Milhares de sardinhas aparecem mortas no Brasil

Parana Online

Milhares de peixes mortos vêm sendo encontrados na Baía de Paranaguá, desde a última quinta-feira (30). Naquela data, pescadores e moradores da região começaram a sentir um cheiro forte, e desde então, começaram a aparecer os peixes, principalmente sardinhas, sempre mortos.Peixes aparecem mortos no Parana

Na manhã desta segunda-feira, uma moradora de Paranaguá, participante de uma ONG naquele município, entrou em contato com à Banda B para denunciar o problema. Segundo ela não é a primeira vez que isso acontece. “São milhares de sardinhas mortas, fazem 3 dias que tentava me comunicar com orgãos ambientais e ninguém me atendia. Acredito que seja pesca predatória, e o cheiro é horrível, denuncio e não há um cuidado, é sempre assim, ano passado eu enterrei 12 botos”, reclamou. (Ouça o aúdio clicando no ícone acima)

De acordo com os moradores da região, cerca de seis toneladas de peixes apareceram mortos de maneira misteriosa, principalmente nas proximidades do Porto de Paranaguá, na costa da Ilha de Amparo e da Ilha de Piaçaguera. Orgãos ambientais recomendam que ninguém consuma os peixes, já que não se sabe quais os motivos deles aparecerem sem vida.

IAP-PR

O Instituto Ambiental do Paraná (IAP), por meio de sua assessoria de imprensa, informou na tarde desta segunda-feira (3) que o órgão irá se pronunciar sobre o caso somente quando souber a causa da morte dos peixes.

Segundo o instituto, pesquisadores do Centro de Estudos do Mar (CEM), da Universidade Federal do Paraná (UFPR), fizeram a coleta de amostras. A previsão do órgão ambiental é de que o resultado da análise fique pronto na terça-feira (4). Apenas após ter acesso ao laudo, o IAP deve comentar o fato.

Laudo sobre mortandade sairá no final da semana

O Centro de Estudos do Mar (CEM), da Universidade Federal do Paraná (UFPR), colherá hoje, junto com a Polícia Ambiental do Paraná e Secretaria de Meio Ambiente de Paranaguá (Semma), novas amostras das 100 toneladas de sardinhas xingó que apareceram mortas em Paranaguá, no litoral do Estado, quinta-feira passada.

Em virtude disso, a divulgação do laudo que apontará a causa da morte dos peixes deverá acontecer apenas no final dessa semana, segundo a Semma. Para o secretário de Meio Ambiente de Paranaguá, Paulo Emanuel do Nascimento Júnior, o laudo não saiu ontem pela falta de contraprovas necessárias.

“Nesta quarta-feira (hoje) os técnicos pegarão mais informações para montar o laudo final. Não temos o real motivo da mortandade, mas tomamos todas as medidas cabíveis”, afirma o secretário, referindo-se às orientações dadas sobre o consumo de peixes provenientes da baia de Paranaguá. “A população deve evitar o consumo”, ressalta.

A demora preocupa a Defesa Civil do Paraná. “Estamos conversando com todos os envolvidos no sentido de agilizar esse resultado. Saber a causa da morte dos peixes ajudará o trabalho de todos”, afirmou Edson Oliveira Ávila, coordenador regional da Defesa Civil.

Um vazamento químico ocorrido no dia 27 de dezembro no Porto de Paranaguá é praticamente descartado pelo coordenador como razão da mortandade. “O vazamento não teve proporção para causar tantas mortes e foi contido pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP)”, avalia.

Um ponto positivo visto por Ávila e por Edmir Manoel Ferreira, presidente da Federação das Colônias de Pescadores do Paraná, é que o número de peixes mortos não aumentou.

“Os peixes que estão na água são os mesmos que surgiram na semana passada. Imaginamos que seja algo bem pontual, que aconteceu entre quinta e sexta-feira passada”, diz. “Mesmo assim a situação para os pescadores está ruim. Ninguém está saindo para o mar, tampouco vendendo peixes”, ressalta Ferreira.

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