CIA e o Pentágono têm seus agentes rastejando e rastejando, Mongólia, também é um observador da SCO. Há também os “parceiros de diálogo” no SCO – os países que provávelmente alcançarao posições de observadores na SCO no futuro. Os parceiros no diálogo são a Bielorrússia, Sri Lanka, e um outro que deve preocupar Tel Aviv e Washington, a Turquia, um membro da OTAN. Moscou e Ancara concordam que a Turquia deveria eventualmente tornar-se um membro da SCO. A Turquia tem estreitos laços históricos e culturais com os povos turcos da Ásia Central e muitas das repúblicas autônomas turcas da Rússia, incluindo Tuva, Bashkortostan e Adygeya.

A Turquia está cansada da interferência de Israel em seus assuntos internos e externos, como evidenciado pelo sangrento ataque israelense ao navio turco de ajuda a Gaza, a Marmara Mavi, com o apoio do Mossad e os ataques terroristas do PKK curdo na Turquia e a rede israelense Ergenekon na Turquia.

Irã viu o aliado secreto de Israel, Arábia Saudita, nomeando o ex-chefe de inteligência egípcio e amigo de Netanyahu, Omar Suleiman, como um conselheiro para a coroa da Arábia e seu príncipe Nayef bin Abdul Aziz al-Saud, que também é ministro do Interior. O eixo Jerusalém-Riyadh foi reforçado quando a administração Obama mudou 4.000 soldados do Iraque ao Kuwait para reforçar outros ativos militares dos EUA em Bahrain – casa da Quinta Frota dos EUA -, Qatar nos Emirados Árabes Unidos e Omã. A CIA e o Pentágono estabeleceram a base de drones Predator em Djibuti, Seychelles, Etiópia, e, aparentemente, a Arábia Saudita.

O presidente eleito do Quirguistão, o primeiro-ministro Almazbek Atambaev, anunciou que quer que os EUA e NATO saiam da base aérea de Manas no seu país depois que o contrato atual expire em 2014. Enquanto isso, uma organização não-governamental financiada por George Soros no Quirguistão está tentando sugerir que sob a nova Constituição do Quirguistão, Atambaev não têm autoridade para fechar a base. É este tipo de interferência dos EUA nos assuntos das nações da Ásia, que causou a expansão da SCO para incluir duas nações que têm recebido ameaças militares diretas dos EUA: Irã e Paquistão. A suspeita de intenções dos EUA e os planos militares também fizeram que Washington pedisse para aderir-se à SCO como um parceiro de “diálogo”. Mas o interesse de Washington para participar da cúpula da SCO como um “parceiro”, diz mais sobre a incapacidade da CIA para se infiltrar no funcionamento interno da SCO, incluindo pelos seus ex-“aliados” como o Afeganistão, Paquistão e Mongólia que o desejo de “diálogo” com os membros da SCO e os observadores. Afinal, AIPAC e seus asseclas colocaram na Casa dos Representantes de EUA um projeto de lei que proíbe qualquer contato entre diplomatas dos EUA e Teerã.

O presidente Obama está sob uma enorme pressão do lobby de Israel em um ano eleitoral para apoiar um ataque militar israelense contra o Irã, um movimento que levará inevitavelmente ao Exército de EUA à região do Golfo durante a guerra contra o Irã em nome do regime de Tel Aviv / Jerusalém ocidental. No G-20, em Cannes, o presidente francês Nicolas Sarkozy foi escutado dizendo a Obama: “Eu não suporto o Netanyahu. Ele é um mentiroso.” Ao que Obama respondeu: “Você está cansado? Eu tenho que lidar com ele todos os dias. ”

O intercâmbio entre Sarkozy e Obama é instrutivo. Obama não discordou que Netanyahu é um mentiroso e que fará e dirá qualquer coisa para defender os interesses sionistas de Israel acima de tudo, até mesmo ao ponto de mentir sobre uma falsa ameaça de armas nucleares iranianas para promover um ataque militar contra o Irã.

Israel, com seus agentes de influência nas delegações das Nações Unidas dos Estados Unidos, Grã-Bretanha, Alemanha, Canadá, Suécia e Holanda, asegurou-se que o diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Yukiya Amano manchasse o relatório da agência com informações falsas sobre o programa nuclear iraniano de uma forma que nunca teria sido tolerado pelo seu antecessor, Mohammed ElBaradei. Amano certamente não está interessado no fato de que sua própria nação, Japão, secretamente produzia armas nucleares no complexo nuclear de Fukushima, em violação das regras da AIEA. As consequências do terremoto destruidor no Japão expôs o secreto de criação de armas nucleares realizado em Fukushima. Amano está perfeitamente dispostos a agir como uma ferramenta de Israel e do lobby de Israel na “descoberta” de violações das regras da AIEA pelo Irã.

O Boletim de Cientistas Atômicos, o ‘relógio do Juízo Final’, que mede o quão perto o mundo está de uma guerra nuclear, encontra-se seis minutos para meia-noite. Com as maquinações de Israel ao Irã, a crise dentro da equipe da Casa Branca com a demissão do chefe de gabinete de Obama Bill Daley, e o convite da SCO para o Irã ficar sob o guarda-chuva de proteção e segurança da Rússia e da China, o relógio avançou alguns minutos a mais para meia-noite.

 

Uma Doença Saudável: Fadiga de Facebook

Centenas de milhares de pessoas na Europa e Canadá fecharam suas contas Facebook. Quais serão os outros?

Por Luis R. Miranda
The Real Agenda
14 de junho de 2011

Violações de privacidade, invasão de privacidade e o tédio causaram com que centenas de milhares de usuários do Facebook fecharem suas contas na Europa, Canadá e estima-se que milhões de americanos vão continuar com esta tendência. Embora o uso das redes sociais tornaram-se uma prática diária, uma parte da vida das pessoas, há um limite no que os usuários podem obter a partir de uma rede antes que se torne chato e perigoso.

O mundo está enfrentando Fadiga de Facebook?

Estimativas recentes indicam que, até agora, pelo menos 100.000 pessoas fecharam suas contas do Facebook na Grã-Bretanha. No Canadá, cerca de 1,5 milhões de usuários decidiram dizer adeus para a sua “Casa Azul”. Enquanto isso, a contabilidade nos EUA mostram que 6 milhões de pessoas se desligaram de Facebook. Mas isso é uma surpresa? Definitivamente não. Os defensores da privacidade reclamaram do uso da tecnologia que faz com que Facebook acumule mais informação do que é necessário.

Segundo o Mail Online, o número de membros de Facebook tem diminuído em todo o mundo. No entanto, a rede está otimista em alcançar o número mágico de 1 bilhão de membros. Enquanto o Facebook experimenta uma diminuição no numero de membros no mundo desenvolvido, em países do terceiro mundo o número de pessoas registradas está crescendo. Uma razão para isso é o fato de que os países do terceiro mundo sofrem com a falta de acesso à tecnologia, como Internet, TV por satélite, TV a cabo, e assim por diante. Isso torna difícil para as pessoas nessas partes do mundo aprender sobre redes sociais e, portanto, utiliza-las. Os usuários nos países em desenvolvimento também ignorar os perigos potenciais à privacidade, que estão expostos quando eles se tornam membros de redes sociais.

Segundo o Mail Online, há uma possível “saturação de filiação natural” sobre o que você pode fazer com o Facebook e outras redes sociais, o qual estagna o crescimento. “Nos EUA, o número de usuários passou de 155.2million para 149,4 milhões em maio. No Canadá, houve uma queda de 1,5 milhões de usuários, enquanto na Rússia e Noruega também os números caíram mais de 100.000 usuários. ”

Quando entrevistado, Eric Eldon, da organização Inside Facebook, disse que uma vez que você alcanca a metade da população de um país, a tendência é que as figuras parem de crescer. “Os usuários do Facebook estão entediados como qualquer homem ou mulher que experimenta uma coisa nova”, diz o psicólogo especialista Graham Jones. “As pessoas estão extremamente animadas com algo novo e depois de um tempo, a novidade desaparece. Mesmo que seja uma nova série televisiva que todo mundo acha que é excepcional no começo. ”

Mas quanto da diminuição se deve a problemas de segurança? Facebook, Google e Apple -revelou-se recentemente- usam tecnologia para coletar informações que os defensores da privacidade e muitos usuários acham desnecessária e uma violação da privacidade. Facebook permite que uma função reconheça as pessoas nas fotos postadas na rede, usando um software de reconhecimento facial. O problema é que usuários do Facebook não são avisados sobre isso. A Apple, por outro lado, registra os movimentos de usuários com seu iPhone, sem avisar os usuários sobre isso. E o Google? Bem, o Google viola constantemente a privacidade daqueles que navegam através das suas páginas durante as pesquisas e até mesmo usa as câmeras do PC e microfones para ouvir os usuários e lhes oferecer produtos enquanto navegam na Internet.

Surpreendentemente, a maioria, senão todas as violações que Facebook Apple e Google fazem, acontecem porque essas empresas receberam um mandato do governo dos Estados Unidos após a aprovação da Lei de Telecomunicações de 1996. Isso significa que as empresas são obrigadas a coletar e registrar os dados, porque o governo dos EUA exige. “A informação recolhida através da Internet coloca problemas constitucionais que devem ser considerados, tais como a privacidade e o direito contra buscas e apreensões”, disse o juiz Gerald E. Rosen, que também é professor de evidência na Wayne State University. “As evidências obtidas através da Internet e sites de mídia social também levantam questões sobre se a informação pode ser autenticada”, disse ele. Junto com a Lei de Telecomunicações de 1996, existe o Cyber Security Act de 2010, que expandiu os poderes do governo e suas agências para bisbilhotar.

Facebook negou as acusações de invasão de privacidade através de seus porta-vozes, que sempre alegam que apesar de ter recebido “um grande volume de solicitações de dados de terceiros”, todos estes pedidos são analisados individualmente e com cuidado para encontrar ” suficiência legal. ”

Mas talvez o problema mais grave, é o fato de que o próprio governo usa redes sociais como Facebook, Twitter, Orkut e outros para influenciar as pessoas. Como Russia Today informou em abril, funcionários da inteligência do governo fazem as suas rondas no Facebook e outras redes sociais com a intenção específica de obter informações. De acordo com o ex-analista de inteligência, Wayne Madsen, órgãos governamentais utilizam programas como o Carnivore não somente para espiar, mas para dizer às pessoas como usar Internet.

A tendência levanta preocupações enquanto à privacidade e à falta de provas em uma era de rápida evolução digital e mostra o potencial de aplicação através do uso das mídias sociais, segundo especialistas. “O FBI e outras agências governamentais enfrentam uma crescente lacuna no que diz respeito à sua autoridade legal para interceptar as comunicações electrónicas em conformidade com uma ordem judicial e sua habilidade prática para interceptar comunicações sem essas ordens”, disse Valerie Caproni, Conselheira do FBI.

Mas as questões das tecnologias invasivas não se limitam aos Estados Unidos. No Reino Unido, o governo concordou em espionar todos os e-mails, telefonemas e cada clique na web, usando a desculpa da segurança nacional e à guerra contra o terrorismo. De acordo com Tom Burghardt, órgãos estaduais que vão desde a CIA até a Agência de Segurança Nacional estão investindo milhões de dólares em empresas de “mineração de dados” que dizem ter uma alça sobre o que uma pessoa é ou o que poderia fazer o futuro.

Em julho, o jornalista de segurança, Noah Shachtman revelou na revista Wired que “o braço de investimentos da CIA e do Google apoiam uma empresa que monitora websites em tempo real, e diz que ele usa essa informação para prever o futuro.”

Shachtman informou que uma sociedade de investimento semi-privado da CIA, a In-Q-Tel, e Google Ventures, a divisão do gigante de buscas se associaram em uma aventura chamada Recorded Future em que investiram pelo menos US $ 20 milhões.
Uma sinopse da página de In-Q-Tel, informa que Recorded Future “extrai informações de tempo e eventos da web. A empresa oferece aos usuários novas formas de analisar o presente passado e futuro. ”

Um relatório sobre a atual tendência em mashable.com sobre a fadiga no Facebook disse que se a tendência de queda continua por um par de meses, executivos do Facebook vão ter que pensar seriamente sobre o futuro da empresa. Será que eles não fizeram isso ainda? E se os relatos de envolvimento do governo na “mineração de dados” e tão grave quanto descrita por Madsen, Burghardt e outros não seria de surpreender então que este fato, por si só, possa ser o gatilho para uma migração maciça dos usuários a tecnologias alternativas de comunicação. Por exemplo, pessoas preocupadas com a forma como o Google coleta e vende informações de seus usuários têm a opção de usar StartPage.com, um motor de busca que não grava os dados do usuário, mas tem a vantagem de fornecer resultados de pesquisa do Google.

Se o tédio e a monotonia do Facebook e outras redes sociais não é suficiente para fazer com que as pessoas fechem suas suas contas, talvez a invasão de privacidade realizada pelas redes sociais em nome de órgãos governamentais ou por meio de inteligência do governo, em si é um motivo para considerar desconectá-las. É provável que o impacto real da “fadiga”, mostre os efeitos reais uma vez que os usuários de países do terceiro mundo, que estão ficando para trás do ponto de vista tecnológico e informacional, percebam o quão chato e perigoso Facebook e outras redes sociais como o Facebook são.

CIA usa Redes Sociais para Publicar Propaganda

RT
Adaptação Luis R. Miranda
Abril 18, 2011

Wayne Madsen tem escrito sobre as agências de inteligência dos Estados Unidos durante décadas. Ele foi um oficial da Marinha desse país e depois tornou-se jornalista investigativo.

No passado, ele tem escrito sobre o programa carnívoro do FBI para monitorar a Internet, mas agora diz que o governo não somente está realizando espionagem do que fazemos online, mas também está usando a web para nos dizer como.

O uso de meios de propaganda e operações psicológicas não é novidade para a CIA, disse Madsen. Ele cita a década de 1960, com a estação de rádio pirata Swan, como um exemplo de tentativas do governo dos EUA de influenciar “discretamente” ao público há mais de 50 anos, transmitindo mensagens a favor da invasão da Baía dos Porcos. Agora, diz Madsen, o governo está usando o Twitter e o Facebook para comunicar suas mensagens, mas não está claro ainda a maneira como eles estão fazendo isso.

O que está acontecendo hoje, diz Madsen, é apenas o exemplo mais recente de operações psicológicas perpetradas pelo governo de influenciar o público. Madsen confirma que as mensagens online identificadas como de grupos de oposição a governos estrangeiros, são, na verdade, frentes norteamericanas na Líbia e os seus vizinhos, por exemplo, embora eles querem que o público pense que são membros dos grupos que lutam pela paz e a democracia.

“Acho que os EUA está provavelmente por trás das mensagens do Twitter. Nós não sabemos se eles vêm da Líbia “, diz ele. Madsen sugere até mesmo que as mensagens de microblog poderiam facilmente ser escritas em bases militares nos EUA ou por funcionários de origem líbia, que não foram presos pelo governo líbio nem detectados pelos grupos rebeldes.

Madsen observa que a disponibilidade de Internet na Líbia é de apenas cinco por cento. Faria sentido, então, que os tweets, blogs e atualizações sobre o drama da África do Norte estejam sendo orquestradas pelo governo dos EUA como um meio para fazer com que sua mensagem seja ouvida, mesmo sendo feita por meios sub-reptícios.

Embora essas ações podem comprometer a ética da CIA, a organização tem sido esperta antes com o uso da web. As histórias de historias plantadas em jornais estrangeiros, que são então recolhidos no estrangeiro e de lá, indiretamente, reeditado pela mídia dos EUA, são so alguns exemplos de como a CIA trabalha diligentemente para influenciar a opinião pública.

Madsen também se refere às relações entre o governo dos EUA e empresas de tecnologia de comunicação gigantes como AT&T e Google (fundada pelo Pentágono), como um fato bem conhecido para os que investigam as ações que governos e corporações realizam em conjunto.

Independentemente de saber se a CIA lança secretamente estes tweets, Madsen diz que a participação dos EUA e de NATO na Líbia fez com que a crise lá ficasse pior e, portanto, este é um programa de propaganda que falhou miseravelmente.