Facebook e Redes Sociais: Meio Conveniente para Espionagem

Por Luis R. Miranda
The Real Agenda
Outubro 8, 2010

Leitores devem se lembrar que DARPA (Defense Advanced Research Projects Agency) tem tentáculos assustadores: O primeiro e a Information Awareness Office (IAO); depois a TIA (Total Information Awareness, rebatizada Terrorism Information Program) e TIPS (Terrorism Information and Prevention System).

Em 2003, o povo americano irado forçou o governo a cancelar estas assustadoras operações de comando e controle, mas será que o governo o fez?

O “vampiro” estava, aparentemente, morto e enterrado, mas será que a estaca realmente atravessou seu mau coração?

Em 2002, Divya Narendra teve uma idéia para um site de rede social. No outono de 2003, ela e os irmãos gêmeos Cameron e Tyler Winklevoss estavam procurando um programador de rede que pudesse tornar a sua idéia realidade. Em 30 de novembro de 2003, eles contrataram Mark Zuckerberg para finalizar os códigos do programa. Mal sabiam eles que Zuckerberg estava criando um monstro.

Zuckerberg se gabava de pegar o dinheiro deles para que ele pudesse fazer o seu próprio site de rede social. Ele destacou que a sua criação, que se tornou o popular “Facebook”, rede social online, seria naturalmente bem-sucedida. Enquanto fingia trabalhar em projetos da faculdade, estava sabotando seus clientes se atrasando. Ele alegou que estava sendo apoiado pela “máfia do Brasil”, mas revelações da American Free Press mostrarão que é perigoso acreditar em qualquer coisa que Zuckerberg diz.

Notavelmente, The Social Network (Rede Social), um novo filme de Hollywood, é baseado em Zuckerberg e os anos que antecederam a tomada da Facebook pela CIA.  O filme é estrelado por Jesse Eisenberg como Zuckerberg. Confira as próximoss artigos para verificar como o roteiro retrata os fatos.

Mas, tão mau como o início do Facebook foi, os paralelos entre o apoio da CIA e o sonho do Google de tornar-se “a mente de Deus”, o financiamento da CIA para financiar o projeto de Facebook de saber tudo sobre todos, é ainda pior.

O Congresso impediu o IAO de recolher o máximo de informação possível sobre cada pessoa e armazenar estes dados em um escritório centralizado, o que facilitaria a espionagem pelo governo dos Estados Unidos nos cidadãos, incluindo a atividade na internet, histórico de crédito de compra do cartão, compras de passagens aéreas, aluguel de carros, registros médicos, históricos de ensino, carteiras de motorista , contas de serviços públicos, declarações de imposto de renda e quaisquer outros dados disponíveis. O plano do governo era simular a policia da Alemanha Oriental (Stasi) fazendo com que carteiros, escoteiros, professores, estudantes, etc fossem espiões de todos os outros. As crianças seriam convidadas a espionar os pais.

Facebook, no entanto, faz o que nenhum ditador jamais sonhou em fazer, que é ter meio bilhão de pessoas voluntariamente fazendo espionagem nos seus amigos, familiares, vizinhos, etc, e, ao mesmo tempo, revelando informações sobre si próprios com entusiasmo.

A enorme base de dados sobre estes quinhentos milhões de membros (e não-membros que estão sendo mencionados) é poder demais para qualquer entidade privada, mas, e se fizesse parte ou fosse acessada pelo complexo militar-industrial?
Nós todos sabemos que “quem paga o flautista, dá o tom”. Quando Facebook tinha menos de um milhão de participantes, demonstrou o potencial para fazer ainda mais que IAO, TIA e TIPS combinados. Facebook explodiu depois de sua segunda rodada de financiamento- 12,7 milhões dólares da Accel Partners, uma companhia de capital de risco. O seu director, James Breyer, foi anteriormente presidente da Associação nacional das empresas de capital de risco e estava no comando com Gilman Louie, o diretor da In-Q-Tel, uma empresa de capital de risco criada pela CIA em 1999. In-Q-Tel também financia Google e outras potências tecnológicas. Uma de suas especialidades é a espionagem.

Dra. Anita Jones, que ingressou na empresa, também veio de Gilman Louie e trabalhou na In- Q-Tel. Ela havia sido diretora de Pesquisa para Defesa e Engenharia para o Departamento de Defesa dos EUA. Esta conexão completa um círculo completo, pois ela foi, também, assessora do secretário de Defesa supervisionando DARPA, que é o responsável pelo desenvolvimento de alta tecnologia.

Além disso, a CIA utiliza um grupo no Facebook para recrutar pessoal para o seu Serviço Clandestino Nacional.

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