Downgrade-a-palooza: Banqueiros prontos para Colapsar Economia Global

Por Luis R. Miranda
The Real Agenda
14 de janeiro de 2012

Standard & Poors cortou os ratings de crédito da Itália, Espanha e Portugal em dois pontos e na França e na Áustria o downgrade financeiro foi de um ponto.

O jornal Les Echos, disse que a S&P pouparia Alemanha, Holanda, Finlândia e Luxemburgo em seu ajuste muito aguardado de ratings soberanos da zona do euro.

O anúncio foi feito de propósito em torno de 16:30 ET, depois que o mercado de ações dos EUA foi fechado. “Permaneça alerta hoje à noite, quando os mercados dos EUA fechem”, uma fonte da zona euro disse à Reuters.

Ações dos EUA caíram, em reação, porém estavam bem fora de seus pontos baixos, enquanto as ações européias fecharam em baixa. Em dezembro, S&P colocou os ratings de 15 países da zona euro em vigilância negativa, incluindo os de países importantes como Alemanha e França, as duas maiores economias da região e disse que um “estresse sistémico” estava construindo-se devido as condições de crédito apertadas no bloco de 17 naçoes.

Desde então, o Banco Central Europeu inundou o sistema bancário com o dinheiro barato e com juros a três anos para evitar uma crise de crédito. Na época, a agencia S&P disse que também poderia rebaixar o fundo de resgate da zona do euro, o EFSF.

“A conseqüência sendo que a França foi rebaixada, é que o EFSF não pode manter a sua classificação triple-A”, disse o economista-chefe do Commerzbank, Joerg Kraemer.

“Isso pode irritar os mercados no curto prazo, mas não seria um grande problema em um mundo onde os EUA e o Japão também não tem uma  classificação triple-A. Triple-A é uma espécie em extinção “, disse ele.

Um porta-voz da S & P em Paris se recusou a comentar os relatórios.

John Wraith, estrategista de renda fixa do Bank of America Merrill Lynch disse à CNBC que a confirmação de um downgrade massa seria mais um passo sério na crise e levaria a um sério agravamento do sentimento nos mercados financeiros.

“Em grande medida é amplamente esperado,” disse Wraith. “No entanto, pensamos que vai ter um impacto gigante nesses mercados.”

“É claro que deteriorara ainda mais o valor do crédito de um monte de bancos europeus e ajudara a manter o ciclo de feedback negativo entre bancos em dificuldades e os soberanos que podem apoiá-los se as coisas vão de mal a pior”, acrescentou Wraith.

Um downgrade poderia automaticamente requer que alguns fundos de investimento vendam títulos dos estados afetados, tornando os custos dos empréstimos desses países  ainda mais altos.

“O preço tem sido fixado por várias semanas, mas o mercado foi embalado pela complacência durante as férias, e no ano novo começou com um salto no apetite pelo risco, em parte graças a um bom leilão espanhol”, disse Samarjit Shankar, diretor da Global Fx Strategy no BNY Mellon em Boston.

“Mas o leilão italiano nos trouxe de volta à terra e agora enfrentamos o fantasma do rebaixamento.”

Os custos da Itália na divida de três anos caiu abaixo de 5 por cento na sexta-feira, mas a venda dos seus títulos não conseguiu igualar o sucesso do leilão espanhol no dia anterior, refletindo o pesado refinanciamento que Roma enfrenta ao longo dos próximos três meses.

Traduzido do Ingles do artigo original: Downgrade-a-palooza: Banksters ready to Flush the Global Economy

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